5.2.17

Já nem é chato, é mesmo marado!

Bem, a semana que ora passou não podia ser mais concertante com o texto do passado domingo que podem relembrar aqui. Se o marado do índice deu um coice no meu agrado para com a sessão anterior ao aludido - nada de novo no estapafúrdio! - então também é verdade que a malta da casa não se fez rogada e veio colocar frieza, de pronto e aqui, ao soar das sirenes e fazer a atualização que se impunha! Well done, team

Posto isto, conforme combinado, a quebra do mínimo relativo no PSI20 fez despoletar vendas em décalage e condicionou os mais risonhos dos planos para a generalidade das cotadas! A Nos que parecia reagir (parecia!) também se arrependeu - evidentemente, tal o cenário - mas lá se aguentou firme sem quebrar em baixa os 5,15€ e mantemos a análise sem tirar nem pôr! A Pharol, que fez realmente um bonito, é aquela que talvez (com bastante dose de certeza) mais ligue cheta ao índice e cumpriu religiosamente, e a bem, o acordo - quebra ali e vai para ali - dito e feito! Agradecidos!

E onde entra a concertação falada do início do texto?

Arquivo morto

      Assim mesmo, com grão. Quero-as assim, imperfeitas, tal como as vi na luz difusa. Estas imagens empoeiradas, a definição mesma de arquivo morto, apresentaram-se-me, epifania sintomática. 
      A somar a tudo o que nos sobra e de nós sobra, todos aqueles resumos redigidos a pulso por centenas de nós, toda a cinza do trabalho feito, a inexorabilidade do tempo, como serpente constrictora, me transportaram, teleportando-me. Exactamente como nos sonhos, acima do solo, em suspensão tal como, nesta música, esta figura é transportada. [Ao minuto e onze (1'11"), a parte deleitosa da música diz-me, irónica: "É a vida, é a vida... ".]

4.2.17

Três músicas e uma sugestão

Enquanto aguardamos pela luta entre ões de mais logo na toca dos animais mitológicos, valerá a pena não perder o arranque do torneio das seis nações, que conta daqui a pouco (às 16:50) com um sempre gratificante Inglaterra - França.

Por outro lado, para mantermos o sangue frio e não embandeirarmos em arco, é sempre bom ouvir música com o selo de garantia N€B. Neste caso concreto, ficam três sugestões tão diferentes no tom, mas tão iguais no amor pela arte de fazer as coisas bem feitas:




3.2.17

Ensinados a apreciar arte moderna?

A exposição José de Almada Negreiros: Uma maneira de ser moderno é hoje inaugurada na Gulbenkian até 5 de junho e podemos prever que será mais um caso de sucesso, à semelhança de outras exposições de arte moderna e contemporânea, que conseguiram arrastar “multidões” (estamos a falar de arte) até aos museus, como Joana de Vasconcelos, Paula Rego ou Amadeo de Souza-Cardoso, para falar apenas de artistas portugueses. Muitas exposições são prolongadas; é o caso da exposição do artista catalão Joan Miró: Materialidade e Metamorfose, atualmente no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, que foi prolongada até junho (de crer que a fama do pintor não é o único argumento), o que confirma um público recetivo a uma arte que não é procurada por ser bonita ou por estar na moda.

É sinal que fomos ensinados a gostar de arte moderna e contemporânea ou que gostamos mesmo dessa arte ou de arte, simplesmente?

2.2.17

Queda livre (e descompassada) na arte de desconversar

*
- Tens queda para isto. – Disseram-me, numa voz por entre a música.
Sorri das ironias da vida:
    - Tenho várias quedas no currículo. De algumas não (me) saí tão bem… - mostrei a enorme cicatriz no tornozelo esquerdo. Parafraseando o saudoso António Feio, comprovei os factos com o “documento anexo”: no caso dele, era a enorme calva dos tratamentos; no meu, é a sinuosa costura.
     Sorriem-me, dando aos ombros, sem entender nada:
     - Não, queria dizer… que tens jeito para dançar e isso...
     - Sim, mas nem sempre saio incólume das minhas quedas.
     - Incó… quê?


31.1.17

A Arte não pede autorização.

