31.1.17

A Arte não pede autorização.

Não esperei por um convite, simplesmente aceitei.
Os artistas, normalmente, não pedem autorização para pintar, escrever, cantar ou actuar em palco; fazem-no e pronto! O que os distingue, não é a criatividade em si - todos a temos (acho!), mas uma área de interesse que estimula a imaginação e tudo ganha forma.
O meu objectivo aqui é, de algum modo, dar a conhecer um pouco o meu trabalho, e qual o lugar que ele terá na vossa wikipédia. Tenho como propósito fornecer um conteúdo livre e aberto, que todos possam observar e editar. É o que os artistas fazem. O que é bom!
Obrigado amigo David Ferreira. Temos de tomar um café.




Mais um reforço para a equipa N€B

E mesmo no último dia do mercado de transferências, eis que voltamos a reforçar a equipa do blogue com mais uma entrada de grande qualidade e que vem diversificar o nosso portefólio. 

A partir de agora, podem contar com as publicações do meu caro amigo Damião Porto, que, à semelhança da Cristina e da Virgínia, vem reforçar a Agenda Cultural desta casa.

O Damião, natural de Caminha, e licenciado em Artes Plásticas, vertente pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, tem desde 1995 uma intensa atividade criadora, participando em inúmeras exposições, leilões, assim como concursos artísticos públicos.

Nesse período e sob a influência e gosto pela fotografia, frequenta o curso de fotografia no Instituto Português da Fotografia. Em 2001 e a par da pintura, desenvolve diversos projetos, tais como o ensino artístico, o que o leva também a iniciar a sua carreira como professor de artes visuais do ensino básico e secundário. Nesse ano, frequenta o curso de "Cinema de Animação", promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2011 conclui o Mestrado em Artes Visuais pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação e pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

A partir desta data, tem colaborado em inúmeros projetos e tem exposto o seu trabalho regularmente, tanto em exposições coletivas quanto individuais.

A sua obra está representada em diversos acervos e coleções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro.

Julgamos que com a entrada do Damião Porto ficam ainda mais reunidas as condições para que o Negociar em Bolsa seja uma real mais-valia na altura de negociar e investir.

30.1.17

O fim do homem soviético (segunda parte)

Mergulhar na alma soviética, ouvindo histórias da grande História, é suportável enquanto somos simples voyeurs desse passado. O problema é quando o passado parece confundir-se com o presente e anunciar um futuro sem retorno, não o do vizinho, mas o nosso futuro. Fica um arrepio, uma sensação de déjà-vu….




8-8-8

          Quando lhe disseram que aquele trabalho implicaria refazer tarefas que não fossem consideradas de execução a contento, pensou na sua máxima: "Uma das características dos obsessivos-compulsivos é desejar que os outros também o sejam".
          Saiu, na manhã seguinte, fingindo-se desconhecedor da nova filosofia pós-new age: "Oito, oito, oito: oito para dormir, outras tantas para viver e... oito para trabalhar.".
          Rapidamente percebeu que a insciência e a obsessão-compulsão podem, inesperadamente, casar-se: tornou-se obsessivo com a compulsão de dormir à hora exacta; compulsivo com a obsessão de viver com horas marcadas e... Insciente da hora de saída do trabalho.
          Estava criada a obsessão-insciência-compulsão como nova teoria quântica a observar no seu quotidiano, sendo determinante a quânti(c)a de oxigénio que o recibo do multibanco indicasse após os dois pontos da palavrinha... "saldo".

PSI20

Carago, amigos, esperamos que estejam todos bem, que a enxurrada não vos tenha levado o graveto todo e que, depois de uma boa noite de sono, estejam prontos para regressar ao combate com ânimo e alegria! 

Por uma vez o presidente da junta D. Trump acertou na palavra: "carnificina"! O lorpa, que não dá duas para a caixa, (mil perdões mister president) errou foi no país,... mas talvez ele não esteja a par da existência da tugalândia!  

29.1.17

Nos, a Pharol e o chato do PSI20

O nosso PSI20 é tão tramado que nos dificulta ao máximo a análise a oportunidades e só a paciência de santo nos mantém agarrado a uma posição tais são os apertos que o bandido se lembra de nos criar. Quem a teve na Altri ou na Navigator Comp. conforme abordado na fuga das pastas de papel já está a ser premiado e quem validou no ataque a máximos da Corticeira Amorim também se pode dar por satisfeito no marasmo que é o nosso índice!

