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10.2.16

Primeiro dia de ressalto

Hoje estamos em modo ressalto, mas do jeito que as coisas se puseram todo o cuidado é pouco e podemos ter sol de pouca dura. Seja como for, mandam as regras do mais elementar bom senso que, mais do que tentarmos apanhar facas em queda, se avalie com rigor o que se passa no primeiro dia de um ressalto (nós que daqui vos falamos somos fãs incondicionais dos primeiros dias de ressalto depois de quedas violentas: nunca na queda, sempre no 1º dia de ressalto é regra que nos tem rendido maquias engraçadas). É que ressaltos com o mercado tão sobrevendido costumam durar pelo menos dois dias e pode ser bom negócio entrar desde que se seja lesto e se tenha estômago firme para aceitar que podemos ter que assumir perdas ato contínuo.

O bom dos ressaltos como o que está a ocorrer hoje é estarmos tão perto de suportes que podemos minimizar o entalanço com um stop loss pouco abaixo do ponto de entrada. É essa, de resto, a magia dos suportes: a malta não tem pejo em entrar porque o rácio ganho/risco é mega aliciante. Se quinar foge-se e não se pensa mais nisso!

No PSI20 temos receio de não conseguirmos superar a entrada no canal na zona dos 4800 pontos, o que coloca uma pressão muito grande sobre o nosso rácio custo/benefício. Com alguma boa vontade, pode ser que se acerque das EMA, 2% acima do valor atual, mas, como verão, estamos muito dependentes do que se passar na estranja:


Estamos a olhar para empresas que vêm de suportes firmes, como a SON, a Altri, os CTT, a EDPr ou a NOS e procuramos evitar as que estão em terra de ninguém ou aquelas que já quebraram o suporte como, por exemplo, a EDP.

O DAX pagou com línguas de palmo a quebra do nosso valor DATAC e escafedeu para cima de 600 pontos em dois dias: é obra! Agora o alvo evidente é o reteste do anterior suporte, pelo que se se aproximar desse valor vai haver muita gente a trocar longos por curtos. Em nossa opinião, quanto mais perto desse valor chegar, no mais curto intervalo de tempo, maior será a probabilidade de voltarmos às quedas fortes. 


Quem anda a segurar isto tudo, preso por linhas de coser (o mesmo é dizer-se, pela queda do dólar que traz sempre a esperança de que saiam favorecidas as exportadoras americanas) é o S&P500. Quebrou os 1870 em baixa e o alvo evidente era o reteste aos 1812, tendo recusado. Por esse motivo, acabou por se segurar e neste momento testa o retomar do valor anterior. Aqui temos território de urso e se hoje não fechar acima dos 1870 podemos ter um final de semana a esgalhar para baixo. Se superar dá sinal de que é capaz de financiar a tal ida do Dax aos 9400. Vai ser interessante de ver!

20.1.16

Gráficos para quem acredita em rebotes

Quem vê o que o S&P fez hoje fica na dúvida: quebrou os 1870 (o que é mau), mas foi direto à zona dos 1815 e aguentou o impacto, evitando o péssimo e fazendo uma espécie de remontada! Diga-se que aquela queda brutal até meio do dia, com um volume altíssimo e um pico de pessimismo, é típico de situações de saturação numa dada tendência do movimento, em que os mais tesos acabam por ceder e entregam a carga que vinham a segurar desde lá de cima.


O DAX, para todos os efeitos práticos, aguentou os 9400 pelo menos mais um dia:


Tanto um como o outro estão numa situação de flagrante sobrevenda e acumulam, numa dúzia de sessões, quedas de 9 e de 12% respetivamente. 

Estamos em crer que é possível que este movimento de sucessivas quedas possa aliviar momentaneamente (ainda que o fecho do S&P nos deixe na dúvida), e possamos ter motivos para subir pelo menos amanhã e quiçá na sexta-feira.

