16.10.15

Música para bailar ao ritmo dos politiqueiros

Segunda-feira, Costa sonha ser primeiro-ministro. A excelente atriz Catarina, que desde sempre viveu no mundo do surreal, sonha abrir uma sucursal do Syriza no lado de cá do continente de modo a expandir a franchise. Os dois, C&C, encontram-se e projetam lançar-se à obra de transformar o sonho em realidade. Jerónimo sonha permanecer eternamente no mundo do abstrato e da luta bolchevique, mas dá-se conta, de repente, que está a perder fiéis em massa para a religião mais à esquerda. Resolve tomar medidas drásticas e arranja um padre para abençoar as presidenciais, enquanto dá luz verde aos rapazolas vermelhos para que sonhem com uma nesga de realismo. O sonho de Costa cresce e transforma-se numa alucinação psicotrópica em que vinga o episódio do PEC IV, desbanca Passos e Portas e assume o poleiro, com a benção dos comunas e sem ter que passar pela maçada de ter de ganhar eleições. A clientela socialista, que tinha ficado tão fodida com os resultados eleitorais, acha que está a sonhar e apressa-se a embarcar numa espécie de voo por universos paralelos em que o impossível subitamente se torna real, só porque os de esquerda são tão saloios que não se importam nada em lhes dar tudo para se verem livres dos sacanas da direita. O sonho dos da coligação transforma-se em pesadelo quando percebem que não só a maioria absoluta se foi com os cucos, mas que podem inclusive ser mandados embora, se não arranjarem maneira de dar ao Costa um sonho melhor do que o de ser primeiro-ministro. Em pânico, concebem o plano de se porem de joelhos e dar tudo o que têm em troca de terem um governo aprovado pelo PS na AR. Na terça-feira, o sonho de Costa atinge o clímax: com Catarina e Jerónimo a acolitar e pleno de soberba já nem abre a boca para dizer seja o que for. Quer ser primeiro-ministro e ponto final. À noitinha, recebe os dois estarolas da coligação em casa e nota-lhes o ar de aflição e a predisposição para baixar as calças sem pestanejar. Todos dizem que é ele que tem a faca e o queijo na mão e percebe-se bem que aos pobres diabos da direita lhes apetece comer queijo. À hora do noticiário, Costa vê-se na contingência de ter de decidir entre dois sonhos hiperbólicos: 1) deixar P&P "governar" como fazem as marionetas e aguardar pelo momento oportuno para assumir funções; 2) governar desde já, fazendo fé nos vermelhos e aceitando como boa a hipótese de que o BCE não lhe faria a folha em poucas semanas! Intuitivamente, prefere a primeira hipótese porque sabe que basta Bruxelas querer para que os juros da dívida se encarreguem de rebentar com ele e com tudo à volta, mas compreende que os clientes, que não vêem mais longe que o dia seguinte, não se vão contentar com nabiças podendo comer bife! Estávamos neste pé, quando soa uma voz grossa e o sonho perde um bocado de cor: "não pense o PS que isto são favas contadas!", adverte Jerónimo, tomando a atitude do pai de família que põe na ordem a rapaziada sobreexcitada. P&P percebem a mensagem e logo a seguir vêm à televisão trunfar (isto na quarta-feira). C&C, que estavam charrados até não poder mais, enfrentam a ressaca e Jerónimo, talvez abençoado pela fradaria, assume as rédeas da jigajoga. Vamos bailando!


11.10.15

Mota Engil

Não estávamos nada virados para virmos aqui dar uns palpites, mas depois da bola redonda e antes de mais um jogo da bola oval lá vimos que havia novidade na Mota-Engil e resolvemos fazer umas contas para ver se a coisa tem interesse. E até nem é que a análise fundamental nos agrade por aí além, nem que estejamos investidos nesta pantomineira, mas temos no corpo este vício de tentar entender as coisas e já que nos divertimos um bocado com isto porque não fazer um serviço público descomprometido? 

Tanto quanto nos é dado perceber, a Mota (EGL) pretende fabricar 44.394.294 de novas ações, que venderá (no mercado? Preferencialmente aos acionistas?) ao preço mínimo de 2,4814 €, para financiar a retirada da bolsa de Amesterdão das 18.000.000 de ações da Mota África (MEAFR) que aí estão cotadas, pagando 6,1235 €/ação, um valor 62,3% acima do fecho de sexta-feira. 

Isto são os valores se tudo correr de acordo com o previsto, mas o número de ações a emitir pode não ser tão elevado, ou porque o preço de emissão calhe ser mais alto (dependendo, eventualmente, da reação do mercado e da cotação das ações que estão em bolsa), ou porque a Mota Engil África esteja significativamente acima dos 6,12 € e não haja vendedores para satisfazer inteiramente o comprador. 

