21.9.15

Sugestão para não especialistas em Bolsa

Não é possível ter sucesso nos mercados se não formos indivíduos multidisciplinares! Cada um de nós é profissional de um determinado ramo e nessa matéria é suposto ninguém nos bater o pé, mas no que toca aos mercados não existem especialistas, ainda que haja profissionais. É verdade que às vezes vemos na TV ou ouvimos na rádio supostos especialistas em mercados financeiros mandar umas postas de pescada sobre sobes e desces, mas garanto-vos desde já que, apesar de os ouvir com atenção porque possuem informação importante, sei de antemão que não ganham dinheiro (pelo menos não o fazem de forma consistente)! Quem tem sucesso nos mercados é como aquele mecânico de automóveis que é especialista em multimarcas, ou seja, não é especialista nenhum, mas está preparado para saber e gostar de tudo o que o mundo tem para nos oferecer! Evidentemente, de toda a oferta disponível há que ser seletivo e mandar à fava o que, por definição, nos tolhe a mente, mas isso fica sempre ao critério de cada um e dos seus gostos pessoais, sabendo desde logo que em caso de parolice paga-se com euros porque os mercados são bondosos, mas não perdoam faltas de nível! É por esse motivo que esta casa tem primado desde a sua fundação por oferecer mais do que larachas sobre Bolsa: é que, em suma, quem só fala sobre os mercados está condenado a ser engolido por eles! 

Vivemos num país em que desporto profissional se resume praticamente a futebol e ainda por cima onde o futebol, tirando um ou outro jogo, é uma cagada sem fim só suportável porque ninguém nos proíbe de praticarmos esse outro desporto de que também gostamos: o zapping! É nesse sentido que vos recomendamos vivamente que prestem atenção ao campeonato do mundo de Rugby, que se disputa até 31 de outubro, em Inglaterra. Este ano, infelizmente, não contamos com os Lobos em competição e, por isso, já não vão ser possíveis momentos como este que vivemos em 2007:


O Rugby é o desporto do Homem completo: forte, confiante, inteligente, veloz, corajoso e cheio de fair-play. O bruto que não quebra, a não ser perante a razão! É o embate em que se encontram os descendentes dos que entravam nos campos de batalha caóticos de hoplitas e peltastas. E é um gozo formidável ver uma besta de 120 kg e 2 metros de altura percorrer 50 metros como se fosse um Cristiano Ronaldo, mas sem peneiras, e traçar todos quantos, corajosamente, se lhe atravessam à frente. E é um alívio para o espírito e um tónico para a alma assistir a um jogo de Rugby, com o estádio cheio, e ver que daquele combate de brutamontes raramente resulta a entrada de uma equipa médica em campo. Caralho, afinal nós, os humanos, somos fortes e rijos e se aqueles gajos aguentam aquilo, porque diabo não havemos nós de aguentar umas entaladelas nos mercados? Pensem nisso e vejam bons jogos! 

Dax

Se o Dax hoje fechar positivo pode dar um primeiro sinal forte de inversão da tendência em termos de curto prazo (claro que o peso da VW não está a ajudar nada). Ora vejam:


O gráfico tem o fecho de sexta-feira e hoje já veio cá abaixo à base do canal. Em nossa opinião um fecho positivo carece de uma confirmação amanhã com quebra dos 10040 pontos. Nesse caso, poderemos ir ao topo do canal, situação em que se decide se a correção acabou ou se apenas fizemos uma pausa. 

Pode, claro, suceder que volte para baixo, porque aquele mínimo de agosto está a ter um efeito atrativo a que costuma ser difícil resistir, mas a coisa vai-se decidir num destes valores: ou o mínimo de hoje (base do canal) ou mais abaixo na linha vermelha!

Claro que o que o Dax fizer define o que nós devemos fazer também!

16.9.15

Pharol

Perguntam-me pela Pharol, que parece uma autêntica pechincha, numa altura em que a Oi leva uma subida galopante de 42% em 4 dias à custa de um sempre bonito de se ver short squeeze (pelo menos é o que consta e este texto explica a função). 

A Pharol desde o mínimo, não parece, mas também já trepou coisa de 23% e que houve fecho de posições curtas também não tenhamos dúvidas (vejam o volume). Quando as posições curtas se fecham, dão lugar à possibilidade de se reabrirem mais acima e em todo este movimento de malta da pesada o trinca espinhas pode perfeitamente acabar passado a ferro, mas a tentação é sempre grande e, embora a razão mande ficar ao largo, a emoção muitas vezes obriga os mais afoitos a irem à faina. 

Vamos aos fundamentais: a Pharol vale neste momento 253 M€, a Oi está a cotar na casa dos 664 M€, e a posição da primeira na segunda (27,5%) vale, contas feitas, 182 M€, o que deixa a Pharol na espetativa de recuperar 71 M€ do belo investimento que fez quando o Salgado era DDT. Escusado será dizer que desses 71 milhões recuperará zero, pelo que a conclusão a tirar é que a parola está cara (da última vez que falamos dela, não sei se se lembram, estava 30% mais barata e nos dias que se seguiram corrigiu esse diferencial)!