Nessa eventualidade, e apenas para quem gosta de arriscar, deixamos, sem mais comentários, 5 gráficos que nos parecem interessantes dentro do esfrangalhadíssimo PSI20.  






Para que não restem dúvidas, deixem-nos apenas recordar que não estamos a dar sugestões, nem jamais o faremos: trata-se de partilhar os nossos estudos. Por outro lado, e porque às vezes há quem fique com macaquinhos a bailar no sótão, dizemos que não temos qualquer posição aberta em nenhuma das empresas que aqui analisamos.

18.12.15

EDP Renováveis

Eu ainda sou do tempo em que nos enfiavam na cabeça, em doses cavalares, a cantiga de que o petróleo esgotaria nas jazidas num abrir e fechar de olhos e não haveria alternativa decente para fazer funcionar o mundo. Nos meus tempos de juvenil, não faltava quem vaticinasse um esgotamento total das reservas em 40 anos e havia espertos que asseguravam que, com o ritmo crescente de consumo, lá para 2015 já não haveria gota para meter no popó. Era a época das teorias do peak-oil, que conduziram às guerras no médio oriente e fizeram muitos entrar num frenesim de investimento em novas prospeções. Outros trataram de açambarcar o máximo possível, negociando com governantes corruptos, construindo grandes reservatórios e até requisitando o maior número possível de petroleiros para ficarem parados e cheios com um módico de ourito negro guardado para as gerações futuras (estão-se a rir, mas houve quem chegasse a este ponto, sendo este um dos motivos por que o petróleo se aproximou dos 150 dólares/barril já em 2012). 

Entretanto, a gente anda na escola para começar a pensar um bocado sozinha e, ainda que seja muito difícil vermo-nos livres de ideias feitas, mais cedo ou mais tarde quem teima acaba por ser bem sucedido. A mim soava-me estranho que o petróleo que foi acumulado sob a crusta terrestre ao longo de centenas de milhões de anos se esgotasse em pouco mais de cem anos. A Terra tem recursos limitados, mas este tipo de conversa era perfeitamente ridículo, porque implicava, por exemplo, que em pouco mais de um século devolveríamos à atmosfera todo o dióxido de carbono que tinha sido extraído pelos seres-vivos em várias eras geológicas. Uma barbaridade, que faria do nosso planeta um sítio bem mais agreste do que Vénus. O que se segue é que, contas feitas, não seria complicado chegarmos à conclusão de que a indústria do petróleo vivia muito de investimentos megalómanos que vigaristas estavam permanentemente a fazer porque tinham construído a argumentação que lhes permitia sacar recursos aos inocentes amedrontados com o fim da era da energia fóssil. Já nos referimos a tudo isto aqui.

Entretanto, muito desse investimento foi também canalizado para energia alternativas, tendo-se gasto montantes verdadeiramente exorbitantes de dinheiros públicos em investimentos completamente destituídos de senso. Uma das empresas (a nível mundial) que mais (é improvável que tenha sido a melhor) aproveitou essa onda furiosa de investimento foi a elétrica nacional de um pequeno país quase falido: sim, estamos a falar da EDP! A EDP muniu-se de subsidiação pública extravagante para construir um braço das energias eólicas que, a certa altura, dizia-se à boca cheia, era a terceira melhor empresa do ramo do mundo. Não sabemos quão correta é essa posição no ranking, mas o que é certo é que o tal ramo eólico, a EDP Renováveis (EDPr), foi alvo de um IPO na bolsa de Lisboa com as ações a serem arrematadas em êxtase a 8 euros a unidade: nunca mais estiveram tão caras como nos primeiros dias de negociação! Gráfico mensal:


Com o fim da era da ilusão no petróleo e o correspondente crash nos preços, acelerados pelos desenvolvimentos em torno do gás e do petróleo de xisto, poderíamos pensar que estaria em causa o investimento em fontes alternativas de energia, uma vez que o petróleo é, de longe, a fonte mais económica, fácil de utilizar e versátil. À primeira vista, estaríamos à espera que a queda dos preços do petróleo fosse má notícia para a EDPr, pois tornaria muito menos competitivo o mercado eólico. 