Portanto, no máximo, o capital da Mota passará das atuais 204.625.695 ações para um total de 249.029.989, havendo uma diluição de 21,6%, sendo que os acionistas recebem em troca mais 18% dos resultados da MEAFR. Ao contrário do que normalmente temos visto em AC, por exemplo, na banca, aqui não temos um despejar de dinheiro sobre prejuízos mas sim uma operação normalíssima (em bolsa, bem entendido) de gestão de ativos e de aproveitamento de condições do mercado. 

Diríamos que ficávamos admirados se a Mota não reagir de forma muito positiva a esta notícia. Por um lado, o negócio faz todo o sentido, atendendo àquilo que já se sabia sobre o desencanto dos Motas com o desempenho da africana, e faz todo o sentido do ponto de vista empresarial, pois faz voltar à casa mãe a totalidade de uma área geográfica do negócio que, apesar de estar numa fase má, é inegavelmente um valor de futuro. Por outro lado, será difícil que isto tenha pernas para andar se as ações no mercado estiverem na mó-de-baixo e temos ainda o picante de saber como vão atuar os curtos que estão investidos (só a Blackrock tinha no passado dia 5 mais de 3 milhões de ações emprestadas vendidas; irão fechar a posição ou vão aguentar o tranco?). Claro que melhor deverá estar a MEAFR que amanhã vai fazer certamente a alegria de quem nela entrou nas últimas semanas. Com essa valorização e a perspetiva (para já especulativa) de que as novas ações sejam atribuídas aos atuais acionistas numa altura em que já tenham desconto, atribuímos nota alta à administração da Mota (faz lembrar o engenheiro Belmiro nos tempos em que a bolsa dançava o vira ao ritmo da Sonae) e somos de parecer que é provável que as ações a 2,48 estejam realmente a desconto. Veremos!

O gráfico da EGL tinhamo-lo postado no FB na 6ª feira, mas a pedido de várias famílias colocámo-lo aqui também já com a atualização de fecho de semana (e que semana): parece que já sabiam. Bruxos!

Temos Ltd justo no valor de fecho. Dissemos que gostávamos de uma quebra dos 2,28€ mas estávamos na retranca por causa de um possível falso break. Agora com a notícia ficamos convictos de que essa possibilidade fica mais remota e damos como provável uma ida à SMA200:


A tendência de longo prazo ainda é bastante negativa e estamos em crer que continuará a ser por mais algum tempo. Notem que se o AC for avante teremos 44 milhões de novas ações a entrar no mercado a 2,48€. Contudo, no curto e até no médio prazo (a AG é só a 23 de novembro), ficamos com a ideia de que podemos ir bem mais acima. Claro que podemos estar a ver mal a coisa e um fecho negativo amanhã põe-nos em posição de ter de assumir que a análise estava errada. A quebra em baixa dos 1,93€ é de fugir! 

7.10.15

Ugly ducks

Não! Não vou escrever sobre o BCP!

Começo por dizer, assim só para impor o devido respeito, que as cotadas mencionadas neste post há um ano atrás valiam para lá do dobro do que valem hoje. Uma delas valia o quádruplo! Se tivermos em conta que o índice neste momento não vale mais nem menos do que o que orçava nessa altura então acentua-se o tal respeito e a necessária, mais do que a habitual, prudência.


Chegamos-lhe a traçar o destino, pouco simpático, caso quebrasse em baixa os 1,93 mas o que é certo é que a tipa lá se aguentou, redopiou e recuperou o norte. Após quatro dias de tentativas eis que a Mota Engil consegue superar o valor quebrado e nós, que damos sempre razão ao mercado, tenha ele as razões que tiver, mudamos a nossa perspectiva negativa para positiva caso quebre, em fecho, a zona dos 2,15 e consequentemente quebre a linha de tendência descendente, de já longo prazo. A ajudar ao sentimento positivo estará, certamente, o cruzamento das médias móveis em alta (vejam, no gráfico abaixo, o disparo que levou a cotação quando tal sucedeu por meados de Junho). Para cima, vemos como resistência os 2,48 mas não descartamos, para as mãos menos trémulas, uma ida à sma200 (tracejado a preto). Para baixo, médias móveis (9 dias a azul, 21 dias a vermelho). Se as quebrar, sempre em fecho, é mandá-la lixar outro.


O outro meio valor perdido a que me referi tem na sua empresa um serviço chamado Banifast! Rápido a perder dinheiro, uma conclusão também ela rápida, para quem por exemplo foi ao AC. No entanto, se a chamo até aqui, é porque também pode dar. E de uma forma rápida. E muito. Vejam o gráfico que se segue e abstraiam-se dos fundamentais. Se todo o mercado, não só o nosso, na última semana tem vindo a carburar porque raio o Banif não ganhará também com isso? Se quebra os 0,0041, e só se quebrar, eu vejo os 0,0051 como destino. Se a mão for fraca e se se derem por satisfeitos com o pilim amealhado podem despachar na possível projecção de um fundo em V, nos 0,0048! A acontecer, vai tudo aparecer. Volume, cruzamento das médias móveis e melhor ainda, dinheiro nos bolsos! Se não acontecer, sem problema. Também não se meteram nelas.


