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31.1.16

Ponto da situação

Quem acreditou em rebotese não cometeu o erro de se enfiar apenas na Altri, é bem provável que tenha embolsado para cima de 10% em 7 dias de negociação. Bem bom, se atendermos às circunstâncias (queda mensal de quase 5% no PSI20), pelo que é mais do que justo mandar vir uma medalha para nós! Afinal de contas, é disto que a gente vive: medalhas simbólicas por espalhar o bem e encher os bolsos aos sensatos que nos incluem entre os favoritos!


Se estiveram atentos ao nosso paleio durante o excitante mês de janeiro que ora acaba (se não estiveram vejam aqui que ficam com uma panorâmica), lembram-se que optamos por ficar de fora desde o início porque havia resistências a vencer (topo do canal e linha horizontal tracejada vermelha no gráfico seguinte). Também dissemos que comprávamos na base do canal, na zona dos 4900 pontos. Então, o ano arrancou em modo ursil (é por causa disto, diga-se de passagem, que o DiCaprio desta vez leva o Óscar: tal como os mercados, também ele foi atacado pelo urso! (Que ligação tão fatela! Enfim!)) e a queda foi tão arrepiante que ficamos na retranca e só entramos, meio a medo, no dia seguinte ao do sinal de rebote (o facto de a linha tracejada laranja ter aguentado o embate e, acima de tudo, o amparar do tranco acima dos níveis DATAC no S&P e no DAX convenceram-nos de que o rácio ganho/risco era, apesar de tudo, favorável). A quebra dos 4900 para cima foi a dica para reforçar e deu-nos a esperança de que isto ainda se pode salvar de um mercado ursino mais prolongado. Vejam como ficou o nosso gráfico depois do fecho de semana:


Como é que vemos isto daqui para a frente? 

Com otimismo! As últimas sessões convenceram-nos de que há dinheiro e vontade para o usar no sentido de comprar a carga que os vendidos querem alijar. 

A fechos atuais, a zona dos 4980 (EMA21) é o primeiro alvo de um movimento corretivo de curto prazo e voltamos à caca se arriarmos abaixo dos 4900 pontos - esse é o meu valor para fechar a loja, incondicionalmente (ainda que admita um fecho muito antes se sentir que o marmanjo me vai testar os nervos e baixar a esse nível)!

Para cima, sou capaz de admitir que amanhã se chegue ao topo do canal nos 5160! Vencendo... bolas, é ver no gráfico!

Uma chamada de atenção para os resultados do BCP que, de acordo com o Jornal de Negócios são os únicos a sair esta semana. É já amanhã! A apresentação de resultados do BCP é um daqueles momentos emocionantes em que muita gente está à espera de finalmente cumprir a promessa feita de pagar as prestações com o graveto que a bolsa dá. É uma espécie de lotaria com uma probabilidade de 50%, o que é bom! O único problema é que a aposta tem dado para torto e não é de agora, pelo que a cada trimestre se renovam as esperanças de que seja desta. Vamos ver se amanhã os resultados em Portugal chegarão para compensar a quebra que se antecipa para o futuro imediato na Polónia. Com a recuperação económica e os problemas no Novo Banco (que é um concorrente infinitamente menor que o BES) e em menor escala no Banif pode ser que resulte claro um reembolso antecipado dos 750 M€ em dívida, o que permitiria ao BCP tornar-se consolidável. Atenção à margem financeira e ao nível de incumprimento. A verdade é que o BCP é dos poucos títulos da bolsa portuguesa que tem volume suficiente para permitir aos fundos, que têm milhões para gerir, tomarem posições numa base diária, pelo que quer para um lado quer para o outro, poderão ocorrer fechos/tomadas de posição relevantes o suficiente para causarem movimentos interessantes. Mais uma vez, vai ser emocionante!

18.1.16

Blue monday

O que é um bear market se não uma situação em que se instala a deflação no preço das ações?

Os que estão de fora a ver os preços a fazer voo picado, na tensão de deitar a mão aos saldos, mantêm-se na fé de que é possível apanhar o produto mais em conta no dia seguinte, nem que para isso tenham de abdicar dos ressaltos pontuais que sempre existirão! Quem entra para apanhar supostos bons negócios fá-lo tolhido de medo e, se a coisa arreia nem que seja um tico, vende não vá cair na enxurrada. E quem está dentro desde lá de cima, anda tão partido que só pensa em ver-se livre dos trambolhos e fugir para um sítio longe, onde possa calmamente lamber as feridas: se houver um ressalto, por minúsculo que seja, tira esse peso de cima!

É este cocktail que faz um ursalhão: uma deflação arreigada que leva a um adiar das compras e faz com que seja fácil chegar à conclusão de que mais vale vender filado em compras mais apropriadas! E o pior deste ambiente depressivo é que ele vem não se sabe de onde nem porquê, mas depois de instalado, todos os motivos são ótimos para vender e quem se apresta a comprar corre sérios riscos de fazer figura de urso (daí o mercado urso - bear market!*).

Se lerem o que temos vindo a dizer de há semanas a esta parte, em especial aqui, verão que estávamos na disposição de deitar uma mão (todas as ajudas contam) cá em baixo na base do nosso canalito, mas o PSI20 nem nos deu hipótese na aproximação aos 4900, tal foi a rapidez com que levou knock-out! Hoje, blue monday, o dia mais deprimente do ano segundo os especialistas, limitou-se a confirmar que se esbardalhou todo e só com um milagre muito grande se poderá salvar:


Tugas banzados com o milagre do Sol

E de que milagre poderemos estar a falar?

Diríamos que o PSI, mais do que estar a levar porrada por causa de os manda-chuva se terem amotinado em resposta ao confisco dos milhões que empataram no banco salgado, estará a antecipar a entrada em bear market dos principais mercados mundiais (os artolas da Blackrock, tão inteligentes que enfiaram milhões no BCP a 12 cêntimos, deram pela falta do graveto e acagaçaram-se a tal ponto que começaram a mandar postas a ver se alguém se junta a eles solidário no medo; não vêem os estafermos que, sendo verdade que o BCP está a lerpar como gente grande este ano (novidade?!), não deixa de também ser certo que, por exemplo, o BNP Paribas francês também cai na casa dos 15%). 

Nessa linha de raciocínio, e voltando ao nosso artigo DATAC, somos em crer que a quebra dos 9400 no DAX e dos 1870 no S&P serão a confirmação de que o mercado urso é real! E é isso que o PSI antecipa como costuma fazer: nisto o mastonço não tem problema nenhum em ir à frente! Se os alemães e, acima de tudo, os ianques ampararem nos respetivos valores, coisa de que duvido muito seriamente, há uma nesga de hipótese de isto tudo não ter passado de um pesadelo, mas se os outros avinagrarem, não vai ser fácil encontrar motivos para sorrir com compras no nosso mercadito. 