Do ponto de vista do negócio em si, estes números têm algum significado? Não, porque quem entra neste momento quer as emoções fortes que um fecho apressado de posições curtas sempre proporciona. 

Quanto ao gráfico, não vemos como impossível um esticar do pescoço até aos 0,345€ (22% acima - é bom!) e se a Oi continuar em modo liquidação de ursos ainda melhor! A essa cotação acrescentam 55 M€ à dívida da Rioforte que acreditam que vai ser paga e como o valor real continuará a ser zero, é fácil chegar à conclusão de que ninguém se vai preocupar muito com esse tipo de preciosismos! 


Quanto a se devem avançar com a compra, não vos poderei ajudar mais, até porque um gajo que tem um módico de massa cinzenta fica sempre com a sensação de que investe em caca quando compra um atavio que desvalorizou 2/3 desde o início do ano. Trata-se de um golpe especulativo puro, porque não sabemos quando voltará a haver no mercado ações da Oi disponíveis para emprestar aos que querem entrar curto, e não há qualquer novidade, até ver, que justifique uma valorização da empresa. De maneira que têm isto e o casino! É escolher!

Nota: eu se entrasse longo despachava-as, sem contemplações, se sentisse que o fecho poderia ocorrer abaixo dos 0,263€ (médias móveis)!

14.9.15

Galp

Aqueles que ainda não levaram no trombil a pontos de ficarem de molho durante uns tempos podem muito bem considerar o seguinte gráfico da Galp como material de estudo:


É um tiro longo e o aspeto global do PSI20 desaconselha em absoluto grandes aventuras, mas a aproximação do dividendo intercalar (ex-dividendo a 21/9) pode ativar um movimento semelhante ao de final do ano passado. A quebra daquele duplo mínimo relativo (diríamos que um fecho abaixo dos 8,5) é a dica de ida a mínimos do ano e sinal, portanto, de que a hipótese de trabalho não passou da fase académica! Para cima, vemos como target a EMA21 cerca dos 9,3 €. Se o risco compensa, é matéria para cálculos elaborados que só V. Ex.ª poderão fazer, até porque, verdade seja dita, racionalmente isto está bom para curtos!

13.9.15

Back again

Após publicações extra que fazemos questão de associar à negociação em bolsa voltamos à carga com umas breves análises ao momento.

Se recuarmos até finais de 2011 reparamos que o PSI20 atingiu na altura o valor que hoje entendemos como meta a superar para ficarmos um pouco mais optimistas no rumo do nosso índice. Nessa altura criou suporte, que só a memória longínqua de finais de 2002 e inícios de 2003 nos lembraria. Valor esse nos 5300/5350. Por conseguinte, tendo em atenção este time frame de quase quatro anos verificamos que o índice vale menos do que na altura. Em sentido inverso a esta desvalorização, que é transversal a quase todas as cotadas que o representam temos um sector que cresceu 200% no mesmo período.

Estamos a falar das empresas ligadas à pasta de papel. 


São elas a Portucel, a Altri e a Semapa por via da participação desta na primeira. Todas elas valem três vezes mais do que o que valiam nos finais de 2011. O momento actual mostra-nos o seguinte. Vejamos  graficamente.

A Altri, na quarta-feira, fez um bonito, quebrando de assentada a sma200 e ema21. Com o volume forte e um stochastic a pedir compras lá foi ela. Neste momento, ultrapassando os 3,60 tem via livre para o topo superior daquele canal descendente. Para baixo e mediante, convém contextualizar, o comportamento do índice temos a sma200 servir de suporte.


Portucel. Se quebra nos 3 é uma chatice. Se optarem por uma entrada numa eventual aproximação a essa zona e na sequência de uma reacção atenção logo de seguida à aproximação das médias móveis. Se as quebrar em alta, 3,34 para resistência ou então a linha de tendência decrescente marcada.


A Semapa, para baixo, quebra a sma200 e segue para os 11! Para cima quebra as médias móveis e 13,60 parece garantido. Parece! 

Não descartar uma entrada num rebote na média móvel dos 200 dias (tracejado a preto).


Nota: À semelhança do que disse na Altri, convém não ignorar o comportamento do PSI20 no desempenho de todas as cotadas que o representam. Em relação às empresas exportadoras como é o caso das empresas analisadas convém referir que uma desvalorização do Euro costuma ter um efeito, digamos, simpático!

Resta desejar uma óptima semana e excelentes negócios. Música boa, essa já cá temos.