A PHarol, a tal dos 3/4 de riqueza para o tecto num ano é o pato feio que se segue. O tiro de partida (e desculpem-nos mas vão surgindo tantas oportunidades que nos é difícil estar atentos a todas elas e sobretudo partilhar quando surgem) foi cá dado, entre as quatro paredes, na segunda-feira pelo principal dinamizador desta casa. Relembro as palavras do Fernando, aqui escritas, pela altura do primeiro aniversário do NeB e que agora faço questão de sublinhar e na íntegra subscrever. Os meus amigos certamente não me levarão a mal por este reparo a quem tanto nos tem ajudado a evoluir e seguramente que o posso fazer por todos os que nos acompanham e aos que prestaram atenção, por ex. e sem recuar muito, à leitura prévia das subidas do BCP, das alterações no BPI e seu impacto no mercado. Bem, está dito, e quando se merece nunca fica mal nem peca por desnecessário! Um bem haja ao David por nos enriquecer todos os dias. 

Siga para a análise. 

Entre o início de semana e hoje, a ex-PT subiu qualquer coisa como 35% mas pode não ficar por aqui e mais uma vez o gráfico fala por si só. Se amanhã seguir a valorizar vemos os 0,405 como primeiro obstáculo mas se os quebrar a sma200 parece destino sem grandes curvas. Se a coisa amanhã não der para trás ganha suporte na zona dos 0,35-0,36. Fiquem com o boneco e tirem as vossas conclusões.


Prudência e tudo mais mas caramba, o prémio em todas elas é de belo valor. Além do mais já estamos mais do que  acostumados à dicotomia risk/reward. Em jeito final um reparo ao índice que hoje foi testar a sma200 e retraiu como seria expectável e dizer que parece mais ou menos evidente que as cotadas beneficiam quando o índice sobe, e até aí tudo certo, mas também não é menos verdade que pode acontecer uma mudança de títulos na carteira no sentido de aliviar cotadas com indicadores já esticados e privilegiar outras mais frescas para galgar terreno. Se o PSI20 consolidar pela zona dos 5400/5500 parece-nos de todo razoável essa tal troca de títulos ou também podemos fazer a leitura inversa. A troca de títulos levar a manter o equilíbrio e criar a consolidação no índice.

Tudo isto e tudo mais, no one knows. Veremos!

PSI20

A festa está boa e nem me apetece dizer nada não vá a caldo entornar. Vou arriscar, ainda que o gráfico do PSI20 fale sozinho:


Percebe-se a retração de hoje no final da sessão se virmos que foi bater de frente com a famosa SMA200 (linha vermelha), mas ao ver tanta gente de fora a falar em correção iminente fico com a ideia de que qualquer correção (que mais cedo ou mais tarde será inevitável) vai ser estancada pela avalanche compradora daqueles que não tiveram tempo de entrar dada a rapidez do movimento. 

A mim, contudo, parece-me mais ou menos claro que não podemos ir muito mais para cima enquanto que as médias móveis de mais curto prazo não se aproximarem da linha vermelha. E a verdade é que elas ainda estão lá longe. Se este bull market for para valer diria que era saudável termos aqui 15 dias a marinar entre a média móvel dos 200 dias e os 5320, para dar tempo a que ocorra algo semelhante ao que se passou no início de março passado (ver gráfico). Quando virem que a linha verde (EMA9) salta para cima da linha vermelha, metam a carne toda no assador que vai sair uma coisa esperta até ao final do ano. Nesse caso, ficarei tão otimista que aposto num rebentar dos 6400 pontos no arranque de 2016. O ponto de entrada natural, se pousar lá, é portanto na zona dos 5320 e se o virem por essa zona petisquem que não se vão arrepender.

30.9.15

BPI


A notícia do final da tarde que dava conta da decisão do BPI de entregar os negócios africanos aos acionistas teve o...
Posted by Negociar em Bolsa on Quarta-feira, 30 de Setembro de 2015

Tecnicamente, o BPI está com bom aspeto e ativou um sinal de compra ontem, com o cruzamento de médias móveis. Aquele suster das quedas na zona dos 0,91€ é também um fortíssimo sinal de que os compradores deste não fugiram, pelo que se o mercado disser "sim" ao negócio que paira no ar, pode haver motivos para termos uma boa subida neste papel. Ora vejam o nosso gráfico:


O regresso da deflação

Não sei se a subida de hoje tem que ver com isto, nem tal me interessa! Contudo, esta é uma notícia importante no que à especulação bolsista diz respeito. O regresso da deflação é o garante de que a máquina de produzir euros pode carburar bem mais depressa e durante mais tempo! Aliás, em maio passado assinalamos que o desaparecimento da deflação, que se começou a registar na altura, era uma má notícia (para o mercado, bem entendido) porque ia fazer o BCE hesitar e quiçá vacilar na aplicação do seu programa de QE! Agora, com o regresso dos preços à mó de baixo não me admira nada esta euforia do mercado que, como todos bem sabemos, não é peco a descontar a possibilidade de haver cheta fresca para empatar na jogatina. 

