29.11.15

DAX30, CAC40 e um londrino em Paris

Depois de uma verdadeira injecção energética na sequência da hecatombe Abengoa que antecede este texto, uma curta análise a dois dos principais índices Europeus, após esta semana termos carimbado a nossa opinião em relação ao PSI20, e na antecâmara da reunião do BCE que, se julga, servirá para anuncio de mais estímulos à economia. Dentro desta expectativa, crescente, encontramos o DAX30 e o CAC40, nos gráficos que se seguirão, com um comportamento semelhante, tendo ambos quebrado em alta nas últimas sessões a SMA200 ao encontro do valor que, em cada um dos casos, aponta para a projecção, após activação, de duplos fundos. Faltam 3% para essa meta, que o entusiasmo suportado por super Mário Draghi leva a crer que será atingida em breve. Se o Marocas for suficientemente estimulante, ao ponto de o mercado assim entender, então, por muito que haja um sell on the news pós-anúncio, não vemos razões para não confirmar a quebra da projecção definida e atacar máximos em plena época Natalícia. Venha ele, estimulante!

     
O índice alemão activou na passagem da zona dos 10500 duplo fundo que projecta a cotação para os 11650 pontos. Esse é o nosso target imediato que coincide com zona de resistência no gráfico. Quebrando essa zona, vamos a máximos. Para baixo, no nosso entender, servirá de suporte a SMA200. Se o homem em quem todos depositam confiança desiludir, os 10500 para primeiro estanque à queda.


O francês, como já dito, marcou o mesmo compasso, desenhando idêntica figura no gráfico. Duplo fundo activado nos 4680 com projecção para a zona dos 5100 pontos. E mais uma vez o cenário se repete, desta feita para o CAC40. Quebra projecção e ataca máximos. A coisa dá para o torto, quebrando em baixa a SMA200 e lá vem o valor à zona da activação.  


Para terminar e em rescaldo do Vodafone Mexefest deixo-vos com o Clementine, londrino que cantava pelas ruas de Paris e que na passada sexta-feira arrebatou Lisboa (tendo antes feito mossa cá bem perto, em Braga).

Boa semana. Ouçam o Benjamin.

Abengoa

Toda a energia que usamos na Terra veio originalmente (e continua a vir) de três sítios diferentes: do interior do planeta, da radiotividade natural e do Sol. Esqueçam as duas primeiras porque a estrela é, evidentemente, a fonte capital.


A energia é o ingrediente do universo que está na base do movimento, pelo que sem energia tudo se encontra em repouso. Quando falamos de movimento, não estamos só a pensar em  movimento macroscópico de coisas e objetos, mas também no movimento de átomos que na juventude da Terra tanto serigaitaram que, a páginas tantas, atinaram originar vida.


Os primeiros seres-vivos perceberam rapidamente que a energia solar, que nos chega sob a forma de luz visível e radiação infravermelha (calor), é um cabo dos trabalhos para ser transformada em movimento (energia cinética), porque o processo implica sempre um grande desperdício, isto é, tem um rendimento muito baixo. Felizmente, foram malta porreira e engendraram um processo, chamado fotossíntese, em que abdicavam de grande parte do movimento a que poderiam almejar, mas ficavam habilitados a sacar um módico de energia solar capaz de sustentar movimento atómico suficiente para tornar a vida uma realidade.


O movimento atómico criava moléculas cada vez mais complexas (como, por exemplo, a glucose) que armazenavam nas ligações entre os átomos grandes quantidades de energia solar sob a forma de energia química. Essas moléculas eram incorporadas na estrutura dos seres-vivos que rapidamente cresceram e vieram a dar nas diferentes espécies de plantas. Desta forma, cada planta acabou transformada numa verdadeira bomba de energia solar concentrada, sendo que a energia química das ligações podia ser novamente libertada de uma forma muito simples: misturando oxigénio e ativando uma reação de combustão.


Foi nesse mister que se especializaram os animais, ao inventarem a respiração, processo em que, ingerindo plantas (e, posteriormente, outros animais que tinham ingerido plantas), libertavam lentamente nas células, ao combinar os nutrientes com oxigénio, a energia solar que elas tinham acumulado. Com isso, evitaram a trabalheira de captar energia diretamente do Sol e os baixíssimos rendimentos associados a esse processo, conseguindo, com pouco trabalho, energia em tal quantidade que tornaram possível catapultar o movimento para um novo patamar: eles próprios ascenderam a seres-vivos móveis.


O baixíssimo rendimento associado a transformações que envolvessem a energia solar tinha sido contornado de forma hábil: em vez de irmos buscar energia diretamente ao Sol, íamo-la buscar a outros mais azarados do que nós, que a tinham acumulado antes de baterem a caçoleta e virem ter ao nosso prato.


No final, o aproveitamento de energia solar empacotada em seres-vivos que, basicamente, viveram para a empacotar, tornou-se tão eficiente que, normalmente, acabam por apenas sobrar as partes que apresentam rentabilidade nula ou negativa.