Não esperei por um convite, simplesmente aceitei.
Os artistas, normalmente, não pedem autorização para pintar, escrever, cantar ou actuar em palco; fazem-no e pronto! O que os distingue, não é a criatividade em si - todos a temos (acho!), mas uma área de interesse que estimula a imaginação e tudo ganha forma.
O meu objectivo aqui é, de algum modo, dar a conhecer um pouco o meu trabalho, e qual o lugar que ele terá na vossa wikipédia. Tenho como propósito fornecer um conteúdo livre e aberto, que todos possam observar e editar. É o que os artistas fazem. O que é bom!
Obrigado amigo David Ferreira. Temos de tomar um café.




Mais um reforço para a equipa N€B

E mesmo no último dia do mercado de transferências, eis que voltamos a reforçar a equipa do blogue com mais uma entrada de grande qualidade e que vem diversificar o nosso portefólio. 

A partir de agora, podem contar com as publicações do meu caro amigo Damião Porto, que, à semelhança da Cristina e da Virgínia, vem reforçar a Agenda Cultural desta casa.

O Damião, natural de Caminha, e licenciado em Artes Plásticas, vertente pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, tem desde 1995 uma intensa atividade criadora, participando em inúmeras exposições, leilões, assim como concursos artísticos públicos.

Nesse período e sob a influência e gosto pela fotografia, frequenta o curso de fotografia no Instituto Português da Fotografia. Em 2001 e a par da pintura, desenvolve diversos projetos, tais como o ensino artístico, o que o leva também a iniciar a sua carreira como professor de artes visuais do ensino básico e secundário. Nesse ano, frequenta o curso de "Cinema de Animação", promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2011 conclui o Mestrado em Artes Visuais pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação e pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

A partir desta data, tem colaborado em inúmeros projetos e tem exposto o seu trabalho regularmente, tanto em exposições coletivas quanto individuais.

A sua obra está representada em diversos acervos e coleções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro.

Julgamos que com a entrada do Damião Porto ficam ainda mais reunidas as condições para que o Negociar em Bolsa seja uma real mais-valia na altura de negociar e investir.

30.1.17

O fim do homem soviético (segunda parte)

Mergulhar na alma soviética, ouvindo histórias da grande História, é suportável enquanto somos simples voyeurs desse passado. O problema é quando o passado parece confundir-se com o presente e anunciar um futuro sem retorno, não o do vizinho, mas o nosso futuro. Fica um arrepio, uma sensação de déjà-vu….




8-8-8

          Quando lhe disseram que aquele trabalho implicaria refazer tarefas que não fossem consideradas de execução a contento, pensou na sua máxima: "Uma das características dos obsessivos-compulsivos é desejar que os outros também o sejam".
          Saiu, na manhã seguinte, fingindo-se desconhecedor da nova filosofia pós-new age: "Oito, oito, oito: oito para dormir, outras tantas para viver e... oito para trabalhar.".
          Rapidamente percebeu que a insciência e a obsessão-compulsão podem, inesperadamente, casar-se: tornou-se obsessivo com a compulsão de dormir à hora exacta; compulsivo com a obsessão de viver com horas marcadas e... Insciente da hora de saída do trabalho.
          Estava criada a obsessão-insciência-compulsão como nova teoria quântica a observar no seu quotidiano, sendo determinante a quânti(c)a de oxigénio que o recibo do multibanco indicasse após os dois pontos da palavrinha... "saldo".

PSI20

Carago, amigos, esperamos que estejam todos bem, que a enxurrada não vos tenha levado o graveto todo e que, depois de uma boa noite de sono, estejam prontos para regressar ao combate com ânimo e alegria! 

Por uma vez o presidente da junta D. Trump acertou na palavra: "carnificina"! O lorpa, que não dá duas para a caixa, (mil perdões mister president) errou foi no país,... mas talvez ele não esteja a par da existência da tugalândia!  

29.1.17

Nos, a Pharol e o chato do PSI20

O nosso PSI20 é tão tramado que nos dificulta ao máximo a análise a oportunidades e só a paciência de santo nos mantém agarrado a uma posição tais são os apertos que o bandido se lembra de nos criar. Quem a teve na Altri ou na Navigator Comp. conforme abordado na fuga das pastas de papel já está a ser premiado e quem validou no ataque a máximos da Corticeira Amorim também se pode dar por satisfeito no marasmo que é o nosso índice!

