Será que esta semana o PSI20 vai conseguir finalmente fazer um máximo relativo mais alto que o máximo anterior? Se o conseguir será feito inédito em mais de um ano, mas vai ser necessário superar os 4720 pontos, desiderato que está neste momento a menos de 1 p.p. de distância! Mas para a coisa ter alguma validade vamos precisar de ver o volume crescer de forma significativa e era interessante assistirmos a uma subida pujante, capaz de projetar o monstrinho para a zona entre os 4800 e os 4900 pontos.
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26.3.17
19.3.17
Notas da semana
Quando não há quase nada a dizer para acrescentar ao que já dissemos, o melhor mesmo é deixar a música tocar e bailar e hoje manda a lei da vida que se recorde Chuck Berry:
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1.3.17
É agora?
O bom de andarmos às turras com o pior índice bolsista a nível mundial é que podemos perfeitamente meter férias quando nos dá na real gana sem temor de perdermos uma boa cavalgada porque a verdade é que o garoto, de cada vez que dá uma arrebitadela, não tem perdido tempo a voltar à casa de partida! Esta postura reconfortante do índice, que não tem deixado ninguém com pena por ter vendido, vem de há 2 anos a esta parte e define, em essência, o que é um bear market!
15.2.17
PSI20
Antes que perguntem pela Sonae Indústria, o que temos a dizer está essencialmente aqui, ainda que acrescentássemos apenas o seguinte:
5.2.17
Já nem é chato, é mesmo marado!
Bem, a semana que ora passou não podia ser mais concertante com o texto do passado domingo que podem relembrar aqui. Se o marado do índice deu um coice no meu agrado para com a sessão anterior ao aludido - nada de novo no estapafúrdio! - então também é verdade que a malta da casa não se fez rogada e veio colocar frieza, de pronto e aqui, ao soar das sirenes e fazer a atualização que se impunha! Well done, team!
Posto isto, conforme combinado, a quebra do mínimo relativo no PSI20 fez despoletar vendas em décalage e condicionou os mais risonhos dos planos para a generalidade das cotadas! A Nos que parecia reagir (parecia!) também se arrependeu - evidentemente, tal o cenário - mas lá se aguentou firme sem quebrar em baixa os 5,15€ e mantemos a análise sem tirar nem pôr! A Pharol, que fez realmente um bonito, é aquela que talvez (com bastante dose de certeza) mais ligue cheta ao índice e cumpriu religiosamente, e a bem, o acordo - quebra ali e vai para ali - dito e feito! Agradecidos!
E onde entra a concertação falada do início do texto?
30.1.17
PSI20
Carago, amigos, esperamos que estejam todos bem, que a enxurrada não vos tenha levado o graveto todo e que, depois de uma boa noite de sono, estejam prontos para regressar ao combate com ânimo e alegria!
Por uma vez o presidente da junta D. Trump acertou na palavra: "carnificina"! O lorpa, que não dá duas para a caixa, (mil perdões mister president) errou foi no país,... mas talvez ele não esteja a par da existência da tugalândia!
10.1.17
10 dias, 7 sessões, 6 quedas
Referimo-nos, obviamente, ao nosso martirizado PSI20, essa autêntica máquina de torrar cacau e causar insónias. Desde que falamos dele no início do ano, a coisa avinagrou um bom bocado e o pastor não teve vergonha nenhuma em voltar cá para baixo até ao nosso suporte, em menos de três tempos, colocando-se a toques para receber guia de marcha rumo ao voo picado.
É evidente que o comportamento dos juros da dívida está diretamente relacionado com toda esta azeitice e, assim a olho nu, parece um exagero dos grandes o otimismo do nosso ministro Centeno.