Por vezes contudo, sucede que haja quem morra e, por variadíssimas razões, não seja aproveitado imediatamente, acabando por ficar depositado sob estratos de solo isoladores. Se houver tempo suficiente (e é preciso muito tempo) e as condições ambientais forem as corretas, as ligações químicas que contêm a energia solar armazenada durante o tempo de vida vão sofrer transformações que levarão a uma maior concentração energética que acabará, consoante o meio ambiente, na formação de carvões ou hidrocarbonetos.


É isso que o petróleo é: energia solar velha de milhões de séculos, absorvida e armazenada por um qualquer ser-vivo, e enriquecida no subsolo por ação das formas naturais do meio-ambiente. Energia solar sob a forma de energia química e, portanto, incrivelmente mais versátil e com um rendimento de transformação muito superior. É essa energia solar superconcentrada que dá ao petróleo a capacidade de movimentar o mundo à velocidade que é exigida pelo Homem do século XXI.


O que hoje queremos fazer, preocupados que estamos com alterações climáticas que seguirão um curso que não depende de nós, é voltar ao início e aproveitar novamente, de forma direta, a energia solar. 


O problema é que a energia solar continua a ter o defeito que sempre teve: é dificílimo transformá-la em movimento (a corrente elétrica, p.e., é um movimento orientado de eletrões) sem que estejamos dispostos a assumir um rendimento muito baixo!


A gente da Abengoa sabia disso, os bancos que meteram lá dinheiro sabiam disso e os investidores tinham a obrigação de saber disso. Mas ninguém se importou porque, como sempre, todos encheram a mula e os últimos vão fechar a porta. Quando e se o petróleo estiver a 200 dólares o barril, aproveitar energia solar diretamente vai ser uma contingência e pode ser que o medo público das alterações climáticas venha a impor opções políticas que nos levem nesse sentido. Até lá, é bom que saibamos que a energia solar só é grátis aparentemente. E esse é um facto que até os organismos primitivos que existiram na Terra sabiam!

26.11.15

BCP, BPI, Thom Yorke e uma paisagem fantástica

Se na terça-feira passada fizemos o ponto de situação em geral, após o nosso PR indicar AC para formar governo, hoje viramos atenções para o sector da banca, em especifico, para o BCP e para o BPI que repercutiram, de certa forma alinhavada, os movimentos do índice no pós-eleições, analisados aqui.

À semelhança da moldura criada, na altura para o gráfico do PSI20, para melhor identificar o período desde as eleições, mantemos a mesma caracterização, em formato caixote sombreado, nas análises que seguem.    


Ligeiramente diferente da figura geométrica, rectangular, do PSI20 reparamos no BCP, no gráfico abaixo, algo mais parecido com um triângulo, descendente, com o topo delineado por uma linha de tendência de já médio prazo e a base com os mínimos pós-eleições. No curto prazo, reparem numa tendência crescente apoiada por novos mínimos superiores aos anteriores, não só em fecho assim como intraday. A nossa ideia, embora o curto prazo não nos dê a fiabilidade desejada, é que ambas as linhas estão a convergir e que daí haja uma quebra. Se for em baixa e ultrapassar em fecho o mínimo relativo nos 0,0487 então virá à base do caixote e aí, quebrando, fuginde. Mas como nós até somos uns tipos optimistas, o índice aos poucos e poucos nem nos tem deixado ficar mal e com mais estímulos à economia agendados para a próxima semana pelo BCE (atenção, neste caso particular, ao que se passa na Polónia) perspectivamos a quebra para cima ao encontro dos 0,056. Daí aos 0,06 são mais 8%. A ver! 


Já com oscilação num rectângulo, diria, perfeito, exibe-se o BPI que bem tem tentado quebrar em alta os 1,15. Hoje foi exemplo disso. No entanto, logo de seguida encontra-se a SMA200, tracejado a preto, como resistência. Quebrando esta, via livre para zona dos 1,30. Para baixo, linha de tendência, desde mínimos, a suportar a cotação. Se a quebra, a base do tal caixote instabilidade politica para a aguentar.  


Para me redimir da massuda que às vezes o entusiasmo na escrita leva à leitura deixo-vos com outra banda de sempre e com uma paisagem fantástica, para os mais distraídos. 

Boas opções, bons negócios. Passo a palavra ao Thom.

   

25.11.15

Paisagem fantástica

Para aliviar as tensões da jigajoga, deixamo-vos com Susana no banho, imagem de um tempo em que a imaginação era bem mais minuciosa do que hoje em dia, e em que ao Homem ainda lhe era permitido espantar-se. Hoje já nada nos espanta e, na maior parte das vezes, confundimos fantasia com cinismo. E há quem se admire de haver tantos que passam pela vida deprimidos!


Susana in the bath, Albrecht Altdorfer, 1526, Alte Pinakothek, Munique

24.11.15

Há governo: podemos subir

Todos sabemos que o nosso presidente raramente tem dúvidas, mas desta vez acabou por suceder um desses fenómenos raros (um cisne negro?!) em que pareceu que a certeza andava fugida da cavaquence mioleira, de modo que lá fomos obrigados a assistir à exibição ad nauseum da arte de simular um grande bailado sem se sair do sítio. Ó presidente, toda a gente no país e arredores (até o Passos Coelho) percebeu que não havia volta a dar, de modo que esta tanga toda se é claro que não foi gozação, bem que pareceu armanço!