     

Música para festejar os ganhos em bolsa

Múm - We have a map of the piano - 2007


3 coisas que fiz nas férias e que vale a pena partilhar

Agora que as férias já vão lá longe e vamos ter que pagar o imposto de ficar mais velhos um ano para voltar a ter outras com a mesma envergadura, ficam-nos as recordações que farão parte da nossa vida para sempre. Das que guardo este ano e não são de caráter tão pessoal que me impeça de delas falar neste espaço, destacaria três produtos que consumi e que aconselho vivamente a todos aqueles que nos dão a honra de frequentar esta nossa humilde casa. 

São, para além do mais, 3 peças que ajudam a compor a mente do negociante em bolsa, que se quer ágil e sempre afinada no que ao conhecimento do mundo diz respeito. Daí que venham a talhe-de-foice numa altura em que, mais do negociar devemos lubrificar e parafinar a mente para poder lidar com os desafios que os mercados sempre nos apresentam.

Deixo-as nos 3 próximos posts!

Plataforma

Michel Houellebecq é aquele escritor francês que nos últimos anos tem vindo a aperfeiçoar a arte de se apresentar em público com o aspeto mais abadalhocado que é possível, cabelo desgrelhado, cara toda gretada, roupa cheia de nódoas e um ar de quem anda a fazer um frete bestial ao mundo por se ter dado ao trabalho de nascer! Sempre dei por adquirido que os livros, tal como muitas outras coisas neste mundo, têm que sobreviver ao teste do tempo para que lhes possamos dar uma oportunidade, no escassíssimo tempo que tempo para os ler. Foi por isso que sempre privilegiei os clássicos, comecei por deitar mão aquelas obras que as décadas e os séculos não conseguiram fazer esquecer, e fugi a sete pés de best sellers ou literatura da moda que nos fazem gastar o nosso precioso tempo e não acrescentam mais do que aquilo com que ficamos se nos plantarmos em frente a um televisor! Mas houve uma altura em que fiquei curioso com este Michel H. que tinha ficado famoso não só pelos livros como pela língua afiada, acabando inclusive perseguido pelos radicais islámicos de quem se escondeu depois dos assassinatos do Charlie Hebdo. Foi assim que me deu para comprar As partículas elementares, livro que nos fala de uma certa visão particular que se adquire sobre o mundo à medida que vamos envelhecendo, uma visão cínica é verdade, a partir do ponto de vista de personagens a quem a meia vida vai fazendo verdadeira mossa e que parecem tão perdidos no mundo quanto são fortes as convicções que põem em tudo quanto fazem. Como o livro não me desagradou e me trouxe ensinamentos pensei em repetir a experiência e agendei para as férias mais uma leitura de Michel H. Escolhi Plataforma, publicado em França em 2001, e que no nosso país é publicado pela Relógio D'Água.


Plataforma é uma história de amor, uma história de amor do século XXI, narrada com a arte e a elegância (não confundir elegância com subtileza - o livro tem potencial para ser visto apenas como pornográfico pelas mentes menos treinadas) que só está ao alcance dos escritores que valem pelo que efetivamente escrevem e não pela quantidade de livros que vendem. O texto tem aquela magia especial que sempre procuramos nos livros (e que só encontramos se formos escrupulosos nas escolhas do que lemos), que é o facto de não ficarmos exatamente a mesma pessoa depois da leitura que éramos antes de lhe termos passado os olhos. Mais uma vez, tal como em As partículas... está em causa a desilusão com o mundo, e com o que é a vida, em que inevitavelmente caímos quando nos atinge a meia idade e o livro é como que uma ida à missa, em que o padre nos aconselha o que devemos fazer para lidar com esse desencanto, mas em vez da reza e do ato de contrição, levamos com a circunstância de que não só não temos cura, como inclusive... vai piorar! Do argumento nada mais direi porque há abundância de resenhas na net para quem ainda tem dúvidas, mas se a palavra de alguém não tem grande experiência de literatura moderna vale de alguma coisa, direi que vale bem a pena testar esta Plataforma!

Nota final: depois da leitura do livro, fica mais fácil compreender os atentados de Bali de outubro de 2002!

Shoah

Em 1985, o realizador francês Claude Lanzmann propôs-se realizar um documentário sobre o holocausto, recolhendo o máximo de testemunhos possíveis de pessoas que tivessem tido uma intervenção direta nos acontecimentos que culminaram na Solução final, ao mesmo tempo que ia aos locais onde esses eventos tiveram lugar. Em Shoah (termo que se refere precisamente ao holocausto em língua iídiche) Lanzmann entrevista sobreviventes, kapos, ex-guardas das SS, maquinistas de comboio, gente que vivia nos locais próximos das zonas de extermínio, etc., passando por Chelmno, Treblinka, Sobibor ou Auschwitz. 


