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13.3.16

O ponto em que nos encontramos e o BCP

Confesso-vos que nos tempos que correm não me dá vontade de negociar mais nada que não seja banca. Banca tuga, bem entendido. Um tipo vê em todo o lado tudo a falar da banca portuguesa e de processos de rearranjo de estruturas acionistas (em vez de aumentos de capital) e pensa para com os seus botões, que diabo, este é o tipo de cena excitante em que quero andar metido. Carago se os espanhóis andam metidos, se os angolanos andam metidos, se o Marques Mendes anda lá enfiado e até o nosso presidente-papa-francisco está empenhado quem somos nós para ficarmos de fora a ver? Isso: ninguém!

De maneira que andamos lá e olhem: entramos em boa hora e já temos bebido uns cafés de graça! 

Vou-vos dizer qual me parece ser o ponto da situação.

Começo pelo PSI20 que na sexta-feira atingiu o topo do nosso canal. Se rompeu ainda é uma incógnita, mas nos próximos dias saberemos (seja como for, a verdade é que também não seria inédito um falso break). Agora tem que fazer um máximo relativo acima dos 5100 pontos em fecho, essencial para que não se dê um novo lower high que poderia ter consequências bastante sérias: não parece difícil, até porque, apesar das subidas recentes, o índice mantém-se saudavelmente longe da sobrecompra. Para cima, o primeiro verdadeiro teste vai estar na zona dos 5300-5400 pontos, curiosamente, a região do break-even anual, para baixo, na região 4850-4900. Claro que, atendendo a toda a envolvente do mercado, estou como vós e agora acredito mais no cenário bullish, mas todos sabemos que o mercado é maroto!


Olho para o S&P500 e vejo força, mas há ali uma resistência que pode colocar dificuldades na zona dos 2040:


E no DAX, idem, com resistência nos lógicos 10000 pontos. Neste caso, com um bocado de boa vontade, é possível imaginar uma cabeça e ombros invertida, figura que, em conjunto com uma quebra da zona dos 9900 pontos projetava as expetativas para a zona dos 11000 pontos, já em território de touros:


Como os mercados se mantêm em bear market, as resistências devem ser levadas muito a sério, pelo menos num primeiro embate e vai ser importante monitorizar a evolução, por exemplo, do preço do petróleo e da cotação do par euro/dólar para se perceber com que probabilidade poderemos ter uma quebra em alta.

Visto o panorama geral, vamos então ao JP Morgan e ao Goldman Sachs cá da paróquia. 

De fusões, aquisições e outras confusões nem me vou dar ao trabalho de falar porque meus meninos e meninas nada mais sei do que vocelências, mas opino sobre o que dizem os gráficos e faço-o com o beneplácito do artista da bola de cristal.

Especulamos aqui que a Blackrock (BR) tinha andado a vender a posição que tinha no BCP. Veio-se a saber depois que não vendeu a sua posição mas outra que pediu emprestada no valor de metade da posição que tinha. Enfim, detalhes que não nos fizeram perder a aposta. Contudo, há uma nuance que faz toda a diferença. Se a BR tivesse mesmo vendido a posição, tinha ido à sua vida e neste momento já estaria a fazer maus negócios noutro sítio e nenhum daqueles traders tresloucados queria saber do BCP para nada. Ao shortar, trancou a posição que tinha, isto é, sobre metade da posição deixou de ter prejuízo ou lucro, mas continuou acionista do nosso banco e melhor ainda: quem shorta, mais cedo ou mais tarde, vai ter que comprar para fechar a posição e devolver o que pediu emprestado. Ou seja, os bacanos da BR não só não venderam a posição que tinham, como se comprometeram a recomprar 1% do BCP no futuro. Claro que para quem alombou com as quedas quando os artistas estavam a despejar isso não foi grande consolo, mas quem assistiu de fora foi como se recebesse um bilhete para uma grande galopada sometime in the future! Ora bem, e o melhor é que o BCP é o rei dos shorts: na semana passada havia 5% (quase 3000 milhões de ações) de posições curtas. Duvido que a BR tenha fechado na sexta-feira: vão ser os últimos de certeza! E acho que muitos devem ter passado o fim-de-semana a fazer contas ao rácio custo/benefício de manterem a posição e eu sou dos que estou a torcer para que concluam que é melhor comprar: eu tenho um cesto delas que vendo por caridade!

Gráfico diário:


Uma chamada de atenção para o semanal onde o BCP não fecha acima da média móvel de 21 períodos desde junho de 2015: está nos 0,0448!

Vai longo o texto: amanhã falo do BPI!

28.2.16

Ao ritmo de Wall Street

Se tiveram a mesma sensatez na interpretação do momento ou simplesmente foram obedientes ao soar de alarme aqui dado, figuradamente pelo Clint Eastwood em O bom, o mau e o vilão, então certamente amealharam umas mais-valias e não passaram pelo aperto do simples pensar que podíamos voltar a mínimos e chegar com a carga a ponto de não saber que lhe fazer, emocionalmente cada vez mais dolorosa!

     
Adiante!

Realmente não voltou a tombar feio e até nisso a leitura foi sensata! A reboque dos movimentos nos States os Europeus limitaram-se a fazer um mínimo superior ao anterior e o nosso PSI20 lá segurou nos 4600! Confiram o cenário:


Daqui para a frente, a quebra do topo do canal inferior dá-nos 4% de distância até aos 4900! Na toada de optimismo segue o topo do canal principal antes do valor verdadeiramente importante nos 5130! Para baixo nem há grande vontade de falar mas também parece evidente que se não é o mínimo relativo anterior a segurar então iremos novamente a mínimos do ano!

Como parece que andámos aqui por ver andar os outros, viremos agulhas para o SP500 e tentemos antecipar qual a direcção a tomar mediante isto:


Duas possibilidades, ambas optimistas, a primeira demarcada a vermelho e a segunda a preto: Activamos o duplo fundo na passagem pelos 1945 pontos com projecção intraday nos 2065 e na mesma perspectiva um fundo em V, característico do índice, a valores de fecho com projecção para a zona dos 2045 ou então, não activamos já e recuámos até à zona dos 1865 para posteriormente activar, pelos valores actuais, um IH&S com semelhante projecção para a resistência pelos 2045 pontos! Portanto, se o virem hesitante no caminho para cima e consequentemente começar a dar para trás levem em consideração este cenário menos fugaz embora mais consistente numa óptica bullish!

Posto isto, música para os nossos ouvidos em pleno fecho de fds entregue à voz de Jeff Buckley num original dos The Smiths!

Boa semana!

21.2.16

O lobo mau

Os números da economia ajudaram, o acordo do petróleo também e a tremenda situação de sobrevenda deu o impulso final para que os principais índices tivessem uma semana muito engraçada, tendo em conta o que vem sendo a bitola no que vai de 2016. Aliás, a festa esteve tão porreta que, como em boa hora assinalou o João aqui, fomos a toda a bolina em direção a uma zona de perigo nos índices que acompanhamos.

