15.10.14

E quanto tempo de bear market?

Sobre o PSI20 estamos conversados e é evidente para toda a gente que está tão bear que parece o Zé Colmeia.


O que interessa agora é ver como estão os índices que verdadeiramente contam, para que possamos avaliar quanto tempo teremos que esperar para poder ganhar dinheiro comprando ações.

A melhor forma de avaliarmos como os mercados estão fragilizados neste momento é através de um gráfico do S&P500, o índice americano das 500 maiores empresas a nível global:



O índice quebrou em baixa a SMA200 com algum estrondo na passada 2ª feira (notem que essa quebra já não ocorria há quase 2 anos), tendo ontem ensaiado uma reconquista da mesma que não resultou. Entretanto, hoje, pelo menos por ora, vai em contramão e afasta-se de maneira bastante comprometedora. Se fechar a subir vai dar sinal de vida, mas se arriar vamos vê-lo a aproximar-se dos 1815 pontos (linha preta a negrito), onde estamos em crer que poderá encontrar suporte, se calhar coincidente com o toque da EMA50 na média móvel 200. E é aí que tudo se vai jogar: uma quebra do suporte vai quase de certeza ativar uma death cross e voilá: bear market global! Mas pode ser, deus queira, que o suporte segure, como aconteceu em novembro de 2012 (ver 2º gráfico) e o morto ressuscite. Vai ser interessante de ver, mas não lhe toquem. Lembrem-se do ébola!

Para baixo é o caminho

Continuamos a ver muita gente à espera de uma inversão a todo o momento e muitos a contar com um retomar do bull market para breve. A nossa experiência diz-nos, contudo, que o touro já foi morto há muito, desmanchado e devorado. Por quem? Pelos ursos, quem mais?!

Ponham-se à tabela que com os números que têm saído (vejam os que saíram dos EU hoje às 13:30), e com a ameaça de mais de um milhão de casos de ébola para janeiro, nem precisamos dos gráficos para perceber que o cenário está para shortar. E isto não vos estamos a dizer para ser catastrofistas, nem nada que se pareça. É que quando os mercados caem, deixam de existir produtos baratos à venda, pois o que hoje é pechincha amanhã está de borla!

A nós, os portugueses, o que nos vale é que temos gestores muito competentes nas principais empresas e o governo já nos assegurou que a economia sobe 1,5% no próximo ano! Estamos a salvo, portanto! Ironiiiiiiiiiiaaaaaaaa!!!

Por que será que o PSI20 teima em tentar ser a pior bolsa do mundo? Aonde para a queda? Mínimo histórico abaixo dos 3000 pontos, como já ouvimos alguns avançar?! Só o Senhor poderá dizer! De qualquer das formas, num gráfico que postamos há uma semana vê-se um suporte por volta dos 4400 pontos. Sabemos que é uma esticadela, mas como as coisas estão, é garantido que nos pomos lá em 3 tempos!

Não se esqueçam do guarda-chuva!

11.10.14

Destruição

Sabeis qual é o índice bolsista que mais cai a nível mundial no presente ano? O russo! Mas a Rússia não admira, porque se arrependeu da perestroika e embarcou numa deriva imperialista que cheira ao mofo pavoroso dos tempos da II guerra mundial. 

E sabeis quem vem no segundo lugar do pódio? Nós, os tugas! Medalha de prata, portanto. Também não admira, uma vez que tal como os russos também nós estamos numa guerra. Uma guerra em que, infelizmente, só damos tiros nos nossos próprios pés. E nem vale a pena dizer que não somos nós individualmente os responsáveis por tanta munição mal direcionada. Não nos vale de nada dizer que não temos nada a ver com o assunto e que estamos a fazer tudo direitinho. E não nos adianta peva argumentar que nem gostamos da bolsa e que essas jogatanas não nos dizem nada porque nós somos indivíduos às direitas. No final de contas, com o PSI20 em modo voo picado, como esteve esta semana, ninguém escapa. Podem-nos vir dizer que o orçamento do próximo ano é o primeiro sem cortes, que estamos a sair do estado de emergência nacional e que um governo Costa vai ser mais amigo que os artistas Passos/Portas. Podem-nos cantar uma cantiguinha de embalar e nós até podemos adormecer, mas depois do BES e da PT terem sido destruídos é bom que preparem o corpinho porque o pau vai continuar a cair.

No início do ano, havia casas de investimento que apostavam em Portugal como um dos melhores mercados para investir e até finais de abril os números pareciam dar-lhes razão. O primeiro dos piigs estava em grande forma como fazia notar um jornalista do The telegraph e, após anos de impiedosa austeridade, estava na cara que só podia haver uma pujante recuperação.