Mas não foi nada disso que sucedeu! 

Por causa da perceção pública do ritmo crescente das alterações climáticas, há cada vez mais uma predisposição para pagar caro pela energia, mesmo que se possa tê-la mais barata. Ironicamente, neste momento, chegamos ao ponto em que, embora se tenha percebido que o petróleo não vai acabar, somos nós que o teremos que substituir! 

Não admira, portanto, que as renováveis estejam cada vez mais na moda, existindo um investimento crescente e aparentemente imparável por parte das grandes empresas mundiais em alternativas ao petróleo. Capitalismo puro: a oferta cria a sua próxima procura e há uma dinâmica que faz o resto! E neste particular a EDPr, até pela presença que tem nos EUA, está particularmente bem colocada. Há quem lamente que o investimento que os contribuintes continuam a fazer todos os dias para financiar a deriva renovável de anteriores governos (continuam a fazer esse investimento, por exemplo, através de um tarifário elétrico que é dos mais inchados de toda a Europa e através de impostos sobre o consumo para acudir a um suposto défice tarifário), não seja usufruído por esses mesmos contribuintes, mas transferido para os acionistas. Helás! São as regras do jogo e é assim que as coisas, de facto, funcionam: nesta, como em outras matérias, contribuinte paga, empresa cresce, acionista ganha!

E é aqui que entramos nós! Não é por acaso, por conseguinte, que a EDPr seja das empresas mais bullish da bolsa portuguesa e, a par da Altri e talvez da Portucel, das únicas em que vale a pena investir. Eis o nosso gráfico diário:


Comprar aqui parece-nos asneira: o ideal seria uma entrada na base do canal, hoje na zona dos 6,50! Mas um fecho acima dos 7 euros (máximo de 5 anos), principalmente de for fecho semanal, pode permitir àqueles que estão dentro desde o IPO finalmente fazer dinheiro, pois transforma os 8 euros num alvo evidente!

8.9.15

Ações em suporte

Ações em suportes vendem-se na respetiva quebra encaixando-se um prejuízo que faz parte da despesa corrente de nos mantermos nesta vida! Assim, aproveitando o facto de hoje ser o dia em que, teoricamente, se encerra o tempo previsto no dito bolsista "sell in may..." deixamos propostas de análise à vossa consignação.

BCP (tão inevitável quanto perigoso):

Sonae:


Mota (precisava de quebrar os 2 euros e remontar):


Numa fase mais interessante de um possível movimento de rebote.

NOS (já em zona de obstáculos):


Altri (idem):


EDP Renováveis:


Quanto ao PSI20, mantemos que só uma quebra dos 5320 constitui sinal de compra, mas também somos de opinião de que se segurar nestes valores apresenta credenciais para os ir testar novamente. O problema é que num bear market a um dia de subidas segue um outro de queda e depois mais outro, de maneira que a probabilidade de nos encaminharmos para os mínimos do ano continua a ser bastante alta. Mas também há gente sábia que não deixa de lembrar que quem não arrisca não petisca. Petisquemos então (atenção à Fed nos próximos dias!). 

14.7.15

Good waves

Hoje, resumidamente, deixo-vos três gráficos. Três boas ondas. Três cotadas que obedecem ao sentimento bullish. Médias móveis mais curtas por cima das mais longas. Está nos livros. Umas com melhor aspecto mas todas com uma boa dose de interesse, caso a oportunidade surja! E o que está nos livros, também, é que devemos estar preparados para as oportunidades. Portanto, adiante, vamos a elas. Às cotadas. Ao homework! Nos, Edp Renováveis e Sonae, aí estão elas! Por ordem respectiva de entusiasmo!