No DAX embatemos nos 9400 pontos, anterior suporte-mor, reforçado pela presença da EMA21, zona agora infestada de ursos e, por conseguinte, terreno de shortanço. Se quebra em alta já, ficamos muito admirados (mas longe de nós regatear com o mercado)! Se vem para baixo arrisca mínimos ou, sendo mais otimista, ou higher low um duplo fundo. Manda a lógica, portanto, que se entre curto com target nos 8700-8800, mas o mercado só costuma ser lógico no retrovisor e a olho nu é mais matreiro que o lobo mau.


Pedimos desculpa pelo lapso da régie, que colocou a estampa desta moçoila talvez a pensar nos motivos que levaram o lobo a ser mau e matreiro. A imagem correta é esta:


No S&P500, o João explicou tudo no texto dele e nós não lhe acrescentamos uma vírgula que seja. No PSI20, o nosso gráfico ficou assim:


É evidente que com a reentrada no canal em jogo na quinta-feira, não precisaram de nos assobiar para passar o testemunho a outros, que estivessem menos cansados, e assim chegamos ao fim-de-semana líquidos como água da torneira.

Se nos perguntarem o que faremos em seguida, diríamos que nos parece que a jogar na equipa da ursalhada (ou do lobo mau!) se estará melhor, tanto mais que poderemos fechar com poucas perdas se houver quebra em alta daquelas linhas chave que pusemos no gráfico.

Aliás, no início da semana, ficaremos admirados se não houver lucros para quem vender emprestado e explicamos porquê.

O anúncio do referendo no Reino Unido é, evidentemente, uma má notícia, até porque o mercado só estava à espera desse berbicacho em 2017. Claro que a reação pode não ser má, se rapidamente houver a percepção de que o "sim" ganhará, mas a verdade é que até 23 de junho vamos andar bastante tempo ao sabor das sondagens e dos anúncios de apoios que um e outro lado for conquistando. A forma com o primeiro-ministro britânico anunciou a decisão no dia de ontem, enfatizou quão grande é a situação de exceção do acordo RU/UE e admirar-nos-ía que as opiniões públicas mais independentes da UE como os nórdicos ou os alemães e em especial os franceses não começassem a fazer contas de cabeça acerca do funcionamento da própria União. Se o "não à UE" ganhar vamos assistir, como tem sido assinalado por diversos analistas, a uma situação de tão grande turbulência que muita gente terá que retirar dinheiro do mercado desde já só para poder descontar o risco dessa possibilidade. É que, por muito remota que a vitória do Brexit possa vir a parecer (como assinalava hoje o meu amigo Renato, há muitos fatores que os britânicos terão que pesar muito bem e não são só fatores económicos; por exemplo, se o RU sair da UE é provável que a Escócia abandone mesmo a união para poder aderir sozinha), há sempre a possibilidade de um atentado de última hora que espolete o medo a tal ponto que conduza a um resultado emocional! 

18.2.16

Alto e pára o baile!

Não desejaria ser aquele fulano estraga festas até porque o bailarico tem estado bom e então para quem arrecadou umas doses lá em baixo, a mínimos, certamente que se sentirá o gajo mais popular da festa! E nem a pausa que se verificou na terça-feira serviu para esfriar ânimos - quando até mesmo nesse fim de sessão Europeu se antecipara a continuação de subidas! Com o nosso PSI a reagir aos 4600 e o DAX a recuperar nos últimos minutos para fechar acima da EMA9 a levar-nos para a sensação de típica correcção ao movimento de curto prazo! 

Já o SP500, esse não faz intervalos, até que... Zona de fogo cruzado à vista?


Isso mesmo! Devem estar a pensar que aquela zona do ponto de interrogação demarcada pelo último máximo relativo e pela porta de entrada no canal será o primeiro ponto em que os longos menos optimistas abandonam o recinto e os curtos mais agressivos cerram fileiras! Não seria tão pessimista ao ponto de dizer que isto já vai tombar feio outra vez, longe disso, mas será sensato prever que de ânimo leve não activará duplo fundo, de rajada! Que é como quem diz: Alto e pára o baile!

The good, the bad & the ugly

Com o Germânico a recuperar até à sua zona DATAC - e bem! Dizemos nós! O Tuga com o aspecto conforme verão abaixo, vejam se não estará a chegar hora de recolher umas mais-valias e ganhar fôlego sabendo de antemão que nestas coisas tendemos a andar ao ritmo dos States!


Não teremos capacidade para causar apreensão à festarola, mas para que não restem dúvidas nós por cá abrimos a sessão in modus longo e logo veremos o sentir da pulsação! Mas na dúvida... Já sabem com o que a casa conta! 

Bom dia! Seguem os Britânicos New Order!

    

10.2.16

Primeiro dia de ressalto

Hoje estamos em modo ressalto, mas do jeito que as coisas se puseram todo o cuidado é pouco e podemos ter sol de pouca dura. Seja como for, mandam as regras do mais elementar bom senso que, mais do que tentarmos apanhar facas em queda, se avalie com rigor o que se passa no primeiro dia de um ressalto (nós que daqui vos falamos somos fãs incondicionais dos primeiros dias de ressalto depois de quedas violentas: nunca na queda, sempre no 1º dia de ressalto é regra que nos tem rendido maquias engraçadas). É que ressaltos com o mercado tão sobrevendido costumam durar pelo menos dois dias e pode ser bom negócio entrar desde que se seja lesto e se tenha estômago firme para aceitar que podemos ter que assumir perdas ato contínuo.

O bom dos ressaltos como o que está a ocorrer hoje é estarmos tão perto de suportes que podemos minimizar o entalanço com um stop loss pouco abaixo do ponto de entrada. É essa, de resto, a magia dos suportes: a malta não tem pejo em entrar porque o rácio ganho/risco é mega aliciante. Se quinar foge-se e não se pensa mais nisso!

No PSI20 temos receio de não conseguirmos superar a entrada no canal na zona dos 4800 pontos, o que coloca uma pressão muito grande sobre o nosso rácio custo/benefício. Com alguma boa vontade, pode ser que se acerque das EMA, 2% acima do valor atual, mas, como verão, estamos muito dependentes do que se passar na estranja:


Estamos a olhar para empresas que vêm de suportes firmes, como a SON, a Altri, os CTT, a EDPr ou a NOS e procuramos evitar as que estão em terra de ninguém ou aquelas que já quebraram o suporte como, por exemplo, a EDP.

O DAX pagou com línguas de palmo a quebra do nosso valor DATAC e escafedeu para cima de 600 pontos em dois dias: é obra! Agora o alvo evidente é o reteste do anterior suporte, pelo que se se aproximar desse valor vai haver muita gente a trocar longos por curtos. Em nossa opinião, quanto mais perto desse valor chegar, no mais curto intervalo de tempo, maior será a probabilidade de voltarmos às quedas fortes. 


Quem anda a segurar isto tudo, preso por linhas de coser (o mesmo é dizer-se, pela queda do dólar que traz sempre a esperança de que saiam favorecidas as exportadoras americanas) é o S&P500. Quebrou os 1870 em baixa e o alvo evidente era o reteste aos 1812, tendo recusado. Por esse motivo, acabou por se segurar e neste momento testa o retomar do valor anterior. Aqui temos território de urso e se hoje não fechar acima dos 1870 podemos ter um final de semana a esgalhar para baixo. Se superar dá sinal de que é capaz de financiar a tal ida do Dax aos 9400. Vai ser interessante de ver!

