Mostrar mensagens com a etiqueta Comentários. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comentários. Mostrar todas as mensagens

4.11.18

Dúvidas da semana

Conseguirá o DAX reentrar no canal descendente, fazendo mais um falso break, e ir direto ao topo como fez entre março e maio? Ou virá testar a linha vermelha?


Irão o SP500 e o Nasdaq recuperar as médias móveis de 200 dias (linha azul), abrindo caminho a uma recuperação em V ou voltarão abaixo da linha amarela a caminho de mínimos anuais?



Vai o PSI20 escafeder de vez abaixo da linha vermelha numa altura em que alguns pesos pesados (JMT, EDP, e Galp) parecem muito amassados para conseguirem deitar uma mão aos touros?


Conseguirá o BCP, que apresenta resultados quinta-feira, ter andamento suficiente para lutar contra a maré de estraga fodas? O gráfico ficou mais desanuviado no curto prazo, mas haverá argumentos para quebrar em alta aquela linha amarela e depois fazer um higher high relativo?  

20.2.18

Imobiliário ou bolsa? Ganhar dinheiro!

Post convidado - Por Artur Mariano

Não tenhamos dúvidas. O objectivo para quem investe na bolsa ou para quem investe em imobiliário é o mesmo: Ganhar dinheiro!
A bolsa de valores e o sector imobiliário são dois dos melhores investimentos a longo prazo que alguém possa ter. Muitos investidores investem inclusive nos dois.
Ambos têm prós e contras, mas veja por exemplo logo esta vertente: Investir em bolsa é bom porque investimos em empresas que já existem e investir em imobiliário, é igualmente bom, porque, para todos os efeitos, as pessoas precisarão sempre de uma casa para morar.
Têm algo em comum também: funcionam em comunhão com a lei da oferta e da procura.
Veja o caso do imobiliário: Quanto maior for a procura de determinados imóveis (seja para comprar ou arrendar), e menor for a oferta, os preços sobem!
Agora a bolsa: Quando uma empresa tem lucros altos, mais procura há das suas acções. Logo, se a procura for alta, a cotação das acções sobe!
Ambos têm obviamente desvantagens: Para investir em imobiliário, é necessário tempo (para procurar imóveis e para os gerir) e requer, em relação à bolsa, mais dinheiro em carteira. Imóveis são bem mais caros que acções, e temos de ter em conta as despesas de manutenção e os impostos que não são tão baixos quanto isso. 

Vai encontrar tudo o que precisa saber no meu novo livro "Investir em imobiliário: do 0 ao milhão":


Para investir na bolsa, temos de convir que o risco é muito mais elevado quando comparado com o outro investimento, e ainda ter também em conta, as comissões elevadíssimas cobradas sobre as mais-valias pelos bancos ou pelas correctoras.
Como de certo compreenderá, para mim a escolha está mais que feita: Imobiliário, até porque é a minha paixão.
O correcto seria diversificar os seus investimentos, mas e se tiver de optar só por um?
Tenho pouco dinheiro disponível, ou estou algo restrito a financiamento: Bolsa.
Tenho um bocado mais de dinheiro disponível, ou tenho acesso mais ou menos facilitado a crédito: Imobiliário.
Deve em ambas as situações, ser acima de tudo honesto consigo próprio e ter a noção que não se enriquece do dia para a noite. Ambos os investimentos requerem tempo e dedicação. Requerem conhecimento e muita ponderação. E como em tudo na vida, um pouco de sorte. Seja porque “apostou as suas fichas” nas acções de uma empresa, e valorizaram imenso, ou porque comprou o imóvel certo, na hora certa, e que a procura para esse tipo de casa, subiu mais que o esperado, e o mercado tem pouco para oferecer.
De todas as formas, quem o impede de usar as duas modalidades de investimento? Porque não investe na bolsa, de forma a conseguir o capital necessário para comprar o seu primeiro imóvel? Ou, parte do que ganhar com imobiliário, rentabilizar numas quantas acções?
Não esqueça: Se algo têm em comum o investimento em imobiliário e em bolsa é o seu objectivo, que no final de contas, é o que o move na direcção da vida de investidor: Ganhar dinheiro!
Bons investimentos e, já agora, excelentes ganhos!

Na compra do livro, os leitores N€B podem usar o cupão "neg-em-bolsa" para terem um desconto de 5%.

14.2.18

BCP

Hoje reentramos no BCP à espera que os resultados e o aparente bom funcionamento da Lta o levasse a máximos do ano. Enquanto assistimos à despedida do FCP da LC vamos escrever sobre o assunto que nos diz respeito (acabamos o texto, com o Porto a queimar o penta, o que pode ser irónico - e agora vamos publicar antes que aumente).