2.1.17
PSI20
Dantes, era costume o início de ano correr sempre muito bem porque vinham os fundos ao mercado comprar com o dinheiro que o pessoal tinha investido nas últimas semanas do ano em PPAs e PPRs, para compor o IRS, e era mesmo fixe recuperar o cacau estourado na quadra natalícia logo ali no início de janeiro (era tão certo como o refluxo do pai natal para a Lapónia), mas agora esses tempos já lá vão há muito e isto anda tudo muito mais confuso.
18.12.16
Manobras da semana de Natal
A semana que passou foi de feição e a avaliar pelo andamento da jogatana estamos em crer que o Pai natal vem de saco cheio e o menino Jesus nascerá sem espiga (salvo seja)!
O PSI20 tentou novamente dar uma de esgazeado ali no meio da semana, mas apareceu gente suficiente para o salvar o que reforça os bons augúrios que têm vindo a ser anunciados!
Quando dei conta de que havia uma participação qualificada curta na JMT despachei-a imediatamente porque jamais me passaria pela cabeça estar investido numa cotada com que os short sellers seniores tivessem começado a brincar! É terreno demasiado agreste e garanto-vos que com essa tropa não brinco. Digo-vos, e tomem isto por conselho de amigo: com short sellers seniores nem de bem, nem de mal, ou seja, nem curto (porque cantal pintam os tradicionais inimigos short squezzers), nem longo porque nunca se sabe do que esta gente é capaz! De modo que mandei a JMT pó caralho e, como sabem, comprei CTT! Estou satisfeito com a troca!
Para esta semana, e como não gosto de short sellers seniores, e jamais me passaria pela cabeça andar metido com eles, vou estar de olho no BCP! É isso amigos: BCP! Amanhã temos AG (se não for adiada pela 3ª vez) e os cenários que se colocam, a nosso ver, são os seguintes: 1 - aprovação do aumento dos direitos de voto para 30% para todos, 2 - aprovação do aumento dos direitos de voto para 30% para todos e anúncio de AC para que a Fosun e a Sonangol reforcem, 3 - chumbo da proposta.
Nos cenários 1 e 2 temos subida, ainda que em caso de cenário 2 haja antes da subida umas horas de queda furiosa. O cenário 3 não vai acontecer, mas se houver golpe de teatro, entorna o caldo. Como estamos em crer que se houvesse já anúncio de AC teríamos tido notícias durante o fim de semana, damos como válida a hipótese de que o mercado se vai entreter a manobrar com a cena do reforço de posições. Nesse caso, obviamente estaremos interessados, porque após sobreviver a um ataque à linha vermelha, pode estar em jogo voltar a visitar a linha verde! E a quadra autoriza que acreditemos no pai natal!
Na semana em que entramos, que música ouvir se não temas de pendor natalício? Esta é uma homenagem ao meu amigo Fernando Pereira que ouvi a cantar isto tão bem que desde sexta feira não tenho mais nada na cabeça noite e dia. O que me havia de acontecer!
11.12.16
PSI20
Pode alguém que abraça o mister de negociar em bolsa ter um minuto de sossego? Não pode, meus amigos, não pode e engana-se profundamente quem envereda por este modo de vida se tiver vocação de calaceiro! Ainda faz agora uma semana estávamos todos contentes, preparados para passar um Natal descansados a ver de longe a coisa descambar, quando nem dois dias depois somos acordados para o pesadelo de ter que voltar à luta sob pena de ficarmos a ver fugir os carros de rali e nós apenas a aplaudir!