A Nos, parece o nosso CR7, bate recordes atrás de recordes. E a cada máximo batido, dose extra de força (outra dos livros!). Ainda há bem pouco tempo referi-me a ela. Estava na iminência de quebrar um máximo. Lá trepou, conforme anunciado, consolidou, corrigiu rapidamente (como se alguém se estivesse a ver na chatice de perder o comboio), aliviou indicadores e voltou a subir. Querem melhor consistência? No Psi20 não temos! Ontem bateu novo máximo. Se o virem quebrar, os 7,49, é de entrar. Não me arrisco num take profit e quase que já estou como o outro, "compre amigo que vai subir"! Não me atreveria a tal infundado incentivo mas que ganha pujança, lá isso ganha. Uma razão: não há vendedores pela frente! Pertinente? Eu meto pertinência nisso! 


A Edp Renováveis, perto de máximos, de muitíssimo tempo, perto de activar possível duplo fundo. Na quebra dos 6,87, parte superior daquele mini canal que forma a resistência! Projecção para os 7,50-7,60.


Sonae, outro duplo fundo em vista, quebra os 1,26 e activa projecção para os 1,38.



Nota: Para todas as cotadas mencionadas, os valores falados estão nos respectivos gráficos. Os pontos de fuga, vulgo, stop loss, caso se confirme a quebra, passam a ser o valor quebrado. Esperar por confirmação dos rompimentos e muita atenção ao false break! A partir daqui é convosco!

Por agora é tudo. E para o que seria resumido, penso que até já me estiquei! Bem, resta esperar que o Parlamento Grego dê uma ajudinha. A ver se isto anda para a frente! Termino, como habitué, com musicol, com uma recordação que a semana passada o Nos Alive me avivou. Como falei em resistências e como também, infelizmente, posso estar enganado, nada mais a propósito!
Bom fim de dia! Melhores negócios!




24.3.15

Outros gráficos e mais música

Com a bolsa a bombar certinho não estamos nada virados para nos pormos p'raqui com lições de moral, dicas ou larachas engraçadas. Só nos apetece pagode, ver uns gráficos para desenfastiar e ouvir música. Deixamos a borga para o fim porque, apesar de tudo, há que manter alinhados os níveis de responsabilidade e não deixar que o cheiro do pilim sem suor nos atrofie de vez os neurónios.

Do PSI como um todo já aqui ontem falamos e mais não temos para dizer.

Das ações de que gostamos postamos gráficos quase a seco (colocamos as linhas que nos parecem importantes).

Do BCP dizemos apenas que não vemos ainda aquela resistência preta grossa nos 0,095 vencida, mas que a quebra ontem da SMA200 (que agora passou a suporte) coloca o título numa fase diferente da recuperação é um dado evidente. Estamos já naquele ponto em que as quedas vão servir muito mais de oportunidade de entrada para aqueles que ficaram de fora a salivar, ao contrário do que se passava antes em que à mínima queda havia logo quem as largasse com medo de despenque. Queda como mote para vender deu lugar a queda como oportunidade de entrada: eis, em poucas palavras, a diferença entre o bear market e o bull market. No BCP cremos que falta uma puxada jeitosa acima do valor de fecho de hoje. Pode ser amanhã... ou noutro dia qualquer. Vejam o esquiço: 


A Sonae já quebrou a resistência e está há 3 dias acima dela sem que se registe rejeição, pelo que, não fora a situação de sobrecompra diríamos que estava pronta para receber guia de marcha para levantar vôo. Valores de referência acima destes só os temos de 2008, pelo que já estão desatualizados. Daí que as próximas resistências vão ser estabelecidas no movimento que se vai seguir. Se querem a nossa opinião, gostávamos de a ver descer até a zona dos 1,33 (EMA21) para depois partir mais confiante, mas não nos importamos nada se for para cima ato contínuo.