É certo que ainda vamos a tempo de um qualquer golpe de teatro, mas damos por boa a hipótese de se ter acabado hoje a incerteza política. Assim sendo, achamos que estarão reunidas as condições para que o PSI20 se comporte com mais tino, o mesmo é dizer-se, que suba... caralho! E suba bem e sem andar aos coices, como fizeram os outros todos (ou quase) desde o dia 4 de outubro: qualquer coisa na ordem dos 10 ou 12% para começar já nos satisfaz, ainda que se limite a corrigir o desmando em relação à maior parte dos índices com que nos gostamos de comparar!

Da análise técnica vai-vos falar o João, porque isto de mandar postas de pescada cansa um bocado!

Seguindo o raciocínio, a nível fundamental, escrito pelo David diria tecnicamente que se não fosse o aspecto de martelinho que o nosso PSI20 fez hoje, após escorregadela de sexta-feira passada, com a reação, intraday, à aproximação ao mínimo relativo (pós-eleições) e deixaria o pontual optimismo para mais tarde. No entanto a figura criada lança a expectativa de que podemos já de seguida atacar, novamente, as médias móveis ganhando novo impulso para superar o topo de um canal que tem sido barreira non grata para os longos. Superando-a, temos pela terceira vez a SMA200 como barreira final para o belo fim de ano que todos nós, que olhamos para cima, desejamos.

A janelinha com moldura preta que metemos no gráfico abaixo corresponde ao período pós-eleições e damos como válido que a oscilação foi fruto da instabilidade politica. Para nós agora é líquido: quebra em baixa a base do rectângulo e é fugir, que isto já não é só politiquice. Vai para cima e o que vemos é o seguinte: sai do canal e ficamos porreiros; sai da caixota preta e ficamos bull!

18.11.15

Atualização

Depois de um curto período de nojo a que os malévolos acontecimentos de Paris nos obrigaram, julgo que será sensato regressar às lides, pois a verdade é que o mundo não para e... o mercado também não!

No PSI20 mantivemo-nos na expetativa e, porque não dizê-lo, apreensivos, com a possibilidade, que parecia ter-se instalado, de o mandrião voltar a reentrar no canal descendente que traçamos no gráfico. Se assim fosse, mandávamos às urtigas a nossa ideia de um final de ano com ganhos e passávamos a jogar na equipa da ursalhada! Felizmente, a semana iniciou-se com o índice a dizer que não e a voltar para cima. Ora vejam (o fecho é de ontem):


Se hoje fechar a subir, não precisaremos de dizer mais nada que não tenhamos dito já aqui.

8.11.15

O governo e o PSI20

Quando vimos Jerónimo na TV a imitar Lenine ainda chegamos a pensar que o acordo se não fizesse, mas tudo não terá passado de wishful thinking e parece que vamos mesmo ter um governo de esquerda e Costa concretizará o sonho. Portanto, lá nos vai tocar sermos os segundos a testar a TIA (there is alternative), depois da barretada enfiada pelos gregos no verão passado ter deixado meio mundo a pensar que a TINA (there is no...) é que era boa! Pelos vistos, os do PS, ainda que contem com a ajuda do Syriza cá do sítio, vão tentar uma abordagem menos isto é para arrasar com tudo e começar de novo e prometem sensatez na forma como lidarão com o verdadeiro governo português que, como toda a gente sabe, tem sede em Berlim e Frankfurt e é liderado pela dupla Schauble/Draghi.

Do ponto de vista do PSI20 mantenho que se ignorarmos uma natural turbulência nos próximos dias, em que toda a gente vai andar a apalpar terreno, nada há de mau num governo ou outro por si só. Bem sei que há quem ache que os governos de esquerda são inimigos dos mercados, e que o aumento de despesa pública é sempre contrário à iniciativa privada e conduz inevitavelmente a mercados bear! Quem pensa assim deve olhar para o maior mercado acionista do mundo, os EUA, que estão de regresso aos máximos históricos pela mão de Obama, o despesista do healthcare de esquerda, máximos que foram atingidos pela primeira vez graças a um governo igualmente de esquerda (Clinton) no início do século. Pelo meio tivemos bear markets terríveis com as políticas de direita de Bush. Evidentemente, nós não somos americanos, nem estamos a dizer que há uma conexão parecida em Portugal porque a verdade é que não há! O que queremos dizer é que direita ou esquerda, por si só, não autorizam dicas de longo ou curto de per si.

No curto prazo, vamo-nos concentrar no comportamento dos juros da dívida pública porque é aqui que ficamos a saber se o BCE dá a Costa a benção que deu a Passos. Depois, temos de aguardar pela apresentação do orçamento de estado e aqui temo que nós, pequenos investidores, possamos vir a ter surpresas negativas: aplicação da taxa Tobin (que já está prevista para janeiro) e, quiçá, subida dos impostos sobre as mais-valias ou até fim da tributação autónoma (estou a especular, mas a verdade é que a festa vai ser tão boa que alguém tem que pagar)! 