O que ninguém contava era que os nossos Mourinhos da gestão, os special one da arte de manobrar empresas, saíssem tão maçãs podres. É evidente que uma empresa abrir falência é uma situação normal da vida e até seria de esperar que as empresas portuguesas tivessem que fazer um ajuste mais ou menos brusco depois da euforia de anos em que vivemos com a mania de que queríamos ser os melhores do mundo. Mas o que se está a passar em Portugal não é ajuste, e está para lá de uma falência em que por diversos motivos a empresa deixa de ser competitiva. Ao que estamos a assistir chama-se destruição. É saque e incompetência no mais alto grau. Depois do episódio BES, ter acontecido o que aconteceu à PT é mau de mais para a nossa reputação como país e tememos bem que muitos dos que cá estavam dispostos a investir, nos tomem agora apenas como um destino exótico em que vale a pena dar de vez em quando uns raides para sacar umas massas e fugir. Entregar a PT a uma empresa absolutamente medíocre e a uma gestão brasileira apenas interessada em sacar dinheiro devia-nos deixar com vontade de fazer justiça popular.

Para finalizar, deixamos um gráfico do PSI20 só para dizer que na sexta-feira foi ensaiada uma vela Portas, com muitos na expetativa que se lhe seguisse o mesmo que sucedeu em julho de 2013. Temos muitas dúvidas, até porque agora o irrevogável é mesmo para valer: ninguém ressuscitará o BES, e a PT é brasileira! De qualquer das formas, o pessimismo atingiu níveis tais que pode haver o ressalto por que tantos anseiam. Se isso acontecer, os 5320 são o primeiro grande teste e temos sérias e fundadas dúvidas de que possa ser superado sem que o ocorra algo surpreendente.




8.10.14

A caminho do suporte

Se nós vivêssemos num país rico, com uma queda anual de 17% no principal índice bolsista, não só estaria fora de questão ao governo em exercício vencer as eleições do próximo ano, como era muito provável que houvesse eleições antecipadas. Mas nem nós vivemos num país rico, nem o PSI20 representa o que quer que seja na economia portuguesa, nem os portugueses têm de uma forma geral a mínima ideia do que seja a bolsa. Para o tuga médio o máximo de risco a que mandam os cânones que esteja exposto é o do sorteio do euromilhões. Eis a nossa realidade triste e enfadonha e é com ela que temos que viver quer queiramos quer não!

Entretanto o nosso deslizante (sem atrito) índice encaminha-se a todo o vapor para o suporte em que tudo se decide (linha vermelha nos gráficos seguintes):



Ou a queda para aqui ou então, meus caros, há merda da grossa no horizonte e a nós ainda nos cheira a rosas (perdõe-nos os que estão a fazer a digestão, mas nesta casa falamos com o vocabulário todo).

Uma nota mais para os que estão a estranhar os péssimos números que vêm sendo publicados relativos à economia europeia. É bom que não se esqueçam que a Europa está em guerra com a Rússia e uma guerra, ainda que seja apenas um conflito económico, nunca causa baixas apenas de um lado. Aqui há uns meses atrás chamamos à atenção para esse facto e claro que não fomos os únicos a prever que iam ser postos à prova muitos suportes nos índices europeus.

4.10.14

Diversificar a longo prazo? Má ideia!

Há duas regras que é costume associar-se ao investimento nos mercados financeiros que não andaremos longe da verdade se afirmarmos que raramente deram dinheiro a ganhar a alguém, e que mesmo assim os especialistas continuam a enfiar aos incautos como se fossem atitudes do mais elementar bom senso. Referimo-nos à regra do investimento a longo prazo e à regra da carteira equilibrada e bem distribuída, a chama "lei dos ovos todos no mesmo cesto".

A primeira regra parte do princípio de que uma empresa cotada em bolsa crescerá inevitavelmente, ainda que possa passar por naturais períodos de maior indefinição ou até de decréscimo. É a crença nesta ideia, que creio vir do tempo em que as empresas tinham negócios protegidos, com fortes ligações ao poder político (veja-se o BES) e muitas vezes assentes em monopólios (veja-se a EDP), que faz com que, por exemplo, a revista Dinheiro & Direitos da Deco só recomende o investimento em ações a quem pode dispor do dinheiro por mais de 5 anos. É evidente que a maior parte dos leitores da revista não tem arcaboiço para acompanhar os mercados diariamente, nem estaleca para sobreviver mentalmente ao sobe e desce das cotações, pelo que, ao indicar um prazo de 5 anos para um investimento se procura eliminar queixumes e garantir uma certa sanidade mental aos mais afoitos. De qualquer das formas, empatar 5 anos o dinheiro num investimento e aguentar os altos e baixos impávido e sereno, é atitude que, nos dias que correm, não passa pela cabeça de ninguém. É que o mundo acelerou de uma forma tal e a imprevisibilidade é tão grande que pura e simplesmente não existem nenhumas garantias seja do que for. Num mundo tão aberto, nenhuma empresa está ao abrigo dos solavancos dos mercados, nem a salvo da ruína ou dos caprichos dos acontecimentos. Veja-se o caso, por exemplo, da Jerónimo Martins que ainda há pouquíssimo tempo era a empresa maravilha do PSI e hoje passa por sérias dificuldades em bolsa. Quem está disposto a manter JMT confiando que a operação colombiana vai correr pelo melhor e levar as cotações outra vez para cima? Até pode ser que sim, mas manter o dinheiro empatado, apostando nessa hipótese, é conselho que não se deve dar. Se a JMT voltar a justificar subidas nós vamos saber muito a tempo, pois a inversão de tendência saltará à vista, e podemos comprar nessa altura. Eu ainda não sou um rapaz entradote, mas lembro-me perfeitamente de conhecidos meus que, quando em andava na escola, iam para o Porto negociar ações diretamente na bolsa. Nesse tempo compravam-se papéis e guardavam-se no cofre. Hoje, que diabo, compram-se e vendem-se ações ao segundo a partir de qualquer lado onde estejamos. Se a coisa no curto prazo está a dar para baixo, vende-se. Quando a tendência inverter... compra-se! Mas esqueçam comprar ações e esquecer! Esqueçam o "no longo prazo tudo sobe"! Quem precisa da segurança do longo prazo deve abster-se de negociar em bolsa.