Das situações com mau aspeto que identificamos no início da semana nenhuma se concretizou e foi tudo até ao contrário. Não faz mal nenhum, desde que não tenhamos as peneiras de achar que ganhamos/perdemos alguma coisa porque estamos certos/errados. Nisto como em muitas coisas nesta vida, ter razão ou não depende sempre das circunstâncias e raramente mata a fome! O que é preciso muitas vezes é virar ao sabor do vento, coisa que nem todos estamos preparados para fazer com a rapidez e a agilidade que a causa requer. Reparem, por exemplo, nos três grandes acontecimentos do ano em termos de mercados: brexit, Trump e referendo italiano! Antes da coisa feita qualquer analista, por mais inocente que fosse, vaticinava o apocalipse com os resultados que obtivemos. E, no entanto, o sucedido foi tão ao contrário que tenho a impressão que ainda está tudo meio atordoado. É assim a vida, sempre cheia de surpresas. A propósito, diz-se nos corredores cheios dos tais analistas bem informados que a equipa que está a ser reunida por D. Trump está tão cheia de gabirus liberais e pró-desregulamentação (tão Goldman Sachs) que vem aí um bull market tão épico que vai entrar nos anais da história dos bull markets. Começo a pensar que sou capaz de ter futuro como vidente! Promete!
O PSI20, que era dado como morto na semana passada, ressuscitou todo afoito e anda por aí a atormentar os caçadores de zombies! Para já faz papel de monstrinho e é prematuro dizer que deu sinal verde para avançar, mas já deu para pagar a consoada e isso não é de somenos importância! Três vivas! Para regressar ao mundo dos vivos precisávamos de o ver acima da média móvel dos 200 dias (linha lilás) e para o considerarmos pronto para levantar voo, os 4900 pontos são imprescindíveis! Depois... vamos com calma, que o moço está muito frágil! Para baixo, não queremos que deixe para trás os 4600 pontos!
6.12.16
Início de rali natalício?
Só porque se justifica e sem quid pro quo, gráfico:
Mantendo a linhagem, para errar pouco, primeiro objectivo 4630! Segundo objectivo na SMA200 (preto tracejado), pelos atuais 4720! Quebra aí e excelentes notícias no horizonte luso para a viragem de ano! Abaixo dos 4460 esqueçam este texto e prefiram o dinheiro para prendas generosas!
4.12.16
Situações com mau aspeto
JMT:
- quebra da SMA200;
- linha amarela na iminência de ser testada!
NOS:
- quebra da SMA200;
- linha amarela na iminência de ser testada!
- escafedeu a linha amarela? Ou ainda se salva?
- quem está dentro ou quem acha que pode suportar deve olhar para isto!
- vai testar a linha vermelha?
- a NOS não nos apanham!
Mota:
- a quebra daquela Ltd não foi nada bom sinal!
- linha amarela em perigo de quebra com linha vermelha já logo ali!
- subida do petróleo podia ser argumento para suportar o embate, mas a situação terrível da Sonangol não deixa antever nada de bom no principal mercado africano.
- sucessão de dos Santos também deve ter semeado a intranquilidade: que fará o novo monarca com os pagamentos em atraso?
BCP:
- o prorealtime está com um bug qualquer e não temos gráfico, mas só quem anda desatento pode ter ilusões: estamos a vê-lo em mínimos nos próximos tempos;
- esta notícia é capaz de causar mossa, pois vai levar muitos a pensar que teremos prejuízos históricos no final do ano para limpar de vez o balanço;
- da última vez que falamos dele deixamos uma perspetiva cor-de-rosa que virou negra umas horas mais tarde;
- a segunda hipótese ganhou por k.o. técnico!
Corticeira Amorim
- ainda mantém um aspeto comestível, mas começa a ficar um bocado tocada;
- se for à linha vermelha mas acabar por fechar acima da SMA200 (linha roxa) evita para já males maiores, mas que azedou um bom bocado, disso não haja dúvidas.
PSI20:
- falhou um salvamento da linha vermelha e pôs-se a jeito para ir a mínimos (aliás, se não fosse o rebote da Galp na última semana era provável que já lá estivesse);
- resultados do referendo italiano poderão ser a dica para estrebuchar de uma assentada (4175 por conta do brexit)! Ou não!
A música de hoje é boa, mas só se recomenda a quarentões! Ah, esses loucos anos 80!
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13.11.16
O início de um épico bull market?