À parte isto, é importante continuar a acompanhar o gráfico. Na semana que passou foi lá acima outra vez, mas a média móvel dos 200 dias voltou a dar para trás. Se formos até à linha tracejada a preto, vai haver cruzamento das médias móveis e teremos, provavelmente, um arranque até aos 6400 pontos (esse é o cenário que estará em cima da mesa se os juros, digo, se o BCE, não se melindrar). Se, por outro lado, quebrarmos em baixa a linha tracejada vermelha, há sério risco de um duplo topo que nos pode pôr na rota dos 5000 pontos! Com um governo mãos largas e com um orçamento que assuma um défice menor que 3% no próximo ano, só é necessário que os nossos governantes do centro da Europa acreditem na TIA e estejam dispostos a aceitar que a TINA é peta! Se assim for, não vemos porque há de um índice que continua a cotar em 1/3 dos máximos históricos continuar em bear market!

4.11.15

As P's da praça

Não fôssemos independentes de interesses na nossa opinião e não fosse este artigo alheio à promoção do que quer que seja e o título acima embalar-nos-ia para a essência do Marketing. Não é o caso e nem vou escrever sobre os quatro básicos P`s (do inglês product, price, promotion, place) pelos quais assenta a labuta dos Marketeers.




Limitar-me-ei a escrever sobre oportunidade do preço de determinado produto a certo momento. Os p`s a que me refiro são da Pharol e da Portucel. A praça é o nosso PSI20. Já anteriormente me referi a elas. Uma, no longo prazo, tem dado a perder. Outra, tem dado a ganhar. A primeira, tende a ser fortemente especulativa. A segunda, já tem sido mais consistente e obedece de grosso modo à análise gráfica. Da Pharol falei no Ugly ducks, da Portucel falei no Back again e posteriormente, aqui. Uma anda pelo mesmo valor, a outra, elevou-se na zona de preços. Ambas merecem agora nova análise.

A Pharol, só superou, intraday, a resistência para fechar gap aberto e conforme comentário no artigo dessa análise continuou, a empreitada, em queda até tapar também o fosso na zona dos 0,295-0,3 passados três dias. Fortes oscilações fruto da tal especulação de que a cotada tem sido alvo, ora pela eventual compra de acções pela própria empresa ora pela questão do investimento russo na Oi com a falada fusão com a TIM em pano de fundo. Neste momento tem-se observado entre estes vaivéns, desde meados de Setembro, um canal ascendente do preço. Mantemos a ideia que a quebra em alta do valor na zona dos 0,405 levará a cotação até à sma200 que nos próximos dias coincidirá com o topo do canal. Falamos de quase 15%, que como sabem e se tem visto, em curto espaço de tempo, é coisa banaleca.


A Portucel fechou em zona de resistência, nos 3,88. Superando este valor fica próxima de um gap por fechar nos 4,15. É esse o nosso take profit no imediato, antes do ataque a máximos. No entanto, para aliviar indicadores já esticados e permitir uma aproximação das médias móveis bem como o seu cruzamento em alta não será de descartar e até seria saudável uma correcção até à zona da sma200. Se aí fosse e reagisse seria excelente entrada. Com suporte, de mandá-la às favas na quebra, nos 3,53.


Para concluir, hoje a nossa praça foi à sma200, precisa de aliviar e as noticias não se fazem demorar. Não é  preciso adiantar muito mais, certo? 
Boa noite. Fiquem com uma das minhas bandas de sempre.




Obs: Breves reparos a outras cotadas também mencionadas nos artigos referidos.

Banif é um excelente exemplo do erro crasso que pode ser antecipar movimentos.
Altri, quebrou em alta o canal descendente. O topo desse canal serviu de suporte enquanto a cotação aguardou a aproximação das médias móveis ganhado fôlego para 25% de valorização em três semanas!!
Semapa, superou a sma200 e valorizou 10% em oito dias. É uma cotada pachorrenta e acusa falta de liquidez. Em alternativa, no sector, à já lançadissíma Altri, a analisada Portucel. 
Mota Engil, à boleia das super noticias lá atingiu os 2,48, conforme objectivo traçado. Antes do movimento ascendente quebrou em baixa e em fecho, por coisa mínima, a média  móvel mas também é certo que nesse dia reagiu aos 2,02 de forma bastante positiva terminando em subida. São as tais leituras que é necessário fazer nos momentos certos! Por agora, parece ter um gap para fechar nos 2,38!

3.11.15

Três filmes brasileiros - O meu nome não é johnny

No terceiro capítulo do ciclo N€B dedicado ao cinema brasileiro sugerimos O meu nome não é Johnny, a biografia de João Guilherme Estrela o traficante de coca mais pé rapado da história do Rio de Janeiro. Trata-se de uma lição bem disposta (como são sempre as lições do povo irmão) em que se abordam temáticas que vão desde a arte de levar a vida na mais pura das descontrações até aos malefícios da falta de money management. Vejam, que mal não faz!