Altri e NOS são exemplos de como uma ação pode estar hipercomprada e mesmo assim continuar a subir. Deixamos os gráficos apenas por uma questão pedagógica: se nós as quiséssemos comprar e tivéssemos calma suficiente para aguardar por uma correção era na linha verde (EMA9) que púnhamos a ordem (na linha amarela, EMA21, caso tenham nervos de aço).



Desde a nossa última análise a EDPr ainda não conseguiu torrar o topo do canal que assinalamos na altura. Já veio cá abaixo confirmar e voltou lá para cima. Neste momento, necessita de um fecho acima dos 6,49 para justificar uma ida a jogo, mas se a virem ameaçar esse valor não fiquem a olhar para o lado, porque correm o risco de terem de a comprar bem mais acima (e esta tem a vantagem de não estar sobrecomprada).


Para acabar, a Jerónimo Martins que teve de vir ganhar balanço para deitar abaixo a parede dos 12 euros. Hoje testou a EMA9 a ver se chega. Se chegar, amanhã já vai surtir efeito. Se não, podemos ter oportunidade de compra na Lta, por volta dos 11,35€ ou quiçá na EMA21 de que a JMT também gosta muito.


E agora mandem os gráficos para o teto e oiçam Sigur Rós bem alto! De rebentar com tudo! Merecemos, carago!!!

18.3.15

Gráficos avulso

Cinco gráficos avulso para chamar o sono.

Altri em máximo histórico (linha horizontal). Reação hoje à Lta de curto prazo e à EMA9. Do ponto de vista técnico não vemos motivos para vender, mas a puxada jeitosa do euro hoje é bem capaz de levar a mais-valias num título que tem sido propulsionado pelo euro barato. Nesse caso, vigiem a Lta e a linha amarela EMA21. 


A Jerónimo Martins não só fechou o gap deixado em julho como se apressou a encaminhar-se para uma pequena resistência que vemos pouco acima dos 12 euros. Achamos, contudo, que a verdadeira luta vai-se dar no ataque aos 13 que foi uma zona de intensos combates no ano passado e em 2012. Para baixo há uma Lta que não é quebrada em fecho desde o início de ano e que, para nós, nos serve perfeitamente de referência para eventuais guias de marcha.


A EDPr não repudiou a quebra dos 6,20 que havíamos assinalado como dica para entrar, mas agora tem ali aquele topo do canal como derradeira maçada antes de se poder abalançar a uma tomada de assalto de valores que já não são vistos desde 2010. Se quebrar, bom, se não podemos tê-la a marinar ou então a acusar o toque até cá baixo outra vez aos 6,20 (só para chatear).


Na banca está tudo à espera de sexta-feira e do que se vai passar com as ofertas pelo NB. O BCP estava a descontar uma série de coisas boas, mas durante esta semana começou a alombar para o caso de os interessados no NB se apresentarem murchos e sem pilim. Em termos técnicos, encontra-se encravado entre as médias móveis curtas e estamos em crer que só se vai decidir quando começar a boataria a respeito dos valores que vão aparecer em cima da mesa. A situação é interessante porque para baixo só vai se as ofertas forem escanzeladas, sendo até possível um sell-off à maneira na segunda-feira, porque a verdade é que o BCP vai arcar com 20% da diferença entre os 4,4 mil milhões do fundo de resolução e o valor da venda (num caso limite, podemos ter especulação de que o BCP vai necessitar de um AC). Não cremos, contudo, que seja esse o desiderato, uma vez que o número de pretendentes à compra do banco que era do salgado não autoriza compras em saldo. A não ser que, por ainda estarmos numa fase não vinculativa, venham de lá jogadores de poker... Passado este stress do NB e se as ofertas forem sensatas, podemos ter o BCP a entrar num novo ciclo de subidas a bom ritmo que o levem definitivamente para a fronteira bear-bull (zona acima da linha vermelha e abaixo da resistência horizontal nos 0,095).