Resta saber se o mercado vai ter unhas para ir mais além disto, neste momento. É que, não só a deflação é uma má notícia para a economia como um todo, mas, mais importante do que isso, agora já estamos em bear market e, como dissemos diversas vezes, quando os ursos mandam só há boas oportunidades... para vender! No entanto, é inegável que este regresso da queda de preços é um sinal muito claro de que vai haver dinheiro barato por muito tempo... e esse dinheiro tem que ir para algum lado!

27.9.15

A entaladela

A entaladela anda de mão dada com o bear market e não há investidor, por mais meticuloso que seja, que se possa gabar de não ter passado por uns apertões valentes pelo menos uma vez na vida. Se o apertão for de calibre superior, uma vez costuma ser suficiente, já que só os masoquistas querem repetir a experiência. E um masoquista jamais dará um bom investidor, etc.! 

A entaladela decorre diretamente da nossa tendência natural para preferirmos dar crédito àquilo em que acreditamos em vez de aceitar a verdade, por muito dura que ela seja. E quem anda na Bolsa tem ao seu dispor pelo menos duas verdades que já passaram o teste do tempo: pode-se comprar e vender todos os dias; e as tendências são as nossas maiores amigas! Em bear market nunca é tarde para vender, a não ser que estejamos à espera de ser os últimos a fazê-lo; evidentemente, em bull market, nunca é tarde para comprar, a não ser, etc.! 

Conto-vos, para servir de exemplo, o caso que sucedeu comigo quando levei a coisa ao cúmulo do esmigalhanço nos tempos em que comprei Pararede (atual Glintt) pela módica quantia de 5 euros e tal (era no tempo em que ainda ia na cantiga dos analistas, que lhe atribuíam uns price targets todos catitas) e aguentei firme a vê-la ajustar a um valor mais verdadeiro durante o bear market que se seguiu ao famoso estoiro das dotcom. Aguentei e aguentei enquanto o meu património se esfumava ao mesmo ritmo a que aquela caca descia, e mantive-me firme até que me enchi de coragem e as passei a outro a 0,75€: uma perda de 85%, numa parte muito considerável da carteira. Foi uma venda louca, numa altura em que muitos já pensavam que o mínimo estava feito e era asneira assumir uma perda depois de tanto sofrimento e destruição de valor. Mas foi também uma venda redentora: uma limpeza para a mente e uma libertação para o espírito. Uma lição valiosa; um curso superior de Bolsa; um encontro com o Santo Padre; uma benção direta do deus dos especuladores; uma epifania! Ninguém de senso arrisca um sofrimento daqueles duas vezes! Só vende e perde quem vira a cara à luta e desiste! Só não vende e não perde o... Berardo! Depois de vender a perder, poupamos! Sim, poupamos e preparamos o nosso regresso. E afinamos ferramentas para detetar a inversão de tendência! Não pensamos nas perdas, nem lamentamos a burrice porque adiantamos um grosso: só esperamos e poupamos! Ah, e estudamos. E lemos e aprendemos! A Pararede dessa altura veio aos 0,20€, um golpe quase igual ao meu, se estivermos a falar de percentagens. Um dia, talvez coisa de um ano depois da minha venda, vi-a quebrar os 0,28€ pa riba e lembro-me de olhar para o gráfico e achar que aquele lixo tinha ativado um sinal de compra: entrei a 0,29€ com tudo e saí a 0,58€ três dias depois. Tinha havido uma especulação qualquer e o mercado foi amigo! Repus as perdas e voltei ao negócio!

Não interessa!

O que interessa é o que fazemos agora. Se estão com uma entaladela às costas saibam que estamos em bear market! Em bear market, se nos achamos entalados, as idas às resistências são oportunidades de venda; as quebras de suportes são oportunidades de venda; as más notícias são oportunidades de venda (e as más notícias são realmente más em bear market), as boas notícias são oportunidades de venda, as noites mal dormidas são oportunidades de venda, enfim, tudo são oportunidades de venda! A Bolsa voltará a subir e o importante é que nós continuemos lá e ainda tenhamos dinheiro e disposição para atacar quando a oportunidade aparecer!

Como sei que muitos de vós estão entalados no BCP, digo-vos qual seria o meu plano de combate neste momento. Ilustro-o com um gráfico, que mostra como estamos num valor crucial.