10.2.18

Vender

Acerca da semana que ora finda o que nos apraz acrescentar ao que já dissemos é o que se segue:

3.2.18

O nosso estilo (parte 2)

Ninguém conhece o futuro, nem sequer os astrólogos. Talvez a única coisa que possamos dar por adquirido é a morte, ainda que mesmo essa Agostinho da Silva pusesse em dúvida, evidentemente, antes de a ter experimentado, pois argumentava que apenas tínhamos conhecimento de que se tratava de um fenómeno que ia sucedendo a gente avulsa, mas nunca nos acontecera a nós, pelo que não podia ser um dado adquirido. Claro que AS era um excelente filósofo e todos nós compreendemos que mesmo depois de tanta matança nos milhares de milénios do que vai de vida, que um dia nos suceda a nós parece de todo injusto e inacreditável, mas eu, que sou um homem de ciências, gosto mais de ir por aqui. Mas isto não é um texto sobre a morte, assunto em que gente bem mais encartada do que eu terá coisas mais deliciosas a dizer, mas sobre o futuro, temática em que, temo bem, todos sabemos o mesmo: nada!

2.2.18

O nosso estilo (parte 1)

Muita gente tem-nos perguntado por que motivo só investimos na bolsa portuguesa, que deve ser um dos mercados mais desgraçados do mundo, quando temos ao alcance de um clique tudo o que o mundo tem para oferecer no que a investimentos diz respeito. A pergunta é pertinente e tem uma resposta muito simples: porque quando investimos noutras coisas sempre nos demos pior do que estando apenas concentrados cá na paróquia!

12.11.17

IA, PSI20 e BCP

Desconcertante é o mínimo que se pode dizer sobre o comportamento do PSI20 esta semana, ainda que desconcertado seja adjetivo quiçá inapropriado para descrever um mano que se aventure neste submundo dos mercados financeiros. Sem conserto ainda vá, muitos ficam desse jeito depois de o mercado ter tratado deles, mas desconcertado tem mais a ver com espanto e só um néscio se espanta com o vira e revira do traquinete! 

14.10.17

Pharol (um exercício)

A Pharol tem sido uma das empresas menos apetecível, em termos de investimento, dado as dificuldades e ameaça de falência por que tem passado o seu maior ativo, a operadora brasileira Oi, mas, em contrapartida, tem feito as delícias dos jogadores do mercado tal a forma como tem permitido ganhar dinheiro, no curto prazo, graças a movimentos mais ou menos violentos motivados pela dança noticiosa em torno do processo de recuperação judicial da empresa do Brasil. É que mesmo aos mais contumazes defensores da bolsa enquanto investimento puro não pode deixar de criar sensação os mais de 130% de valorização no que vai de ano ou os 24% de subida só esta semana.

24.9.17

As mal amadas

Vou-vos dizer. Desde há largos meses que só tenho negociado BCP e Pharol. Muito provavelmente as duas mais mal amadas do nosso índice. Para além da minha mania de não ir pelas massas tem, e sobretudo, a ver com a aquilo que entendo ser a minha estratégia de negociação - e essa está bem vincada nas dezenas de opiniões, leituras e análises que vou partilhando - e por já estar um pouco como peixe na água na percepção dos movimentos da negociação das ditas cujas, por muito que por vezes me falta a água! E isso é o quanto baste para me sentir confortável com a posição! Mas não confundamos conforto com certezas! Essas não existem! 



Independentemente de diferentes estratégias, e desde sempre o dizemos, quando abrimos uma posição temos que saber porque o fazemos, tal e qual como quando a encerramos! Só assim, e estando corretos, mantemos consistência nos ganhos e não terá sido obra do acaso, efêmero! 

Claro está que não poucas vezes as coisas correm mal mas também vos digo, prefiro que corra mal e perceba porquê do que corra bem e tenha sido um achado! Ao longo do tempo a disciplina dará os seus frutos e sentirão que encontraram vocação para, sem grandes oscilações de estados de espírito, fazer dinheiro!


E agora, vocês, lixados que sois, me perguntam: mas se já te sentes como peixe na água diz-nos lá o que esperar da Pharol e do BCP?


3.9.17

Back in business

Um mês inteiro de dolce fare niente e folia é tempo mais do que suficiente para ficarmos tem-te não caias a pontos de abandonarmos o barco, mandar tudo às urtigas e fechar a loja. É que, bem vêem, a boa vida tem o efeito secundário de nos fazer autoquestionar acerca dos motivos pelos quais passamos tempo a dar cabo do canastro e da mioleira desnecessariamente, quando podemos perfeitamente go down to the river, and into the river we'd dive... 

