Como dizia Francis Bacon, o
pintor, “A vida não tem sentido. Tem apenas o sentido que lhe queremos dar”.
Se lhes parece, no final, que a
personagem Stoner teve uma vida triste e patética, é exatamente o oposto. Teve
uma vida melhor do que muitos de nós porque fez o que gostou. Dedicou-se
verdadeiramente, teve fé no que fazia.
Deu sentido a cada momento da sua vida, nunca esperou as férias ou a reforma
para poder enfim “gozar”, “respirar” ou “viver”. Cada dia de Stoner foi uma
respiração profunda e serena, sem arrependimentos.
Trabalhar como quem cumpre uma missão.
É este todo o heroísmo. Uma vida vulgar marcada por algumas alegrias fugazes -
uma aventura extraconjugal, momentos de cumplicidade com a filha, a partilha do
saber – e, acima de tudo, a dedicação ao
seu trabalho, à literatura e à docência, o seu espaço de liberdade.