2.11.15

Três filmes brasileiros - O cheiro do ralo

Embora o nome da coisa não o deixe claro o cheiro do ralo é uma patuscada levezinha e que se vê sem o menor esforço (a não ser talvez o de perceber o sotaque cerrado) e que faz um bem incalculável antes do sono retemperador e depois de um dia de coboiada nos mercados! O herói é um cara maniento (assim mesmo do jeito brasuca) que exorbita nas aparências ao ponto de deixar a vida minada pelo fedor que sobe do ralo da retrete que tem lá no escritório de penhorista onde ganha a vida. A mim agradam-me os diálogos curtidos e também não me deixa indiferente o jeito gingão de levar a vida na boa, ao mesmo tempo que morremos obcecados por detalhes que nem lembram ao diabo. Deixem para lá: o melhor é verem o filme.


1.11.15

PSI20

Em Mecânica há sempre duas formas de analisarmos um movimento: 1) utilizando considerações energéticas, de modo a calcularmos a energia que é ganha ou perdida pelos sistemas; 2) recorrendo à dinâmica, de modo a calcular a força resultante e, de acordo com as leis de Newton, determinar a aceleração. O defeito de 1) em relação a 2) é que nada nos diz sobre o tempo!


Wright of Derby - A lição do filósofo sobre o planetário - National Gallery

Nos mercados também há duas formas de analisarmos o movimento: 1) utilizando considerações fundamentais, de modo a calcularmos os ganhos e perdas de dinheiro por parte das empresas, tentando fazer previsões relativamente ao andamento futuro do negócio; 2) recorrendo à dinâmica sob a forma de análise técnica, de modo a nos podermos juntar a todos aqueles que usam as mesmas ferramentas que nós e poder tomar decisões de grupo e assim beneficiar de um simulacro de informação privilegiada. O defeito de 1) em relação a 2) é que nada nos diz sobre o tempo!

E o tempo é no caso dos mercados, como no do movimento de sistemas, um fator de importância decisiva, não só por causa do custo de oportunidade (ao avançar antes de tempo, perdemos a oportunidade de avançar de uma maneira mais proveitosa), mas também porque tudo muda tão depressa que se esperarmos demasiado tempo corremos o risco de termos de corrigir quando já é demasiado tarde. É por isso que Newton foi um dos grandes da história humana e é por isso que nós (que não somos Newton) preferimos a análise técnica à análise fundamental (até porque também não somos contabilistas)!

Na semana passada, analisamos a notícia da entrada da Mota Engil na eletricidade do México e achamos (e continuamos a achar) que a coisa era boa onda. Mas a notícia cai no âmbito da análise fundamental e, portanto, não há nada que possamos dizer sobre o tempo. E isso tira-lhe força porque enquanto o pau vai e vem,... lá está!

Do ponto de vista técnico, o PSI20 vai fazendo o seu caminho entalado na terra de ninguém. Gostávamos muito de vermos o índice ir acima do máximo relativo anterior nos 5600 pontos e depois vir ganhar balanço ali à Lta na zona dos 5350-5400, ficando sempre acima da linha tracejada vermelha: esse seria o ponto de entrada ideal! 


É verdade que a bolsa portuguesa é uma caquinha sem grande interesse do ponto de vista fundamental, mas é bom que não confundam isso com a possibilidade de ela nos dar dinheiro. E notem que, apesar de tudo, o PSI20 está este ano a valorizar mais dos que os americanos, o alemão ou o espanhol Ibex!

Três filmes brasileiros - O homem do ano

Tem um antes Cidade de Deus e um após no que ao cinema brasileiro e à sua visibilidade no mundo diz respeito. O filme de Fernando Meireles e Kátia Lund é uma morraça tão bem assente que passamos o tempo todo a rir e até a frase que o promove (retirada de uma música de Ney Matogrosso) é um achado tão bem borilado que bem podia passar por lema de um blogue como o nosso: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Depois daquele dia em que me juntei às aventuras de Buscapé, Zé Pequeno e dos outros nunca mais eu olhei para o país irmão como a terra da novela da Globo e passei a prestar bem mais atenção à filmografia que vinha de lá da terra dos home de sotaque. Carandirú ou Tropa de elite foram sucessos tão planetários que nem vale a pena gastar tinta, mas outros há que vale bem a pena ver e são bem menos conhecidos. Vamos propor 3.

O homem do ano segue as aventuras de Maiquel (eu pensei que seria Michael, mas não), um cidadão que se torna num matador depois de ter ascendido ao estatuto de herói da paróquia por ter despachado, sem contemplações (nem motivo aparente) o pior bandido das redondezas. O filme é baseado no livro "O matador" da Patrícia Melo e, como de costume, fica a perder para este último, mas mesmo assim, não é nada de se deitar fora.


24.10.15

Três índices, uma análise e uma notícia bombástica

Esta semana assistimos, finalmente, ao materializar em pleno do que perspetivamos aqui. Aliás, não têm sido poucas as vezes em que nos referimos, tanto neste espaço, como na nossa página no FB ao facto de a nossa posição ter virado para bullish no início de outubro e acreditarmos que teremos um final de ano e arranque de 2016 amigo de quem está do lado das compras!  