Malapata não deve ser, mas que é de um mano ficar meio avariado disso não pode haver dúvida. Refiro-me, evidentemente, ao facto de em semana de Trump a trampa vir toda para o lado de cá. À parte a chalaça, a dúvida que fica é como caralho os americanos enveredam pela puta da loucura e somos nós, tugas inocentes, que mais apanhamos no trombil? Como é que a opção ianque pela bandalheira, que chegou a ameaçar uma razia nos mercados mundiais (na madrugada de quarta-feira o S&P500 chegou a estar a perder 6%), acabou em triunfo em todo o lado, exceto cá na península, onde o PSI20 se destacou com um coice semanal de 3,5% (uma décima mais que o Ibex)?
Porquê nós, Senhor? Porque são os pobres pequenotes a pagar a trumpalhada (até o nome do homem se presta bestialmente a este tipo de humor foleirote)?
Bem sei que a resposta para o fenómeno pode ser encontrada numa diversidade de fatores, desde a fragilidade da economia e a dívida elevada, passando pelas taxas de juro à beira de pegar fogo num momento em que se prevê que a dívida americana suba e haja menos disponibilidade de liquidez para nos acudir (muita atenção ao referendo constitucional italiano de 4 de dezembro, que pode muito bem ser o terceiro míssil de cruzeiro a atingir em cheio a ordem mundial vigente, colocando a Itália à beira da bancarrota, caso Renzi se demita), até à existência de empresas expostas ao mercado americano e que estão do lado errado da barricada (ver EDP e EDPr), ou expostas a emergentes como a Pharol e a Mota. No caso da EDP, para além de tudo o que envolve a renováveis, podemos estar em presença de um sinal do mercado de que há uma fortíssima possibilidade de assistirmos a prazo a uma subida muito assinalável dos juros da dívida pública, uma vez que há, tradicionalmente, muita arbitragem, por parte de institucionais, entre os dividendos da elétrica e os juros pagos pelo estado! Esperemos que não!
Vejam como ficou o nosso semanal do PSI20 e, para melhor comparação, o semanal do S&P500 (diga-se que se confirmou o afundanço até aos 2044 - foi abaixo, perto dos 2020 pontos - mas apenas na negociação de futuros na madrugada de 4ª feira):
Esta queda tão acentuada do PSI20 colocou o índice no caminho do mínimo anual (e mínimo multianual) estabelecido fugazmente no dia do brexit nos 4176. Eu olho para o gráfico e vejo que não tem ponta por onde se lhe pegue: já quebrou a linha amarela e acaba de torrar a linha vermelha! Um caso claramente perdido!
E, no entanto, há aqui uma nesga de esperança que nos pode salvar e, quiçá, catapultar para um BULL MARKET épico. Let's dream,... only for a while!
Sigam, por favor, a minha linha de raciocínio!
Nos valores a que se encontra (na zona entre os 4260-4360) há uma grande probabilidade de ressaltar eficazmente porque fará triplo fundo anual que tem um rácio ganho/risco particularmente interessante (o ressalto pode ocorrer antes, porque já há sobrevenda, mas uma ida toca e foge aos 4260 era estupenda):
Se o ressalto der mostras de força, lá mais para a frente, no médio prazo, quando já nem nos lembrarmos de que estivemos a cair 18% no ano, pode haver gente endinheirada que comece a olhar para o índice num horizonte mais alargado e se disponha a investir num duplo fundo multianual.
É uma teoria tão puxada que não se recomenda a gente impressionável (verdade que a eleição do Trump também era uma excentricidade de proporções épicas e efetivamente aconteceu)!
De qualquer das formas, considerem-se avisados e sigam por vossa conta e risco!
Vocês sabem onde foi o mínimo do bear market de 2009-2012? Segurem-se amiguinhos que isto não é fácil: nos 4354 pontos no dia 14 de junho! Depois houve um ressalto e duplo fundo um mês mais tarde. A partir daí o índice subiu 80% em menos de ano e meio. E onde estamos neste momento? Correto: outra vez nesse valor! Show business in deed! Confiram:
Só para vos pôr a salivar, se a tramóia funcionar, as regras mandam que a subida leve o nosso pequenito a máximos históricos por volta dos 14000 pontos! Puta que pariu! Trump santo subito!