16.7.17

Keep it simple, ponto

Mais, muito mais, do que qualquer análise fundamental ou notícia lançada, que por vezes já incorporada, as verdadeiras oportunidades no curto/médio prazo surgem pelo despoletar de movimentos técnicos!


"As oportunidades aparecem todos os dias. É preciso estar disponível mentalmente para elas."
                                                                                                   Américo Amorim
                                                                                                                                                                                                                                          




E como bem sabeis é aí que a nossa labuta diária assenta! Identificar oportunidades que criem riqueza! Tudo o resto é especular, fazer a leitura do que nos chega na imprensa, cmvm e outros, que não privilegiados! Portanto,

Até que chega o arauto da desgraça, que lá do pedestal da sapiência só vê a banda passar, e nos diz - "ah, mas esses movimentos técnicos são pura especulação e são fundos a trabalhar com gente super especializada e com algoritmos todos xpto para levar na cantiga os incautos, a empresa está toda lixada, tem imparidades de perder de vista e por isto e por aquilo ou essa outra está falida e mais não sei o quê..." - but, who cares? 


De que raio interessa toda essa conversa, que nos faz perder o foco no essencial, se a ação subiu 100% e eu estava dentro e já tenho o dobro do que tinha do lado de cá? Que interessa estar toda parida se o gráfico nos diz - e a toda a gente que o queira ver ao invés de discutir o indiscutível porque nós nem outros, que perdem tempo a fazê-lo, sabem o que realmente se passa nos meandros das negociatas - à quebra com volume, entra!


Reparem no BCP, em 4 takes desde o AC! 


Take 1, onde especulamos sobre o AC e sobretudo definimos a linha vermelha onde não queremos que quebre em baixa (desde então atingiu o número redondo 100 de percentagem de valorização!). Podem ler na integra a análise da altura aqui!

Take 2, dissemos onde não o queríamos, analisamos a potencial correção e onde depositávamos todas as fichas! Desde aí até à nossa resistência que ainda não tinha sido testada foram 33% de valorização! 

Take 3, onde puxamos dos galões e identificamos padrão com projeção para os 26 cêntimos na quebra em alta dos 0,20€! Esta semana atingiu esse valor e prontamente corrigiu! Recordem aqui

Take 4, para o atual momento! Após atingir a projeção dos 0,26€ e corrigir mantemos a bitola do ponto de entrada se situar no oscilador EMA21 (a vermelho tracejado) bem como na nossa Lta que se encontra pelos mesmos valores, pouco acima dos 24 cêntimos! Quebra aqui, em baixa, e lá se vai a nossa orientação! E só isso já é mau! Quebra os 23 cêntimos e soam as sirenes! Para cima a resistência está, ligeiramente, acima dos 28 cêntimos. 

Reparo final para a Pharol, já que estamos numa de apresentar resultados, para a quebra dos 31 cêntimos que ocorreu esta semana e ao disparo a que a levou! 15% de um dia para o outro não está mau! Embora não tenha atingido a nossa resistência ficou bem perto da nossa projeção analisada aqui há duas semanas atrás! Mantemos a leitura, façam contas aos risco de entrada numa fase em que se encontra no meio da ponte, fifty/fifty para rácio é a parada atual!

A terminar, juntamos PJ Harvey e Josh Homme dos QOTSA e relembramos isto!

 





4.7.17

Três notas da atualidade

Por causa dos atentados terroristas, que utilizam bombas artesanais feitas a partir de nitratos e afins, obrigam quem quer adubar a terra ou usar herbicidas a fazer ações de formação para que conste de um cadastro que enumere os possíveis compradores desses produtos, de maneira que se quiserdes adubar, mesmo que seja num quintalinho de varanda, ou fazeis a formação, ou contratais um jardineiro encartado ou então usais estrume intestinal! E se houver um atentado, escusado será dizer que vão ver quem da lista andou a comprar nitratos, e se quem os vendeu os vendeu a gente que consta da lista e onde foram utilizados! 

2.7.17

Impresa

Não tenho a certeza se foi a maior valorização do semestre que ora findou na bolsa portuguesa, mas a Impresa com 145% (contra os 10% do PSI20) fez coisas engraçadas pela carteira dos que atinaram comprá-la no início do ano. O mote para o galope estou em crer que não foi o sucesso das novelas da SIC, nem terá sido o facto de lhes terem cortado a corrente em Angola, nem tampouco os resultados apresentados (prejuízos de 2,8 milhões no 1º trimestre, com uma queda de 4,4% nas receitas) mas, como imagina quem anda mais ou menos atento a estas coisas, as movimentações em torno da venda da Média Capital, dona da TVI por parte da espanhola Prisa, empresa que está com a corda cada vez a apertar mais na garganta.