Aqui é zona de compradores que não têm muito a perder porque vão ser os primeiros a largá-las se o virem quebrar com volume. Se der para ganhar dinheiro vão estar vendedores na zona entre os 0,05 e os 0,0525 para voltar a recomprar se quebrar os 0,054€ bem quebrados, and so on! A quebra dos 0,0464 em fecho é sinal para bater em retirada e é preciso tomar uma decisão doa a quem doer! Isto é uma guerra e temos de nos manter sãos; temos que sobreviver para voltar à luta em melhor forma. É evidente que a venda tinha que ter ocorrido na quebra da linha vermelha lá em cima nos 0,062 (dissemo-lo aqui), mas agora não adianta de nada bater com a cabeça na parede! Essa, agora, é a lição que fica para o futuro! 

O gráfico abaixo ilustra a visão pós-possível-venda, assumindo perdas na zona dos 0,0464 (não se precipitem, mas não o deixem sangrar mais: o equilíbrio é difícil, mas dele depende a nossa riqueza e, mais importante, a nossa sanidade mental). 


Vão tentar ampará-lo na zona entre os 0,039 e os 0,040 (há sempre gente às apalpadelas e a Bolsa vive disso mesmo; como está oversold nem parece má ideia). Se isso acontecer já estarão a recuperar uma parte do capital porque podem comprá-lo mais barato e voltaram a restabelecer os índices anímicos (o que também é importante)! Eu talvez esperasse um pouco mais, porque o mínimo histórico estará demasiado perto e pode com toda a tranquilidade fazer a graça de o tentar quebrar. Vai ser preciso que isto azede um bom bocado (atenção às eleições de domingo!), e, apesar de tudo, não é fácil de imaginar, mas... quem pensaria, há uma semana atrás, que a VW ia dar cabo de uma parte da boa reputação alemã em tão pouco tempo? 

Que nunca nos faltem os gráficos


Não raras vezes, amigos que nos acompanham, interrogam-me como se explica e sobretudo se entende os movimentos em Bolsa. O artigo que se segue é sobretudo para quem se quer aventurar na negociata, ainda em fase precoce de mecanismos para poder negociar, e carece de razões para subidas, descidas, mais ou menos bruscas e faz disto um berbicacho tamanho. 

Baseio-me sobretudo na informação privilegiada que dispomos. Falo da análise gráfica. O resto, é contextualizar com a informação que nos vai chegando. Tudo mais, está no Sugestões para não especialistas em Bolsa. Uma panóplia disto e o sucesso fica já ali, logo a seguir ao plano, ao vosso plano. À estratégia, à vossa estratégia e à disciplina. À vossa disciplina.

Atentem na minha última publicação sobre as cotadas relacionadas com a pasta de papel. Não fosse manter a coisa simples e diria, aludindo também às cotadas em questão, que foi a papel, régua e esquadro.


Quem esteve atento e aproveitou a reacção na ida ao suporte, sma200, da Altri para encher a carga e seguiu a adenda, pontual e momentânea, na nossa página do Facebook (se ainda não fizeram like, este é o momento) teve como bónus adicional 10% na bagagem ao quarto dia. Com tanta gente a penar por estas semanas corridas, esta percentagem de ganhos neste time frame até parece ofensivo. Mas é a vantagem que se retira de haver um plano e estar atento às oportunidades. Daqui para a frente os 3,60 que foram resistência, mencionada na última análise, viraram suporte que em caso de quebra avista novamente a sma200. Para cima, zona dos 3,74, mencionada na adenda, quebrada em alta e mantemos a ideia da tendência descendente definida por três máximos relativos inferiores a superar.

     
Quanto à outra pasta, os 3 euros quebrados eram realmente uma chatice e o mercado fez questão de o demonstrar. Quem alinhou neste diapasão e foi disciplinado ao ponto de negociar entre esse valor e as médias móveis, conforme nossa leitura para pivots, amealhou para cima de 5% com a Portucel. Convenhamos que era uma margem relativamente reduzida e às vezes o risco não compensa, daí a chamada de atenção para aproximação das médias móveis, mas o gráfico não se compadece e está-se marimbando para esses planos. Daqui para a frente temos outro tanto para conquistar se quebrar definitivamente a ema21, em fecho! Resistência na zona dos 3,34 ou à semelhança da Altri a linha de tendência definida a vermelho. Para baixo e enquanto não superar as médias móveis mantemos os 3.


Para concluir a amostra de como os gráficos são nossos amigos, outro dito, outro feito. A Semapa, quebrou a sma200 e foi direitinha aos 11. Quem lhe amparou a mão nesse valor e as despachou na ema9 (à falta de referências de negociação surge a média móvel nesse intervalo) teve prémio de 7% na carteira. Daqui em diante, quebrando a ema9, temos logo de seguida a sma200 nos 12. Supera e 12,5 parece oposição. Para baixo, médias móveis ou os tais 11.
   