A segunda regra é uma antiga forma de defesa contra a nossa natural ignorância sobre o futuro. Na impossibilidade de garantir que o cesto dos ovos não caia ao chão e eles se percam, manda o bom senso que se distribuam os ovos por vários cestos. Nos mercados recomendam os expertos que também se constitua uma carteira equilibrada e diversificada. Não há de dar tudo para baixo ao mesmo tempo e, se houver descidas, haverá subidas para compensar. O problema é que assim não vamos a lado nenhum, nem é garantido que as descidas não sejam generalizadas. Os mercados dão tantas chatices e fazem-nos por vezes tanto mal que não nos podemos dar ao luxo de andar nisto para aquecer e pelo nervoso miudinho da luta. Não é possível ganhar num investimento arriscado e saturante para perdemos num conjunto de tiros mal dados para diversificar. Claro que nos fundos de investimento é necessário ter mecanismos de proteção das carteiras e uma distribuição sensata do capital porque os volumes são tão elevados que não é possível desfazer posições em tempo útil e há o risco de perdas catastróficas. Mas o comum dos mortais não se livra da trabalheira de tentar identificar oportunidades dentro de um leque alargado e decidir por um número pequeno de opções. A sensatez estará em jamais entrar com, digamos, mais de 1/3 do capital em apenas uma posição, mas diversificar não é uma atitude correta para minimizar risco, podendo ser meio caminho andado para nos entalarmos de forma definitiva.

Quem quer investir nos mercados tem que saber que pode perder! Aliás, tem que estar consciente que, mais cedo ou mais tarde, vai perder. Mas também vai ganhar! E a ideia é cortar as perdas rapidamente e deixar esticar os lucros. Para que isso aconteça, nem diversificação, nem longo prazo. Recomenda-se estudo, identificação de oportunidades e atenção. E, já agora, vir ao NeB.

Uma situação exemplar para finalizar. 

Há três semanas falamos aqui do BPI e dissemos que a perspetiva de o banco se poder perfilar para arrematar o NB por tuta e meia era capaz de ser suficiente para fazer subir as ações. Acertamos e o negócio correu bem. 

Entretanto a cotação foi lá acima à resistência imediata e começou a plissar. Vende-se! Não interessa se o negócio se vai concretizar ou não. A bolsa não vive de situações concretas, mas de expetativas. E a expetativa deu-nos 20 cêntimos para meter ao bolso. Se quebrasse a resistência avaliava-se uma possível reentrada. Como deu para baixo é porque há quem saiba mais do que nós e esteja a ver aquilo que nós ainda não vimos. Sensatamente mantemo-nos de fora a ver onde param as modas. Entretanto, soube-se que o Carlos Costa andou por Madrid a promover o NB junto dos espanhóis e hoje o Expresso noticia que há já vários bancos lá de Espanha que são capazes de estar interessados. Onde a notícia mais pica é quando anuncia que o La Caixa, acionista de referência do BPI, pondera avançar sozinho para a compra dos restos comestíveis do defunto BES. "Para integrar no BPI" sugere o jornal! E se não for?, perguntamos nós. Se o La Caixa entrar em Portugal comprando o NB a preço de saldo e puser a posição no BPI à venda? Como é que fica a cotação das ações do BPI com 20% do capital à venda, a ter que lidar com mais um concorrente e ainda por cima a ter que entrar com 10% da diferença de preço entre o empréstimo do Estado e o preço de venda? Não sei se nos estão a seguir?! Não dizemos que vá ser assim ou de outra forma, nem sequer avaliamos probabilidades. O que queremos demonstrar é que o cenário de negócio chorudo para o BPI azedou um bocado e as cotações já refletiram isso. A nossa missão nos mercados é sempre tentar antecipar toda esta jogatana e, à falta de informação priveligiada, temos os gráficos, mas disso não falamos hoje que a conversa já vai longa.

Cuidem-se que os mercados não estão para arrivistas!


30.9.14

O Brasil e o petróleo

De entre os BRICs talvez fosse o Brasil o mais dependente de expetativas futuras. No tempo da presidência de Lula da Silva a alta do preço dos metais e, de forma muito especial, a descoberta de enormes reservas de petróleo inundaram o país de liquidez injetada por investidores deslumbrados com as promessas de ganhos que supostamente não encontrariam em mais lado nenhum do mundo.