Baaahh! Esqueçam! Estava a sonhar alto! Outro dia houve um analista que veio dizer que o Dow Jones ia para os 80000 pontos e que estamos a toques de um major bull market e aquilo impressionou-me tanto que, depois do trumptrauma, devo ter ficado com uma parte do cérebro feita em papa! Não ponham dinheiro nesta hipótese e protejam-se como puderem!
Falando a sério, se virem o PSI abaixo do mínimo anual... já vos disse para vender tudo, depois para entrarem curto, para emigrarem, para entrarem em depressão, para se enfiarem em casa a ver os programas da tarde na tv com os pezinhos perto do lume, para se enfiarem na cama a chorar o cacau que o bcp vos torrou, etc... de maneira que... se virem o PSI20 abaixo dos 4150 e ainda estiverem investidos, já sabem que não vos posso aconselhar mais nada a não ser...
Apenas um último mistério por resolver: como é possível que a eleição de Trump não tenha sido a pior notícia da semana?
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6.11.16
PSI20
Depois de traçar os 4600 pontos, foi em menos de um fósforo que o PSI20 se pôs outra vez em cima da linha vermelha. Neste momento, não há nada de bom que possamos dizer, a não ser talvez esperar que o suporte funcione mais uma vez e que o facto de o índice estar quase sobrevendido ajude! É preciso ter muita esperança, mas neste mundo não há impossíveis. Como temos dito, neste momento, estamos todos nas mãos dos americanos e não se pode dizer que estejamos bem entregues porque o panorama por lá também não se recomenda de todo.
É triste, mas em três semanas, passamos de um possível final de ano cheio de doçura sobre a mesa, para uma perspetiva bem mais amarga para os longos! É assim a vida e não há de que reclamar! O lado bom da coisa é que pode ser que tudo se componha e para a semana estejamos outra vez otimistas! Nota final: quebra o suporte em fecho e vai a mínimos!
30.10.16
PSI20 e S&P500
PSI20 a tentar manter vivo o sinal de compra a que nos referimos aqui. Neste momento, está entre as médias móveis de curto prazo e continuamos convictos de que não vale a pena entrar enquanto não for quebrada em alta a média móvel dos 200 dias (linha roxa), algo que só acontecerá no curto prazo se se mantiver acima dos 4600 pontos.
Evidentemente, o prolongamento do bom momento relativo que o nosso índice experimentou nos últimos tempos vai estar fortemente ligado ao que fizer o S&P500 nos próximos dias, uma vez que o índice americano continua a ameaçar uma quebra em baixa de um suporte que se tem revelado bastante sólido nos 2116 pontos. Mais do que notícias como esta, inéditas de há muito tempo a esta parte, ou a grande lista de resultados empresariais que serão apresentados esta semana (resultados que raramente mexem com as cotações no que ao PSI20 diz respeito), é para o que vai suceder até às eleições americanas que devemos prestar atenção e, em particular, para o comportamento do índice de referência nas próximas sessões.
Até que o suporte no matulão americano seja quebrado em fecho, continuo convicto de que estamos perante uma oportunidade de compra, atendendo aos bastante aceitáveis indicadores económicos que têm sido apresentados (tanto nos EUA, como na Alemanha). Todavia, uma quebra em baixa muda completamente o cenário, uma vez que começará a afetar a confiança dos investidores facto que, por sua vez, acabará por se repercutir nos números da economia, criando condições para que se comece a pensar em bear market. Estamos, portanto, num momento de grande indefinição e diríamos até de algum perigo para a economia global, momento esse que será ultrapassado, estamos em crer, se o S&P500 conseguir fechar acima daquela Ltd de curto prazo a vermelho. Essa quebra em alta, será aliás, o incentivo de que o PSI20 precisa para retomar as subidas. Vamos ver!