Em todo o caso, há um aspeto que convém frisar: o PSI20 está a 1% de queda do mínimo de 2015, feito no dia 7 de janeiro, e é possível que haja motivos para um ressalto de curto prazo, quiçá amanhã, se os guias dos mercados internacionais não quebrarem os valores que mencionamos. Nesse caso, o bear market pode ser confirmado com uma recusa de passagem para cima dos 4900, mas há uma subida de 5% até lá que pode ser tentadora para quem tem seguido os nossos bitaites e continua a ver da bancada! A sobrevenda flagrante do índice (vejam o RSI) e o facto de se começar a ver muita gente cheia de medo (mil perdões!) são outros dois aspetos que poderão ajudar a um rebote. Seja como for, até prova em contrário e enquanto estiver abaixo dos 4900 pontos, nós não podíamos estar mais ursos e ninguém nos tira a ideia de que a sensatez manda ser contido!


* Não é este o motivo real do nome e algures no blogue (ou mais fácil, na web), encontrarão a verdadeira explicação!

14.1.16

Foi por pouco...

Quem está dentro e vem aguentando tenazmente este clima agreste que nos perdoe, mas é preciso uma paciência de santo para conseguirmos fazer umas comprinhas no PSI20 cá em baixo no nosso valor de referência na zona dos 4900! 

Hoje estivemos vai e não vai, mas a Galp tirou-nos a confiança toda ao impedir uma aterragem brusca ao jeito da que o S&P está com vontade de fazer: ida ao nosso valor DATAC e posterior rebound

No caso do S&P ou há um mínimo que está feito ou então arriscaríamos dizer que ursalhamos feio! 

No PSI20, lá está, o cenário podia ter ficado hoje mais claro e foi pena aquela remontada estrambólica da Galp (é verdade que tecnicamente, fez algum sentido, mas não havia necessidade de tanta pressa... ou havia?).


E um pouco de música para ajudar a compor...


10.1.16

DATAC

Após uma semana de negociação estarmos com quedas anuais a rondar os 7% no IBEX, no CAC e no NASDAQ, 6 no Dow e no S&P, e acima de 8% no DAX é quase tão inacreditável quanto o facto de, desta vez, o PSI20 até nem ficar mal no retrato (-3,5%). É verdade que havia um grande pessimismo no ar antes do final do ano e houve sinais técnicos relevantes que foram ativados no sentido descendente, mas um movimento desta dimensão, em tão curto espaço de tempo, é coisa para deixar os cabelos em pé ao mais indefectível otimista (eu nem imagino como se deve estar a sentir, neste momento, o nosso ministro das finanças, às voltas com um orçamento de estado tão cheio de riscos, enquanto que os mercados internacionais metem um medo dos diabos)! 

Seja por causa da China (já por diversas vezes chamamos neste espaço à atenção para o PMI chinês estar, há tantos meses, abaixo de 50), seja por outro motivo qualquer, se este movimento não for rapidamente estancado vamos começar a ver maus indicadores da economia real e caminharemos para uma crise. É que, ao contrário do que é senso comum, a maior parte das vezes (salvo cisnes negros como atentados ou cataclismos), são os mercados financeiros que marcam o compasso do ciclo económico e não o contrário: queda dos mercados antecipa desemprego e crise, que acaba por se começar a materializar algumas semanas mais tarde. Muitas vezes somos levados a pensar que os maus dados foram prognosticados pelos sabichões dos mercados, mas a verdade é que o bear market, ao retirar dinheiro do bolso de quem realmente mexe com a economia, cultiva ele próprio os períodos de baixa!

Há quem ache que já estamos em bear market (nos principais mercados financeiros, bem entendido; no PSI20, nem chegamos a ver o touro), e a verdade é que desde abril quem anda a apostar longo dificilmente tem ganho dinheiro, pelo que no médio prazo temos andado, realmente, a levar sapatada do urso! Porém, neste momento, nós por cá ainda nos mantemos acima do nível em que Deitamos A Toalha Ao Chão (nível DATAC).


Consideramos, contudo, que as próximas sessões poderão ser decisivas e cremos que os gráficos que colocamos a seguir clarificam a nossa posição.

Evidentemente, nem vos precisamos de lembrar que consideramos um nível DATAC um ponto de compra para quem não se importa de ver o dinheiro violentado (é muito mais racional comprar num DATAC do que no ponto em que nos encontramos neste momento, ou em qualquer ponto por onde passamos ao longo da semana que terminou). É imprescindível, contudo, colocar um stop loss a uma distância a gosto abaixo desse patamar, sob pena de perdermos noites de sono desnecessariamente! 

Vamos aos gráficos.

No DAX a linha horizontal vermelha é o nosso nível DATAC. Não o vemos a quebrar já e mantemo-nos na expetativa de um ressalto pelo menos nos 9400 pontos. Se não houver... foda-se! Se existir, temos um duro caminho para cima!


No CAC estamos quase DATAC, o que nos leva a pensar que estará por dias o esclarecimento cabal da situação (aqui damos 100 pontos de intervalo de confiança abaixo dos 4300).


No S&P DATAC abaixo dos 1870 pontos (a 2% do fecho da semana).


No PSI20, o nível DATAC está há muito tempo nos 4900 pontos e reafirmamos que não se aconselham tomadas de posição nestes ressaltos em números redondos. Quem não gosta de apertos deve abster-se, em absoluto, até que haja uma quebra consistente dos 5400 pontos (do jeito que as coisas estão, teremos tempo para falar disso).


Aperceberam-se, certamente, de que o nosso raciocínio é muito simples: como estamos bear desde abril, com um duplo mínimo de permeio, consideramos que a quebra desse mínimo vai fazer os investidores procurarem novos mínimos mais abaixo e encarar um mercado urso de mais longo prazo. Acima dos níveis DATAC podemos ter ressaltos violentos como os que ocorreram no final do verão; abaixo vamos ter ressaltos até esses níveis que passarão a resistências fortes. Olhando para a envergadura do movimento e o registo recente, acima do DATAC nada nos demove da ideia de que estamos em presença de uma correção que poderá acabar com um fundo em V!

Apenas uma nota adicional. Concretizou-se o que conjeturamos aqui e a queda deste ano no PSI20 é, até ao momento, similar ao movimento feito no início do ano passado (há uma diferença de patamar e pouco mais - até o movimento antecedente é semelhante): queda a rondar os 4% e um duplo fundo de poucas semanas! Vai ser interessante verificar se a história se repete:

3.1.16

Para início de conversa...

Aqueles que nos seguem já sabem que andamos neste mister de negociar em bolsa sem ilusões nem constrangimentos, o mesmo é dizer-se, estamos prontos para mudar de opinião ao ritmo a que o vento muda de direção. Não estamos aqui para investimentos de longo prazo (para isso íamos para o imobiliário, p.e.), nem para nos afeiçoarmos à mercadoria em que investimos (para isso vamos negociar arte ou bólides de coleção, p.e.). A Bolsa coloca à nossa disposição a possibilidade de mudarmos de opinião ao segundo e não devemos nunca enjeitar a oportunidade de reconhecermos o nosso próprio erro. Aliás, se não o fizermos corremos o risco de pagar a fatura com línguas de palmo! Só para usar um exemplo que muitos reconhecerão, quem não corrigiu o erro de ter comprado BCP no primeiro dia de negociação de 2015 acarreta um desfalque de 25,6%, sendo que precisará de uma subida de 34,4% só para recuperar do prejuízo. Evidentemente, é possível que o banco venha a voltar a cotar nesses valores e até a superá-los, pelo que o problema principal nem é a chatice de amolarmos por ora com uma perda (embora esse seja um problema bastante aborrecido, até porque o buraco pode crescer); o problema principal é o custo de oportunidade que o dinheiro empatado num estraga-fodas sempre acarreta. Vivemos em dois dias e é sempre má ideia estragar, nem que seja uma nesga de tempo, com material avariado! Claro que para reconhecer que erramos é preciso ter uma bitola que nos permita identificar o erro. É aqui que entra a análise técnica: quando se compra é preciso perceber por que motivo o estamos a fazer naquele momento e não noutro, e que condição nos levará a vender custe o que custar! Na prática há sempre um rácio ganho/risco que é necessário avaliar e temos que ser intransigentes no momento em que o nosso rácio deixar de ser favorável. Num bull market isto é muito fácil de fazer e não levanta problemas de maior, mas quando estamos em maré bear muitas vezes erramos ao assumir um erro que afinal era só aparente: é principalmente por causa disto que muitos profissionais lerpam à grande em bear markets: andam sempre a mudar de curto para longo e vice-versa, a torrar cacau como se fossem fabricantes de chocolate.


Dou-vos um exemplo que creio vir a talhe-de-foice. Depois desta análise do João ao Banif vimo-lo a ir uma segunda vez ao mínimo de 0,0036€ e aceitamos que poderia haver compradores interessados em comprar uma espécie de duplo fundo (my God!). Fomos a ele nos 0,0038€ (erro, porque o João tinha falado e bem na quebra dos 0,0041€), mas estipulamos que um novo toque nos 0,0036€ era a nossa deixa para entregar a pasta a outro. Não foi mais tarde do que o dia seguinte e ainda tivemos a sorte de haver uma alma bondosa que acudiu nos 0,0037€ (não lhe conhecemos a estampa, mas na Bolsa temos que ser uns pelos outros: rezo, com genuflexão, para que não tenha encaixado um prejuízo muito grande!). Da parte que nos toca, não foi agradável queimar numas horas grande parte do graveto que o patrão generoso nos passa para as mãos num mês, mas bem vistas as coisas, evitou-se o pior... Claro que podíamos ter assumido o erro e afinal não era erro nenhum e ele tinha mesmo ido por aí acima e subido em flecha e... é a isto que se chama risco e os negócios são coisas arriscadas, seja na Bolsa, seja em outra arte qualquer!

Agora leiam o que vos quero dizer sobre este início de ano (não é muito!). 

Neste momento, não estou otimista nem pessimista porque, como sempre, há diversos motivos para comprar e outros tantos para vender: daí nunca faltarem os negócios. Em geral, inclino-me para achar que estamos naquela época do ano em que é mais fácil haver subidas (reconstrução das carteiras dos fundos, entradas de investidores que gostam de fazer apostas anuais, etc.) do que descidas (é preciso não esquecer que também há quem se posicione curto). 

No PSI20, ao preço a que estamos, será de esperar por uma quebra, em fecho, e com volume, dos 5400 pontos, onde já tocou duas vezes no passado recente e disse que não. Daí para cima devemos ter 3% de subida até à EMA200 e depois é provável que o momentum próprio dos inícios de ano se encarregue de não nos dar motivos para vender. Se vier para baixo, vamos ver se reentra no canal: se o fizer, vamos aguardar por ele cá em baixo perto dos 4900 pontos. 


Um bom ano para todos, com muitos bons negócios e poucos erros para assumir!

20.12.15

Pulled trigger?

Depois do festim curto, pós-BCE, com que o mercado fez questão de banhar os entusiastas do Marocas teremos nós, puxado o gatilho, nesta sexta-feira no nosso índice para rally de navidad?


Se a vela que se formou na última quinta-feira nos fez temer o pior em relação ao entusiasmo matinal, sendo transversal à maioria das cotadas e índices, houve um sentimento inverso que se apoderou do PSI20 no dia seguinte quando, ainda para mais, os mercados bolsistas europeus confirmavam o volte-face do dia anterior com quedas abruptas a acompanhar os americanos. Excelente o desempenho do português fechando em cima do topo do canal que teima em não ser quebrado. Se desta o quebrar (atenção que a volatilidade que tem estado presente nos mercados tem levado a falsas quebras), então o feeling com que ficamos na última sessão terá sido sensato e o gatilho, aí, terá sido realmente puxado. Vejam o gráfico:

  
Se o índice assim está, a maioria das cotadas diferentes não estarão:

Altri a 1% de máximos; 
CTT a 2% de resistência nos 8,88 que quebrada lança-a para a SMA200, neste momento, nos 9,45; 
Galp quebrou a SMA200, atingindo valores em fecho de quase 6 meses; 
NOS a vir de uma boa reacção ao suporte nos 6,95 e à SMA200; 
Portucel após correcção aos 3,50 a querer embalar novamente para atacar a resistência nos 3,88;
EDPr já, contextualizadamente, analisada aqui.

Para o fim, breves actualizações à banca que se manteve, fielmente, a negociar no intervalo lançado aqui - no BCP, BPI, Thom Yorke e uma paisagem fantástica:

Quem nos segue no FB talvez se tenha apercebido de como a referência ao Bank Millenium para o BCP fez todo o sentido e que o confirmar do bom desempenho da cotada Polaca, vinda de mínimos, fez disparar a cotação da acção portuguesa conforme, minutos antes, chamamos à atenção aqui. Desde então, tem vindo a subir, acompanhando a performance daquela da qual detém 50%, quebrando mesmo em alta o topo do canal descendente durante esta semana. Neste momento, está a um pequeno passo do cruzamento das médias móveis. Se o próximo fecho for positivo, confirma-se o pulled trigger que o forte volume no leilão passado também sustenta e que poderá levar à zona dos 0,056 como primeiro target. Se amanhã, à custa, por exemplo, dos espanhóis, a banca tuga padecer, fiquem atentos ao momento em que se der o tal cruzamento das médias. Se continuar a dar para o torto serve como suporte a linha superior do canal descendente quebrado ou a tal zona dos 0,046 (valor a que, diga-se de passagem, não acredito que possa chegar novamente, mas... se chegar, acredito que quebre em baixa!).


No BPI, fruto da volatilidade, quebrou (false break) por duas vezes a nossa linha de tendência sendo, prontamente, recuperada mantendo-a nos eixos que a levam a, neste momento, estar em cima da SMA200, resistência antes do embalo para os 1,30. Para a próxima sessão, se for positiva, não se admirem se for com alta valorização (à semelhança de BCP); se terminar negativa, mantenham-se de olho na quebra em alta da média dos 200 dias. Para baixo, atenção que o tombo ainda é grande, o nosso suporte chave está junto ao euro/acção, mas antes disso atenção às falsas quebras da tendência delineada.


A habitual nota musical desta vez dá-se por vencida, não seja por mais nada, que seja pelo fartote que se leva por esta altura mas tradição é tradição e quem sou eu para a contrariar! Caso a ignorem e prefiram melodias fora da época então façam scroll down no nosso blogue e avancem para aqui!

Feliz Natal para todos nós, com a certeza de que a ideia de um rallyzito o tornava muito mais risonho!




14.12.15

PSI20 (e Dax)

O máximo do ano no PSI20 foi feito a 10 de abril e em 2014 tinha sido a 2 do mesmo mês, pelo que seria sensato mudar o sell in may para um mês antes. Os mínimos foram um duplo fundo entre 15 de dezembro de 14 e 15 de janeiro de 15 e depois a tal tourada de 39% em 4 meses que fizeram o ano. Desde aí, com mais ou menos pânico, mantivemo-nos a maior parte do tempo num canal cuja base foi hoje tocada em fecho. 


Vocês já sabem que eu sou um otimista nato e ando cada passo a pagar a fatura de ver o mundo cheio de flores e de melodias angélicas e, como tal, já me dão o devido desconto, mas a verdade é que eu vi naquele toque na base uma espécie de sinal verde para abrir os cordões à bolsa e fazer umas comprinhas natalícias para pôr umas açõeszitas no sapatinho (não, não pus Banif porque para ficar teso tinha ido ao casino que sempre me divertia mais). Não comprei tudo quanto queria, porque ainda estou na espetativa de que a coisa possa arriar ali à zona dos 4900 pontos (meros 2% abaixo) e dar-nos uma espécie de sexta-feira negra bolsista (o termo "negra" é foleiro quando se fala destas coisas, porque remete para crash grosso, mas é o que está na moda e quem sou eu para me pôr com filosofias)! 

A minha ideia é, obviamente, seguindo a lógica do ano que agora acaba, fazer a jorna até abril para depois ter cheta suficiente para aguentar os compromissos de um pai de família que anda com pouca vontade de trabalhar. Se vai resultar, veremos, mas embora todos saibamos que a história não se repete exatamente da mesma forma, ainda ninguém me provou que não o possa fazer de modo parecido. E eu nisto sou muito formal, até porque de formação sou físico: ou é por a+b ou então prefiro o Pai Natal que sempre é um gajo porreiro! Já perdi o fio a meada...

Já sei: ia falar do Dax! Depois de me queimar ao de leve naquela treta do gap para fechar, quase que veio à nossa linha tracejada vermelha. Mais coisa menos coisa, não vemos que possa ir já daqui abaixo (até porque, tal como o PSI, está sobrevendido). Depois da amanhã fala a Yellen e dou como boa a hipótese de termos um buy on the news que cure os níveis exorbitantes de pessimismo que se atingiram por estes dias. Evidentemente, nem preciso de vos dizer onde vemos os alemães se a linha tracejada não amparar o tranco (e já agora, no PSI se os 4900 não forem suficientes para consolarem os ursos, só se forem os mínimos deste ano: não sei, que dizem?)

Vejam o Dax, que o S&P já disse que, em princípio, estava de acordo connosco.

24.11.15

Há governo: podemos subir

Todos sabemos que o nosso presidente raramente tem dúvidas, mas desta vez acabou por suceder um desses fenómenos raros (um cisne negro?!) em que pareceu que a certeza andava fugida da cavaquence mioleira, de modo que lá fomos obrigados a assistir à exibição ad nauseum da arte de simular um grande bailado sem se sair do sítio. Ó presidente, toda a gente no país e arredores (até o Passos Coelho) percebeu que não havia volta a dar, de modo que esta tanga toda se é claro que não foi gozação, bem que pareceu armanço!

É certo que ainda vamos a tempo de um qualquer golpe de teatro, mas damos por boa a hipótese de se ter acabado hoje a incerteza política. Assim sendo, achamos que estarão reunidas as condições para que o PSI20 se comporte com mais tino, o mesmo é dizer-se, que suba... caralho! E suba bem e sem andar aos coices, como fizeram os outros todos (ou quase) desde o dia 4 de outubro: qualquer coisa na ordem dos 10 ou 12% para começar já nos satisfaz, ainda que se limite a corrigir o desmando em relação à maior parte dos índices com que nos gostamos de comparar!

Da análise técnica vai-vos falar o João, porque isto de mandar postas de pescada cansa um bocado!

Seguindo o raciocínio, a nível fundamental, escrito pelo David diria tecnicamente que se não fosse o aspecto de martelinho que o nosso PSI20 fez hoje, após escorregadela de sexta-feira passada, com a reação, intraday, à aproximação ao mínimo relativo (pós-eleições) e deixaria o pontual optimismo para mais tarde. No entanto a figura criada lança a expectativa de que podemos já de seguida atacar, novamente, as médias móveis ganhando novo impulso para superar o topo de um canal que tem sido barreira non grata para os longos. Superando-a, temos pela terceira vez a SMA200 como barreira final para o belo fim de ano que todos nós, que olhamos para cima, desejamos.

A janelinha com moldura preta que metemos no gráfico abaixo corresponde ao período pós-eleições e damos como válido que a oscilação foi fruto da instabilidade politica. Para nós agora é líquido: quebra em baixa a base do rectângulo e é fugir, que isto já não é só politiquice. Vai para cima e o que vemos é o seguinte: sai do canal e ficamos porreiros; sai da caixota preta e ficamos bull!

18.11.15

Atualização

Depois de um curto período de nojo a que os malévolos acontecimentos de Paris nos obrigaram, julgo que será sensato regressar às lides, pois a verdade é que o mundo não para e... o mercado também não!

No PSI20 mantivemo-nos na expetativa e, porque não dizê-lo, apreensivos, com a possibilidade, que parecia ter-se instalado, de o mandrião voltar a reentrar no canal descendente que traçamos no gráfico. Se assim fosse, mandávamos às urtigas a nossa ideia de um final de ano com ganhos e passávamos a jogar na equipa da ursalhada! Felizmente, a semana iniciou-se com o índice a dizer que não e a voltar para cima. Ora vejam (o fecho é de ontem):


Se hoje fechar a subir, não precisaremos de dizer mais nada que não tenhamos dito já aqui.

8.11.15

O governo e o PSI20

Quando vimos Jerónimo na TV a imitar Lenine ainda chegamos a pensar que o acordo se não fizesse, mas tudo não terá passado de wishful thinking e parece que vamos mesmo ter um governo de esquerda e Costa concretizará o sonho. Portanto, lá nos vai tocar sermos os segundos a testar a TIA (there is alternative), depois da barretada enfiada pelos gregos no verão passado ter deixado meio mundo a pensar que a TINA (there is no...) é que era boa! Pelos vistos, os do PS, ainda que contem com a ajuda do Syriza cá do sítio, vão tentar uma abordagem menos isto é para arrasar com tudo e começar de novo e prometem sensatez na forma como lidarão com o verdadeiro governo português que, como toda a gente sabe, tem sede em Berlim e Frankfurt e é liderado pela dupla Schauble/Draghi.

Do ponto de vista do PSI20 mantenho que se ignorarmos uma natural turbulência nos próximos dias, em que toda a gente vai andar a apalpar terreno, nada há de mau num governo ou outro por si só. Bem sei que há quem ache que os governos de esquerda são inimigos dos mercados, e que o aumento de despesa pública é sempre contrário à iniciativa privada e conduz inevitavelmente a mercados bear! Quem pensa assim deve olhar para o maior mercado acionista do mundo, os EUA, que estão de regresso aos máximos históricos pela mão de Obama, o despesista do healthcare de esquerda, máximos que foram atingidos pela primeira vez graças a um governo igualmente de esquerda (Clinton) no início do século. Pelo meio tivemos bear markets terríveis com as políticas de direita de Bush. Evidentemente, nós não somos americanos, nem estamos a dizer que há uma conexão parecida em Portugal porque a verdade é que não há! O que queremos dizer é que direita ou esquerda, por si só, não autorizam dicas de longo ou curto de per si.

No curto prazo, vamo-nos concentrar no comportamento dos juros da dívida pública porque é aqui que ficamos a saber se o BCE dá a Costa a benção que deu a Passos. Depois, temos de aguardar pela apresentação do orçamento de estado e aqui temo que nós, pequenos investidores, possamos vir a ter surpresas negativas: aplicação da taxa Tobin (que já está prevista para janeiro) e, quiçá, subida dos impostos sobre as mais-valias ou até fim da tributação autónoma (estou a especular, mas a verdade é que a festa vai ser tão boa que alguém tem que pagar)! 

À parte isto, é importante continuar a acompanhar o gráfico. Na semana que passou foi lá acima outra vez, mas a média móvel dos 200 dias voltou a dar para trás. Se formos até à linha tracejada a preto, vai haver cruzamento das médias móveis e teremos, provavelmente, um arranque até aos 6400 pontos (esse é o cenário que estará em cima da mesa se os juros, digo, se o BCE, não se melindrar). Se, por outro lado, quebrarmos em baixa a linha tracejada vermelha, há sério risco de um duplo topo que nos pode pôr na rota dos 5000 pontos! Com um governo mãos largas e com um orçamento que assuma um défice menor que 3% no próximo ano, só é necessário que os nossos governantes do centro da Europa acreditem na TIA e estejam dispostos a aceitar que a TINA é peta! Se assim for, não vemos porque há de um índice que continua a cotar em 1/3 dos máximos históricos continuar em bear market!

1.11.15

PSI20

Em Mecânica há sempre duas formas de analisarmos um movimento: 1) utilizando considerações energéticas, de modo a calcularmos a energia que é ganha ou perdida pelos sistemas; 2) recorrendo à dinâmica, de modo a calcular a força resultante e, de acordo com as leis de Newton, determinar a aceleração. O defeito de 1) em relação a 2) é que nada nos diz sobre o tempo!


Wright of Derby - A lição do filósofo sobre o planetário - National Gallery

Nos mercados também há duas formas de analisarmos o movimento: 1) utilizando considerações fundamentais, de modo a calcularmos os ganhos e perdas de dinheiro por parte das empresas, tentando fazer previsões relativamente ao andamento futuro do negócio; 2) recorrendo à dinâmica sob a forma de análise técnica, de modo a nos podermos juntar a todos aqueles que usam as mesmas ferramentas que nós e poder tomar decisões de grupo e assim beneficiar de um simulacro de informação privilegiada. O defeito de 1) em relação a 2) é que nada nos diz sobre o tempo!

E o tempo é no caso dos mercados, como no do movimento de sistemas, um fator de importância decisiva, não só por causa do custo de oportunidade (ao avançar antes de tempo, perdemos a oportunidade de avançar de uma maneira mais proveitosa), mas também porque tudo muda tão depressa que se esperarmos demasiado tempo corremos o risco de termos de corrigir quando já é demasiado tarde. É por isso que Newton foi um dos grandes da história humana e é por isso que nós (que não somos Newton) preferimos a análise técnica à análise fundamental (até porque também não somos contabilistas)!

Na semana passada, analisamos a notícia da entrada da Mota Engil na eletricidade do México e achamos (e continuamos a achar) que a coisa era boa onda. Mas a notícia cai no âmbito da análise fundamental e, portanto, não há nada que possamos dizer sobre o tempo. E isso tira-lhe força porque enquanto o pau vai e vem,... lá está!

Do ponto de vista técnico, o PSI20 vai fazendo o seu caminho entalado na terra de ninguém. Gostávamos muito de vermos o índice ir acima do máximo relativo anterior nos 5600 pontos e depois vir ganhar balanço ali à Lta na zona dos 5350-5400, ficando sempre acima da linha tracejada vermelha: esse seria o ponto de entrada ideal! 


É verdade que a bolsa portuguesa é uma caquinha sem grande interesse do ponto de vista fundamental, mas é bom que não confundam isso com a possibilidade de ela nos dar dinheiro. E notem que, apesar de tudo, o PSI20 está este ano a valorizar mais dos que os americanos, o alemão ou o espanhol Ibex!

24.10.15

Três índices, uma análise e uma notícia bombástica

Esta semana assistimos, finalmente, ao materializar em pleno do que perspetivamos aqui. Aliás, não têm sido poucas as vezes em que nos referimos, tanto neste espaço, como na nossa página no FB ao facto de a nossa posição ter virado para bullish no início de outubro e acreditarmos que teremos um final de ano e arranque de 2016 amigo de quem está do lado das compras!  

Para ilustrar em que ponto nos encontramos neste momento, deixamos o gráfico do DAX alemão falar sozinho (todas as linhas estão colocadas desde a mudança para bearish que tivemos em maio e são o quanto basta, em nossa opinião, para extrairmos a nossa quota parte no dinheiro que o mercado tem para distribuir):


Também deixamos a nossa opinião gráfica para o S&P500, que tem um alvo evidente nos 2120 pontos que, para além de resistência clara, constituem o alvo da ativação do duplo fundo nos 1870. 


Ainda não declaramos o bull market reposto e explicamos porquê: queremos ver a linha verde acima da amarela e esta acima da vermelha. Como sabem todos quantos frequentam esta casa, professamos a simplicidade acima de tudo, e no que à análise técnica diz respeito, guiamo-nos apenas por 4 bitolas: linhas de tendência, suportes, resistências e médias móveis. E não temos do que nos queixar! 

Quanto à situação portuguesa, que dizer?! Claro que continuamos tolhidos pelo bailado dos políticos e nem vale a pena perdermos tempo a larachar sobre esse assunto, de tão escalpelizado tem sido por toda a gente. A nós, bem entendido, tanto se nos dá de uma forma ou de outra e quer-nos parecer que para o PSI20 também! Impõe-se apenas uma condição: como achamos que o verdadeiro governo das nações da UE está no BCE, tudo o que nos parece fundamental é que quem vá para o poleiro não hostilize o Sr. Draghi. E se tiver dúvidas basta que puxe atrás a cassete 2 meses para verificar em que estado ficaram os gregos por terem a veleidade de se abalançarem a esse projeto. Costa, Passos, Portas, Catarina e Jerónimo, p.f., não hostilizem o BCE e tudo correrá bem! A pequena Catarina e o ansião metalúrgico tenho a certeza de que não se importavam de tentar a via revolucionária, mas como os do PS têm tudo a perder, estamos em crer que uma ofensiva em larga escala do piolho tuga contra o colosso de Frankfurt estará, em princípio, posta de parte. Assim sendo, as medidas que estão em cima da mesa resumem-se à velha opção entre um país de remediados a quem a esmola do aumento salarial satisfaz ou a criação de uma nação de liberdade em que a inteligência e a livre iniciativa permitem a qualquer um ser dono do seu próprio destino! É, portanto, para o lado que dormimos melhor!

Deixo-vos o gráfico do nosso índice:


Precisamos que a cotação se mantenha acima da linha tracejada vermelha e que, em caso algum voltemos a reentrar naquele canal descendente: isso seria sinal de que vamos efetivamente hostilizar o BCE! Trepar acima da linha vermelha (EMA200) é um primeiro sinal muito engraçado de que nos vamos juntar aos outros e dar um Natal de muita qualidade a todos quantos estão dispostos a poupar e a arriscar o cacau amealhado neste nosso índice tão fraquinho.

Em termos de títulos, estamos parcos em sugestões, mas há uma notícia que vem no suplemento de economia do Expresso de hoje que confirma a belíssima impressão com que ficamos ontem sobre a Mota Engil. Confiram porque parece-me ser uma coisa absolutamente astonishing. E nem postamos o gráfico porque podem consultá-lo dois posts abaixo. Vamos ver o que diz o mercado, porque na reação à ótima notícia sobre a subsidiária africana ficou-se nas covas e preferiu ligar aos combatentes políticos!

Agora vamos ao râguebi... e hoje há haka!

7.10.15

Ugly ducks

Não! Não vou escrever sobre o BCP!

Começo por dizer, assim só para impor o devido respeito, que as cotadas mencionadas neste post há um ano atrás valiam para lá do dobro do que valem hoje. Uma delas valia o quádruplo! Se tivermos em conta que o índice neste momento não vale mais nem menos do que o que orçava nessa altura então acentua-se o tal respeito e a necessária, mais do que a habitual, prudência.


Chegamos-lhe a traçar o destino, pouco simpático, caso quebrasse em baixa os 1,93 mas o que é certo é que a tipa lá se aguentou, redopiou e recuperou o norte. Após quatro dias de tentativas eis que a Mota Engil consegue superar o valor quebrado e nós, que damos sempre razão ao mercado, tenha ele as razões que tiver, mudamos a nossa perspectiva negativa para positiva caso quebre, em fecho, a zona dos 2,15 e consequentemente quebre a linha de tendência descendente, de já longo prazo. A ajudar ao sentimento positivo estará, certamente, o cruzamento das médias móveis em alta (vejam, no gráfico abaixo, o disparo que levou a cotação quando tal sucedeu por meados de Junho). Para cima, vemos como resistência os 2,48 mas não descartamos, para as mãos menos trémulas, uma ida à sma200 (tracejado a preto). Para baixo, médias móveis (9 dias a azul, 21 dias a vermelho). Se as quebrar, sempre em fecho, é mandá-la lixar outro.


O outro meio valor perdido a que me referi tem na sua empresa um serviço chamado Banifast! Rápido a perder dinheiro, uma conclusão também ela rápida, para quem por exemplo foi ao AC. No entanto, se a chamo até aqui, é porque também pode dar. E de uma forma rápida. E muito. Vejam o gráfico que se segue e abstraiam-se dos fundamentais. Se todo o mercado, não só o nosso, na última semana tem vindo a carburar porque raio o Banif não ganhará também com isso? Se quebra os 0,0041, e só se quebrar, eu vejo os 0,0051 como destino. Se a mão for fraca e se se derem por satisfeitos com o pilim amealhado podem despachar na possível projecção de um fundo em V, nos 0,0048! A acontecer, vai tudo aparecer. Volume, cruzamento das médias móveis e melhor ainda, dinheiro nos bolsos! Se não acontecer, sem problema. Também não se meteram nelas.


A PHarol, a tal dos 3/4 de riqueza para o tecto num ano é o pato feio que se segue. O tiro de partida (e desculpem-nos mas vão surgindo tantas oportunidades que nos é difícil estar atentos a todas elas e sobretudo partilhar quando surgem) foi cá dado, entre as quatro paredes, na segunda-feira pelo principal dinamizador desta casa. Relembro as palavras do Fernando, aqui escritas, pela altura do primeiro aniversário do NeB e que agora faço questão de sublinhar e na íntegra subscrever. Os meus amigos certamente não me levarão a mal por este reparo a quem tanto nos tem ajudado a evoluir e seguramente que o posso fazer por todos os que nos acompanham e aos que prestaram atenção, por ex. e sem recuar muito, à leitura prévia das subidas do BCP, das alterações no BPI e seu impacto no mercado. Bem, está dito, e quando se merece nunca fica mal nem peca por desnecessário! Um bem haja ao David por nos enriquecer todos os dias. 

Siga para a análise. 

Entre o início de semana e hoje, a ex-PT subiu qualquer coisa como 35% mas pode não ficar por aqui e mais uma vez o gráfico fala por si só. Se amanhã seguir a valorizar vemos os 0,405 como primeiro obstáculo mas se os quebrar a sma200 parece destino sem grandes curvas. Se a coisa amanhã não der para trás ganha suporte na zona dos 0,35-0,36. Fiquem com o boneco e tirem as vossas conclusões.


Prudência e tudo mais mas caramba, o prémio em todas elas é de belo valor. Além do mais já estamos mais do que  acostumados à dicotomia risk/reward. Em jeito final um reparo ao índice que hoje foi testar a sma200 e retraiu como seria expectável e dizer que parece mais ou menos evidente que as cotadas beneficiam quando o índice sobe, e até aí tudo certo, mas também não é menos verdade que pode acontecer uma mudança de títulos na carteira no sentido de aliviar cotadas com indicadores já esticados e privilegiar outras mais frescas para galgar terreno. Se o PSI20 consolidar pela zona dos 5400/5500 parece-nos de todo razoável essa tal troca de títulos ou também podemos fazer a leitura inversa. A troca de títulos levar a manter o equilíbrio e criar a consolidação no índice.

Tudo isto e tudo mais, no one knows. Veremos!

PSI20

A festa está boa e nem me apetece dizer nada não vá a caldo entornar. Vou arriscar, ainda que o gráfico do PSI20 fale sozinho:


Percebe-se a retração de hoje no final da sessão se virmos que foi bater de frente com a famosa SMA200 (linha vermelha), mas ao ver tanta gente de fora a falar em correção iminente fico com a ideia de que qualquer correção (que mais cedo ou mais tarde será inevitável) vai ser estancada pela avalanche compradora daqueles que não tiveram tempo de entrar dada a rapidez do movimento. 

A mim, contudo, parece-me mais ou menos claro que não podemos ir muito mais para cima enquanto que as médias móveis de mais curto prazo não se aproximarem da linha vermelha. E a verdade é que elas ainda estão lá longe. Se este bull market for para valer diria que era saudável termos aqui 15 dias a marinar entre a média móvel dos 200 dias e os 5320, para dar tempo a que ocorra algo semelhante ao que se passou no início de março passado (ver gráfico). Quando virem que a linha verde (EMA9) salta para cima da linha vermelha, metam a carne toda no assador que vai sair uma coisa esperta até ao final do ano. Nesse caso, ficarei tão otimista que aposto num rebentar dos 6400 pontos no arranque de 2016. O ponto de entrada natural, se pousar lá, é portanto na zona dos 5320 e se o virem por essa zona petisquem que não se vão arrepender.

28.8.15

Onde pôr o graveto?

É evidente que nós que não vivemos as emoções das últimas semanas e nos mantivemos de fora enquanto andávamos no passeio estamos em pulgas para pôr o graveto a trabalhar (o que sobrou já descansou que chegue, o mandrião), quanto mais não seja porque, sejamos francos, sempre há movimentos no cartão de crédito que vão ter que encontrar fundo mais cedo ou mais tarde! E todos nós sabemos que se estivermos a contar com o patrão para nos acudir, bem podemos sentar o rabiosque que o sacaninha está-se nas tintas para as nossas banhocas na praia de La Concha, para a visita ao Camp Nou, para a sessão de compras das catraias em Andorra ou para os mergulhos na água caliente em Peñiscola, terra do Papa Luna (não se esqueçam, meus bondosos amigos, de que sem uma grande carga cultural não se ganha dinheiro na Bolsa)! Para isso não haverá outro remédio agora que sacar o pastel de onde ele há em quantidade. E onde é esse sítio que adoça e arredonda todos os nossos sonhos? Pois bem, adivinharam: nos mercados!

Infelizmente, todos nós sabemos que o mercado é um filho da puta bastante descarado e não seria de admirar (nem inédito) que nós viéssemos agora todos gaiteiros armados em bons e com o troféu de termos escapado de boa, para logo a seguir o armante nos pregar a partida de se voltar a escangalhar connosco a bordo. Há que ter cuidado, portanto!

Como nós privilegiamos o PSI20, que para ganhar dinheiro certinho e sem grandes aventuras é mais do que suficiente,* vamos repor um gráfico que nos tem acompanhado há imenso tempo (por exemplo aqui):


Duas coisas resultam evidentes para nós:

1: Entradas só com fecho acima da linha tracejada vermelha (pode ser já 2ª feira). Nesse caso, temos como primeiro alvo o topo do canal quase 4% acima. Para baixo, base do canal em primeiro lugar e depois os 4900 pontos que, muito francamente, julgava que já não seriam atingidos este ano e acabaram mesmo por sofrer uma marrada na passada 2ª feira (a negra);

2: Com o regresso da gente graúda na próxima semana, parece-me bastante provável que rompamos para cima e haja um movimento acelerado se os números da economia chinesa (PMI) que saem na madrugada da próxima terça-feira não forem demasiado fracos (como sou um bocado vidente, já agora arrisco dizer que me palpita uma surpresa positiva - os números chineses, todos sabemos, são martelados e se botarem cá para fora uma coisa má agora é o fim da picada, pelo que isto vai seguir o percurso habitual nestas situações: os políticos vão ter que aplicar pomada!).

* Na Bolsa tudo sobe e tudo desce, seja aqui, seja na América ou na China e a informação clara e atempada é fundamental; cá na nossa terrinha, com o nosso índice esquelético, com meia dúzia de empresas para negociar, mas com possibilidade de acompanhar as poucas variáveis necessárias gastando um módico de tempo, consegue-se fazer um serviço calmo e tranquilo e que põe dinheiro no bolso desde que sejamos espertos nas entradas e intransigentes nas saídas.

9.7.15

Calma que foi golaço!


Quem nos acompanha já se apercebeu certamente das minhas alusões a um jogo da bola. Mas também podemos fazer disto um filme. Um filme de suspense. Com história para dar e vender. E há quem a compre e há quem a venda. E pronto, lá estamos nós a falar de bolsa!
Desta vez, ao contrário do já habitual, começo com música, serve como banda sonora para o que se segue. Boa audição, boa leitura. Que o filme seja do vosso agrado!



E ao terceiro dia, voilà, acima da sma200! Lá voltou o entusiasmo, à boleia de uns espectaculares 4%. Tinha-o escrito, sem tempo, segunda-feira passada que era a maneira de voltarmos a ganhar expectativa crescente. E se ontem, justificando-o convenientemente, começávamos a fazer as malas, hoje necessariamente damos o beneficio da dúvida ao ressurgir dos touros, ao bull market e, simplesmente,  as deixamos preparadas. 
Comentava com amigos do Bulls&Bears na terça-feira, já após a quebra de suportes importantes, que isto  já não era só Grécia e o efeito da hecatombe na China começava a fazer das suas na Europa. Como se já não bastasse o bailado Grego a fazer mossa nos índices Europeus tínhamos o problema Asiático a caminho do Ocidente. Chatice da grossa, portanto! Quarta-feira a já expectável reacção às quedas fez as cotações elevarem-se até à zona de suporte quebrada e até aí nada de novo, nada que nos trouxesse o optimismo de volta. Hoje, quinta-feira, três da matina olhava para o Shanghai, índice da China, e via-o ferozmente despencar 3,5%, em zona de suporte. Já acordado, pela manhãzinha  antes da abertura dos Europeus, vejo-o a fechar com uma subida de quase 6%. Calma, que foi golaço! Pensei eu, figurativamente! Com Pequim a fazer de tudo, sim de tudo, para estancar esta sangria, com fortes medidas em zona estrutural do índice. Que coincidências! Zona em que toda a gente põe, com ou sem bico, os olhinhos! E lá está, a confirmar que já se começava a descontar esta chatice a malta do Velho Continente abre o dia toda contente, aos pulos, em gap up! Posto isto, a somar à boa expectativa que vem sido criada durante o dia com resolução Grega lá estamos nós outra vez divididos, expectantes no rumo a seguir. Talvez lá para segunda-feira o valor de fecho da sessão nos diga. Isto se no Domingo aquela cena da cimeira, como se apregoa, for realmente definitiva! Fiquem bem, fiquem atentos!