20.1.16

Gráficos para quem acredita em rebotes

Quem vê o que o S&P fez hoje fica na dúvida: quebrou os 1870 (o que é mau), mas foi direto à zona dos 1815 e aguentou o impacto, evitando o péssimo e fazendo uma espécie de remontada! Diga-se que aquela queda brutal até meio do dia, com um volume altíssimo e um pico de pessimismo, é típico de situações de saturação numa dada tendência do movimento, em que os mais tesos acabam por ceder e entregam a carga que vinham a segurar desde lá de cima.


O DAX, para todos os efeitos práticos, aguentou os 9400 pelo menos mais um dia:


Tanto um como o outro estão numa situação de flagrante sobrevenda e acumulam, numa dúzia de sessões, quedas de 9 e de 12% respetivamente. 

Estamos em crer que é possível que este movimento de sucessivas quedas possa aliviar momentaneamente (ainda que o fecho do S&P nos deixe na dúvida), e possamos ter motivos para subir pelo menos amanhã e quiçá na sexta-feira.

Nessa eventualidade, e apenas para quem gosta de arriscar, deixamos, sem mais comentários, 5 gráficos que nos parecem interessantes dentro do esfrangalhadíssimo PSI20.  






Para que não restem dúvidas, deixem-nos apenas recordar que não estamos a dar sugestões, nem jamais o faremos: trata-se de partilhar os nossos estudos. Por outro lado, e porque às vezes há quem fique com macaquinhos a bailar no sótão, dizemos que não temos qualquer posição aberta em nenhuma das empresas que aqui analisamos.

14.1.16

Foi por pouco...

Quem está dentro e vem aguentando tenazmente este clima agreste que nos perdoe, mas é preciso uma paciência de santo para conseguirmos fazer umas comprinhas no PSI20 cá em baixo no nosso valor de referência na zona dos 4900! 

Hoje estivemos vai e não vai, mas a Galp tirou-nos a confiança toda ao impedir uma aterragem brusca ao jeito da que o S&P está com vontade de fazer: ida ao nosso valor DATAC e posterior rebound

No caso do S&P ou há um mínimo que está feito ou então arriscaríamos dizer que ursalhamos feio! 

No PSI20, lá está, o cenário podia ter ficado hoje mais claro e foi pena aquela remontada estrambólica da Galp (é verdade que tecnicamente, fez algum sentido, mas não havia necessidade de tanta pressa... ou havia?).


E um pouco de música para ajudar a compor...


11.1.16

cny/usd e cny/eur

Estamos em crer que este será um dos dados que mais de perto devemos seguir em busca de pistas para o futuro: depois de uma queda ininterrupta que o levou a depreciar quase 4% em menos de um mês, o yuan chinês teve finalmente hoje uma ligeira recuperação!


Escusado será dizer que com uma moeda mais fraca os chineses comprarão menos ao exterior, facto que tem servido para alimentar um pessimismo bastante arreigado em especial entre as maiores exportadoras europeias (em relação ao euro a recuperação de hoje foi um bocado mais expressiva, contra uma queda de quase 7% desde 30 de novembro). A título de exemplo, no que vai de 2016, a BMW cai mais de 14%, a Daimler quase 12% e a Porsche outro tanto! Mais esquisita parece-me a queda de 11,3% da Bayer: as vendas de Rennie devem estar em alta com a azia que grassa, em particular entre os grandes jogadores de poker bolsista chineses! Enfim, racionalidade nunca foi o forte nos mercados!

Notem que não estamos a dizer que lá porque hoje subiu vamos ter recuperação da moeda chinesa, e inversão nos índices; simplesmente fazemos notar que o mercado anda a descontar uma hecatombe e é bem capaz de dar por ela e aperceber-se de que exagerou! Nada como estar atento a todas estas subtilezas! Já agora, muita atenção para o facto de haver números importantes que vêm da China na madrugada de quarta-feira, pelo que é preciso levar isso em linha de conta se decidirem ir a jogo!

10.1.16

DATAC

Após uma semana de negociação estarmos com quedas anuais a rondar os 7% no IBEX, no CAC e no NASDAQ, 6 no Dow e no S&P, e acima de 8% no DAX é quase tão inacreditável quanto o facto de, desta vez, o PSI20 até nem ficar mal no retrato (-3,5%). É verdade que havia um grande pessimismo no ar antes do final do ano e houve sinais técnicos relevantes que foram ativados no sentido descendente, mas um movimento desta dimensão, em tão curto espaço de tempo, é coisa para deixar os cabelos em pé ao mais indefectível otimista (eu nem imagino como se deve estar a sentir, neste momento, o nosso ministro das finanças, às voltas com um orçamento de estado tão cheio de riscos, enquanto que os mercados internacionais metem um medo dos diabos)! 

Seja por causa da China (já por diversas vezes chamamos neste espaço à atenção para o PMI chinês estar, há tantos meses, abaixo de 50), seja por outro motivo qualquer, se este movimento não for rapidamente estancado vamos começar a ver maus indicadores da economia real e caminharemos para uma crise. É que, ao contrário do que é senso comum, a maior parte das vezes (salvo cisnes negros como atentados ou cataclismos), são os mercados financeiros que marcam o compasso do ciclo económico e não o contrário: queda dos mercados antecipa desemprego e crise, que acaba por se começar a materializar algumas semanas mais tarde. Muitas vezes somos levados a pensar que os maus dados foram prognosticados pelos sabichões dos mercados, mas a verdade é que o bear market, ao retirar dinheiro do bolso de quem realmente mexe com a economia, cultiva ele próprio os períodos de baixa!

Há quem ache que já estamos em bear market (nos principais mercados financeiros, bem entendido; no PSI20, nem chegamos a ver o touro), e a verdade é que desde abril quem anda a apostar longo dificilmente tem ganho dinheiro, pelo que no médio prazo temos andado, realmente, a levar sapatada do urso! Porém, neste momento, nós por cá ainda nos mantemos acima do nível em que Deitamos A Toalha Ao Chão (nível DATAC).


Consideramos, contudo, que as próximas sessões poderão ser decisivas e cremos que os gráficos que colocamos a seguir clarificam a nossa posição.

Evidentemente, nem vos precisamos de lembrar que consideramos um nível DATAC um ponto de compra para quem não se importa de ver o dinheiro violentado (é muito mais racional comprar num DATAC do que no ponto em que nos encontramos neste momento, ou em qualquer ponto por onde passamos ao longo da semana que terminou). É imprescindível, contudo, colocar um stop loss a uma distância a gosto abaixo desse patamar, sob pena de perdermos noites de sono desnecessariamente! 

Vamos aos gráficos.

No DAX a linha horizontal vermelha é o nosso nível DATAC. Não o vemos a quebrar já e mantemo-nos na expetativa de um ressalto pelo menos nos 9400 pontos. Se não houver... foda-se! Se existir, temos um duro caminho para cima!


No CAC estamos quase DATAC, o que nos leva a pensar que estará por dias o esclarecimento cabal da situação (aqui damos 100 pontos de intervalo de confiança abaixo dos 4300).