Entre entusiasmos fugazes e estados de alma desanimadores cá andamos à boleia no curto prazo à caça daquela percentagem de lucro que nos pague a preocupação! Neste sentido, digo-vos, gostei do fecho do tuga na última sessão! Se dá para muito? Não, não dá! Temos já a 1% de distância a SMA200! Se passa atacamos o máximo relativo pelos 4750! Para baixo, 1% abaixo, pelos 4550, no mínimo relativo, accionam as sirenes (nada de novo!)! Merece gráfico?

BBVA e Ibex

Eis o nosso dilema: a banca está a dar cartas por todo o lado e tem sido o setor que está em inversão de ciclo no sentido correto, isto é, no sentido ascendente, mas na nossa triste terra os bancos foram todos com os cucos, de maneira que agora se queremos apanhar um bocado da corridinha que parece estar a começar o melhor pode ser emigrar! Emigrar é aqui, evidentemente, uma força de expressão, porque é por demais sabido que, nos dias que correm, em que podemos facilmente mandar vir lâmpadas para a casa de Guangzhou, ninguém nos impede de ir comprar ações onde muito bem nos der na veneta, sem sair igualmente da zona de conforto! Basta um clique no botão do rato!

28.1.17

A tortura de Trump e o filme Silêncio

Na mesma semana em que experimentamos o que é viver com um Donald Trump na Casa Branca, estreou nos cinemas Silêncio, o novo filme de Martin Scorcese. Muitos devem estar já desiludidos com as teorias que profetizavam um amenizar das ideais de trampa quando o homem fosse confrontado com a realidade. E se é verdade que muita da encenação da semana, com assinaturas de decretos presidenciais do cumpridor de promessas em direto na TV, não passaram de puro espetáculo (felizmente a democracia americana tem um sem-número de mecanismos de defesa para evitar cair nas mãos de tresloucados), silêncio foi tudo o que não houve com a passagem à prática das ideias do empreiteiro de Queens.

27.1.17

O fim do homem soviético (primeira parte)

Ler O fim do homem soviético - Um tempo de desencanto, de Svetlana Aleksievitch, confirma a minha convicção de que a literatura supera os livros de História na compreensão de uma época, pois revela a alma de um povo.

Como explicar que a alma soviética resistiu durante tantas décadas às vicissitudes do Comunismo marcado por guerras, pela fome, pelo gulag, pelo absurdo e pela morte em nome de um ideal?

26.1.17

Reforço da equipa N€B

Esta arte de Negociar em Bolsa é, por excelência, uma atividade multidisciplinar. É evidente que não é possível ter sucesso consistente nos mercados se não estivermos atentos ao mundo e permanentemente informados, mas muitos ignoram ou parecem esquecer que essa informação não se adquire apenas em pesquisas informais e esporádicas tão na moda nos tempos que correm! 

Negociar em Bolsa, com a presença de espírito e a capacidade de avaliação requeridas, pressupõe uma aprendizagem acelerada que só é possível se absorvermos permanentemente o conhecimento que outros, em variadíssimas áreas da nossa vida, se dispõem a partilhar connosco através da literatura, das experiências de vida e vivências pessoais, de viagens, das diferentes artes, etc.

É por esse motivo que esta casa tem primado desde o início por oferecer àqueles que nos visitam uma experiência plural, em que se fala muito de bolsa e de negócios, mas não esquecemos o mundo que nos rodeia, e sobre o qual estamos sempre pontos a refletir. Numa época em que, mais do que nunca, o que hoje é verdade amanhã deixa de ser, e o que agora é certo rapidamente se torna duvidoso, este esforço por irmos sempre mais além acaba por se tornar quase uma questão de sobrevivência.

Ora, para tornarmos a nosso contributo para esta causa cada vez mais relevante, e para que possam ter ainda mais motivos para nos darem o gosto da vossa visita, iremos reforçar a nossa equipa com a participação regular de duas amigas, a Cristina Gomes e a Virgínia Aleixo, professoras de Português que, para além de escreverem otimamente, estão mais do que habilitadas para darem um contributo muito significativo ao tal crescimento diário na nossa forma de estar nos mercados e na vida.

24.1.17

EDP Renováveis

Hoje a estrela da sessão foi a EDP Renováveis, com uma subida vistosa de quase 4,5%. O fecho foi em máximos e o volume muito superior ao habitual, pelo que, como é lógico, fui ver o gráfico e o que verifico é que devia ter estado mais atento. 

Ora vejam: