Peço desculpa por falarmos outra vez dele, mas não há como ficar calado acerca do comportamento do PSI20 esta semana, de tal ordem foi a brutalidade com que o touro entrou na arena, isto para usar a conhecida linguagem bull bear das lides bolsistas.
2.4.17
Contas e rácios para atacar máximos com a Navigator Company
Escrevemos sobre a Navigator Company na fuga das pastas de papel e desde então não mais houve motivos que justificassem a chamada! Projectamos! Atingiu! Consolidou! E ficou de olho em máximos! Impecável!
Na semana que passou, após semanas de consolidação, dá a sensação que se soltou com ideias de ataque a máximos de Abril de 2015, pelos 4,10€!
E onde entramos nós com este cenário?
28.3.17
Olha...
Olha onde fechou, olha o volume entusiasmante, olha o máximo mais alto que o anterior, olha o cruzamento de médias móveis, olha a inversão de tendência já ali pertinho, olha mais uma empresa que vai sair da bolsa, olha a sobrecompra, olha o gap up, olha tanta gente de fora a espumar para entrar e à espera de uma correção e olha a música para festejar os ganhos em bolsa! E olha o Rémi Gaillard para desopilar porque hoje a seleção joga a feijões e não dá pica!
Amanhã voltamos ao campo da peleja!
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26.3.17
Notas da semana
Bons ventos no PSI20 com uma subida em contraciclo que fez do nosso pequenote uma espécie de pequena estrela à escala planetária, coisa que já não se via há uma porção de meses.
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PSI20
Será que esta semana o PSI20 vai conseguir finalmente fazer um máximo relativo mais alto que o máximo anterior? Se o conseguir será feito inédito em mais de um ano, mas vai ser necessário superar os 4720 pontos, desiderato que está neste momento a menos de 1 p.p. de distância! Mas para a coisa ter alguma validade vamos precisar de ver o volume crescer de forma significativa e era interessante assistirmos a uma subida pujante, capaz de projetar o monstrinho para a zona entre os 4800 e os 4900 pontos.
Persistência
Há uma passagem no filme O fundador em que Ray Kroc, já passado dos 50 e ainda na mó de baixo, longe dos tempos da criação do McDonalds mas pleno de ambição, se põe a ouvir um disco de vinil com um discurso do presidente Calvin Coolridge. O texto, à maneira dos manuais de autoajuda tão em voga na terra do sonho americano, faz a apologia da persistência: nada no mundo pode tomar o lugar da persistência; o talento não o fará (nada é mais comum do que homens mal sucedidos e com talento); o génio não o fará (génios não recompensados é praticamente um cliché); a formação não o fará (o mundo está cheio de tolos bem formados); toda a força e poder reside apenas na persistência e na determinação, etc.
24.3.17
20.3.17
Jerónimo Martins
19.3.17
Notas da semana
Quando não há quase nada a dizer para acrescentar ao que já dissemos, o melhor mesmo é deixar a música tocar e bailar e hoje manda a lei da vida que se recorde Chuck Berry:
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16.3.17
Família, o que fazer com ela? (para rematar a questão)
A família é o único refúgio que
nos resta? De acordo com alguns, seria a última cidadela face à crise, uma
pequena bolha de felicidade no caos do quotidiano.
Na verdade, para Yann Moix, autor
de Nascimento (já mencionado em
publicação anterior), a família é o inferno, pode ser invasiva, opressora,
mesquinha. A família nunca está bem: ou está muito presente e abafamos, ou
temos falta dela e é um traumatismo para a vida. Daí a tentação de escolher
outra família, a dos amigos.
Ele defende que não podemos
confundir genitores e pais. O génio do Cristianismo foi de ter paradoxalmente desbiologizado a relação entre o pai e o
filho. Os cristãos inventaram esta transcendência segundo a qual ser progenitor
não é nada de biológico. Palavras provocadoras de um homem que foi vítima de
maus tratos em criança, mas estas afirmações têm a vantagem de nos pôr a pensar
sobre o que é realmente a família.
12.3.17
Ibex quase a entrar em bull market
Ao olhar para o gráfico que se segue não há como não ficar com uma pontadinha de gosma (patriótica com certeza) ao D. Afonso Henriques, ao Santo Condestável, ao Mestre de Avis e à Padeira de Aljubarrota, aos Restauradores e a todos os obreiros desse feito d'armas, de tomates e de loucura que foi a independência da pátria. Por momentos quase que nos imaginamos a gritar: estai quietinhos, por favor, heróis da tugaria; batam mais a modo na espanholada, nos galegos e nos de castela. Tende calma e sede mais ponderados que quiçá não tenhamos arcaboiço para gerir como deve ser um país só nosso! Passa logo, mas, raios, depois de lhes darmos tanta coça, como é que o destino quis que na era em que calhamos viver sejamos nós a estar na mó de baixo. O que vale é que neste nosso século 21, pelo menos para já (esta semana vai haver mais um teste na Holanda para se saber se o povo está mesmo com vontade de recuar à idade média), os mercados já/ainda são praticamente globais!
Como ganhar 30% na Sonae, Florence Welch e os outros tantos
O título é tão entusiasmante que... Vamos com calma!
No curto prazo o David tem feito delícias com os gráficos da família Azevedo e a parte mais fixe é que partilha, à borliú, o filão com a malta! Recentemente na SGPS e anteriormente na Indústria, per si, justifica de sobremaneira o porquê da excelente performance, cada vez mais crescente, de consultas no nosso fortemente segmentado mas todo riquinho, N€B!
Família: último refúgio, uma fatalidade? (Primeiras linhas para reflexão)
Há o melhor e o pior na família.
Queremos, inexoravelmente, sair ou entrar nela.
Por mais que detestemos os nossos
pais e mesmo sabendo de antemão que os nossos filhos também nos vão detestar um
dia, acabamos sempre por querer fundar a nossa família. A profissão de pais é
uma profissão impossível e a profissão de filho é estar confrontado a
indivíduos que são incapazes de serem perfeitos e ainda bem que o não são.
Vivemos na fantasia que
poderíamos viver sem conflito. Ora a vida é toda ela conflito. É como andar, é
uma queda constantemente evitada, mas se não houvesse queda, não haveria o ato
de evitar e não avançaríamos.
Não podemos esquecer que a
família não é apenas a que nos é imposta, é também aquela que construímos. E é
por essa razão que hoje, reconstruída, mono, homo ou heteroparental, a família
permanece, apesar de tudo, um modelo absolutamente incontornável. Porque neste
mundo completamente absurdo, ter filhos é talvez a única razão de ser. Estamos condenados a ser pais.
Ter filhos dá-nos uma
forma de eternidade…
5.3.17
Notas da semana (segunda parte)
Vamo-vos agora falar de mais três papéis que nos parecem bastante interessantes no PSI20, para além do já mencionado BCP, tendo presente que, por interessante, queremos dizer que estão num momento em que vale a pena perder tempo a prestar-lhes atenção e não que darão necessariamente lucro! Aliás, se o que procuram é uma jigajoga do tipo lucro certo e infalível, informamos desde já que estão no blogue errado e o mais acertado seria se tivessem ido ao poderoso professor Karamba.
Onde comprar Jerónimo Martins
A Lta ascendente (linha de tendência a preto) que se vê no gráfico teve início no mínimo relativo de Outubro de 2014, nos 6,50€. Desde então a cotação tem levado com efeito ricochete no seu encontro! Aconteceu em Janeiro de 2015, pelos 7,10€ e passado um ano, pelos 10,65€! Pergunta pertinente: é o suficiente para amparar a cotação no próximo encontro?
As primeiras linhas de Nascimento
Eu ia nascer. Para mim, o desafio era
enorme. Se tivesse que o fazer novamente, nascia muito menos. Nascemos sempre
demais.
- Ele sobrenasce! Indignou-se o meu pai
quando saí das vísceras maternais. Devíamos chegar silenciosamente, fazer a
nossa entrada na ponta dos pés, fazermo-nos esquecer logo à partida. Nunca
somos tão pretensiosos como quando nascemos.
Nascimento,
Yann Moix (Título original: Naissance.
Arrisquei
uma tradução porque queria partilhar este incipit, no mínimo, original)
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