Neste momento, estão os nossos jovens leitores (aqueles que ainda só olham e ainda não se meteram na luta) a pensar, "foscasse, esta porra é fácil". Não, não é! Desengane-se quem pensar que basta descarregar uma plataforma e fazer um sarrabisco no gráfico com mínimos e máximos relativos, umas linhas de tendências, adicionar umas médias móveis ou o stochastic para ver até que ponto a cotada está em zona de compras ou vendas, assim como o volume para aferir a força em momentos de rompimento. Não chega! Mas se formos fieis ao plano, estrategas na análise ao contexto do mercado e obedientes na disciplina então sairemos vivos nas quedas e iremos buscar o nosso nas subidas.  

Para terminar, musiquinha para relaxar. O "meu" achado pelo Primavera Sound 2015. 
Boa semana. Fiquem com a sensual Mallu Magalhães dos boa onda Banda do Mar.




21.9.15

Sugestão para não especialistas em Bolsa

Não é possível ter sucesso nos mercados se não formos indivíduos multidisciplinares! Cada um de nós é profissional de um determinado ramo e nessa matéria é suposto ninguém nos bater o pé, mas no que toca aos mercados não existem especialistas, ainda que haja profissionais. É verdade que às vezes vemos na TV ou ouvimos na rádio supostos especialistas em mercados financeiros mandar umas postas de pescada sobre sobes e desces, mas garanto-vos desde já que, apesar de os ouvir com atenção porque possuem informação importante, sei de antemão que não ganham dinheiro (pelo menos não o fazem de forma consistente)! Quem tem sucesso nos mercados é como aquele mecânico de automóveis que é especialista em multimarcas, ou seja, não é especialista nenhum, mas está preparado para saber e gostar de tudo o que o mundo tem para nos oferecer! Evidentemente, de toda a oferta disponível há que ser seletivo e mandar à fava o que, por definição, nos tolhe a mente, mas isso fica sempre ao critério de cada um e dos seus gostos pessoais, sabendo desde logo que em caso de parolice paga-se com euros porque os mercados são bondosos, mas não perdoam faltas de nível! É por esse motivo que esta casa tem primado desde a sua fundação por oferecer mais do que larachas sobre Bolsa: é que, em suma, quem só fala sobre os mercados está condenado a ser engolido por eles! 

Vivemos num país em que desporto profissional se resume praticamente a futebol e ainda por cima onde o futebol, tirando um ou outro jogo, é uma cagada sem fim só suportável porque ninguém nos proíbe de praticarmos esse outro desporto de que também gostamos: o zapping! É nesse sentido que vos recomendamos vivamente que prestem atenção ao campeonato do mundo de Rugby, que se disputa até 31 de outubro, em Inglaterra. Este ano, infelizmente, não contamos com os Lobos em competição e, por isso, já não vão ser possíveis momentos como este que vivemos em 2007:


O Rugby é o desporto do Homem completo: forte, confiante, inteligente, veloz, corajoso e cheio de fair-play. O bruto que não quebra, a não ser perante a razão! É o embate em que se encontram os descendentes dos que entravam nos campos de batalha caóticos de hoplitas e peltastas. E é um gozo formidável ver uma besta de 120 kg e 2 metros de altura percorrer 50 metros como se fosse um Cristiano Ronaldo, mas sem peneiras, e traçar todos quantos, corajosamente, se lhe atravessam à frente. E é um alívio para o espírito e um tónico para a alma assistir a um jogo de Rugby, com o estádio cheio, e ver que daquele combate de brutamontes raramente resulta a entrada de uma equipa médica em campo. Caralho, afinal nós, os humanos, somos fortes e rijos e se aqueles gajos aguentam aquilo, porque diabo não havemos nós de aguentar umas entaladelas nos mercados? Pensem nisso e vejam bons jogos! 

Dax

Se o Dax hoje fechar positivo pode dar um primeiro sinal forte de inversão da tendência em termos de curto prazo (claro que o peso da VW não está a ajudar nada). Ora vejam:


O gráfico tem o fecho de sexta-feira e hoje já veio cá abaixo à base do canal. Em nossa opinião um fecho positivo carece de uma confirmação amanhã com quebra dos 10040 pontos. Nesse caso, poderemos ir ao topo do canal, situação em que se decide se a correção acabou ou se apenas fizemos uma pausa. 

Pode, claro, suceder que volte para baixo, porque aquele mínimo de agosto está a ter um efeito atrativo a que costuma ser difícil resistir, mas a coisa vai-se decidir num destes valores: ou o mínimo de hoje (base do canal) ou mais abaixo na linha vermelha!

Claro que o que o Dax fizer define o que nós devemos fazer também!

16.9.15

Pharol

Perguntam-me pela Pharol, que parece uma autêntica pechincha, numa altura em que a Oi leva uma subida galopante de 42% em 4 dias à custa de um sempre bonito de se ver short squeeze (pelo menos é o que consta e este texto explica a função). 

A Pharol desde o mínimo, não parece, mas também já trepou coisa de 23% e que houve fecho de posições curtas também não tenhamos dúvidas (vejam o volume). Quando as posições curtas se fecham, dão lugar à possibilidade de se reabrirem mais acima e em todo este movimento de malta da pesada o trinca espinhas pode perfeitamente acabar passado a ferro, mas a tentação é sempre grande e, embora a razão mande ficar ao largo, a emoção muitas vezes obriga os mais afoitos a irem à faina. 

Vamos aos fundamentais: a Pharol vale neste momento 253 M€, a Oi está a cotar na casa dos 664 M€, e a posição da primeira na segunda (27,5%) vale, contas feitas, 182 M€, o que deixa a Pharol na espetativa de recuperar 71 M€ do belo investimento que fez quando o Salgado era DDT. Escusado será dizer que desses 71 milhões recuperará zero, pelo que a conclusão a tirar é que a parola está cara (da última vez que falamos dela, não sei se se lembram, estava 30% mais barata e nos dias que se seguiram corrigiu esse diferencial)!

Do ponto de vista do negócio em si, estes números têm algum significado? Não, porque quem entra neste momento quer as emoções fortes que um fecho apressado de posições curtas sempre proporciona. 

Quanto ao gráfico, não vemos como impossível um esticar do pescoço até aos 0,345€ (22% acima - é bom!) e se a Oi continuar em modo liquidação de ursos ainda melhor! A essa cotação acrescentam 55 M€ à dívida da Rioforte que acreditam que vai ser paga e como o valor real continuará a ser zero, é fácil chegar à conclusão de que ninguém se vai preocupar muito com esse tipo de preciosismos! 


Quanto a se devem avançar com a compra, não vos poderei ajudar mais, até porque um gajo que tem um módico de massa cinzenta fica sempre com a sensação de que investe em caca quando compra um atavio que desvalorizou 2/3 desde o início do ano. Trata-se de um golpe especulativo puro, porque não sabemos quando voltará a haver no mercado ações da Oi disponíveis para emprestar aos que querem entrar curto, e não há qualquer novidade, até ver, que justifique uma valorização da empresa. De maneira que têm isto e o casino! É escolher!

Nota: eu se entrasse longo despachava-as, sem contemplações, se sentisse que o fecho poderia ocorrer abaixo dos 0,263€ (médias móveis)!

14.9.15

Galp

Aqueles que ainda não levaram no trombil a pontos de ficarem de molho durante uns tempos podem muito bem considerar o seguinte gráfico da Galp como material de estudo:


É um tiro longo e o aspeto global do PSI20 desaconselha em absoluto grandes aventuras, mas a aproximação do dividendo intercalar (ex-dividendo a 21/9) pode ativar um movimento semelhante ao de final do ano passado. A quebra daquele duplo mínimo relativo (diríamos que um fecho abaixo dos 8,5) é a dica de ida a mínimos do ano e sinal, portanto, de que a hipótese de trabalho não passou da fase académica! Para cima, vemos como target a EMA21 cerca dos 9,3 €. Se o risco compensa, é matéria para cálculos elaborados que só V. Ex.ª poderão fazer, até porque, verdade seja dita, racionalmente isto está bom para curtos!

13.9.15

Back again

Após publicações extra que fazemos questão de associar à negociação em bolsa voltamos à carga com umas breves análises ao momento.

Se recuarmos até finais de 2011 reparamos que o PSI20 atingiu na altura o valor que hoje entendemos como meta a superar para ficarmos um pouco mais optimistas no rumo do nosso índice. Nessa altura criou suporte, que só a memória longínqua de finais de 2002 e inícios de 2003 nos lembraria. Valor esse nos 5300/5350. Por conseguinte, tendo em atenção este time frame de quase quatro anos verificamos que o índice vale menos do que na altura. Em sentido inverso a esta desvalorização, que é transversal a quase todas as cotadas que o representam temos um sector que cresceu 200% no mesmo período.

Estamos a falar das empresas ligadas à pasta de papel. 


São elas a Portucel, a Altri e a Semapa por via da participação desta na primeira. Todas elas valem três vezes mais do que o que valiam nos finais de 2011. O momento actual mostra-nos o seguinte. Vejamos  graficamente.

A Altri, na quarta-feira, fez um bonito, quebrando de assentada a sma200 e ema21. Com o volume forte e um stochastic a pedir compras lá foi ela. Neste momento, ultrapassando os 3,60 tem via livre para o topo superior daquele canal descendente. Para baixo e mediante, convém contextualizar, o comportamento do índice temos a sma200 servir de suporte.


Portucel. Se quebra nos 3 é uma chatice. Se optarem por uma entrada numa eventual aproximação a essa zona e na sequência de uma reacção atenção logo de seguida à aproximação das médias móveis. Se as quebrar em alta, 3,34 para resistência ou então a linha de tendência decrescente marcada.


A Semapa, para baixo, quebra a sma200 e segue para os 11! Para cima quebra as médias móveis e 13,60 parece garantido. Parece! 

Não descartar uma entrada num rebote na média móvel dos 200 dias (tracejado a preto).


Nota: À semelhança do que disse na Altri, convém não ignorar o comportamento do PSI20 no desempenho de todas as cotadas que o representam. Em relação às empresas exportadoras como é o caso das empresas analisadas convém referir que uma desvalorização do Euro costuma ter um efeito, digamos, simpático!

Resta desejar uma óptima semana e excelentes negócios. Música boa, essa já cá temos.


     

Música para festejar os ganhos em bolsa

Múm - We have a map of the piano - 2007


3 coisas que fiz nas férias e que vale a pena partilhar

Agora que as férias já vão lá longe e vamos ter que pagar o imposto de ficar mais velhos um ano para voltar a ter outras com a mesma envergadura, ficam-nos as recordações que farão parte da nossa vida para sempre. Das que guardo este ano e não são de caráter tão pessoal que me impeça de delas falar neste espaço, destacaria três produtos que consumi e que aconselho vivamente a todos aqueles que nos dão a honra de frequentar esta nossa humilde casa. 

São, para além do mais, 3 peças que ajudam a compor a mente do negociante em bolsa, que se quer ágil e sempre afinada no que ao conhecimento do mundo diz respeito. Daí que venham a talhe-de-foice numa altura em que, mais do negociar devemos lubrificar e parafinar a mente para poder lidar com os desafios que os mercados sempre nos apresentam.

Deixo-as nos 3 próximos posts!

Plataforma

Michel Houellebecq é aquele escritor francês que nos últimos anos tem vindo a aperfeiçoar a arte de se apresentar em público com o aspeto mais abadalhocado que é possível, cabelo desgrelhado, cara toda gretada, roupa cheia de nódoas e um ar de quem anda a fazer um frete bestial ao mundo por se ter dado ao trabalho de nascer! Sempre dei por adquirido que os livros, tal como muitas outras coisas neste mundo, têm que sobreviver ao teste do tempo para que lhes possamos dar uma oportunidade, no escassíssimo tempo que tempo para os ler. Foi por isso que sempre privilegiei os clássicos, comecei por deitar mão aquelas obras que as décadas e os séculos não conseguiram fazer esquecer, e fugi a sete pés de best sellers ou literatura da moda que nos fazem gastar o nosso precioso tempo e não acrescentam mais do que aquilo com que ficamos se nos plantarmos em frente a um televisor! Mas houve uma altura em que fiquei curioso com este Michel H. que tinha ficado famoso não só pelos livros como pela língua afiada, acabando inclusive perseguido pelos radicais islámicos de quem se escondeu depois dos assassinatos do Charlie Hebdo. Foi assim que me deu para comprar As partículas elementares, livro que nos fala de uma certa visão particular que se adquire sobre o mundo à medida que vamos envelhecendo, uma visão cínica é verdade, a partir do ponto de vista de personagens a quem a meia vida vai fazendo verdadeira mossa e que parecem tão perdidos no mundo quanto são fortes as convicções que põem em tudo quanto fazem. Como o livro não me desagradou e me trouxe ensinamentos pensei em repetir a experiência e agendei para as férias mais uma leitura de Michel H. Escolhi Plataforma, publicado em França em 2001, e que no nosso país é publicado pela Relógio D'Água.


Plataforma é uma história de amor, uma história de amor do século XXI, narrada com a arte e a elegância (não confundir elegância com subtileza - o livro tem potencial para ser visto apenas como pornográfico pelas mentes menos treinadas) que só está ao alcance dos escritores que valem pelo que efetivamente escrevem e não pela quantidade de livros que vendem. O texto tem aquela magia especial que sempre procuramos nos livros (e que só encontramos se formos escrupulosos nas escolhas do que lemos), que é o facto de não ficarmos exatamente a mesma pessoa depois da leitura que éramos antes de lhe termos passado os olhos. Mais uma vez, tal como em As partículas... está em causa a desilusão com o mundo, e com o que é a vida, em que inevitavelmente caímos quando nos atinge a meia idade e o livro é como que uma ida à missa, em que o padre nos aconselha o que devemos fazer para lidar com esse desencanto, mas em vez da reza e do ato de contrição, levamos com a circunstância de que não só não temos cura, como inclusive... vai piorar! Do argumento nada mais direi porque há abundância de resenhas na net para quem ainda tem dúvidas, mas se a palavra de alguém não tem grande experiência de literatura moderna vale de alguma coisa, direi que vale bem a pena testar esta Plataforma!

Nota final: depois da leitura do livro, fica mais fácil compreender os atentados de Bali de outubro de 2002!