23.10.16
PSI20, outra vez a Pharol e White Haus
Na Roleta russa dos últimos dias tem saído verde sucessivamente e desta forma impulsionando uma boa recuperação do nosso índice, tão boa quanto a rápida aproximação à SMA200! Quiçá fruto da boa reacção aos 4460 pontos que, se quebrados em baixa, levar-nos-iam a mínimos e aí os alarmes de novo resgate à nação seriam potenciados e os ecos se fariam sentir no comum contribuinte através da abertura dos telejornais! A perspectiva de um OE de agrado geral deu-se a conhecer pelo desagravamento das taxas de juro a 10 anos da dívida tuga e, consequentemente, pela valorização do nosso mercado de acções e que, por sua vez, nos deram a indicação de que a agência canadiana DBRS nada alteraria no nosso rating e assim continuar com a certeza de que o BCE mantém o patrocínio à nossa tesouraria, até prova em contrário! Cumpriu-se e desta nos safámos!
O PSI20 está assim:
Ou seja, estamos junto à média móvel dos últimos 200 dias (a preto tracejado) e isso é sinónimo de oposição à progressão! Diria que, de ânimo leve, não será ultrapassada e conforme o início do texto facilmente nos apercebemos que os receios infundados (já o podemos dizer!) de uma revisão negativa por parte da agência de notação financeira já foram descontados com a valorização das últimas duas semanas! Sell on the news descarado também não me parece!
Enquanto isso (antecipando uma tomada de respiro no índice!) vemos uma cotada insuspeita de ir em modas lusas com comportamento digno de registo, ilustrado na imagem abaixo com destaque a amarelo, na última sessão.
Vela caracterizada pela forte recuperação do valor perdido durante o mesmo período terminando a valorizar em relação ao fecho da vela anterior!
Estamos a falar da Pharol e desde a última vez que falei dela, após atingir projecção, tem consolidando valores entre os 22,5 e 25,6 - à semelhança de comportamento anterior - em forma de triângulo ascendente (a roxo)! Confiram:
E o que nos interessa daqui? Interessa que a projecção de uma quebra em alta do topo do triângulo nos 25,6 cêntimos nos dá precisamente o valor da próxima resistência horizontal pelos 28,7 cêntimos! São 12% que justificarão a nossa atenção! Se tivermos em conta que a Oi (da qual é subsidiária) quando cotava a 90 centavos a Pharol estava pelos 10 cêntimos (já descontados os 3 cêntimos de dividendo atribuídos aos accionistas) e que agora vale 3 vezes mais poderá ser sensato dizer que é plausível ter novo raide entusiasta para a portuga abrasileirada!
A terminar, uma combinação de pop electrónica dançante com influências punk funk, house ou tecno de João Vieira, fundador dos Ex Wife, com malta cá da terra à mistura!
Boa semana, fiquem com os White Haus!
18.10.16
Será que...
Com o volume a subir um bocadinho, se os internacionais não deitarem tudo a perder, pode ser que não seja um falso break e tenhamos aqui o início de um Natal cheio de coisas boas sobre a mesa!
Entretanto, deu-me para recordar isto:
14.10.16
Atualização ao PSI20
Ontem estivemos tem-te não caias para ativar um fortíssimo sinal de venda global, mas a coisa foi salva in extremis com o S&P500 a recusar, mais uma vez, esbardalhar-se todo! Segurou-se acima dos 2116 e voltou para cima. No imediato tem resistência nos 2147 e logo a seguir nos 2153. Se fechar acima, ou faz máximo histórico e levanta voo ou faz um lower high e, mais cedo ou mais tarde, voltaremos ao teste de ontem. Se negar já qualquer uma das resistências que indicamos, voltamos ao red alert!