No S&P DATAC abaixo dos 1870 pontos (a 2% do fecho da semana).


No PSI20, o nível DATAC está há muito tempo nos 4900 pontos e reafirmamos que não se aconselham tomadas de posição nestes ressaltos em números redondos. Quem não gosta de apertos deve abster-se, em absoluto, até que haja uma quebra consistente dos 5400 pontos (do jeito que as coisas estão, teremos tempo para falar disso).


Aperceberam-se, certamente, de que o nosso raciocínio é muito simples: como estamos bear desde abril, com um duplo mínimo de permeio, consideramos que a quebra desse mínimo vai fazer os investidores procurarem novos mínimos mais abaixo e encarar um mercado urso de mais longo prazo. Acima dos níveis DATAC podemos ter ressaltos violentos como os que ocorreram no final do verão; abaixo vamos ter ressaltos até esses níveis que passarão a resistências fortes. Olhando para a envergadura do movimento e o registo recente, acima do DATAC nada nos demove da ideia de que estamos em presença de uma correção que poderá acabar com um fundo em V!

Apenas uma nota adicional. Concretizou-se o que conjeturamos aqui e a queda deste ano no PSI20 é, até ao momento, similar ao movimento feito no início do ano passado (há uma diferença de patamar e pouco mais - até o movimento antecedente é semelhante): queda a rondar os 4% e um duplo fundo de poucas semanas! Vai ser interessante verificar se a história se repete:

6.12.15

Mais uma semana

Se nos correu bem a semana?, pergunta o amável Herculano, frequentador preocupado deste espaço. Que não! - respondemos. A verdade é que correu uma baita caca, embora até ao meio-dia de quinta-feira nem tivéssemos razões de queixa. Depois percebemos que estávamos do lado errado do mercado e nem deu tempo para dizer ai: quando demos por ela já tinham evaporado 2 pontos percentuais do lucro anual e, como toda a gente sabe, ao vapor não lhe é possível deitar a mão. Do mal o menos, como 28% vão nas mais-valias, não chegou a 1 ponto e meio: eis uma das vantagens de se pagar impostos! 

O que se segue é que ninguém que queira ganhar dinheiro nos mercados se pode pôr à procura de desculpas externas para as semanas em que a coisa dá para torto. Trata-se de algo que todos temos obrigação de saber, tal como é mandatório retirar dos flopes consequências que nos tornem mais eficientes. 

A meu ver, a maior aprendizagem da semana é a que exponho a seguir. 

Os mercados habituaram-se a um Mário Draghi mãos largas já que, por três vezes em que, no passado, o homem tomou decisões importantes, as bolsas reagiram com euforia. Desta vez, os mercados vinham desde outubro a antecipar medidas robustas e, em consonância, tinham apresentado subidas expressivas (o DAX, por exemplo, subia 20% no início da semana, relativamente ao início de outubro). Assim sendo, o erro  de cada um de nós que se deixa ficar à espera de boas novas em situações como esta, estará em pensar que o mercado continuará a subir por causa da apresentação final do plano de medidas: se as novidades fossem boas haveria sell on the news, se fossem más haveria sell-off. O problema é que todos sabemos isso (ou quase todos), mas na hora agá acabamos sempre por pensar que desta vez será diferente. E o mal é que acaba por ser sempre igual! Na verdade, dificilmente haveria notícias capazes de motivar subidas no mercado, porque todos quantos estavam na expetativa dessas mesmas notícias já teriam investido muito tempo antes, de maneira que rarearia o dinheiro fresco para entrar nos mercados. E nestes casos, quem tem experiência disto sabe que é muito fácil transformar um reles sell on the news, num sell-off de monta: a desculpa de que o Draghi foi conservador e não fez o que o mercado antecipava foi forjada para espalhar o pânico e amplificar o movimento. No final de contas, o BCE foi razoável e não seria de esperar que um banco central que sempre foi conservador (ou não tivesse que agradar à Alemanha) fizesse já as loucuras que alguns vieram dizer que estavam a contar que fizesse. De maneira que estar do lado longo na quinta-feira a meio do dia era, de facto, um erro e o pior é que é um erro que a maioria dos investidores não se cansa de repetir (eu incluído): não digo que se devesse estar curto, mas depois das subidas antecipatórias das últimas semanas, estar de fora era do mais elementar bom-senso.

Nós não estávamos de fora, como dissemos, e já pagamos a fatura do erro (e de mais uma lição do célebre curso de bolsa que dura toda uma vida). Felizmente, uma parte significativa do que tínhamos investido estava no BPI, que nos fez a fineza de remontar no dia seguinte (pena que estivéssemos no DAX e não no S&P e já não tínhamos razões de queixa). Agora, como sempre, olhamos em frente. 

Ficamos muito agradados com a decisão do BCE que nos pareceu equilibrada e muito racional (compreende-se, naturalmente, que o mercado tenha reagido de forma brutal, não só porque houve quem tivesse necessidade de reajustar carteiras - notou-se, por exemplo, um movimento de institucionais dos títulos para a liquidez com o euro a reagir de forma, à primeira vista, tresloucada -, mas também por causa do pânico gerado por uma queda abrupta - no DAX, por exemplo, viu-se muita gente a vender filada no fecho do gap nos 10500), e estamos em crer que os números que têm saído relativos à economia real poderão evitar um movimento em baixa mais prolongado, ao mesmo tempo que o mercado vai assimilando o impacto real das mexidas assimétricas do BCE e da Fed.

No DAX, vamos assistir a uma luta entre quem acha que o gap dos 10500 pontos é para ser fechado já e aqueles que acreditam em máximos relativos antes. Deixo duas perspetivas (otimistas!) no gráfico seguinte: na primeira vamos já para cima até à zona dos 11600-11700 pontos para depois vir eventualmente fechar o tal fosso nos 10500 e mais tarde atacar máximos históricos. Na segunda, não superamos os 11000 pontos e a teoria do fecho do gap vence desde já: depois vamos a máximos. Pessimista (também sou, raramente!) fico se o fecho do gap nos 10500 pontos não sustiver a queda e se vir o euro (contra toda a racionalidade) a galgar os 1,10!


Por terras lusas, gostaria de fazer uma pequena atualização aos dois bancos (ainda que o João o tenha feito há pouco tempo).

No BCP vejo o seguinte. É muito importante que não quebre em baixa o mínimo relativo anterior (aliás, como podem ver no gráfico, há uma hipotética Lta de curto prazo que pode ter um ponto de toque no fecho de sexta-feira). Se amanhã fechar acima do valor de fecho da semana livra-se, por ora, de maiores apertos, e pode dar-se a quebra daquela Ltd (que já falhou uma vez). Entretanto, faz um higher low que pode ser usado para trunfar contra os lower highs que tem marcado! Fechando abaixo dos 0,0460 marca um lower low bastante comprometedor, e acima dos 0,0536 dá sinal de compra! O nosso palpite é que o BCP só vai sair do marinanço quando se conhecerem decisões concretas na Polónia (o Millenium Bank polaco fez mínimos históricos na sexta-feira, mas fechou a sessão com uma subida robusta e em máximo do dia, o que não deixa grande margem para se tirarem conclusões imediatas, ainda que mínimos históricos sejam sempre mau sinal).