Excitados com a teoria do peak oil, a salivar ante os ganhos brutais que os países do Médio Oriente ou até a Venezuela de Chavez tiveram quando o barril chegou aos 150 dólares e ávidos por investir as enormíssimas reservas de capital que tinham sorrupiado ao Zé Manel, não faltaram artolas a canalizar recursos absurdos para a empreitada de extrair crude de jazidas que se encontram a mais de 5000 metros debaixo do oceano. A peta de que o petróleo iria esgotar lá para 2040, que enfiavam na cabeça das criancinhas desde o jardim de infância, entranhou-se de tal forma na grande massa cinzenta global que até uma empresa de 5ª categoria como é a GALP, vinda de um país endividado até ao tutano, se avalançou aos leilões dos poços brasileiros.

Mas o petróleo não vai acabar. E nem é preciso, nem faz qualquer sentido, ir buscar petróleo a reservas que estão lá no fundo do mar, da mesma forma que é absurdo capturar um asteróide para lhe sacar os metais! E nem sequer estou a falar do shell oil que é fruto de uma tecnologia recente. Estou mesmo a falar do crude normal que existe em reservas no subsolo.

O Mar Negro (Black Sea) tem uma área 5 vezes maior do que Portugal e uma profundidade média que ronda os 1200 metros (dados da Wikipédia). Mas não passa de um pequeno charco na grande área do planeta. Está a norte da Arábia Saudita que, como sabem, flutua precisamente sobre um mar de crude.


O Mar Negro tem 547000 quilómetros cúbicos de água. Por dia consomem-se em todo o mundo uma média de 90 milhões de barris de crude, sendo que cada barril contém 159 litros de matéria-prima. 

Se a água do Mar Negro fosse crude para quanto tempo teríamos reservas? 

Sigam-me nesta conta e dividam o volume total de água pelo consumo diário. Não se esqueçam de reduzir tudo à mesma unidade! Provavelmente deu um valor muito grande. Dividam por 365 para obter o resultado em anos! Está feito?! 

Se não falharam nada, obtiveram 104726 anos! 

Aí está, amigos, se toda a água do Mar Negro fosse crude, teríamos reservas para mais de 100000 anos, mantendo intacto o consumo diário atual.

As conclusões ficam por vossa conta!

28.9.14

Má onda no PSI

Diacho, amigos! Afinal, dinheiro na PT só para quem estivesse curto ou para os que entraram nos primeiros minutos de negociação de sexta-feira. Nada de grave para os disciplinados que aguardaram pacientemente pelo sinal de arranque na quebra dos 1,85 e nem chegaram a entrar. Como no campo de batalha, também na bolsa a disciplina é um bem precioso e permite evitar desperdícios. Aliás, na PT nota-se perfeitamente as forças do mercado a manobrarem: de cada vez que a cotação parece aproximar-se da resistência saltam os ursos e despejam ações emprestadas filados num bom rácio ganho/risco. É por isso que uma quebra da resistência tem potencial para catapultar a ação coisa de 60 cêntimos para cima: a ursalhada vai ter de hibernar, o que em linguagem bolsista significa fechar posições curtas, indo buscar ações ao mercado. 

Claro que, aparentemente, a saúde da PT do ponto de vista técnico deteriorou-se durante a semana, embora a vinda cá abaixo aos 1,60, seguida de boa recuperação, tenha colocado os indicadores em posição de descolagem. Agora é fácil concluir que a quebra em baixa dos 1,60 são o sinal evidente de que alguma coisa não está bem com os motores e que vai ser preciso chamar o pessoal de manutenção da TAP (it's a joke) porque a coisa já não descola. Ainda por cima quando a OI lá no Brasil continua a dar sinais de querer rebentar com a resistência, com um fecho de semana a 1,75 reais, justo em cima da dita. Mas não se esqueçam de que vai ter eleições de hoje a oito!

Mas não é só à PT que podemos ir buscar dinheiro para pôr pão na mesa. Daqui a pouco os meus amigos até começam a desconfiar que eu tenho o camião cheio de MEOS e quero pôr-vos a dar-lhes gás. Nada mais falso: nós aqui no NeB queremos como é evidente influenciar o mercado, mas não somos loucos ao ponto de entrar numa ação antes dela dar sinal de compra: como dizia o outro, antes perder um ganho, do que ganhar uma perda (ainda se fosse uma perca!).

O problema maior parece estar no PSI20 como um todo. A semana que ontem terminou era tão importante para o índice do ponto de vista técnico que nem nos passou pela cabeça que o animal se estampasse. Mas foi justamente o que sucedeu e nem o fecho de sexta-feira conseguiu amenizar o estrago feito. O nosso moribundo índice quebrou um suporte que nos parece bastante importante na zona entre os 5750 e os 5775 e a menos que volte para cima quanto antes, arrisca descambar até ao suporte-mor na zona dos 5320, quase 7% abaixo do valor a que fechou a semana. Fica o gráfico diário:


E esta semana colocamos também um gráfico semanal que, para além de nos dar uma visão fortemente tristonha do PSI20, com as médias móveis na direção e na ordem completamente errada para os touros, nos mostra que pode haver um suporte semanal na zona dos 5650.