8.7.15

I don't care

Se vocês se derem ao trabalho de irem ver o que nós andamos para aqui a escrever ao longo deste ano, sempre que nos referimos à Grécia, hão de ser capazes de reconhecer que desde logo nos pareceu que a situação iria resvalar para uma azeitada das mais foleiras. Para o bem e para o mal os do Tsipras vinham preparados para revolucionar, e não enganaram ninguém com a missão de que vinham incumbidos: dinheiro grátis para os gregos e já! Os borrachões do Olimpo não a teriam pensado melhor, nem que tivessem o divino Baco à cabeça!

Agora o Tsipras enfiou-se num buraco de que só sai, lá está, como os deuses todos a ajudar e quer-me parecer que nem com esses se salva. Aquela do referendo, tão aplaudida pela malta carente de heróis, foi uma estopada tão irracional que, para dar certo, vai ser necessário que a matemática deixe de funcionar. Nos próximos dias saberemos em que deu a aventura, mas é bom que não nos esqueçamos de que o grande problema dos revolucionários, ao longo dos tempos, é nunca terem sabido em que momento é fundamental ficar um poucochinho sensato!

De maneira que o mercado, subjugado pelo peso da irracionalidade, perdeu completamente o módico de previsibilidade que nos permite sacar o nosso quinhão e transformou-se num jogo volátil e adivinhatório. E para isso, bem, não contem connosco. Para jogo, vamos aqui.

Quem gosta de jogar, todos sabem, são os chineses. E que bem que eles têm jogado: no ano anterior a 10 de junho a bolsa de Xangai subiu 160% e desde aí (em menos de um mês) afundou 34%. Um mergulho de uma envergadura tal que se não afetar a economia mundial, então bem podem dar a carreta de milhões ao Tsipras que também não faz mal nenhum!

No meio disto tudo tivemos finalmente os índices americanos a arriar, com o S&P500 finalmente a quebrar em baixa a SMA200: é caso para perguntar onde é que o tio Sam tinha a cabeça para demorar tanto tempo a reagir (no final, foi mesmo necessário queimar os fusíveis no Dow Jones para que o povo ganhasse juízo e começasse a vender):


Para aqueles de vós que estão a salivar por um qualquer tipo de acordo que livre a Europa e o Tsipras do sarilho em que estão (estamos) metidos e que esse acordo faça explodir o PSI20, deixo-vos o gráfico que nos diz que o estrago feito é já tão grande que mesmo esse milagroso desiderato não será suficiente para nos deixar fodidos da vida por irmos de férias e perder boas subidas. Este ano vamos mais uma vez poder gozar tranquilamente o pilim com a certeza de que a bolsa só no final do verão voltará a valer a pena. Pelo quarto ano consecutivo. É obra! Três vivas à quase falência da república em 2012, 3 vivas ao sempre irrevogável acontecimento do vice premier Portas, em 2013, mais 3 vivas o Salgado e ao monumental estoiro do BES e este ano dêmos vivas ao Tsipras e aos nossos amigos chineses (que ainda por cima vão fazer a fineza de comprar o que resta do BES - se conseguirem tirar o graveto a tempo da bolsa chinesa! Boa sorte!). Com a devida vénia a quem se mantém no mercado alegremente a torrar cacau! Olhem que cheira a queimado!


Entretanto, amigos, fica um sonzinho catita para aqueles que fazem da bolsa uma festa em que, dê por onde der, chova ou faça sol, com Tsipras ou sem tripas, havemos de ganhar, carago. 


6.7.15

Sem tempo

Bem que podia, dando justiça ao titulo, escrever sobre o nosso silêncio nesta semana decorrida e justificá-lo convenientemente para com quem nos acompanha. Caros amigos, a semana foi de tal maneira intensa que tudo o que pudéssemos dizer a qualquer momento perdia interesse no momento seguinte fazendo lembrar a comparação da volatilidade a um jogo da bola que há semanas fazia referência e que um golo contra a corrente do jogo mudava completamente o rumo da partida e consequentemente o sentimento da nossa percepção. Mas vamos ao que interessa. Vamos ao presente e ao futuro. Vamos à razão do título. Escrevia, aqui, já vai para lá de dois meses que a coisa azedava e tínhamos o nosso Psi20 nos 5350. Antes de azedar por aí além tínhamos os 5940 a segurar e caso os quebrasse serviria de resistência. Reparem, foi lá duas vezes. Segurou. À terceira quebrou. Virou resistência. Namorou a zona dos 5700 e por duas vezes, também, tentou com grande embalo, abater esse valor, 5940. Não conseguiu. Veio por aí abaixo direitinho à sma200, aludido no nosso ponto de situação. Hoje quebrou-a sem apelo nem agrado e vejam onde fechou a cotação no gráfico, actualizado, simplesmente pela cotação. Vejam lá o suporte, passando a redundância, a suportar.



Como estamos em zona de azedume e a coisa pode ficar realmente feia, damos, e lá está, sem grande tempo, coisa para dois, três dias uma recuperação da sma200 que se situará nos 5500, mais ponto menos ponto, para o cenário voltar a ganhar expectativa crescente. Caso contrário, bear mode instalado. Por conseguinte, sem tempo. À Grega! Fiquem bem. Fiquem com os Sigur Rós.






29.6.15

Ponto da situação

Depois da terrível hecatombe de hoje vejam onde parou o PSI20 e comparem com o que dissemos aqui na sexta-feira passada.


Foi salvo pelo gongo ou o mesmo será dizer pela base do canal ajudada pela SMA200. Sim, porque com as coisas no pé em que estão, toda a ajuda é pouca para acudir aos medricas que se pelam por alijar a carga. Bem vistas as coisas, quando se trata de um fenómeno inovador como é este que estamos a viver, em que, de uma assentada, abre falência a Grécia no euro e ensaia a abertura Porto Rico no dólar, até o mais contumaz se acagaça. Afinal de contas, estamos a falar de territórios que usam as duas mais importantes moedas do mundo e se isto não causar estragos nas estradas por onde circula o dinheiro, então é porque o sistema financeiro mundial é sólido como o aço! E nós bem sabemos que não é! Fugir (para longe) é a palavra de ordem e tal como aconteceu com a história do Lehman, há 7 anos atrás, muitos vão-se pirar e só depois perguntar se há motivo para tanto. 

Entretanto, o PSI20 acabou nessa zona em que se decide o futuro no médio-longo prazo. Uma quebra aqui, mantendo-se abaixo da média móvel por 2-3 dias, implicará mudança de tendência e muito más notícias para a economia portuguesa como um todo (e não se deixem enganar pelos que defendem que o índice português não representa a economia; ao conter uma parte tão significativa da banca, tem um efeito muito direto no desempenho das empresas e, por conseguinte, na economia como um todo). Abaixo, vemos como provável um ressalto nos 5250-5320 (linha tracejada a vermelho), seguido de reteste (crucial) à média móvel:


Entretanto, fiquem com um documentário do Discovery sobre o corralito argentino que, em 2001, levou à queda do governo do presidente Fernando de la Rúa em menos de uma semana.

26.6.15

PSI20

Segunda-feira ou rompe para cima ou vem à base. Aceitam-se apostas e o prémio é bom!