Ontem gostei muito do PSI20, todo afoito, apesar da ameaça de hecatombe global, a fechar em máximos do dia com aumento do volume, fazendo esquecer momentaneamente o facto de ser um dos piores comportados no ano em quase todo o mundo. Hoje está a fazer pela vida e é bem possível que venha a fechar acima da nossa linha amarela por volta dos 4600 pontos. Se isso acontecer, é bom sinal, ainda que o paspalho não seja virgem (longe disso) a dar sinais falsos. Porém, para quem está de fora, mais vale aguardar por uma quebra com volume da Ltd a vermelho. Isso sim, seria um ótimo sinal de compra, porque estamos a falar de uma linha que vem de maio de 2015, cheia de testes não superados. Até lá, todas as entradas são precipitadas e devem ser de evitar, tanto mais que essa Lta é uma fortíssima resistência e continuamos com as médias móveis sem darem qualquer sinal de inversão da tendência negativa!
9.10.16
Roleta russa dos nossos dias
Nós bem gostaríamos, se bem que nem sempre o tempo dê folga, de vir cá mandar umas larachas de quando em vez, e de acordo com a pertinência, mas nas últimas semanas o que temos assistido, aqui pelo burgo, é a isto:
E para isso vem-nos à cabeça, isto:
Se juntarmos o facto de ter deixado de parte a possibilidade de ficar otimista quando se quebra em baixa a zona dos 4600 então temos os condimentos necessários para justificar o silêncio dos últimos tempos! Claro está que não andamos neste mundo sozinhos e do menos mal poderemos ter uma âncora de salvaguarda se os restantes congéneres europeus não azedarem! E até agora, embora em semelhante modo casino chefiado pelos bancos centrais, não pisaram o risco por mim delimitado para entrar em parafuso e forçar o pessimismo!
No entanto, é certo que por norma surgem oportunidades nas cotadas que possam dar um ar de graça no quadro geral! Mas nem isso! Tirando a Jerónimo Martins que se encontra pelos valores de 2013, depois de ter caído 60% em um ano e ter recuperado, consequentemente, 140%! A Corticeira Amorim que no último ano valoriza 100% mas que peca por falta de liquidez, e o quanto isso condiciona a nossa abordagem ao negócio, temos um restante cardápio à nora a ponto de as odds que apresentam não valerem o risco!
Se pegarmos nas últimas análises por mim feitas, quando o índice ainda vagueava acima dos 4600, reparamos que a Sonae é um caso sintomático do nosso PSI20! Vai-se aguentando mas é notório a falta de força e os máximos relativos inferiores sucedem-se! No BCP já nem a análise técnica lhe pega! Começou com as quedas que o levaram à quebra em baixa dos 1,75 cêntimos precisamente no valor em que as médias móveis se equiparavam (1,845 cêntimos para a 9 e 21EMA)! Lá foi evitado o cruzamento e lá se foi o meu otimismo para as semanas seguintes! Fez jus! Curiosamente, ou nem por isso, a cotada que deu um rasgo de parcial metamorfose valorizando mais de 20% em dois dias foi a nossa brasuca Pharol! Aqui, na véspera, servido de bandeja e que ao contrário do comportamento do BCP atingiu os 23,5 cêntimos e não mais os perdeu (o banco perdeu os 0,175 cêntimos e não mais de lá se aproximou).
A terminar deixo-vos um gráfico, mais abrangente, do PSI20! Pior que isto, só mesmo uma ida a mínimos na quebra em baixo dos, já aí, 4460!
A parte musical fica entregue a um vídeo inédito da every you every me dos Placebo do belga Brian Molko, lançado esta semana pela banda inglesa, que (a)parece feito à medida para a temática do dia!
Boa semana.