Vai ser importante, pois, verificar como arranca a próxima semana, mas convém desde já fazer figas para que não se estejam a cozinhar novas escandaleiras neste cantinho à beira-mar, como parece pressagiar o caso Passos/Tecnoforma. Seja como for, pelo menos para já, a queda do PSI20 pareceu seguidismo em relação aos maiores índices mundiais que, tanto quanto podemos avaliar para já, aproveitaram maus dados económicos para aliviar indicadores. 

A propósito de dados económicos, uma vez que os mercados se tornaram sensíveis a eles, deixamo-vos, para fechar, o link do Investing.com, para que os possam consultar praticamente em tempo real.

Bons negócios para todos.

21.9.14

A próxima semana

Se queremos ter sucesso nos mercados o melhor é manter sempre a coisa simples, quanto mais simples melhor, e ir entrando e saindo de ações que conhecemos relativamente bem. Para nós tugas, que temos a infelicidade de ter por perto um dos índices bolsistas com pior comportamento neste ano (já foi um dos melhores), não é tarefa fácil e muitas vezes dá vontade de nos pormos no piro e abalar para outros mercados. Mas isso tirava-nos uma parte da simplicidade e, pelo menos para já, aqui o NeB vai-se mantendo 100% nacional, uma coisa galharda, do género do Atlethic de Bilbao, até porque estamos em crer que, apesar de tudo, há empresas que parecem demasiado castigadas. É certo que isso acontece não porque se esteja a criar verdadeiramente valor, mas mais por estarem reunidas as condições para que a especulação funcione e faça subir as cotações. É esse o caso, por exemplo, do BPI, de que já aqui falamos.

E, seguindo esta linha de raciocínio, onde é que nós vemos dinheiro na próxima semana? Pois, amigos, digo-vos muito diretamente e nem precisamos de pôr gráfico nenhum, pois serve o que aqui deixamos num post anterior. Voto na PT. 

E isto porquê? 

Por causa do fecho da OI na sexta-feira passada. É verdade que nem a OI é exatamente a PT, nem o que acontece de bom à OI é necessariamente bom para a PT, mas duvido muito que a OI suba e a PT não lhe siga no encalço. E a OI fechou em máximo do dia e máximo da semana na bolsa brasileira, a um tick de encostar a uma resistência que uma vez abatida pode fazer brotar do nada reais em catadupa na conta dos acionistas (confiram aqui). Também a PT é gaja para explodir se quebrar os 1,85€ e se até a OI ajudar, porque diabo não o há de fazer? E não se esqueçam de toda a especulação que graça em torno das telecomunicações no Brasil, que pode perfeitamente fazer esquecer as dívidas colossais que estas empresas têm e os sarilhos em que estão metidas. 

Na Bolsa ninguém quer saber do que vai acontecer daqui por um mês, desde que ganhe dinheiro no dia seguinte. Tudo o que precisamos é do chuto de felicidade instantânea, porque no longo prazo, já sabem, isto é sempre uma montanha russa.

Quanto ao PSI18? Vai subir.

15.9.14

O BPI

Sem nada de relevante para dizer, vou-me mantendo calado que a bolsa também é feita de silêncios. 

Hoje, porém, volto a olhar para o BPI. Depois dos acontecimentos do fim-de-semana, envolvendo o Novo Banco (grande barracada aquela foi e continuará a ser), fica-se sempre na expetativa de ver como se vão amanhar os restantes bancos. A verdade é que as notícias para o lado do BPI parecem mais engraçadas do que para o outro banquito da nossa praça, se bem que não seja de excluir que a subida de um impulsione o outro. 

A perspetiva de, por tuta e meia, poder avalançar-se ao negócio do Novo Banco é capaz de contribuir para nos alegrar um pouco mais a conta bancária, se nos conseguirmos colocar do lado correto do mercado. Dá-me a ideia de que com o Governo à rasca para vender, sem que haja abundância de interessados, vamos ter o Ulrich a ficar com vontade de assumir os galões de DDT. E o negócio é capaz de ser engraçado. O BPI tem que entrar com 10% da diferença entre os 4 mil e tal milhões e o preço da venda, mas o BCP ou a CGD vão ter que assumir 20 ou 30%. Pode dar-se o caso de o BPI comprar por um preço que faça parecer os 10% uma bagatela, ao mesmo tempo que entala a concorrência. Não há dúvida de que o jogo, no mínimo, promete. E nem sequer estamos a entrar em linha de conta com os depósitos que entretanto estão a transitar do ex-BES para os bancos que restam e que, no limite, devem chegar para colocar os rácios de acordo com os mandamentos dos testes de stress (aliás, se eu fosse adepto de teorias da conspiração, coisa que não me seduz, diria que liquidaram o BES para salvarem os outros todos e evitar que a banca portuguesa colocasse o país ainda mais de pantanas).