Para ilustrar em que ponto nos encontramos neste momento, deixamos o gráfico do DAX alemão falar sozinho (todas as linhas estão colocadas desde a mudança para bearish que tivemos em maio e são o quanto basta, em nossa opinião, para extrairmos a nossa quota parte no dinheiro que o mercado tem para distribuir):


Também deixamos a nossa opinião gráfica para o S&P500, que tem um alvo evidente nos 2120 pontos que, para além de resistência clara, constituem o alvo da ativação do duplo fundo nos 1870. 


Ainda não declaramos o bull market reposto e explicamos porquê: queremos ver a linha verde acima da amarela e esta acima da vermelha. Como sabem todos quantos frequentam esta casa, professamos a simplicidade acima de tudo, e no que à análise técnica diz respeito, guiamo-nos apenas por 4 bitolas: linhas de tendência, suportes, resistências e médias móveis. E não temos do que nos queixar! 

Quanto à situação portuguesa, que dizer?! Claro que continuamos tolhidos pelo bailado dos políticos e nem vale a pena perdermos tempo a larachar sobre esse assunto, de tão escalpelizado tem sido por toda a gente. A nós, bem entendido, tanto se nos dá de uma forma ou de outra e quer-nos parecer que para o PSI20 também! Impõe-se apenas uma condição: como achamos que o verdadeiro governo das nações da UE está no BCE, tudo o que nos parece fundamental é que quem vá para o poleiro não hostilize o Sr. Draghi. E se tiver dúvidas basta que puxe atrás a cassete 2 meses para verificar em que estado ficaram os gregos por terem a veleidade de se abalançarem a esse projeto. Costa, Passos, Portas, Catarina e Jerónimo, p.f., não hostilizem o BCE e tudo correrá bem! A pequena Catarina e o ansião metalúrgico tenho a certeza de que não se importavam de tentar a via revolucionária, mas como os do PS têm tudo a perder, estamos em crer que uma ofensiva em larga escala do piolho tuga contra o colosso de Frankfurt estará, em princípio, posta de parte. Assim sendo, as medidas que estão em cima da mesa resumem-se à velha opção entre um país de remediados a quem a esmola do aumento salarial satisfaz ou a criação de uma nação de liberdade em que a inteligência e a livre iniciativa permitem a qualquer um ser dono do seu próprio destino! É, portanto, para o lado que dormimos melhor!

Deixo-vos o gráfico do nosso índice:


Precisamos que a cotação se mantenha acima da linha tracejada vermelha e que, em caso algum voltemos a reentrar naquele canal descendente: isso seria sinal de que vamos efetivamente hostilizar o BCE! Trepar acima da linha vermelha (EMA200) é um primeiro sinal muito engraçado de que nos vamos juntar aos outros e dar um Natal de muita qualidade a todos quantos estão dispostos a poupar e a arriscar o cacau amealhado neste nosso índice tão fraquinho.

Em termos de títulos, estamos parcos em sugestões, mas há uma notícia que vem no suplemento de economia do Expresso de hoje que confirma a belíssima impressão com que ficamos ontem sobre a Mota Engil. Confiram porque parece-me ser uma coisa absolutamente astonishing. E nem postamos o gráfico porque podem consultá-lo dois posts abaixo. Vamos ver o que diz o mercado, porque na reação à ótima notícia sobre a subsidiária africana ficou-se nas covas e preferiu ligar aos combatentes políticos!

Agora vamos ao râguebi... e hoje há haka!

16.10.15

Música para bailar ao ritmo dos politiqueiros

Segunda-feira, Costa sonha ser primeiro-ministro. A excelente atriz Catarina, que desde sempre viveu no mundo do surreal, sonha abrir uma sucursal do Syriza no lado de cá do continente de modo a expandir a franchise. Os dois, C&C, encontram-se e projetam lançar-se à obra de transformar o sonho em realidade. Jerónimo sonha permanecer eternamente no mundo do abstrato e da luta bolchevique, mas dá-se conta, de repente, que está a perder fiéis em massa para a religião mais à esquerda. Resolve tomar medidas drásticas e arranja um padre para abençoar as presidenciais, enquanto dá luz verde aos rapazolas vermelhos para que sonhem com uma nesga de realismo. O sonho de Costa cresce e transforma-se numa alucinação psicotrópica em que vinga o episódio do PEC IV, desbanca Passos e Portas e assume o poleiro, com a benção dos comunas e sem ter que passar pela maçada de ter de ganhar eleições. A clientela socialista, que tinha ficado tão fodida com os resultados eleitorais, acha que está a sonhar e apressa-se a embarcar numa espécie de voo por universos paralelos em que o impossível subitamente se torna real, só porque os de esquerda são tão saloios que não se importam nada em lhes dar tudo para se verem livres dos sacanas da direita. O sonho dos da coligação transforma-se em pesadelo quando percebem que não só a maioria absoluta se foi com os cucos, mas que podem inclusive ser mandados embora, se não arranjarem maneira de dar ao Costa um sonho melhor do que o de ser primeiro-ministro. Em pânico, concebem o plano de se porem de joelhos e dar tudo o que têm em troca de terem um governo aprovado pelo PS na AR. Na terça-feira, o sonho de Costa atinge o clímax: com Catarina e Jerónimo a acolitar e pleno de soberba já nem abre a boca para dizer seja o que for. Quer ser primeiro-ministro e ponto final. À noitinha, recebe os dois estarolas da coligação em casa e nota-lhes o ar de aflição e a predisposição para baixar as calças sem pestanejar. Todos dizem que é ele que tem a faca e o queijo na mão e percebe-se bem que aos pobres diabos da direita lhes apetece comer queijo. À hora do noticiário, Costa vê-se na contingência de ter de decidir entre dois sonhos hiperbólicos: 1) deixar P&P "governar" como fazem as marionetas e aguardar pelo momento oportuno para assumir funções; 2) governar desde já, fazendo fé nos vermelhos e aceitando como boa a hipótese de que o BCE não lhe faria a folha em poucas semanas! Intuitivamente, prefere a primeira hipótese porque sabe que basta Bruxelas querer para que os juros da dívida se encarreguem de rebentar com ele e com tudo à volta, mas compreende que os clientes, que não vêem mais longe que o dia seguinte, não se vão contentar com nabiças podendo comer bife! Estávamos neste pé, quando soa uma voz grossa e o sonho perde um bocado de cor: "não pense o PS que isto são favas contadas!", adverte Jerónimo, tomando a atitude do pai de família que põe na ordem a rapaziada sobreexcitada. P&P percebem a mensagem e logo a seguir vêm à televisão trunfar (isto na quarta-feira). C&C, que estavam charrados até não poder mais, enfrentam a ressaca e Jerónimo, talvez abençoado pela fradaria, assume as rédeas da jigajoga. Vamos bailando!


