Mostrar mensagens com a etiqueta Internacionais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Internacionais. Mostrar todas as mensagens

7.1.19

Back in business?

Odeio bear markets e quando os topo à distância passo a carga, piro-me para longe e nunca mais ninguém me põe a vista em cima. Notem que há quem goste e se derem uma volta pelos fóruns da concorrência não vos vai custar muito a encontrar quem se lambuze à grande com uma data de velas bem vermelhas seguidas. São os chamados curtos ou bears que eu, talvez por preconceito, imagino a tocar ao rabanete diante da tv que transmite um incêndio florestal ou a pinchar de alegria na iminência do juízo final. O que mais me desagrada num bear market nem é perder dinheiro, circunstância que, bem vistas as coisas, é uma contingência normal de quem opera e se resolve desde que tenhamos não mais do que meia dúzia de neurónios funcionais.


25.11.18

PSI20 e outros

Não há como pôr flores e embelezar a cenário: estamos num bear market medonho e assustador do qual, de facto, nós os tugas nunca saímos. Sabemo-lo agora, porque estas coisas só se conseguem ver em pleno olhando da frente para trás, esta subida desde os mínimos de 2016 mais não foi do que um ressalto foleiro. E agora vamo-nos contentar com andar a saltitar à espera que venha aí a trombada no ciclo económico que já começamos a sentir nos números que saíram nas duas últimas semanas, e enquanto não houver quebra em alta de máximos relativos e uma rutura da zona dos 5000 pontos, voltamos à cepa torta apanágio do nosso país pequenino e endividado até ao tutano. 

4.11.18

Dúvidas da semana

Conseguirá o DAX reentrar no canal descendente, fazendo mais um falso break, e ir direto ao topo como fez entre março e maio? Ou virá testar a linha vermelha?


Irão o SP500 e o Nasdaq recuperar as médias móveis de 200 dias (linha azul), abrindo caminho a uma recuperação em V ou voltarão abaixo da linha amarela a caminho de mínimos anuais?



Vai o PSI20 escafeder de vez abaixo da linha vermelha numa altura em que alguns pesos pesados (JMT, EDP, e Galp) parecem muito amassados para conseguirem deitar uma mão aos touros?


Conseguirá o BCP, que apresenta resultados quinta-feira, ter andamento suficiente para lutar contra a maré de estraga fodas? O gráfico ficou mais desanuviado no curto prazo, mas haverá argumentos para quebrar em alta aquela linha amarela e depois fazer um higher high relativo?  

10.10.18

Foi-se?

Toda a gente sabe que o chato da bolsa é que, bem vistas as coisas, não é possível uma pessoa ter sossego, nem deixar o cacau práli investido ao deus dará, pois corre o risco de acordar feito num oito. Pela parte que me toca, ando de atalaia desde que o PSI20 desabou da linha amarela e nem sabem o que me custa vir agora aqui só porque a coisa se pôs a jeito para fazer as caridades ao touro. 

7.10.18

S&P500

Com os juros da dívida pública americana em território fortemente bull anteve-se semana perigosa para o S&P500.


9.9.18

O mercado ansioso

O mercado é feito de seres humanos e, por isso, comporta-se como um ser humano, mas é um ser humano a quem foram injetadas pílulas de reação rápida, de maneira que tudo aquilo que são as características mais asselvajadas dos humanos, o mercado replica-as como se estivesse possuído pelo demónio. 

5.9.18

America first

A forma como os EUA se impuseram como principal potência a partir dos finais da Segunda Guerra Mundial foi obra essencialmente dos políticos. 

É verdade que a América foi, sob todos os pontos de vista, quem mais beneficiou com a guerra e também é óbvio que em mais nenhum lado foi o ser humano tão incentivado para perseguir sonhos de grandeza e riqueza, circunstância que não só criou uma dinâmica social muito forte, mas também atraiu uma grande quantidade de imigrantes talentosos e grandes contingentes de mão de obra barata. 

24.8.18

Ponto da situação

Como o vício é grande, não resistimos a fazer uma pausa na clausura a que nos remetemos. Evidentemente, continuamos na faina porque alguém tem que pagar o regabofe e é preciso manter o olhar atento em volta, de modo a que não sejamos apanhados de surpresa. 

Durante o mês, o PSI20 teve um esbardalho engraçado e aposto que, a dada altura, muita gente se pôs a olhar para o horizonte a refletir sobre a possibilidade de não sobrar cheta para liquidar as prestações. Pois bem, com a solicitude (e falta de fiabilidade) que é apanágio desta casa proponho-me lançar alguma luz sobre o que vai suceder daqui em diante.

28.5.18

Ponto de eutanásia?

Eu só queria que o animal fechasse o gap ou que, vá lá, fosse à base do canal, mas resolveram abrir saldos dos grandes e ele, com a ajuda do pagamento de dividendos, veio mesmo ao suporte dos 5500 pontos. 

7.5.18

Ponto da situação - índices

Parece-nos que o DAX ficou hoje com caminho aberto para ir testar máximos históricos, a não ser que amanhã não confirme a quebra daquela barreira que ali temos marcada, situação em que vamos ter muitos a magicar com um lower high. Por outro lado, com a situação em Itália na barafunda do costume e a previsível decisão americana de romper com o Irão anunciada para amanhã, um fecho em alta seria entusiasmante.

25.3.18

Indecisão

A semana que passou foi um autêntico nojo para os longos e nós andamos 4 dias a levar porrada tresloucada por causa da Sonae Indústria e ainda não nos recompusemos e já nos andamos a preparar para apanhar mais. Há algum aspeto positivo que se possa retirar da paspalhada que é perder-se dinheiro para além do tradicional que se foda, está perdido e está, agora vou masé encher o bucho de marisco regado a champanhe fino? Tirando essa injeção de ácido úrico, a boa verdade é que não há e fica-se com uma gosma infernal por não termos à mão uma máquina do tempo que nos reenvie para o domingo passado! Não é coisa que nos tire o sono, nem nada que se pareça, porque já toda a gente sabe que é apenas dinheiro, não é um enfarte nem um AVC ou uma coisa parecida, e o dinheiro vai e há de tornar a vir, mas um gajo tem sempre esta mania de que é possível andar nesta arte sem passar pelo biscate de queimar os dedos e quando os queima não gosta. Como é natural!

23.3.18

4.3.18

Ponto da situação

Começo por isto: grátis acho que estou a levar barato! Um dia vou pensar em pôr o acesso ao blogue a valer 1300 carapaus à hora a ver se pega. Estou convencido que sim, mas ainda não me decidi a experimentar porque 1) sou néscio, 2) gosto de trabalhar e 3) quero assegurar o meu cantinho no paraíso dos bondosos e dos justos.

25.2.18

Atualização

Semana cheia a que hoje se inicia, com os mercados a terem que lidar com as eleições de domingo em Itália, que poderão ditar a subida ao poder de forças anti UE (ainda que, neste momento, tal não seja provável), ao mesmo tempo que nos EUA continua tudo na expetativa de ver o que acontecer quando as yield a 10 anos ultrapassarem a barreira dos 3% (2,87 no fecho de 6ª feira). Há quem defenda que vem aí o inferno, mas nós, felizmente, somos um povo que já estamos vacinados contra gente que julga ter contactos privilegiados com o diabo, pelo que, se calhar, desta vez vamos ficar na retranca.

18.2.18

O caminho feito depois da hecatombe

Tal como prevíramos, a semana no PSI20 foi volátil que chegue, com velas enormes todos os dias, cheias de rabinhos vistosos para um cima e para baixo, mas acabou por se saldar numa recuperação bastante interessante, ainda que sem ser decisiva e esclarecedora. 

11.2.18

PSI20

Gostava muito de vos dizer de fonte segura o que vai acontecer na semana que agora começa, acima de tudo porque isso significaria que alguém superior a nós me tinha feito profeta (heresia?), mas, para além de prognosticar que iremos ter mais uma rodada dos furiosamente deprimentes desfiles carnavalescos lusos (excesso de farrapo e bugigangas, mamocas tristinhas com o frio agreste, demasiado enfeite, demasiados papelotes, litros de celulite, muita chicha a denunciar o desmazelo natural de ainda estarmos longe do veraneio, enfim, uma foleirice que só deprime em vez de desanuviar); mas volto à vaca fria, pois irei humildemente juntar-me aos que reconhecem nada poder opinar sobre o rumo do nosso biscate nas próximas sessões. Está tudo na mão dos dados de jogar, o mesmo é dizer-se dos algoritmos e da IA, a quem entregamos os destinos deste mundo: que bem fez Elon Musk em enviar desde já um descapotável da Tesla para Marte: já não nos faltará tudo quando fugirmos para lá!

10.2.18

Vender

Acerca da semana que ora finda o que nos apraz acrescentar ao que já dissemos é o que se segue:

5.2.18

K.O. logo no primeiro dia da semana

Que passou-se? 

Eu não posso vir aqui cada passo fazer o relato, mas com o touro em estado de coma que remédio tenho se não fazer horas extra. O Cramer está a dizer na CNBC que se deu um flash crash no DOW, que afocinhou 1600 pontos de um grampo só (no final acabou com a maior queda em pontos de toda a história). Eu não sei se foi flash, mas crash pareceu-me. E o S&P ficou muito desfigurado:


Temos sempre a esperança de que não seja nada, até porque neste caso é fácil adivinhar que tendo sido janeiro um mês de subidas a pique, é evidente que o povo mais melindroso não esteve com meias medidas e desaguou para as saídas aos encontrões, tentando salvar uma nesga dos lucros, e a situação pode ter-se descontrolado um bocado. Os juros americanos até desceram, mas hoje ouvi gente a falar de preocupações com a inflação ou coisa que o valha. Treta, parece-me. Se é correção num bull market hoje o S&P já se aproximou dos 8% o que ainda não é um valor estrambólico, e o aumento do volume pode querer indicar panic sell e comportamento de gnu. Aliás, o VIX, que pode servir para medir o medo em Wall Street, subiu uns gloriosos 115% (há que tempos não se via isto!).  

Entretanto, o DAX segurou-se no nosso valor chave, o que nos levou a abrir umas posições tímidas durante a sessão lusa, mas os futuros esbardalharam-se à grande e até já atingiram a projeção do duplo topo que referimos no sábado (apontando, neste momento, para uma queda de 4% amanhã na abertura - vão ter que pôr gelo durante a noite). Não sei se há notícias do governo alemão que justifiquem isto, mas não me admiraria nada que fosse só para não ficar atrás dos americanos:


Quanto ao PSI20, fechou em mau estado, como seria de esperar, mas temo bem que amanhã (de manhã, pelo menos) achemos que até nem fechou mal de todo! 


Olhai, se estais longos ide beber uns canecos que isto não há de ser nada!

3.2.18

O sell off como nós o vimos

Quem acompanha o blogue e segue a carteira que vamos disponibilizando no painel lateral pôde verificar que passamos a semana toda a liquidar posições em empresas de que nos enchemos de dizer bem e acerca das quais muito francamente não mudamos nem um milímetro de opinião. Mas é esta a nossa maneira de estar nos mercados pelo menos desde que, tenros chavalos, levamos em cima com o tremendo bear market do ano 2000 e transformamos uma carteira cheia de panache num destroço catastrófico, que nos obrigou a trabalhos forçados e horas extra, só porque enfiamos na cabeça que o sell off de março desse ano não passaria de mais uma reles correção técnica. O facto de só voltarmos a ter um bocado de paz de espírito ao fim de um ano e meio de pancada tresloucada quando vendemos Pararede com uma desvalorização de 80% deixou-nos escarmenta para a vida e prometemos a nós próprios nunca mais passar por semelhante refrega, nem que em causa estivesse a vida eterna com direito a bar aberto! There is no love in the markets, my friends

12.3.17

Ibex quase a entrar em bull market

Ao olhar para o gráfico que se segue não há como não ficar com uma pontadinha de gosma (patriótica com certeza) ao D. Afonso Henriques, ao Santo Condestável, ao Mestre de Avis e à Padeira de Aljubarrota, aos Restauradores e a todos os obreiros desse feito d'armas, de tomates e de loucura que foi a independência da pátria. Por momentos quase que nos imaginamos a gritar: estai quietinhos, por favor, heróis da tugaria; batam mais a modo na espanholada, nos galegos e nos de castela. Tende calma e sede mais ponderados que quiçá não tenhamos arcaboiço para gerir como deve ser um país só nosso! Passa logo, mas, raios, depois de lhes darmos tanta coça, como é que o destino quis que na era em que calhamos viver sejamos nós a estar na mó de baixo. O que vale é que neste nosso século 21, pelo menos para já (esta semana vai haver mais um teste na Holanda para se saber se o povo está mesmo com vontade de recuar à idade média), os mercados já/ainda são praticamente globais!