15.3.15

Notas para a semana

Tenho a certeza de que já se aperceberam como as manhãs calmas e até de uma certa descida têm dado lugar a tardes de arromba nos mercados do lado de cá do Atlântico e como essa inversão vespertina da tendência vem acompanhada de quedas nos índices americanos e na cotação do euro face ao dólar. Mal a América acorda começa a ponte aérea de transporte de cacau do lado de lá para o de cá, no que às ações diz respeito, e de troca de euros por dólares no que toca à liquidez, aos depósitos e aos títulos de dívida.

Não nos parece que haja para já motivos para crer que os americanos vão cair muito mais e inverter o sentimento de longo prazo (a ida do Nasdaq aos 5000 pontos, ao fim de 15 anos, levou à correspondente correção, mas ficávamos surpreendidos se não fôssemos novamente para máximos em breve), mas a verdade é que, tradicionalmente, mesmo com dados económicos favoráveis e bons resultados empresarias, as ações não lidam bem com subidas dos juros e há risco de má performance relativa. Se juntarmos a isso o QE europeu, julgamos que ninguém precisa de mais nada para compreender por que motivo temos visto o S&P a arriar ao mesmo tempo que o DAX sobe como se não houvesse amanhã. Aliás, para nós é essa novidade de a Europa se estar a tornar independente dos EUA em termos de mercados financeiros que mais nos tem surpreendido nos tempos que correm. Em muitos anos que levamos neste mister é a primeira vez que assistimos a semelhante coisa!

Cá pela terra temos o PSI20 a comportar-se da forma esperada. A semana foi interessante como se previa e assistimos a um primeiro sinal de bull market com a quebra da SMA200 (claro que há quem pense que lá por que já estamos acima dos 20% de valorização no ano estaremos automaticamente a salvo dos ursos; nada mais falso: até ver, podemos perfeitamente estar apenas numa correção de curto prazo às descidas violentas do ano passado). Essa quebra foi ainda mais interessante por se ter seguido a uma correção forte (na terça-feira) que nos fez testar a Lta (terceiro toque) e aliviou indicadores de forma muito saudável. Agora, precisamos de uma quebra da zona 5780-5800 para termos 300 pontos de subida até abril! Que assim seja!


Nos 3 últimos dias da semana tivemos subidas com volume crescente e notou-se um frenesim meio louco entre os investidores a fazer tudo por tudo por cavalgar os títulos que mais subiam e deitar a mão àqueles que iam quebrando resistências, vendendo os que já se encontram numa fase mais adiantada da recuperação. A propósito, diga-se que por muito que nos custe, é fundamental que aceitemos com resignação que não é possível estar em todas as que estão a subir num dado momento. Num mercado que sobe de forma marcada temos que usar de parcimónia nos movimentos e limitarmo-nos a ajustes ponderados, evitando entrar na loucura de vendas e compras agressivas que nos dão cabo da cabeça e da carteira. É uma lei do universo o facto de haver sempre energia dissipada, e os mercados não são propriamente conhecidos por facilitarem a vida a quem complica!

A EDPr quebrou como previsto e a Mota também. No caso da primeira o cenário parece menos obstruído, tal como referimos aqui na semana passada. 

Na banca o ás de trunfo foi o banquito pequenote, o BANIF, que, como costuma suceder com o lixinho brilhou com subidas simétricas das descidas que experimentou no passado. A zona entre os 8 e os 9 décimos de cêntimo parece bastante mais congestionada do que o décimo anterior, de maneira que não antecipamos que seja uma subida tão limpa daqui em diante. De qualquer das formas, a quebra da SMA200 pode dar algum suporte na zona dos 0,0076, enquanto que as especulações em torno de fusões e aquisições na banca vão servindo de tónico a um banco que tem que encontrar comprador para a posição do estado (comprada acima do cêntimo de euro). 