11.10.15

Mota Engil

Não estávamos nada virados para virmos aqui dar uns palpites, mas depois da bola redonda e antes de mais um jogo da bola oval lá vimos que havia novidade na Mota-Engil e resolvemos fazer umas contas para ver se a coisa tem interesse. E até nem é que a análise fundamental nos agrade por aí além, nem que estejamos investidos nesta pantomineira, mas temos no corpo este vício de tentar entender as coisas e já que nos divertimos um bocado com isto porque não fazer um serviço público descomprometido? 

Tanto quanto nos é dado perceber, a Mota (EGL) pretende fabricar 44.394.294 de novas ações, que venderá (no mercado? Preferencialmente aos acionistas?) ao preço mínimo de 2,4814 €, para financiar a retirada da bolsa de Amesterdão das 18.000.000 de ações da Mota África (MEAFR) que aí estão cotadas, pagando 6,1235 €/ação, um valor 62,3% acima do fecho de sexta-feira. 

Isto são os valores se tudo correr de acordo com o previsto, mas o número de ações a emitir pode não ser tão elevado, ou porque o preço de emissão calhe ser mais alto (dependendo, eventualmente, da reação do mercado e da cotação das ações que estão em bolsa), ou porque a Mota Engil África esteja significativamente acima dos 6,12 € e não haja vendedores para satisfazer inteiramente o comprador. 

Portanto, no máximo, o capital da Mota passará das atuais 204.625.695 ações para um total de 249.029.989, havendo uma diluição de 21,6%, sendo que os acionistas recebem em troca mais 18% dos resultados da MEAFR. Ao contrário do que normalmente temos visto em AC, por exemplo, na banca, aqui não temos um despejar de dinheiro sobre prejuízos mas sim uma operação normalíssima (em bolsa, bem entendido) de gestão de ativos e de aproveitamento de condições do mercado. 

Diríamos que ficávamos admirados se a Mota não reagir de forma muito positiva a esta notícia. Por um lado, o negócio faz todo o sentido, atendendo àquilo que já se sabia sobre o desencanto dos Motas com o desempenho da africana, e faz todo o sentido do ponto de vista empresarial, pois faz voltar à casa mãe a totalidade de uma área geográfica do negócio que, apesar de estar numa fase má, é inegavelmente um valor de futuro. Por outro lado, será difícil que isto tenha pernas para andar se as ações no mercado estiverem na mó-de-baixo e temos ainda o picante de saber como vão atuar os curtos que estão investidos (só a Blackrock tinha no passado dia 5 mais de 3 milhões de ações emprestadas vendidas; irão fechar a posição ou vão aguentar o tranco?). Claro que melhor deverá estar a MEAFR que amanhã vai fazer certamente a alegria de quem nela entrou nas últimas semanas. Com essa valorização e a perspetiva (para já especulativa) de que as novas ações sejam atribuídas aos atuais acionistas numa altura em que já tenham desconto, atribuímos nota alta à administração da Mota (faz lembrar o engenheiro Belmiro nos tempos em que a bolsa dançava o vira ao ritmo da Sonae) e somos de parecer que é provável que as ações a 2,48 estejam realmente a desconto. Veremos!

O gráfico da EGL tinhamo-lo postado no FB na 6ª feira, mas a pedido de várias famílias colocámo-lo aqui também já com a atualização de fecho de semana (e que semana): parece que já sabiam. Bruxos!