18.9.16
Futurologia
Depois da quebra em baixa da linha amarela, em três dias o PSI20 pôs-se na linha vermelha, 150 pontos abaixo. Na terça-feira viemos aqui dizer que nos pusemos curtos e agora anunciamos que fechamos a loja para o fim de semana porque estamos em crer que, apesar de tudo, é capaz de ser excessivo quebrar a linha vermelha desde já. Claro que somos ninguém para dizer ao mercado o que ele pode ou não fazer, mas se bem conhecemos o azeiteiro, não é costume as coisas avinagrarem tão violentamente sem que se dê um ressalto. Demais a mais o RSI indica sobrevenda e, embora o nosso índice tenha o costume de se deixar ficar 3 ou 4 dias sobrevendido antes de dar um coice, ninguém nos tira de ideia que a quebra da linha vermelha só se dará se houver forte marosca. Notem que a linha vermelha foi quebrada em junho por causa do Brexit naquilo que ficou provado à posteriori ter sido uma excentricidade dos pessimistas, pelo que uma quebra neste momento, sem esse tipo de frisson não poderá deixar de constituir motivo para forte comoção (essa quebra só não será apocalíptica porque 5% abaixo está o mínimo anual e vai haver gente a comprar um duplo fundo). Ora vejam:
Nós podemos ficar na dúvida sempre que ouvimos na televisão os políticos e os comentadores das diferentes fações e balançar entre o otimismo de Costa e Marcelo e o negrume de Passos, mas jamais deveremos duvidar dos sinais que vêm dos mercados. Quando os juros da dívida no mercado secundário sobem como subiram esta semana e a bolsa vem pousar da forma que vimos e com um volume brutal na linha vermelha, não devemos precisar que nos façam sinais de luzes para perceber que vamos ter problemas a seguir. Claro que há um sem-número de fatores que o jornalismo especializado se entretém a avançar para explicar os movimentos a que assistimos, mas se queremos ser alguém na vida e não acabar empurrados para fora do mercado, é mister que façamos a nós próprios o favor de ignorar em absoluto todo o tipo de teorias e nos concentremos apenas nos movimentos. É evidente que o mercado não é deus todo-poderoso e muitos movimentos resultam da nossa tendência comum para o exagero: o movimento (previsível) entre a linha amarela e a linha vermelha pode ser acomodado sem espinhas nesta linha de raciocínio! Mas se quebrarmos em baixa a partir daqui, então eu, que de economia e finanças nada percebo, começarei a dar mais crédito aos pessimistas!
Quanto à próxima semana, se quisermos fazer aqui um exercício de pura futurologia, era capaz de arriscar dizer que podemos ter ressalto para durar até meio da semana. Tecnicamente, o índice ficou a jeito para os compradores (o stop-loss coloca-se sem problemas), há sobrevenda e vamos ter crentes numa espécie de triplo fundo, ao mesmo tempo que o desiderato no BPI pode levar a um curto desanuviar do cenário na banca (no BCP já se percebeu que os chineses vão entrar à grande, pagando uma bagatela - sorte a deles). Não obstante, aflige-me um bocado a situação do DAX que, em minha opinião, dificilmente escapará a vir beijar a sua linha vermelha, mas sou moço para acreditar que até quarta-feira, dia de reunião de bancos centrais no Japão e nos EUA, é possível que a coisa passe mais ou menos equilibrada.
A partir da reunião da Fed é que me parece que as coisas poderão piar mais fino. Creio que há uma probabilidade muito grande de os juros não subirem, mas também me parece que o risco de sell off a seguir, independentemente da decisão tomada, é bastante significativo. Depois da Fed, os mercados voltarão as suas atenções para as eleições de 8 de novembro e a incerteza que será criada por uma possível eleição de Donald Trump será tão grande que dificilmente escaparemos à tradicional jogada por antecipação: seja qual for o vencedor das eleições, os efeitos das suas ações começarão a ser sentidos daqui por seis meses, tempo que o mercado costuma dar de margem para reagir à cautela. No S&P500, não preciso de gastar mais as teclas do teclado, se vos mostrar o meu gráfico:
Para ajudar a que a semana seja de qualidade, fiquem com o novo Nick Cave:
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