Entretanto, tecnicamente, o BPI está num ponto em que ou vai ou racha: aquela SMA200 (a vermelho), uma vez quebrada, vai permitir dançar o bira. Que assim seja!


5.9.14

Dear Telephone

Na proposta de hoje da rubrica "Música para festejar os ganhos em bolsa" deixamo-vos com uns amigos cá da minha terra.


4.9.14

A festa de Super Mário

Esteve boa e bonita a festa que o Super Mário patrocinou e espero que todos tenham conseguido ficar com um bocadinho do bolinho que foi crescendo ao longo do dia. Aliás, quem leu o que dissemos na nossa rentrée acerca das palavras do presidente do BCE e agiu em conformidade, é bom que se chegue à frente para pagar uma jantarada porque no BCP vamos com 20% de subida, no BPI com 13% e na PTC com 23%. Não tem comparação com a Glint, que subiu 40% esta semana, mas já ninguém se pode queixar!

Agora que já distribuímos as medalhas, convém olhar em frente para tentarmos perceber o que pode suceder a partir de amanhã. Claro que com valorizações destas vem aí a tradicional realização de mais-valias, pelo que a questão que queremos discutir nem é se teremos queda amanhã ou não. O que interessa é se haverá possibilidade de estar invertida definitivamente a tendência no PSI18 ou se o foguete está para rebentar. É que a notícia que o Marocas nos deu é boa e temos em marcha um plano de compra de ativos,  mas não se trata de um verdadeiro QE, o que pode trazer motivo para desilusão no curto prazo (embora hoje não se tenha notado). Também não é de entranhar um sell on the news (que teria um efeito de mais ou menos curto prazo), ou um voltar de atenções para outros problemas como o conflito ucraniano ou os testes de stress à banca ou mais coisas que o mercado se encarregará de fazer brotar. 

Olhemos para o gráfico do PSI20:


No curto prazo parece com ganas de regressar à caixa laranja e pode ser que tenha unhas para ir lá acima testar o topo nos 6350-6400. Uma vez dentro da caixa (o que pode acontecer já no fecho de semana) a base passa a ser um suporte óbvio, mas até lá o mais rijo parece ser o dos 5775 (embora as médias móveis possam suster uma crise de mãos leves). O cruzamento da EMA9 para cima da EMA21 foi um bom sinal de força e parece haver cada vez mais gente disposta a acreditar que a subida é para valer e que os 8% de queda anual do índice, apesar do colapso do BES, são um despropósito. Se assim for, os adeptos do entra e sai são capazes de começar a serem substituídos pelos que vestem a camisola do entra e fica!

Mas porque é que o índice hoje não fechou em máximos?

A resposta é muito simples e dou-vo-la na forma de gráfico das nossas ações de eleição de há duas semanas. Confiram:




Os gráficos falam sozinhos e em todos eles vemos o que fez os investidores mais atentos desatarem a vender nos minutos finais da negociação, contribuindo para uma certa hesitação final do PSI. O que vale a quem está dentro é que qualquer uma destas resistências cai se a marrada for de touro bravo e não é difícil perceber onde se encontram os suportes que podem tranquilizar os mãos leves. Para além disso, o RSI ainda não está em sobrecompra, pelo que, apesar de o movimento a olho nú já parecer vir esticadote, a análise técnica diz que ainda há espaço para puxar mais.

Vemo-nos amanhã... no sítio do costume!

2.9.14

Os russos

Numa das nossas últimas intervenções dissemos que achávamos fundamental ao bom trader a leitura de livros de história em vez de desnecessários e pouco interessantes livros sobre bolsa que muitas vezes mais não são do que manuais de auto-ajuda. Pois bem, agora concretizamos.

Uma das leituras a que deitamos mão nas férias foi o magnífico "A queda de Berlim 1945" do historiador inglês Antony Beevor.


O livro narra, como o próprio título indica, os acontecimentos que, nos primeiros meses de 1945, ditaram a implosão do regime nazi e a consequente destruição da Alemanha e da sua capital. Evidentemente, foi o clímax de uma época em que o nível de destruição e de completa selvajaria entre seres humanos foram levados e um extremo como jamais terá acontecido em toda a história da nossa existência neste planeta. E o livro faz uma descrição, quer do ambiente entre os civis, quer das manobras dos militares que não economiza nos detalhes e que, por isso, nos transporta para um mundo que ninguém pode colocar a hipótese de que se venha a repetir.

Um dos aspetos que salta à vista no texto é o facto de a larguíssima maioria das páginas dizerem respeito aos feitos militares dos soviéticos e às decisões mandatórias que a partir do Kremlin Estaline despachava para os seus generais. Para o soldado soviético não havia outra saída que não a aniquilação e humilhação completa do inimigo. Para ele, cair prisioneiro era pior do que morrer, porque significava o terror dos campos de concentração nazis ou o gulag da Sibéria se se desse o caso de ser libertado. Foi a ferocidade destes soldados soviéticos, aliada ao número impressionante de efetivos que, em grande medida, tornou possível desmatelar a máquina de guerra nazi.