1.7.17

Simone Veil: um exemplo para as mulheres e… para os homens.

Ontem, com 89 anos, faleceu Simone Veil, uma mulher que marcou o século XX, não só da História francesa como também da História europeia. Sobrevivente dos campos de concentração nazis, ministra da saúde responsável pela chamada lei Veil que despenaliza o aborto em França em 1974, primeira mulher presidente do parlamento europeu, membro da Academia Francesa, muitos títulos para uma única mulher que fez da sua vida um exemplo de integridade e de coragem.

28.6.17

Bull-bear market (o caso do PSI20)

Muita gente labora no erro de achar que bull market (em português temos um bocado o trauma do forcado por causa dos tempos que passamos a ver a corrida da casa do pessoal da RTP na monumental praça de touros do Campo Pequeno e não soa bem falar em "mercado touro") é quando, mais coisa menos coisa, o mercado está sempre a subir e não tem ciência nenhuma retirar dinheiro da jogatana.

4.6.17

Lutar contra o quixotismo para não perder a razão

Impossível não associar o atentado em Londres àquilo que não foi atentado e podia ter sido em Turino. Quando os adeptos ouviram o que era o fogo de artifício, pensaram que o ruído era uma explosão e, portanto, um possível atentado; acreditaram que tinha chegado a sua hora, que eles eram as novas vítimas tal como outros escolhidos aleatoriamente pela Europa fora. Provocou pânico e acabou como todos sabemos.
Foi o fim da festa, o fim de uma era de despreocupação num tempo em que um fogo de artifício era apenas alegria e espanto, em que uma festa era uma festa, sem receio e sem terror. O medo está instalado na mente de cada um, uma defesa para o dia que pode chegar.

Por isso, não digam que o mal se banalizou, que os europeus já se habituaram a esta vaga de atentados, três na Inglaterra em poucas semanas, pois continuamos sem perceber como chegamos a este ponto, continuamos agarrados a uma realidade: eles contra nós.

15.5.17

Da fé nesta geração

Escrevo enquanto oiço, como se precisasse desta energia que, adentrando os ouvidos, sobreexcita a criatividade e, em paradoxo aquieta a mente. (Quem precisa de drogas quando a beleza pura nos toca a cada novo dia, nimbando-nos de viçosa esperança na Humanidade?...)


Como um gato com um chocalho

Vou-vos ser franco: há uma semana, quando disse que vinham aí dias de muita qualidade, com a visita do papa e a vitória do benfas, estava longe de imaginar que iríamos atingir um patamar tão elevado no que aos níveis de exaltação coletiva diz respeito. A verdade é que nós, os portugueses, apanhamos de repente uma onda tão boa que andamos melhor que um gato com um chocalho e, apesar de continuarem por aí os eternos pessimistas que tudo pintam com as cores da caca, quem tem um par de olhinhos e dois dedos de testa deve estar é preocupado com a alocação que vai fazer às poupanças que tem para as por a crescer o mais que possam. 

6.5.17

Presidenciais francesas: a segunda volta do faz de conta

A partir do momento em que a vitória de Emmanuel Macron é dada como certa, os mercados reagem com otimismo, é o candidato que todos querem. Por isso, a única dúvida neste momento é com que percentagem. A verdadeira vitória é, então, conseguir uma percentagem significativa, acima dos 60 %, que negue ao partido fascista da Frente Nacional uma vitória política.

Vitória dos valores democráticos? Era ótimo que assim fosse. Contudo, esta segunda volta anula qualquer debate, qualquer escolha para os franceses entre duas verdadeiras propostas de sociedade, deixando o mesmo vazio que alimenta a subida do populismo há décadas. Voltará tudo ao mesmo, se bem que, na verdade, com mais algumas sequelas.

Resta a pergunta: não será a própria democracia a alimentar uma Marine Le Pen? Para perdurar, o sistema precisa de um lobo mau facilmente identificável, condenável, que justifica o apelo, por exemplo, de Barak Obama ou da Amnistia Internacional. Parece que só conta o resultado, seja a que preço for.

21.4.17

A linguagem ao serviço do poder (segunda parte)

A linguagem foi sempre o nervo das ditaduras porque é a maneira como falamos delas que lhes dá força. É manipulada, simplificada: o bem e o mal, o crente e o inimigo, o dever e o proibido… Quer-se simples, sem ambiguidades possíveis e, sobretudo, dissuasora de qualquer pensamento próprio.

Não deixa de ser pertinente verificar que a par de sociedades cada vez mais complexas no seu funcionamento, prolifera uma linguagem que quanta mais estereotipada se torna mais sintomática é de um mundo pobre e sem ideias, sem forças para reagir às várias formas de poder. 

É também esta a história de 2084, o fim do mundo