Entre entusiasmos fugazes e estados de alma desanimadores cá andamos à boleia no curto prazo à caça daquela percentagem de lucro que nos pague a preocupação! Neste sentido, digo-vos, gostei do fecho do tuga na última sessão! Se dá para muito? Não, não dá! Temos já a 1% de distância a SMA200! Se passa atacamos o máximo relativo pelos 4750! Para baixo, 1% abaixo, pelos 4550, no mínimo relativo, accionam as sirenes (nada de novo!)! Merece gráfico?

BBVA e Ibex

Eis o nosso dilema: a banca está a dar cartas por todo o lado e tem sido o setor que está em inversão de ciclo no sentido correto, isto é, no sentido ascendente, mas na nossa triste terra os bancos foram todos com os cucos, de maneira que agora se queremos apanhar um bocado da corridinha que parece estar a começar o melhor pode ser emigrar! Emigrar é aqui, evidentemente, uma força de expressão, porque é por demais sabido que, nos dias que correm, em que podemos facilmente mandar vir lâmpadas para a casa de Guangzhou, ninguém nos impede de ir comprar ações onde muito bem nos der na veneta, sem sair igualmente da zona de conforto! Basta um clique no botão do rato!

28.1.17

A tortura de Trump e o filme Silêncio

Na mesma semana em que experimentamos o que é viver com um Donald Trump na Casa Branca, estreou nos cinemas Silêncio, o novo filme de Martin Scorcese. Muitos devem estar já desiludidos com as teorias que profetizavam um amenizar das ideais de trampa quando o homem fosse confrontado com a realidade. E se é verdade que muita da encenação da semana, com assinaturas de decretos presidenciais do cumpridor de promessas em direto na TV, não passaram de puro espetáculo (felizmente a democracia americana tem um sem-número de mecanismos de defesa para evitar cair nas mãos de tresloucados), silêncio foi tudo o que não houve com a passagem à prática das ideias do empreiteiro de Queens.

27.1.17

O fim do homem soviético (primeira parte)

Ler O fim do homem soviético - Um tempo de desencanto, de Svetlana Aleksievitch, confirma a minha convicção de que a literatura supera os livros de História na compreensão de uma época, pois revela a alma de um povo.

Como explicar que a alma soviética resistiu durante tantas décadas às vicissitudes do Comunismo marcado por guerras, pela fome, pelo gulag, pelo absurdo e pela morte em nome de um ideal?

26.1.17

Reforço da equipa N€B

Esta arte de Negociar em Bolsa é, por excelência, uma atividade multidisciplinar. É evidente que não é possível ter sucesso consistente nos mercados se não estivermos atentos ao mundo e permanentemente informados, mas muitos ignoram ou parecem esquecer que essa informação não se adquire apenas em pesquisas informais e esporádicas tão na moda nos tempos que correm! 

Negociar em Bolsa, com a presença de espírito e a capacidade de avaliação requeridas, pressupõe uma aprendizagem acelerada que só é possível se absorvermos permanentemente o conhecimento que outros, em variadíssimas áreas da nossa vida, se dispõem a partilhar connosco através da literatura, das experiências de vida e vivências pessoais, de viagens, das diferentes artes, etc.

É por esse motivo que esta casa tem primado desde o início por oferecer àqueles que nos visitam uma experiência plural, em que se fala muito de bolsa e de negócios, mas não esquecemos o mundo que nos rodeia, e sobre o qual estamos sempre pontos a refletir. Numa época em que, mais do que nunca, o que hoje é verdade amanhã deixa de ser, e o que agora é certo rapidamente se torna duvidoso, este esforço por irmos sempre mais além acaba por se tornar quase uma questão de sobrevivência.

Ora, para tornarmos a nosso contributo para esta causa cada vez mais relevante, e para que possam ter ainda mais motivos para nos darem o gosto da vossa visita, iremos reforçar a nossa equipa com a participação regular de duas amigas, a Cristina Gomes e a Virgínia Aleixo, professoras de Português que, para além de escreverem otimamente, estão mais do que habilitadas para darem um contributo muito significativo ao tal crescimento diário na nossa forma de estar nos mercados e na vida.