Nos outros bancos, vamos ter também uma semana agitada, à medida que se aproxima o dia 20, data em que vamos ficar a conhecer as propostas não vinculativas para a compra do Novo Banco. Mas desses já aqui falamos na semana passada.

Uma chamada de atenção para a Sonae porque está a enfrentar a derradeira resistência, nos 1,40€, antes de entrar numa zona em que pode definitivamente levantar vôo. Fica o gráfico:


Brutal! O único senão é estar sobrecomprada (não é a única), mas nós deitamos-lhe a mão se a virmos corrigir à zona 1,28-1,32. É que podemos tê-la a lamber 30 cêntimos sem que tenhamos tempo de pensar em que havemos de gastar o lucro! A propósito, ao ler o artigo sobre a Farfetch, que vem publicado na revista do Expresso, foi da Sonae que mais nos lembramos, por ser a empresa portuguesa que mais se tem aproximado de ser um player global! Talvez lhe falte trabalhar mais a componente que está a dar dinheiro a sério: os negócios na internet. Mas o resto já lá está!

Da NOS (fechou a semana em máximos da muitos anos) já falamos e achamos que ficou tão jeitosa que não lhe vão faltar pretendentes, tanto mais que agora já se percebeu porque andou a cair com volumes tão altos no início da semana. Era o Joaquim Oliveira que estava à rasca para sair. E já saiu... 

Mas é nas telecomunicações que continua um dos calcanhares de aquiles do PSI20 (são dois, como tem que ser; o outro é a Galp que anda a pagar com línguas de palmo ter enfiado rios de dinheiro a tentar ir buscar petróleo quase ao centro da Terra! Uma loucura que deu muito dinheiro a ganhar a uma data de gente, mas não aos acionistas). As notícias de que a Oi gostava de dar com os pés à PT e trocá-la por uma empresa russa, ainda que tenham sido desmentidas rapidamente, dizem-nos que o fundo ainda está longe de ter sido feito e vêm quedas a caminho que vão, por certo, levar a PT para mínimos históricos. Claro que nós não estamos preocupados com a PT em si (está para lá de fodida há bastante tempo atrás) e estamos certos que nenhum de vós, sensatos e racionais como são, estará investido nesse monte de lixo tendo tanta coisa boa em que investir, mas preocupa-nos o facto de os 7,5% de peso no índice poderem servir de lastro à recuperação do PSI20 (notem que a queda semanal de 9% da Galp, que vale 12%, tirou 60 pontos ao indice que podia, se não fosse isso, fechar a semana acima dos 5800), ao mesmo tempo que fazem reviver na mente dos investidores estrangeiros as cenas medievais (economicamente falando) que tivemos que aturar no ano passado! 

Não temos falado das papeleiras, Altri e Portucel, mas é evidente que não as podemos ignorar. Agora, porém, já não nos apetece escrever mais (nem a vocês ler). Fica para a próxima!
Bons negócios para todos!

8.3.15

E mais algumas...

Fez há poucos dias 8 anos que os acionistas da PT rejeitaram a oferta da Sonae para comprar a empresa de telecomunicações por um valor 15 vezes maior do que a cotação atual. Claro que entretanto a PT distribui aos acionistas uma grande parte do seu valor sob a forma de dividendos, mas o que é um facto é que, sabemo-lo agora, essa distribuição foi fatal como era suposto que fosse e contribuiu para a morte daquela que era à época, muito provavelmente, a mais inovadora empresa portuguesa. 