Apesar de hoje termos muita mais informação sobre o assunto e os escaparates estarem cheios de livros que versam sobre a temática, Shoah continua a ser incontornável por nos dar a conhecer os rostos marcados pela tragédia e os locais onde sucedeu, mas também pela própria atitude de Lanzmann que é exaustivo na busca de fontes de informação (o documentário tem quase 10 horas de duração) e por vezes chega a ser picuinhas nos detalhes (o assunto tem tal envergadura que é difícil criticar como obsessão ou até morbidez, como houve quem o fizesse, algo que a nosso ver não passará de tentar extrair o máximo de informação de quem a tem de forma privilegiada, em tempo útil - a maioria dos entrevistados hoje estarão mortos ou senis).

Alguém dizia que todo o homem decente não passa um dia sem pensar nos horrores do holocausto. Diríamos que não basta ser um homem decente: é necessário ter visto Shoah!

Deixamos a versão do Youtube com legendas em castelhano (não duvidamos de que saberão onde encontrar uma versão digital restaurada e com legendas em português).


Cities Skylines

Quando eu era um jovem chavalo, ali por finais da década de 80, andei uns temos a delirar com um jogo para pc chamado Simcity, um simulador de gestão de uma cidade que nos dava a possibilidade de sermos presidentes de câmara, tesoureiros, construtores civis, sociólogos, etc. O jogo era tão rudimentar que hoje em dia qualquer adolescente ficaria banzado com quão pouco exigentes nós éramos, mas a verdade é que não tenho dúvidas de que muito do gosto pela gestão e pelos negócios que hoje fazem com que exista este blogue foi mesmo criado por este tipo de obsessão por fazer crescer cidade virtuais, gerindo gastos e ganhos de uma forma racional e eficiente (é que ao contrário das cidades reais, na cidade do Simcity, se fizéssemos asneira, os habitantes iam-se embora e abríamos bancarrota):


Agora estamos 26 anos à frente no tempo e este verão descobri um novo simulador de gestão de cidades que me fez perder algum tempo à volta do computador. Trata-se de Cities Skylines (CS), um título da sueca Paradox Interactive (umas semanas após o lançamento já tinham vendido 1 milhão de cópias), que aparece fora da linha Simcity (hoje já há imensos jogos do género, inclusive online e gratuitos), mas que mantém parecenças naquilo que é essencial, atualizando de forma muitíssimo interessante o grafismo e a interatividade, ao mesmo tempo que introduz novas funcionalidades que tornam a experiência de jogo mais envolvente. Num blogue sobre Bolsa é evidente que é a parte de gestão que mais interessa e essa continua muito presente em CS, embora o jogo tenha evoluído mais no sentido de permitir ao jogador usar a imaginação para encontrar soluções para problemas que vão surgindo à medida que a cidade cresce (por exemplo, para o problema do trânsito ou até, lá está, para a dicotomia entre ganho de impostos e despesas). No final, trata-se, não só de uma ótima forma de relaxar, mas também de cultivarmos muitas das formas de pensar que estão subjacentes ao money management. Se eu tivesse menos 26 anos ia-me passar dos carretos; agora, é giro e recomenda-se, mas a verdade é que gostamos mais de brincar com euros. No entanto, se gostam de jogos e se apreciam jogatina de estratégia e que puxa pela mioleira sem dar cabo do sentido estético têm aqui uma opção que vale a pena analisar.


8.9.15

Ações em suporte

Ações em suportes vendem-se na respetiva quebra encaixando-se um prejuízo que faz parte da despesa corrente de nos mantermos nesta vida! Assim, aproveitando o facto de hoje ser o dia em que, teoricamente, se encerra o tempo previsto no dito bolsista "sell in may..." deixamos propostas de análise à vossa consignação.

BCP (tão inevitável quanto perigoso):

Sonae:


Mota (precisava de quebrar os 2 euros e remontar):


Numa fase mais interessante de um possível movimento de rebote.

NOS (já em zona de obstáculos):


Altri (idem):


EDP Renováveis:


Quanto ao PSI20, mantemos que só uma quebra dos 5320 constitui sinal de compra, mas também somos de opinião de que se segurar nestes valores apresenta credenciais para os ir testar novamente. O problema é que num bear market a um dia de subidas segue um outro de queda e depois mais outro, de maneira que a probabilidade de nos encaminharmos para os mínimos do ano continua a ser bastante alta. Mas também há gente sábia que não deixa de lembrar que quem não arrisca não petisca. Petisquemos então (atenção à Fed nos próximos dias!). 

6.9.15

Bear market?!

Se seguiram à risca o que dissemos aqui, designadamente a proibição de entrar no PSI20 abaixo dos 5320 pontos, e as sugestões que pusemos aqui tenho a certeza de que estão todos bem, depois de uma semana em que se acentuou a ideia de bear market, e não tiveram motivo nenhum para sobressaltos (é dos livros: na Bolsa, quando os touros comandam devemos olhar para as resistências, mas se a ursalhada toma o controlo da situação, ou estamos de fora a ver, ou fechamos doa a quem doer se o suporte arreia)! Melhor ainda estarão se tiveram a estaleca suficiente para entrarem curtos e pôr o pilim a trabalhar em marcha-ré, coisa que este que daqui vos fala ainda não se acostumou a fazer. E não foi por a luz estar apagada e não se ver bem, mas antes por comodismo e falta de vontade de enveredar tão logo pós férias numa batalha campal de que só pode resultar algo de bom para os sortudos ou para os campeões (aliás, entrar curto e alavancado é arte que apenas está ao alcance de quem os tem de aço, porque quando te contornas vem um short squeeze que te deixa a carteira a zeros enquanto ainda festejas os ganhos)!

