12.2.18

Apresentação

Olá amigos! Daqui a Alex! Para falar de bolsa não vai ser possível contar comigo, mas o meu contrato milionário só me obriga a escrever umas historietas para encher o blogue, pôr umas músicas animadas e falar de cinema e coisas assim. 

¡Vale!

Fica só uma amostra do meu nível (que é muito alto):

11.2.18

PSI20

Gostava muito de vos dizer de fonte segura o que vai acontecer na semana que agora começa, acima de tudo porque isso significaria que alguém superior a nós me tinha feito profeta (heresia?), mas, para além de prognosticar que iremos ter mais uma rodada dos furiosamente deprimentes desfiles carnavalescos lusos (excesso de farrapo e bugigangas, mamocas tristinhas com o frio agreste, demasiado enfeite, demasiados papelotes, litros de celulite, muita chicha a denunciar o desmazelo natural de ainda estarmos longe do veraneio, enfim, uma foleirice que só deprime em vez de desanuviar); mas volto à vaca fria, pois irei humildemente juntar-me aos que reconhecem nada poder opinar sobre o rumo do nosso biscate nas próximas sessões. Está tudo na mão dos dados de jogar, o mesmo é dizer-se dos algoritmos e da IA, a quem entregamos os destinos deste mundo: que bem fez Elon Musk em enviar desde já um descapotável da Tesla para Marte: já não nos faltará tudo quando fugirmos para lá!

10.2.18

Vender

Acerca da semana que ora finda o que nos apraz acrescentar ao que já dissemos é o que se segue:

5.2.18

K.O. logo no primeiro dia da semana

Que passou-se? 

Eu não posso vir aqui cada passo fazer o relato, mas com o touro em estado de coma que remédio tenho se não fazer horas extra. O Cramer está a dizer na CNBC que se deu um flash crash no DOW, que afocinhou 1600 pontos de um grampo só (no final acabou com a maior queda em pontos de toda a história). Eu não sei se foi flash, mas crash pareceu-me. E o S&P ficou muito desfigurado:


Temos sempre a esperança de que não seja nada, até porque neste caso é fácil adivinhar que tendo sido janeiro um mês de subidas a pique, é evidente que o povo mais melindroso não esteve com meias medidas e desaguou para as saídas aos encontrões, tentando salvar uma nesga dos lucros, e a situação pode ter-se descontrolado um bocado. Os juros americanos até desceram, mas hoje ouvi gente a falar de preocupações com a inflação ou coisa que o valha. Treta, parece-me. Se é correção num bull market hoje o S&P já se aproximou dos 8% o que ainda não é um valor estrambólico, e o aumento do volume pode querer indicar panic sell e comportamento de gnu. Aliás, o VIX, que pode servir para medir o medo em Wall Street, subiu uns gloriosos 115% (há que tempos não se via isto!).  

Entretanto, o DAX segurou-se no nosso valor chave, o que nos levou a abrir umas posições tímidas durante a sessão lusa, mas os futuros esbardalharam-se à grande e até já atingiram a projeção do duplo topo que referimos no sábado (apontando, neste momento, para uma queda de 4% amanhã na abertura - vão ter que pôr gelo durante a noite). Não sei se há notícias do governo alemão que justifiquem isto, mas não me admiraria nada que fosse só para não ficar atrás dos americanos:


Quanto ao PSI20, fechou em mau estado, como seria de esperar, mas temo bem que amanhã (de manhã, pelo menos) achemos que até nem fechou mal de todo! 


Olhai, se estais longos ide beber uns canecos que isto não há de ser nada!

4.2.18

A próxima semana

A coisa pôs-se brava e ninguém parece disposto a deitar uma mão, mas, notem bem, não somos só nós, que andamos no mundo semi-racional das ações, que não temos a tarefa fácil: olhem para os amigos que mudaram diretamente dos depósitos a prazo para um sortidinho no ambiente infra-racional das criptomoedas e vejam que para eles o cenário neste momento já deve estar em ponto de rebuçado para divórcio! 