Serve este intróito para falar não da PT, mas dos CTT, que esta semana cairam um bom bocado porque vieram com a má nova de que iam distribuir muito menos do que 90% dos lucros que se tinham proposto distribuir. Disse-se que o mercado não gostou da desfaçatez, mas a verdade é que os que não gostaram foram aqueles que só estão no mercado para caçar dividendos como quem mama nas tetas de uma turina, sempre preparado para bazar mal lhe pareça que há outra com mais leite. É que, se avaliarmos pelo que se passou na PT, e juntarmos a isso o facto de os CTT se estarem a preparar para entrar no negócio bancário, o corte de compromisso sobre os dividendos faz sentido até mais não e a má notícia seria se se mantivesse a política de distribuir todo o lucro. Dessa perspetiva, estaremos em crer que a recente correção pode ser uma boa oportunidade de entrada, tanto mais que veio bater na nossa primeira linha de suporte e aceitou-a de bom grado. Se o virem descer, deitem-lhe a mão no segundo suporte, sendo que a quebra da zona dos 8,90 são a dica dos mamões de que estão tão fodidos com a situação que o melhor será nós juntarmo-nos a eles.


A que se segue foi uma chamada de atenção do nosso amigo João Duarte. A EDP renováveis é aquela empresa que foi uma excelente oferta pública de venda, mas apenas para o António Mexia e a sua equipa, que a colocaram em bolsa ao preço de 8 euros em 2008, arrecadando um prémio pornográfico por terem sido capazes de enfiar a uma data de entusiastas das energias verdes (e caras) uma empresa que, uns meses mais tarde, já estava a metade do preço.

Agora a EDPr lá vai paulatinamente subindo e parece estar com desejos de finalmente dar dinheiro aos crentes que a mantiveram em carteira desde essa fabulosa OPV. Vejam lá o gráfico e digam-me se não é de lhe deitar a mão se a tipa quebrar os 6,20€?


O meu target estará nessa altura nos 7, com uma possível hesitadela nos 6,40, topo daquele canal que lá pusemos. A propósito e para apimentar a coisa, não digam a ninguém (é segredo nosso) mas há quem diga que os chineses de 3 gorges estão há anos doidos para lhe deitar a mão por inteiro e retirá-la de bolsa (daqui a pouco não há bolsa portuguesa, mas que se lixe)! E é uma lei do universo que quando queremos muito uma coisa e o preço dessa coisa começa a subir, acabamos por dar em doidos e fazer um disparate muito grande! E os chineses têm muitas virtudes boas, sendo uma delas a capacidade de fazerem disparates muito caros! Vamos lá mexer com o mercado!

E sobre os bancos? 

Sobre os bancos nada de novo, a não ser o facto de se ter tornado evidente que o preço da OPA vai ter que ser revisto em alta, dado que aos valores da proposta que está em cima da mesa nada feito. 

Entretanto, o Expresso noticia que a CMVM investiga se a história da fusão com o BCP não passa de jogada da D. Isabel para subir o preço (nós desde o início dizemos que se não é, mais do que parece). De qualquer das formas, se houver avanços em relação a uma fusão, parece que o BCP está tão disponível que se deita e rebola. Sendo assim, parece que a fusão é, de facto, uma ótima notícia para o Millenium (pudera!), pelo menos enquanto não chegarmos às condições finais da negociata. Portanto, notícias de que a fusão avança levam o BCP para cima, e uma quebra consistente dos 0,091 é a nossa dica de que a fusão tem mesmo pernas para andar e os tubarões já são sabedores da decisão!

Quanto ao BPI está numa posição bem melhor. Com a fusão ganha porque o BCP já se pôs todo pinoca com o rabinho a dar a dar, o que significa que está disposto a fazer cedências. Se não houver fusão ainda tem a OPA cujo preço vai ter que ir para perto dos 2 euros. E os espanhóis, que são uns sabichões mas às vezes relaxam, já disseram que o jogo ainda agora começou, ainda que seja um jogo lento, como são todos os jogos de xadrez (quem não tem paciência, deve abster-se). Acabar uma coisa e outra é possibilidade que, neste momento, não cabe na cabeça do maior pessimista, pelo que, como as coisas estão à data de hoje nós continuamos a votar no BPI.