É certo que, depois da operação barbarossa, cabia aos russos uma grande quota parte da sede de vingança contra os nazis, mas que dizer dos franceses que viram a sua capital invadida e subjugada ou dos ingleses que foram bombardeados sem piedade meses a fio? A verdade é que os russos agiam com a frieza daqueles que nas maiores adversidades parecem não hesitar, porque tinham a certeza de que todas as alternativas eram infinitamente piores. Com os corpos cheios de álcool (quando não líquido dos travões ou combustível de avião), os soldados soviéticos violaram e mataram sem piedade nem problemas com as baixas que sofriam (na invasão de Berlim, as baixas entre os soviéticos foram incrivelmente superiores às baixas nazis) porque do Kremlin vinha a voz de comando que tinha de ser obedecida sem hesitação.

Hoje estamos outra vez em guerra com os russos. Felizmente, ainda não há soldados nos campos de batalha, nem se perspetiva que tal venha a verificar-se (para além do que acontece no leste da Ucrânia), mas estamos numa guerra que os russos têm todas as condições para vencer, porque, tal como aconteceu há 70 anos atrás, tirando meia dúzia de renegados do sistema (como por exemplo as excêntricas Pussy Riot), a maioria dos russos sabe que não há alternativa senão seguir o líder. É por isso que as sanções que os ocidentais lhes estão a aplicar, e que tanta mossa fazem na população, não estão a surtir efeito e é provável que este episódio ainda venha a azedar bastante mais.

28.8.14

E mais duas

Pergunta-nos o nosso amigo Fulgêncio Batista o que nos deu na cabeça para ignorarmos a Mota-Engil nas nossas últimas análises e comentários.

A resposta é muito simples e o amigo, apesar de não passar de um fantasma de cubanas nos pés, compreenderá facilmente: com a sacola atacada de PTs, de BCPs e de BPIs foi um problema de exiguidade de espaço que nos impediu de ir de Mota.

Mas a Mota é aquela moça que quando lhe dá é um repente e pula de uma resistência à outra como se fosse o Marc Márquez a guiar. Vejam o gráfico:


A resistência dos 4,40€, anterior suporte-mor, caiu ao fim de vários ataques e o fraco volume de ofertas incentivou a histeria. É isso que faz com que esta ação seja tão reativa, quer para cima quer para baixo. Pura e simplesmente não existem ações nos COFs e a malta compra/vende ao melhor. O título trepou 11% de uma só vez e foi instalar-se na zona da resistência seguinte. Hoje abriu com ganas de continuar por ali acima, mas a gasolina acabou quando o povo viu que estava em causa a quebra da SMA200. Agora está a esvazir um pouco o balão e, enquanto estiver acima dos 4,40€, temo-la em terreno de interesse comprador.

E aqui temos um aspeto que é bom não esquecer. Embora o cenário no curto prazo pareça ter-se desanubiado, a tendência desde há meio ano no PSI é descendente e estamos a falar do índice que perdeu por K.O. uma das suas maiores empresas ainda não vai há 1 mês. De maneira que não é de esperar que haja por ora sinais demasiado bullish e sempre que houver uma aproximação a um estado de sobre-compra, a uma resistência ou a uma média móvel relevante como é a de 200 dias, vai ser normal aparecer acumulação de vendedores. Aliás, isso mesmo aconteceu hoje, por exemplo, com o BCP!

E é por isso que eu continuo a gostar da PT (no curto prazo) e julgo que podemos ter espaço para subidas interessantes. É que, aparte uma ténue zona de resistência entre os 1,70 e os 1,90, não ficaram resistências da queda fortíssima que a empresa experimentou. Não quer isto dizer que vamos ter uma subida linear por aí acima, mas o rácio ganho/risco não parece desinteressante. Do lado do ganho está tudo dito e quanto ao risco sabemos que é possível uma ida ao gap nos 1,46 e depois há um suporte na zona dos 1,36 cuja quebra obriga a evacuação apressada. Portanto, temos os limites estabelecidos. 


Por outro lado, a PT apresenta resultados amanhã, antes da abertura do mercado, e já toda a gente sabe que não devem ser famosos. Resta saber se, com uma queda de 38% em 2 meses e um desbaste de 51% desde o início do ano, quanto já estará descontado pelo mercado. Eu continuo a pensar que pode haver fecho apressado de curtos com a consequente subida violenta, mas estou mais do que pronto para desamparar a loja.

Oh Lord!

Nota-se que a Janis Joplin não sabia o que era um bull market, mas, verdade seja dita, a cantar assim bastava pedir que o Senhor dava!


Evidentemente, este post enquadra-se na rubrica "música para celebrar os ganhos em bolsa"!

27.8.14

5 dicas (3 super importantes)

No seguimento de uma entrada nossa no Caldeirão de Bolsa, em que nos solidarizamos com um forista que tentava remediar uma trombada de 70% na PT, pergunta-nos o nosso amigo Armindo da Encarnação de que modo nos devemos precaver contra a possibilidade de estuporarmos as nossas queridas economias na bolsa. Como a questão aflige a maior parte dos investidores e é por causa desse medo que uma maioria opta por passar a bola a outros, apostando em depósitos a prazo escanzelados, resolvemos lançar mão à obra e escrever este texto em que descrevemos a nossa maneira de atuar.