É o BPI o banco que ainda me faz ter alguma fé (já é uma questão de fé!) na banca lusa. Na quinta-feira fez um movimento agreste e bem que temi que se fosse escangalhar, mas no dia seguinte notou-se que havia muita gente disponível para se atravessar e, mesmo com os mercados globais a hesitar, não teve pejo em retomar a Lta que fez perigar no dia do sell-off. Por esse motivo, dou como possível uma nova investida à zona 1,16-1,20. Para baixo, a linha inclinada já se viu que tem força, mas é o suporte horizontal na zona do euro que nos deve servir de guia!

29.11.15

DAX30, CAC40 e um londrino em Paris

Depois de uma verdadeira injecção energética na sequência da hecatombe Abengoa que antecede este texto, uma curta análise a dois dos principais índices Europeus, após esta semana termos carimbado a nossa opinião em relação ao PSI20, e na antecâmara da reunião do BCE que, se julga, servirá para anuncio de mais estímulos à economia. Dentro desta expectativa, crescente, encontramos o DAX30 e o CAC40, nos gráficos que se seguirão, com um comportamento semelhante, tendo ambos quebrado em alta nas últimas sessões a SMA200 ao encontro do valor que, em cada um dos casos, aponta para a projecção, após activação, de duplos fundos. Faltam 3% para essa meta, que o entusiasmo suportado por super Mário Draghi leva a crer que será atingida em breve. Se o Marocas for suficientemente estimulante, ao ponto de o mercado assim entender, então, por muito que haja um sell on the news pós-anúncio, não vemos razões para não confirmar a quebra da projecção definida e atacar máximos em plena época Natalícia. Venha ele, estimulante!

     
O índice alemão activou na passagem da zona dos 10500 duplo fundo que projecta a cotação para os 11650 pontos. Esse é o nosso target imediato que coincide com zona de resistência no gráfico. Quebrando essa zona, vamos a máximos. Para baixo, no nosso entender, servirá de suporte a SMA200. Se o homem em quem todos depositam confiança desiludir, os 10500 para primeiro estanque à queda.


O francês, como já dito, marcou o mesmo compasso, desenhando idêntica figura no gráfico. Duplo fundo activado nos 4680 com projecção para a zona dos 5100 pontos. E mais uma vez o cenário se repete, desta feita para o CAC40. Quebra projecção e ataca máximos. A coisa dá para o torto, quebrando em baixa a SMA200 e lá vem o valor à zona da activação.  


Para terminar e em rescaldo do Vodafone Mexefest deixo-vos com o Clementine, londrino que cantava pelas ruas de Paris e que na passada sexta-feira arrebatou Lisboa (tendo antes feito mossa cá bem perto, em Braga).

Boa semana. Ouçam o Benjamin.

24.10.15

Três índices, uma análise e uma notícia bombástica

Esta semana assistimos, finalmente, ao materializar em pleno do que perspetivamos aqui. Aliás, não têm sido poucas as vezes em que nos referimos, tanto neste espaço, como na nossa página no FB ao facto de a nossa posição ter virado para bullish no início de outubro e acreditarmos que teremos um final de ano e arranque de 2016 amigo de quem está do lado das compras!  

Para ilustrar em que ponto nos encontramos neste momento, deixamos o gráfico do DAX alemão falar sozinho (todas as linhas estão colocadas desde a mudança para bearish que tivemos em maio e são o quanto basta, em nossa opinião, para extrairmos a nossa quota parte no dinheiro que o mercado tem para distribuir):


Também deixamos a nossa opinião gráfica para o S&P500, que tem um alvo evidente nos 2120 pontos que, para além de resistência clara, constituem o alvo da ativação do duplo fundo nos 1870. 


Ainda não declaramos o bull market reposto e explicamos porquê: queremos ver a linha verde acima da amarela e esta acima da vermelha. Como sabem todos quantos frequentam esta casa, professamos a simplicidade acima de tudo, e no que à análise técnica diz respeito, guiamo-nos apenas por 4 bitolas: linhas de tendência, suportes, resistências e médias móveis. E não temos do que nos queixar! 

Quanto à situação portuguesa, que dizer?! Claro que continuamos tolhidos pelo bailado dos políticos e nem vale a pena perdermos tempo a larachar sobre esse assunto, de tão escalpelizado tem sido por toda a gente. A nós, bem entendido, tanto se nos dá de uma forma ou de outra e quer-nos parecer que para o PSI20 também! Impõe-se apenas uma condição: como achamos que o verdadeiro governo das nações da UE está no BCE, tudo o que nos parece fundamental é que quem vá para o poleiro não hostilize o Sr. Draghi. E se tiver dúvidas basta que puxe atrás a cassete 2 meses para verificar em que estado ficaram os gregos por terem a veleidade de se abalançarem a esse projeto. Costa, Passos, Portas, Catarina e Jerónimo, p.f., não hostilizem o BCE e tudo correrá bem! A pequena Catarina e o ansião metalúrgico tenho a certeza de que não se importavam de tentar a via revolucionária, mas como os do PS têm tudo a perder, estamos em crer que uma ofensiva em larga escala do piolho tuga contra o colosso de Frankfurt estará, em princípio, posta de parte. Assim sendo, as medidas que estão em cima da mesa resumem-se à velha opção entre um país de remediados a quem a esmola do aumento salarial satisfaz ou a criação de uma nação de liberdade em que a inteligência e a livre iniciativa permitem a qualquer um ser dono do seu próprio destino! É, portanto, para o lado que dormimos melhor!

Deixo-vos o gráfico do nosso índice:


Precisamos que a cotação se mantenha acima da linha tracejada vermelha e que, em caso algum voltemos a reentrar naquele canal descendente: isso seria sinal de que vamos efetivamente hostilizar o BCE! Trepar acima da linha vermelha (EMA200) é um primeiro sinal muito engraçado de que nos vamos juntar aos outros e dar um Natal de muita qualidade a todos quantos estão dispostos a poupar e a arriscar o cacau amealhado neste nosso índice tão fraquinho.

Em termos de títulos, estamos parcos em sugestões, mas há uma notícia que vem no suplemento de economia do Expresso de hoje que confirma a belíssima impressão com que ficamos ontem sobre a Mota Engil. Confiram porque parece-me ser uma coisa absolutamente astonishing. E nem postamos o gráfico porque podem consultá-lo dois posts abaixo. Vamos ver o que diz o mercado, porque na reação à ótima notícia sobre a subsidiária africana ficou-se nas covas e preferiu ligar aos combatentes políticos!

Agora vamos ao râguebi... e hoje há haka!

21.9.15

Dax

Se o Dax hoje fechar positivo pode dar um primeiro sinal forte de inversão da tendência em termos de curto prazo (claro que o peso da VW não está a ajudar nada). Ora vejam:


O gráfico tem o fecho de sexta-feira e hoje já veio cá abaixo à base do canal. Em nossa opinião um fecho positivo carece de uma confirmação amanhã com quebra dos 10040 pontos. Nesse caso, poderemos ir ao topo do canal, situação em que se decide se a correção acabou ou se apenas fizemos uma pausa. 