Da última vez que ponderei uma entrada longa, disse-o aqui, contava com dados floreados vindos da China na terça-feira, mas nem com todas as flores do mundo foram os chineses capazes de embelezar um índice de gestores de compras (PMI) que veio, de facto, muito mau. Para terem uma ideia, fala-se desde sempre de uma aterragem suave da subida exponencial do PIB chinês, querendo dizer com isso que seria necessário passar de níveis de crescimento insustentáveis em torno dos 7 ou 8% (eu sou do tempo dos 11, 12 ou 13%) para valores que fossem menos sobreaquecidos. Todavia, diversos estudos que têm vindo a ser publicados ao longo dos últimos anos, sugerem que a sociedade chinesa, com toda a diversidade étnica que possui, com as desigualdades de distribuição de rendimento, e principalmente devido à vastidão do território e da população e às tensões históricas entre diferentes etnias, necessitará de um crescimento de, pelo menos, 6% para evitar o surgimento de conflitos e tensões sociais! Ora, se estivéssemos na Europa ou nos EUA um valor do PMI abaixo de 50 era sinal claro de recessão meio ano depois! Na China é a segunda vez seguida que o valor do PMI vem abaixo dos 50 (47,2 na terça-feira) e era este valor que eu julguei que seria maquilhado desta vez: se não foi é porque a situação é mais grave do que mostra o número divulgado. Se juntarmos a isto a recessão no Brasil e na Rússia (dos BRICs falta a Índia), acabamos a pensar que pode muito bem suceder que a China falhe a aterragem suave, descambe do crescimento mínimo de 6% e acabe com o PIB a decrescer! Que economicamente isto vai ter efeitos difíceis de perceber no mundo inteiro é um facto evidente, mas mais preocupante ainda parece-me a possibilidade de os sociólogos terem razão e podermos vir a começar a ter uma primavera chinesa capaz de meter os efeitos da primavera árabe no bolso do chinelo!

Dito isto, que faz um trader normal num ambiente como este?! Um que nem seja sortudo nem campeão e que tenha que fazer pela vida se quiser ganhar um lugarzito ao sol! Que se recomenda, digamos, ao especulador comezinho, que faz os seus negociozitos calmamente a partir de casa, que convive bem com 30% de rendimento anual quer chova quer faça sol, que não se importa absolutamente nada em redistribuir 28% do lucro à sociedade, que gasta tempo a mandar umas larachas para ajudar os outros num blogue sem interesse absolutamente nenhum, mas que tudo o que menos quer é passar noites mal dormidas ou entregar dinheiro aos mercados em vez de o gastar no pagode? Sim, que deve fazer este nosso amigo para manter a mente sã e a carteira incólume enquanto o bear market se instala e as carteiras desmoronam?!

Pois bem, amigos, como este espaço foi feito justamente para traders como este nosso amigo recordo-vos (em diversos textos tenho dito muitas vezes aquilo que aqui vou repetir) as minhas dicas feitas de 20 anos a conviver com esta selva:

- Estamos a caminhar para ou em bear market e disso já ninguém pode ter dúvidas. Vejam o gráfico diário do PSI20 ao fim desta semana:


Vejam o DAX:


Olhem para o CAC:


E apreciem o S&P500:


São todos gráficos de bear market? Não! Para já são gráficos em que se nota uma inversão grave! Todos eles exceto um! O PSI20! O PSI foi o único que nem chegou a estar em bull market (precisava de ter quebrado consistentemente os 6400 pontos e não o fez). Podem dizer que tivemos falências graves no índice, mas não me parece que tenha sido essa a verdadeira razão, nem tão pouco o foram as questões de política interna ou a nossa dívida pública, etc. Para mim, o PSI20 é o gráfico mais bear dos quatro porque é o menos líquido e é aquele em que os sensatos, aqueles que reagem rapidamente, têm mais dificuldade em desfazer posições sem mexerem muito com as cotações. A queda do PSI20 abaixo dos 5320 sinaliza a entrada do índice em bear market, coisa que nas correntes situações económicas, políticas e sociais só encontra justificação em algo que se tornará evidente para os menos avisados daqui por meio ano! Há uma semana ainda estava todo afoito a contar com uma inversão de tendência e uma figura em V que levasse os mercados de novo para cima, mas depois do PMI chinês fiquei com a ideia de que todas as subidas não passarão de shorts squeezes que vão ser aproveitados para os longos entregarem a carga e os curtos reforçarem! Parece-me que a entrada em modo bear nos restantes índices tem uma grande probabilidade nas próximas sessões (se a Fed subir taxas podemos ter um acelerar do movimento de queda no S&P), e essa sensação é reforçada, curiosamente, pelo comportamento do nosso índice pequenino (vigiem os 4900 pontos, onde vai haver gente apostada num duplo fundo!, mas que marcarão uma ida a mínimos do ano em caso de quebra)!

- Em bear market, contem sempre com o pior. Todos duvidamos que a China caia de um crescimento de 7% para uma recessão (até porque ao contrário do Brasil e da Rússia não está tão dependente das matérias primas ou de questões de política geoestratégica), mas quando se trata de dinheiro nunca devemos menosprezar o facto de ele nos dar imenso trabalho a obter! A queda do índice chinês foi um rombo monumental para imensas famílias que tinham entrado na Bolsa porque estavam a ter dificuldade em garantir o seu quinhão no fulgurante crescimento económico e foi um estoiro de todo o tamanho para imensos bancos que financiaram crédito para carteiras de ações. Se a isto juntarmos todos os restantes problemas típicos e conhecidos do crescimento, fica mais fácil perceber que há matéria suficiente não só para recessão, mas inclusive para dar razão aos sociólogos. Se em Espanha a independência da Catalunha vai ser um bico de obra, imaginem convulsões na China que criem tensões separatistas! Improvável?! Eu não apostaria um cêntimo!

- Ninguém ganha dinheiro consistentemente em bear market, a não ser que compre nos suportes e venda imediatamente se estes arriarem, mas temo que esta arte seja tão difícil que mais valha ficar tranquilamente à espera de sinais de inversão, mesmo que se compre mais caro (é corrente dizer-se que a única forma de acabar com um milhão de dólares em bear market é começar com 2 milhões). É como transformar chumbo em ouro: basta retirar 3 protões a cada átomo de chumbo e já está! Se os alquimistas soubessem (ter um reator nuclear dava jeito)! Na prática, porém, fica muito mais barato andar à procura de ouro em filões (partindo do princípio que nos interessa).

- Esqueçam as eleições portuguesas e gregas (a propósito, era interessante percebermos que carago foram os meses Tsipras? Que foi aquilo afinal? É o ser humano racional? Se sim, expliquem os meses Tsipras! Não temos tempo nem pachorra para tanto, mas damos os parabéns a quem consegue explicar o que diabo foi aquilo que nos aconteceu a todos durante estes meses todos e ao mesmo tempo mantém que o ser humano é racional), esqueçam até o processo eleitoral na Catalunha. Esqueçam os refugiados sírios (ainda há quem esteja a tratar de arranjar uma solução para tamanho problema!) Estejam atentos aos números da economia chinesa! Ninguém está à espera de melhorias, mas se elas surgirem pode ser que tenhamos uma hipótese de haver inversão e aí é preciso mudar de opinião rapidamente!

- Jamais estejam em frente ao stream e negoceiem porque numa dada altura vos parece boa ideia! Se tiverem suportes traçados em que acreditam façam favor, mas abstenham-se de ver boas ideias onde só há miséria e dores de cabeça!

30.8.15

Sugestões

No post anterior, apesar do título, não vos dissemos onde víamos dinheiro em concreto e o que nos fará mover numa ou outra direção. Pois bem, fazemo-lo agora*.

Na banca, o BCP pisou e traçou momentaneamente o risco vermelho na semana passada. Foi uma chinesice na 2ª feira, mas chegou para fazer soar a sirene de alarme. Atendendo ao facto de que começam a existir lucros para mostrar, um regresso abaixo da linha encarnada é sinal de que o mercado dá de barato que vamos a caminho de mais um AC no banco e a verdade é que se juntarmos o NB às eleições polacas não precisamos de muito mais para nos pormos com ideias dessas na cabeça. Não creio que se chegue a tanto, pelo que compras na zona em que nos encontramos são quase isentas de risco, desde que, obviamente se feche a loja sem contemplações na quebra da linha vermelha. Se amanhã o dia for de verdura, vamos ter quebra da EMA21, o que pode acelerar as subidas no dia seguinte. Porém, contem com dados económicos da China na madrugada de terça-feira (eu já disse o que pensava no post anterior), e se o povo não gostar dos números pode haver um alijar de carga que nos faça voltar para baixo a galope (a propósito, tanto o DAX como o S&P500 estão naquele ponto em que se esbardalham todos se hesitam na subida). Fiquem com o nosso gráfico (recordamos que a verde temos a EMA9, a amarelo a de 21 dias e a vermelho usamos a simples de 200 dias; juntamos o RSI por ser um indicador que muita gente inteligente segue).