Evidentemente, ninguém gosta de perder dinheiro e a dor da perda pode ser tão grande que, para muita gente, a possibilidade de ganhar não é suficiente para compensar o sofrimento de ver o património violentado. Para esses, de facto, é uma atitude de elementar sensatez absterem-se de negociar em bolsa. Todos os outros, que sofrem naturalmente, mas que não chegam ao ponto de pensar em cortar os pulsos podem continuar a ler.

Dando, pois, por adquirido que não é possível entrar nos mercados sem ter presente a possibilidade de perder, cá vão algumas das nossas dicas para manter a sanidade mental e conseguirmos bater o índice de referência ao fim do ano:

Dica nº 1 - Esqueçam a leitura de livros sobre bolsa, auto-ajuda, análise técnica, economia ou caca dessa género. Ninguém joga à bola a ler livros, mas sim a treinar, da mesma maneira que não se ganha dinheiro em bolsa lendo teoria. Em vez dessa trampa, invistam o vosso tempo na leitura de Literatura a sério e a estudar História (um pouco de Física também ajuda, mas isso sou eu a puxar a brasa para o lado de cá). O assunto principal da bolsa é o comportamento humano e só o conhecemos a fundo de conseguirmos olhar para o passado pelos olhos daqueles que foram maiores que nós (voltaremos a este assunto). É evidente que há na net sítios sobre bolsa de que não podemos abdicar, entre os quais incluímos, sem falsas modéstias, esta vossa humilde casa! Oremos!

Dica nº 2 - Evitem a intoxicação de informação, estando atentos apenas aquilo que é especialmente relevante. Todas as notícias que passam nos telejornais, incluindo os comentários do tio Mendes e do vovô Marcelo são absolutamente irrelevantes para negociar em bolsa. Já a notícia de que o GES falhou pagamentos ou as palavras do Mário Draghi no fim-de-semana são das do género que nos devem fazer agir de imediato! A propósito, esqueçam também os dados económicos que vão saindo: na maior parte das vezes, não interessam nem ao pai natal.

E agora as três dicas mais importantes:

Dica nº 3 - Keep it simple! Esqueçam análises complicadas porque ninguém tem tempo para isso. A análise técnica funciona porque uma grande parte dos investidores a segue. Toda a gente está atenta a linhas de tendência, suportes, resistências e médias móveis e o mercado tende a ser obediente porque a massa dos investidores age em conformidade. Análises mais elaboradas só servem para nos distrair do objetivo que todos temos em mente: ganhar dinheiro!

Dica nº 4 - Cut the losses! Esta é a regra mais importante, mas também a mais difícil de aplicar. Jamais percam mais de 3% do vosso capital num negócio! Nunca! Desceu? Vende-se! Se cair depressa de mais e já não forem a tempo, vendam logo que possível! Foi um erro e assume-se o erro! Se voltar a subir, paciência: são as regras do jogo! Cortem as vossas perdas, antes que elas vos entalem e vos impeçam de voltar a negociar. A bolsa estará lá no dia seguinte para voltarem a recuperar o dinheiro perdido. E acreditem naquilo que vos digo: a dor da venda a perder passa rapidamente e permite-nos voltar ao campo de batalha mais fortes!

Diga nº 5 - Keep calm! A bolsa não é um inimigo que nos está a quilhar a vida e a quem temos de acertar o passo logo que possível! A bolsa nem sabe que nós existimos e está-se positivamente a cagar para a nossa sede de vingança ou para a nossa azia! Também é verdade que a bolsa, embora às vezes não pareça, não tem nenhum interesse especial em nos tramar. Nesse aspeto a bolsa é como o Universo e é assim que a coisa está bem feita. Isto para dizer que quando perdemos, não temos que nos pôr com planos de vingança ou coisas desse género para tentar recuperar o dinheiro rapiramente. Perdemos por culpa própria e está tudo dito. Adiante. Se formos pacientes e sensatos (e se viermos ao NeB de vez em quando), a bolsa acaba por ser generosa e vem humilde, de cauda a abanar, dar-nos o pilim que nos faz falta!

Agora vão lá negociar em bolsa como deve ser...


26.8.14

Mais duas

Num dia em que as notícias parece estar todas a vir do paraíso celeste (daqui a pouco até os russos e os ucranianos estão aos beijinhos), deixamos uma outra dica que pode interessar: o BPI (também podia ser o BCP, que está numa situação muito similar).

O gráfico tem lá uma LTd que está a pedir para ser quebrada. Se quiseram entrar numa de apostar na quebra nos próximos 45 minutos, sirvam-se que ainda estão a tempo.



Mas também temos um outro produto em que a linha já foi quebrada: a Sonae (os valores estão ao fecho de ontem que eu ainda não ganhei dinheiro para subscrever o ProRealTime - serve). Aqui só há uma coisa que me perturba que é a proximidade da SMA200:



E nem é preciso mais paleio. É um regalo!