Pode, claro, suceder que volte para baixo, porque aquele mínimo de agosto está a ter um efeito atrativo a que costuma ser difícil resistir, mas a coisa vai-se decidir num destes valores: ou o mínimo de hoje (base do canal) ou mais abaixo na linha vermelha!

Claro que o que o Dax fizer define o que nós devemos fazer também!

10.7.15

Já não há revolucionários como dantes

Como estão longe aqueles tempos dos revolucionários de esquerda que, quando botavam uma ideia na cabeça, foge que vai tudo à frente! Onde para a esquerda de Fidel Castro ou até, para referir um exemplo mais recente, do rocambolesco Hugo Chavez? Onde estão os esquerdistas maoistas, marxistas, leninistas e todos esses istas com ideias de aço, que nem vergavam nem torciam, ainda que o povo inteiro fosse condenado à irracionalidade da clausura, à penúria, e, não raras vezes, à morte?! Que caralho de esquerda radical é esta do Tsipras e dos syrizas que se acagaçam todos só porque os bancos vão falir, a inflação se vai tornar galopante e o resto do mundo vai andar a limpar o rabo às letras bancárias que eles vão emitir? Que gente é esta que perde o gás todo e ajoelha perante credores capitalistas só porque há risco sério de o povo humilde ter de ir para as filas de racionamento? Que vaipe foi aquele do referendo que deixou meio mundo atordoado e outro meio histérico para agora termos uma cedência tão clamorosa? Quem encomendou tão triste espetáculo? Quem nos paga esta pessegada com que tivemos de arrostar (onde está o nosso bailout)? Que pensaria Marx destes estarolas que se dizem de esquerda radical e que se borram todos só porque vão levar o país à falência e vão ter de mandar o exército para a rua de modo a controlar os tumultos? Que pensará a múmia de Lenine, lá no mausoléu onde o conservam em fungicida secreto, destes amadores que arrotam postas de pescada cheios de cartima e depois arreiam perante o mínimo franzir de sobrolho do capital?! Que tempos são estes em que vivemos?! 

Agora, pelo menos de momento, ignorem por favor o que dissemos aqui porque afinal parece que vamos mesmo ter chatices com a bolsa enquanto estamos de férias, uma vez que, gulosos como somos, vai haver dinheirinho que teremos que encaminhar para o nosso bolsito. Pelo menos aquela quebra do suporte nos 5350 e da média móvel de 200 dias ameaçam não passar de casos de false break, pelo que, nessas circunstâncias, há que mudar o discurso e a atitude (trocar de fato). Compreendam, fomos néscios e estávamos na fé de que o Tsipras e os amigos dele eram gente de esquerda da fibra de um Che Guevara, malta indobrável, e que entre um desvio às suas ideias feitas e uma atitude um pouco razoável, opta sempre pela aniquilação da humanidade! Vai daí, deu-nos para achar que, depois do referendo em que a austeridade foi rejeitada pelo povo unido, nada mais impediria um radical bem feito de seguir os trâmites rumo à confrontação com o capital. E que, como é óbvio, dessa confrontação nada de bom poderia vir para uma carteira bullish! Esquecemo-nos que o radicalismo obriga a arcaboiço para enfrentar a guerrilha e que Che, apesar de ter ficado bem no retrato, teve morte macaca!

Já que falamos em métodos radicais, podíamos fazer a sugestão ao Tsipras para deitar um olho aos mestres chineses. Para a queda da bolsa que remédio poderá ser mais radical do que proibir as vendas? Ah?! Foda-se, andamos nós quilhados da vida tantas vezes com os cagarolas que andam a vender e a atirar para baixo o que nós temos em carteira quando, afinal de contas, bastava que o nosso governo (essa gente sem imaginação) também os tivesse no sítio e proibisse as vendas: uma queda de 1% ainda se aceita, mais do que isso ide vender pa outra banda! Claro que, se ninguém vender ninguém poderá comprar, de modo que podem sempre abrir uma ou outra exceção, mas apenas para gente sensata como por exemplo este que daqui vos fala e para vocês que desse lado gastam tempo a ler isto! Sensatos! É verdade que, na minha humilde opinião, a medida radical dos chinos nada mais vai fazer do que aumentar o panique que grassa em Xangai! Quem é que vai botar dinheiro numa bolsa que precisa de ser protegida com proibições desse género? E se, a dada altura, me proibem também a mim de vender? E se decidem fechar os mercados (para não passarem mais vergonhas), e distribuir as ações pelos membros do comité central? E se lhes dá na veneta para serem ainda mais radicais e...

Depois disto, é bom deitar o olho ao bandido, com a celeuma que a situação exige, e vermos onde é razoável embarcar de novo na aventura. Olhemos para o gráfico do PSI20 para tentarmos perceber em que pé nos encontramos (o fecho é de ontem).


Pois bem, a situação é clara: hoje fomos diretos à linha tracejada preta que é agora resistência nos 5750! Vai haver mais boas notícias para continuarmos por aí acima? Creio bem que não: a Grécia já ajoelhou e a China já fez o ressalto de 10% que seria mandatório! Agora faltam as dúvidas para ativarem um sell on the news e venha de lá um valor mais simpático para podermos atestar da qualidade da chicha deste tourito! Para já o bicho continua morto, mas ameaça dar uma de zombie (para chatice minha que estava tão bem ao sol)!

9.7.15

Calma que foi golaço!


Quem nos acompanha já se apercebeu certamente das minhas alusões a um jogo da bola. Mas também podemos fazer disto um filme. Um filme de suspense. Com história para dar e vender. E há quem a compre e há quem a venda. E pronto, lá estamos nós a falar de bolsa!
Desta vez, ao contrário do já habitual, começo com música, serve como banda sonora para o que se segue. Boa audição, boa leitura. Que o filme seja do vosso agrado!



E ao terceiro dia, voilà, acima da sma200! Lá voltou o entusiasmo, à boleia de uns espectaculares 4%. Tinha-o escrito, sem tempo, segunda-feira passada que era a maneira de voltarmos a ganhar expectativa crescente. E se ontem, justificando-o convenientemente, começávamos a fazer as malas, hoje necessariamente damos o beneficio da dúvida ao ressurgir dos touros, ao bull market e, simplesmente,  as deixamos preparadas. 
Comentava com amigos do Bulls&Bears na terça-feira, já após a quebra de suportes importantes, que isto  já não era só Grécia e o efeito da hecatombe na China começava a fazer das suas na Europa. Como se já não bastasse o bailado Grego a fazer mossa nos índices Europeus tínhamos o problema Asiático a caminho do Ocidente. Chatice da grossa, portanto! Quarta-feira a já expectável reacção às quedas fez as cotações elevarem-se até à zona de suporte quebrada e até aí nada de novo, nada que nos trouxesse o optimismo de volta. Hoje, quinta-feira, três da matina olhava para o Shanghai, índice da China, e via-o ferozmente despencar 3,5%, em zona de suporte. Já acordado, pela manhãzinha  antes da abertura dos Europeus, vejo-o a fechar com uma subida de quase 6%. Calma, que foi golaço! Pensei eu, figurativamente! Com Pequim a fazer de tudo, sim de tudo, para estancar esta sangria, com fortes medidas em zona estrutural do índice. Que coincidências! Zona em que toda a gente põe, com ou sem bico, os olhinhos! E lá está, a confirmar que já se começava a descontar esta chatice a malta do Velho Continente abre o dia toda contente, aos pulos, em gap up! Posto isto, a somar à boa expectativa que vem sido criada durante o dia com resolução Grega lá estamos nós outra vez divididos, expectantes no rumo a seguir. Talvez lá para segunda-feira o valor de fecho da sessão nos diga. Isto se no Domingo aquela cena da cimeira, como se apregoa, for realmente definitiva! Fiquem bem, fiquem atentos!