É certo que, nesta altura, preferimos o BCP ao BPI (parece-nos que o cenário angolano, apesar de tudo, é bem pior para o BPI que o polaco para o BCP, e quer um quer outro vão alombar com o NB). Seja como for, se quisermos sacar o nosso quinhão não vamos poder ficar à espera que o Zé Rodrigues dos Santos nos dê uma dica no telejornal, compondo aquele ar de alienígena que descobriu o planeta Zor, de que ele tanto gosta: vamos mesmo ter que ir aos gráficos que, esses, jamais enganam. No BPI entreguem a carga a outro num fecho convicto abaixo dos 90; compras não vejo sem um pulo acima dos 98 e mesmo assim vai haver melhor, de certeza, como verão a seguir:


A Sonae deu para trás apesar de me terem parecido engraçados os resultados que apresentou, mas longe de mim argumentar com esse grande maluco que é o mercado. Só se eu estivesse passado dos carretos! A verdade é que ficou desinteressante e eu só lhe deito a mão se se aproximar dos 1,08 para vender com fecho na quebra ou aproveitar o ressalto. Se a moça fugir pa riba é claramente a quebra das médias móveis no 1,20 que me faz abrir os cordões à bolsa. Até que haja novidade é deixá-la marinar!


E que tal uma musiquinha para ajudar a desmoer? Boa ideia, não é! Todos nós, que hoje tratamos os mercados como se fôssemos da família e fazemos malabarismos insanos com esta jogatana não fomos sempre assim: mad for money! Que isso jamais vos passe pela cabeça! Para chegarmos até aqui tivemos cedíssimo de começar por dar os primeiros passos nessa arte nobre, mas dificílima de tentar manobrar corações fêmea. Pela parte que me toca, iniciei-me, adolescente desengonçado e afogado em hormonas, oficialmente, em 1986 e este era um dos meus hinos (isto não vem nada a propósito, mas se vocês estão a ler este texto até aqui também não se devem importar absolutamente nada com despropósitos):


Voltemos à nossa temática.

Vale sempre a pena olhar para a Altri. Nos 3,32 está a SMA200. Uma quebra convicta em baixa é uma tragédia, pelo que o valor constitui um óbvio stop loss se a coisa se der em fecho. Mesmo que lhes tenham amor, não fiquem com elas abaixo dos 3,18 porque o amor pelo valor da vossa carteira deve estar acima de tudo (mercantilmente falando). Para cima, deixem rolar que esta é daquelas que tem um volume nos COFs tão pequenito que se a malta quer entrar tem que pagar caro e o preço sobe com uma pujança sorridente.


Deixei para o fim a que me parece melhor e aquela para que estou mais inclinado. A NOS tem um gráfico que fala sozinho:


Compras aqui têm risco reduzido. Um fecho abaixo da linha obriga a vender por quebra da base do canal. Se tiverem umas pilecas que não se importem de arriscar podem deixá-la deslizar até aos 6,80 (claro que também mas podem passar para as mãos que eu trato delas com carinho). Se der para subir, o ataque aos 8 parece trigo limpo farinha amparo, teoricamente falando.

Em jeito de remate final, dizer que o mercado está claramente numa de vamos para uma recuperação em V ou deitamos isto tudo abaixo e viramos o ano para o lado negativo. Pessoalmente, acredito que vamos outra vez para cima (atenção que as eleições tugas podem baralhar o PSI até outubro), até porque o pilau que está a sair dos chinos encaixa mesmo a matar na Europa, mas também vos digo que se houver bater em retirada não façam perguntas nem se ponham com teorias que não levam a lado nenhum: salvem o vosso dinheirinho das chamas!

* O asterisco é só para recordar que aquilo que dizemos neste momento será engolido pelos mercados no decorrer do dia de amanhã, pelo que a respetiva atualização será feita pela massa cinzenta de cada um!

28.8.15

Onde pôr o graveto?

É evidente que nós que não vivemos as emoções das últimas semanas e nos mantivemos de fora enquanto andávamos no passeio estamos em pulgas para pôr o graveto a trabalhar (o que sobrou já descansou que chegue, o mandrião), quanto mais não seja porque, sejamos francos, sempre há movimentos no cartão de crédito que vão ter que encontrar fundo mais cedo ou mais tarde! E todos nós sabemos que se estivermos a contar com o patrão para nos acudir, bem podemos sentar o rabiosque que o sacaninha está-se nas tintas para as nossas banhocas na praia de La Concha, para a visita ao Camp Nou, para a sessão de compras das catraias em Andorra ou para os mergulhos na água caliente em Peñiscola, terra do Papa Luna (não se esqueçam, meus bondosos amigos, de que sem uma grande carga cultural não se ganha dinheiro na Bolsa)! Para isso não haverá outro remédio agora que sacar o pastel de onde ele há em quantidade. E onde é esse sítio que adoça e arredonda todos os nossos sonhos? Pois bem, adivinharam: nos mercados!