Temos Ltd justo no valor de fecho. Dissemos que gostávamos de uma quebra dos 2,28€ mas estávamos na retranca por causa de um possível falso break. Agora com a notícia ficamos convictos de que essa possibilidade fica mais remota e damos como provável uma ida à SMA200:


A tendência de longo prazo ainda é bastante negativa e estamos em crer que continuará a ser por mais algum tempo. Notem que se o AC for avante teremos 44 milhões de novas ações a entrar no mercado a 2,48€. Contudo, no curto e até no médio prazo (a AG é só a 23 de novembro), ficamos com a ideia de que podemos ir bem mais acima. Claro que podemos estar a ver mal a coisa e um fecho negativo amanhã põe-nos em posição de ter de assumir que a análise estava errada. A quebra em baixa dos 1,93€ é de fugir! 

7.10.15

Ugly ducks

Não! Não vou escrever sobre o BCP!

Começo por dizer, assim só para impor o devido respeito, que as cotadas mencionadas neste post há um ano atrás valiam para lá do dobro do que valem hoje. Uma delas valia o quádruplo! Se tivermos em conta que o índice neste momento não vale mais nem menos do que o que orçava nessa altura então acentua-se o tal respeito e a necessária, mais do que a habitual, prudência.


Chegamos-lhe a traçar o destino, pouco simpático, caso quebrasse em baixa os 1,93 mas o que é certo é que a tipa lá se aguentou, redopiou e recuperou o norte. Após quatro dias de tentativas eis que a Mota Engil consegue superar o valor quebrado e nós, que damos sempre razão ao mercado, tenha ele as razões que tiver, mudamos a nossa perspectiva negativa para positiva caso quebre, em fecho, a zona dos 2,15 e consequentemente quebre a linha de tendência descendente, de já longo prazo. A ajudar ao sentimento positivo estará, certamente, o cruzamento das médias móveis em alta (vejam, no gráfico abaixo, o disparo que levou a cotação quando tal sucedeu por meados de Junho). Para cima, vemos como resistência os 2,48 mas não descartamos, para as mãos menos trémulas, uma ida à sma200 (tracejado a preto). Para baixo, médias móveis (9 dias a azul, 21 dias a vermelho). Se as quebrar, sempre em fecho, é mandá-la lixar outro.


O outro meio valor perdido a que me referi tem na sua empresa um serviço chamado Banifast! Rápido a perder dinheiro, uma conclusão também ela rápida, para quem por exemplo foi ao AC. No entanto, se a chamo até aqui, é porque também pode dar. E de uma forma rápida. E muito. Vejam o gráfico que se segue e abstraiam-se dos fundamentais. Se todo o mercado, não só o nosso, na última semana tem vindo a carburar porque raio o Banif não ganhará também com isso? Se quebra os 0,0041, e só se quebrar, eu vejo os 0,0051 como destino. Se a mão for fraca e se se derem por satisfeitos com o pilim amealhado podem despachar na possível projecção de um fundo em V, nos 0,0048! A acontecer, vai tudo aparecer. Volume, cruzamento das médias móveis e melhor ainda, dinheiro nos bolsos! Se não acontecer, sem problema. Também não se meteram nelas.


A PHarol, a tal dos 3/4 de riqueza para o tecto num ano é o pato feio que se segue. O tiro de partida (e desculpem-nos mas vão surgindo tantas oportunidades que nos é difícil estar atentos a todas elas e sobretudo partilhar quando surgem) foi cá dado, entre as quatro paredes, na segunda-feira pelo principal dinamizador desta casa. Relembro as palavras do Fernando, aqui escritas, pela altura do primeiro aniversário do NeB e que agora faço questão de sublinhar e na íntegra subscrever. Os meus amigos certamente não me levarão a mal por este reparo a quem tanto nos tem ajudado a evoluir e seguramente que o posso fazer por todos os que nos acompanham e aos que prestaram atenção, por ex. e sem recuar muito, à leitura prévia das subidas do BCP, das alterações no BPI e seu impacto no mercado. Bem, está dito, e quando se merece nunca fica mal nem peca por desnecessário! Um bem haja ao David por nos enriquecer todos os dias. 

Siga para a análise. 

Entre o início de semana e hoje, a ex-PT subiu qualquer coisa como 35% mas pode não ficar por aqui e mais uma vez o gráfico fala por si só. Se amanhã seguir a valorizar vemos os 0,405 como primeiro obstáculo mas se os quebrar a sma200 parece destino sem grandes curvas. Se a coisa amanhã não der para trás ganha suporte na zona dos 0,35-0,36. Fiquem com o boneco e tirem as vossas conclusões.


Prudência e tudo mais mas caramba, o prémio em todas elas é de belo valor. Além do mais já estamos mais do que  acostumados à dicotomia risk/reward. Em jeito final um reparo ao índice que hoje foi testar a sma200 e retraiu como seria expectável e dizer que parece mais ou menos evidente que as cotadas beneficiam quando o índice sobe, e até aí tudo certo, mas também não é menos verdade que pode acontecer uma mudança de títulos na carteira no sentido de aliviar cotadas com indicadores já esticados e privilegiar outras mais frescas para galgar terreno. Se o PSI20 consolidar pela zona dos 5400/5500 parece-nos de todo razoável essa tal troca de títulos ou também podemos fazer a leitura inversa. A troca de títulos levar a manter o equilíbrio e criar a consolidação no índice.

Tudo isto e tudo mais, no one knows. Veremos!