8.7.15

I don't care

Se vocês se derem ao trabalho de irem ver o que nós andamos para aqui a escrever ao longo deste ano, sempre que nos referimos à Grécia, hão de ser capazes de reconhecer que desde logo nos pareceu que a situação iria resvalar para uma azeitada das mais foleiras. Para o bem e para o mal os do Tsipras vinham preparados para revolucionar, e não enganaram ninguém com a missão de que vinham incumbidos: dinheiro grátis para os gregos e já! Os borrachões do Olimpo não a teriam pensado melhor, nem que tivessem o divino Baco à cabeça!

Agora o Tsipras enfiou-se num buraco de que só sai, lá está, como os deuses todos a ajudar e quer-me parecer que nem com esses se salva. Aquela do referendo, tão aplaudida pela malta carente de heróis, foi uma estopada tão irracional que, para dar certo, vai ser necessário que a matemática deixe de funcionar. Nos próximos dias saberemos em que deu a aventura, mas é bom que não nos esqueçamos de que o grande problema dos revolucionários, ao longo dos tempos, é nunca terem sabido em que momento é fundamental ficar um poucochinho sensato!

De maneira que o mercado, subjugado pelo peso da irracionalidade, perdeu completamente o módico de previsibilidade que nos permite sacar o nosso quinhão e transformou-se num jogo volátil e adivinhatório. E para isso, bem, não contem connosco. Para jogo, vamos aqui.

Quem gosta de jogar, todos sabem, são os chineses. E que bem que eles têm jogado: no ano anterior a 10 de junho a bolsa de Xangai subiu 160% e desde aí (em menos de um mês) afundou 34%. Um mergulho de uma envergadura tal que se não afetar a economia mundial, então bem podem dar a carreta de milhões ao Tsipras que também não faz mal nenhum!

No meio disto tudo tivemos finalmente os índices americanos a arriar, com o S&P500 finalmente a quebrar em baixa a SMA200: é caso para perguntar onde é que o tio Sam tinha a cabeça para demorar tanto tempo a reagir (no final, foi mesmo necessário queimar os fusíveis no Dow Jones para que o povo ganhasse juízo e começasse a vender):


Para aqueles de vós que estão a salivar por um qualquer tipo de acordo que livre a Europa e o Tsipras do sarilho em que estão (estamos) metidos e que esse acordo faça explodir o PSI20, deixo-vos o gráfico que nos diz que o estrago feito é já tão grande que mesmo esse milagroso desiderato não será suficiente para nos deixar fodidos da vida por irmos de férias e perder boas subidas. Este ano vamos mais uma vez poder gozar tranquilamente o pilim com a certeza de que a bolsa só no final do verão voltará a valer a pena. Pelo quarto ano consecutivo. É obra! Três vivas à quase falência da república em 2012, 3 vivas ao sempre irrevogável acontecimento do vice premier Portas, em 2013, mais 3 vivas o Salgado e ao monumental estoiro do BES e este ano dêmos vivas ao Tsipras e aos nossos amigos chineses (que ainda por cima vão fazer a fineza de comprar o que resta do BES - se conseguirem tirar o graveto a tempo da bolsa chinesa! Boa sorte!). Com a devida vénia a quem se mantém no mercado alegremente a torrar cacau! Olhem que cheira a queimado!


Entretanto, amigos, fica um sonzinho catita para aqueles que fazem da bolsa uma festa em que, dê por onde der, chova ou faça sol, com Tsipras ou sem tripas, havemos de ganhar, carago. 


28.6.15

Revolução

Não é preciso ser grande conhecedor de História para saber que a esquerda sempre preferiu a via revolucionária para resolver os dilemas sociais com que os povos se vão deparando. E não há mal nenhum com essa via que será, em princípio, tão legítima quanto qualquer outra. A revolução é uma opção de natureza radical para levar a mudanças profundas numa sociedade, através de um processo que é contra-intuitivo e teve, muitas vezes e em diversos locais, que ser imposto por via da força. Mas é uma opção que surge de tempos a tempos quando o número de descontentes é tão grande que poucos têm muito a perder.

Ao optar por um Governo de esquerda (com o superlativo de radical) os gregos sabiam ao que iam. Hoje é claro que os do Syriza nunca quiseram chegar a qualquer tipo de acordo, mas antes gastaram tempo a preparar o caminho para passarem por vítimas quando as dores da revolução se fizerem sentir. E nunca há revolução indolor, da mesma maneira que nunca houve na História revoluções rápidas. O caminho que os gregos se preparam para trilhar é um caminho radical, como é o Governo que escolheram. Mas Tsipras mantém sempre o escudo protetor que lhe vai permitir impor a revolução que planeou sem os riscos de passar por causador de desgraças. Ao aprovar um referendo dá ao povo a opção de decidir, sabendo que a probabilidade de ganhar é grande, dado o pouquíssimo tempo disponível para refletir e a elevada taxa de aprovação de que beneficia. No fim, enquanto os gregos sofrerem as dores do processo revolucionário e até que a luz se acenda lá bem ao fundo do túnel, poderá sempre continuar a atribuir as culpas às instituições e ao povo que decidiu democraticamente.

Ao ver numa reportagem na TVI uma espanhola que vive em Atenas dizer que não lhe interessa continuar no euro porque o euro só lhe trouxe dívidas e nada de bom percebemos que muitos estão de facto a precisar de uma revolução, algo que mude de forma radical a forma como vivem e os leve a experimentar novas realidades. Quanto mais não seja para poderem continuar a procurar culpados para os problemas que os afligem!

17.6.15

Aristófanes e Tsipras (o paflagónio)


Antes de começar a opinar sobre o assunto mais falado do momento, um dado que foi tornado oficial na semana passada: na zona euro foi entre gregos que o PIB mais subiu e mais desceu no primeiro trimestre. Chipre e Grécia encabeçam e fecham o pelotão do euro. Dá muito que pensar isto sobre a eficácia dos planos do FMI e de como falham num sítio e são eficazes noutro, mas uma conclusão óbvia é a de que a situação que se vive não tem nada a ver com as pessoas em particular, mas sim com políticos, políticas, corrupção entre outros.