Infelizmente, todos nós sabemos que o mercado é um filho da puta bastante descarado e não seria de admirar (nem inédito) que nós viéssemos agora todos gaiteiros armados em bons e com o troféu de termos escapado de boa, para logo a seguir o armante nos pregar a partida de se voltar a escangalhar connosco a bordo. Há que ter cuidado, portanto!

Como nós privilegiamos o PSI20, que para ganhar dinheiro certinho e sem grandes aventuras é mais do que suficiente,* vamos repor um gráfico que nos tem acompanhado há imenso tempo (por exemplo aqui):


Duas coisas resultam evidentes para nós:

1: Entradas só com fecho acima da linha tracejada vermelha (pode ser já 2ª feira). Nesse caso, temos como primeiro alvo o topo do canal quase 4% acima. Para baixo, base do canal em primeiro lugar e depois os 4900 pontos que, muito francamente, julgava que já não seriam atingidos este ano e acabaram mesmo por sofrer uma marrada na passada 2ª feira (a negra);

2: Com o regresso da gente graúda na próxima semana, parece-me bastante provável que rompamos para cima e haja um movimento acelerado se os números da economia chinesa (PMI) que saem na madrugada da próxima terça-feira não forem demasiado fracos (como sou um bocado vidente, já agora arrisco dizer que me palpita uma surpresa positiva - os números chineses, todos sabemos, são martelados e se botarem cá para fora uma coisa má agora é o fim da picada, pelo que isto vai seguir o percurso habitual nestas situações: os políticos vão ter que aplicar pomada!).

* Na Bolsa tudo sobe e tudo desce, seja aqui, seja na América ou na China e a informação clara e atempada é fundamental; cá na nossa terrinha, com o nosso índice esquelético, com meia dúzia de empresas para negociar, mas com possibilidade de acompanhar as poucas variáveis necessárias gastando um módico de tempo, consegue-se fazer um serviço calmo e tranquilo e que põe dinheiro no bolso desde que sejamos espertos nas entradas e intransigentes nas saídas.

Back in business

Inevitavelmente chega um dia em que as férias acabam e temos que voltar à faina, sempre com a esperança de que o pagode possa continuar noutra altura. A nós, que temos no corpo este vício do investimento especulativo, (ainda que nesta casa também se pratique o investimento produtivo), cai-nos bem que a silly season nos mercados coincida com a altura em que botamos o pé na estrada e vamos por esse mundo fora ganhar arcaboiço para enfrentar as vicissitudes da arte. E a estação é silly precisamente porque há muitos que pensam como nós e se põem a milhas, deixando o mercado entregue a pessoal que entra em histeria em menos de um fósforo! Com o volume reduzido por a gente crescida andar a banhos, é habitual a ocorrência de movimentos completamente marados que já não temos pachorra para gramar! 

Claro que respeitamos quem opta por negociar à maluca e ninguém pode dizer que aqueles que puseram o dinheiro a trabalhar neste querido mês de Agosto possa ter queixa da despesa feita: emoções fortes não têm faltado!

Particularmente, incluo-me na lista daqueles que gostam de fazer férias à patrão (com tudo incluído e respetivos extras) e não pagar nada por isso. É disso que mais gosto e tenho um segredo bem fixe para vos contar se quiserem fazer parte desse seleto grupo. Tudo o que precisam é de fazer um lote de negócios bem assentes de setembro a meados de julho (ou até abril em anos de sell in may, como tem sido este) e depois não se incomodem com os gastos em agosto. Quando chegarem, vão perceber que ganharam dinheiro: é que se tivessem ficado a negociar, a bosta feita tinha-vos levado muito mais cacau do que aquele que investiram no vosso real prazer! Vão por mim porque no que levo de prática nunca falhou! De modo que gozamos todos cá em casa como se fôssemos jogadores da bola (de um clube modesto) e quando chegamos estávamos mais ricos do que se eu tivesse ficado em frente ao monitor a ver números verdes e vermelhos: pó diabo com eles! E nem me venham com a conversa de que se tinha ganho dinheiro à bruta entrando curto e depois longo, espremendo bem as oscilações brutais dos mercados porque nesse tipo de programa cai quem acha que negociar em bolsa é coisa fácil!


3.8.15

Férias

Digam lá amigos se isto não foi um susto bem pregado: quase 3 semanas sem vos informarmos do que achamos que os mercados nos estão a querer dizer? Até parece que demos o peido mestre ou, pior, que fomos à falência ou que, ainda pior: acagaçamo-nos todos e deixamos de vez a jigajoga!

Nada disso!

Simplesmente estamos naquela altura do ano (sim, naquela altura!) em que nos pomos a distribuir o fruto da nossa arte por aqueles que nos querem bem e a quem nós amamos... e também por vós, via IRS. Somos amigos de todos e não nos poupamos a esforços para vos vermos bem! Por isso gozem e deixem as negociatas para depois.