24.1.17

EDP Renováveis

Hoje a estrela da sessão foi a EDP Renováveis, com uma subida vistosa de quase 4,5%. O fecho foi em máximos e o volume muito superior ao habitual, pelo que, como é lógico, fui ver o gráfico e o que verifico é que devia ter estado mais atento. 

Ora vejam:

Músicas do dia... e compras do dia

Depois das emoções fortes com os direitos do BCP e enquanto se aguarda pela tomada de decisão dos grandalhões (e, porque não, desse Warren Buffett luso que dá pelo nome de Joe Berardo), fomos às compras e damo-vos conta do que metemos ao saco. Pouca coisa. 

21.1.17

Só para quem gosta de emoções fortes

Pedimos desculpa por voltar a falar do AC do BCP, mas, muito honestamente, não vemos outro assunto que seja tão importante como este neste momento, admitindo, bem entendido, que estamos numa casa em que se fala em essência sobre bolsa. Aliás, quem viveu as emoções dos 2 dias de negociação dos direitos de subscrição das novas ações não terá dificuldade em reconhecer que o potencial para se fazer ou destruir dinheiro é, neste momento, bem superior ao que é normal na negociata bolsista tuga. 

16.1.17

Agarrem-se bem!

E pronto, estão os dados lançados para o AC do BCP. 

A partir de agora e até que a negociação dos direitos termine, esqueçam por favor todas as subtilezas de ordem técnica e as análises aos fundamentais do banco e concentrem-se apenas no que vai acontecer à luta pelos direitos. A negociação das ações é importante apenas porque, evidentemente, teremos arbitragem entre o preço das ações e dos direitos, mas na prática é a oferta e procura dos direitos que irá ditar o andamento da jigajoga e, a partir de amanhã, será a expetativa em torno da negociação dos direitos na quinta-feira que começará a ditar a cotação das ações. A relação entre a cotação dos direitos, D, (ou a expetativa até quinta-feira) e a cotação das ações, A, será mais ou menos:

A = 0,094 + D/15

Amanhã teremos, teoricamente, antes da abertura as ações a valerem 13,83 cêntimos e, consequentemente, os direitos valerão 66,48 cêntimos. Depois da sineta tocar, o mercado é soberano!

Eis a nossa ideia, que parte destes dados:

15.1.17

Sonae

Da última vez que falamos da Sonae foi aqui e antes já andávamos a brincar com ela como podem comprovar se vierem aqui e aqui. Tudo somado, foi uma vitória: a Sonae deu-nos mais do que o pastel que deixamos na caixa do Continente e ainda trouxemos umas guloseimas de bónus! Tudo nos conformes e como manda a lei.

A resistência dos 0,88 fez o que lhe competia e a ação corrigiu as gorduras e deu oportunidade a outros para entrar. Claro que todos vocês queriam que ela fosse aos 0,75€ para comprarem (embora nesse caso, ficassem na dúvida e já não comprassem) ou quiçá aos 80 no número redondo, mas curiosamente, eu, que não sou de exageros, acho que foi justamente ao número correto para encetar um novo ataque à resistência e entrar em território verde (ai Jesus!). Eu diria que na semana que ora entra muito se vai decidir, pois a empresa apresenta as vendas preliminares, na quarta-feira depois do fecho, e ficaremos a saber se há consistência suficiente para continuarmos a achar que se trata de uma pechinchinha.

9300 milhões

Exemplo - A, B e C são proprietários de terrenos vizinhos. 

A decide lotear. 

Z é um investidor imobiliário, recorre à banca, obtém um empréstimo e arremata o loteamento de A quando ainda só existe no papel. Consta-se nas redondezas que os lotes de A foram todos vendidos ainda em projeto e que ali vai nascer uma excelente urbanização, num local idílico a dois passos de tudo. Z loteia e inicia a construção em alguns dos lotes, recorrendo a financiamento bancário. O banco junta as hipotecas ao ativo e aumenta os rácios, os gestores ganham bónus e os acionistas recebem dividendos. 

Os terrenos de B e de C valorizam, impulsionados pela dinâmica do loteamento A.