O jogo do medo de Tsipras começa a não dar certo entre os parceiros europeus, e então a estratégia para dar a volta à situação passa por … meter mais medo ainda. Ameaçam toda a Europa com o Apocalipse, como se, saindo do euro, este se desmoronasse. E tanto medo metem (e aí a estratégia está a funcionar) que as pessoas andam de olhos no ar e fazem contas com os dedos, a tentar adivinhar se de facto nos espera um ruir de todo o projeto europeu, como se fosse um castelo de cartas. E estes políticos extraordinários que têm mantido entretidos os europeus há já vários meses como se tem comportado a governar o seu país? A Grécia foi o único país da zona euro com crescimento negativo no primeiro trimestre. Bravo Tsipras!! Bravo Varoufakis!!! Mais palavras para quê?

Mas será fundado o medo que nos tentam incutir? Será que o euro está condenado a acabar e a União Europeia a desmoronar? Será que o caso grego é um imenso Lehman Brothers? Economistas conceituados há-os a defender posições opostas. Mas parece-nos haver uma grande diferença entre as duas situações: o grande problema, com risco sistémico, da última crise foi o terem os créditos associados ao subprime, dando origem a produtos estruturados e espalhados por bancos de todo o mundo (o que é normal acontecer com créditos). Ora a dívida grega está, maioritariamente, nas mãos dos estados do euro e no BCE; o risco sistémico, para lá da poeira que vai levantar ao início, será nenhum. Os estados é que terão que assumir o incumprimento e um défice, a determinada altura, acima do esperado.

Será a posição do BCE e da Comissão Europeia assim tão dura? Vamos colocar a questão de outro modo: porque não hão de ter os guineenses ou os salvadorenhos os ordenados e o nível médio de vida dos portugueses? Ou porque não hão de ter os portugueses os salários dos alemães? Porque os países são diferentes, os seus habitantes têm formações académicas diferentes e produzem diferentemente. Daí o nível médio de vida ser diferente. Óbvio, não é?
Se nós vivemos acima das nossas possibilidades durante uns anos e contraímos uma dívida brutal, os gregos contraíram uma dívida imensamente brutal e viveram muito acima do que lhes permitia a sua economia. Dois resgates (sendo o segundo acompanhado de um haircut à dívida superior ao do resgate a Portugal, num país com 11 milhões de habitantes) e continuam na situação em que estão! Para manter o nível de vida o governo precisaria de outro resgate, seguido de um haircut, e depois outro, e depois outro....

A esplendorosa Grécia Clássica entrou em decadência no final do século V a.C. Embora algumas cidade estado ainda brilhassem no século IV a.C, a decadência foi irreversível, e muito acentuada na principal delas – Atenas. Épocas de decadência costumam dar as boas-vindas a políticos demagogos que não estão muito interessados em resolver os problemas das pessoas. Após a morte de Péricles apareceram alguns, sendo um deles Cléon.

Na Atenas em decadência vivia um (muitos na realidade) homem de génio chamado Aristófanes. Era um comediógrafo (todas as onze comédias que sobreviveram estão traduzidas em português) que no meio dos sucessivos desastres que assolavam Atenas conseguia engendrar enredos brilhantes que colocavam uma estátua a rir. O ambiente político da Atenas da época foi também motivo para escrever uma peça: Os Cavaleiros. Nela, o governante demagogo no poder na altura, Cléon (na peça chama-se o paflagónio), foi ridicularizado por tentar enganar o povo e pretender arrastá-lo ao abismo. O triste foi que, na realidade, Cléon conseguiu e Atenas afundou-se mais do que o que estava antes dele. É o destino inevitável de quem aposta em demagogos, não importa que sejam de extrema direita ou esquerda. Com Tsipras o destino da Grécia está traçado.

15.6.15

Dias históricos

Este fim de semana li, já não vos sei dizer onde, que os chamados fundos abutre, que sempre se colocam para aproveitar as ocasiões em que o dinheiro flui com fartura num ou noutro sentido, têm estado posicionados de maneira a aproveitar um acordo de última hora na Grécia! 

Não pude deixar de pensar que esse tem sido, precisamente, o sentimento do mercado como um todo nestas últimas semanas ou mesmo meses. Toda a gente acha que o cenário de incumprimento de um país da zona euro tem consequências tão imprevisíveis que jamais os políticos deixarão que tal suceda. Depois do que se seguiu à falência do Lehman Brothers, em 2008, ninguém acredita que uma situação de falência descontrolada possa voltar a ser experimentada, quando está em causa uma instituição (neste caso, um país) cujo incumprimento leva, com toda a certeza, a uma reação em cadeia (bem sabemos que os principais credores dos gregos são o FMI, alguns países da zona euro e o FEEF, mas não deixa de ser verdade que um rombo deste tamanho tem sempre que ser compensado, e nunca há compensações sem danos colaterais).

A verdadeira tragédia grega é que começa a ser evidente que a situação está a escapar ao controlo dos políticos. Tanto do ponto de vista dos gregos, como do dos credores internacionais, um acordo comprado à base de cedências, ainda que mínimas, tem já, neste momento, fortíssimas probabilidades de ser rejeitado pelas respetivas opiniões públicas (veja-se o que se passa na Alemanha, com o vice chanceler a ter de vir ontem desmanchar as palavras apaziguadoras da chanceler na semana passada). Tanto para uns como para outros vai crescendo, pois, a tentação de experimentar o que seria, até há bem pouco tempo, inexperimentável. 

Ora é isto, justamente, que o mercado começa a incorporar. E acredito bem que haja posições bastante alavancadas, que pretendiam explorar um cenário de acordo de último minuto, cuja razão de ser começa a ser questionada. Quando e se essas posições começarem a ser desfeitas vamos pôr definitivamente os touros à prova. E ninguém me tira de mente a ideia de que estaremos muito próximos do momento da verdade!

Fiquem com o filme que a BBC produziu a propósito dos últimos dias do Lehman, enquanto aguardamos pelo documentário que hão de produzir sobre os dias históricos que estamos a viver.


12.6.15

Fim do ressalto

O ressalto a que fizemos referência aqui acabou quando se atingiram os valores que era suposto atingir-se e nem um milímetro a mais nos foi dado pelo mercado. Confiram, p.f.:

PSI20


DAX


O PSI20 está neste momento a testar a linha tracejada a preto (veremos se sustem o impacto ou se quebra). Quebrando, vamos outra vez a linha vermelha, a média móvel de 200 dias e o caso pode-se complicar significativamente se houver quebra em baixa. Para cima, o cenário está tão obstruído que diríamos que, mesmo em caso de acordo grego, só teríamos gás para um ou dois dias! Nesse caso, voltaremos a falar!

No DAX ninguém nos tira de ideia um reteste aos 10900 que, em caso de negação, pode até conduzir a uma descida (intraday?) à linha vermelha nos 10500 pontos. Para cima, talvez a reconquista da LTa do início do ano, nos 11500 pontos, possa dar argumentos aos bulls para fazerem face à ursalhada. Mas, sou-vos franco, o cenário está bom para ir ao Santo António (ou, em alternativa, entrar curto)!

São assim os ressaltos: entramos mal nos apercebemos deles e batemos em retirada ao serem atingidos os nossos alvos. Se estes forem quebrados em alta e em fecho podemos sempre entrar de novo, mas que ninguém faça confusão entre um ressalto numa tendência de queda e um movimento ascendente definido! E façam o favor à vossa carteira de tirarem as notícias da equação: acreditem que estas estão plasmadas nos gráficos por antecipação!