3.2.18

O sell off como nós o vimos

Quem acompanha o blogue e segue a carteira que vamos disponibilizando no painel lateral pôde verificar que passamos a semana toda a liquidar posições em empresas de que nos enchemos de dizer bem e acerca das quais muito francamente não mudamos nem um milímetro de opinião. Mas é esta a nossa maneira de estar nos mercados pelo menos desde que, tenros chavalos, levamos em cima com o tremendo bear market do ano 2000 e transformamos uma carteira cheia de panache num destroço catastrófico, que nos obrigou a trabalhos forçados e horas extra, só porque enfiamos na cabeça que o sell off de março desse ano não passaria de mais uma reles correção técnica. O facto de só voltarmos a ter um bocado de paz de espírito ao fim de um ano e meio de pancada tresloucada quando vendemos Pararede com uma desvalorização de 80% deixou-nos escarmenta para a vida e prometemos a nós próprios nunca mais passar por semelhante refrega, nem que em causa estivesse a vida eterna com direito a bar aberto! There is no love in the markets, my friends

O nosso estilo (parte 2)

Ninguém conhece o futuro, nem sequer os astrólogos. Talvez a única coisa que possamos dar por adquirido é a morte, ainda que mesmo essa Agostinho da Silva pusesse em dúvida, evidentemente, antes de a ter experimentado, pois argumentava que apenas tínhamos conhecimento de que se tratava de um fenómeno que ia sucedendo a gente avulsa, mas nunca nos acontecera a nós, pelo que não podia ser um dado adquirido. Claro que AS era um excelente filósofo e todos nós compreendemos que mesmo depois de tanta matança nos milhares de milénios do que vai de vida, que um dia nos suceda a nós parece de todo injusto e inacreditável, mas eu, que sou um homem de ciências, gosto mais de ir por aqui. Mas isto não é um texto sobre a morte, assunto em que gente bem mais encartada do que eu terá coisas mais deliciosas a dizer, mas sobre o futuro, temática em que, temo bem, todos sabemos o mesmo: nada!

2.2.18

O nosso estilo (parte 1)

Muita gente tem-nos perguntado por que motivo só investimos na bolsa portuguesa, que deve ser um dos mercados mais desgraçados do mundo, quando temos ao alcance de um clique tudo o que o mundo tem para oferecer no que a investimentos diz respeito. A pergunta é pertinente e tem uma resposta muito simples: porque quando investimos noutras coisas sempre nos demos pior do que estando apenas concentrados cá na paróquia!

23.1.18

Psi20, Son e BCP

Dos apontamentos de hoje, para quem anda nisto na base da jogatana, resultou o seguinte:

21.1.18

O nosso otimismo, a Cofina e duas construtoras

Nem sempre há pachorra para vir aqui escrever e nas últimas semanas tem sido um pouco assim mas quem nos acompanha com atenção tem, seguramente, verificado que deixamos o trabalho de casa sempre adiantado e isso dá-nos a possibilidade de nos baldarmos por vezes!

14.1.18

Jerónimo Martins

Os frequentadores desta casa sabem que não morremos de amores pela Jerónimo Martins, não por não ser uma empresa interessante (que ideia!), mas porque nos parecia demasiado cara por comparação com a sua concorrente Sonae. Dissemo-lo por diversas vezes, e a verdade é que o mercado acabou por concordar de certa forma connosco (ip, ip, ip,... hurra!): desde a última vez que elaboramos sobre a matéria, a JMT subiu uns jeitosos 14%, mas a Son não fez por menos e tornou  os  seus investidores 70% mais felizes! Nada mau!

13.1.18

A História Natural da Estupidez

A dúvida que fica depois de lermos a História natural da estupidez é de perceber como pode um ser humano, neste caso, Paul Tabori, ter adquirido tanto conhecimento da história, numa época, bem entendido, em que não havia Internet e a única forma de acedermos à informação era a frequência assídua de bibliotecas e arquivos. A façanha é de tal monta que, em não raras ocasiões, ficamos a pensar que o autor está a inventar, mas Tabori escreve com uma erudição e tanto bom gosto que isso deixa de ter importância. No fundo, o livro é tão bom, tão rico e esclarecedor que, para nós, acaba por ser mais do que suficiente o lema de uma conhecida publicação nacional: se não aconteceu podia ter acontecido

4.1.18

BCP

Anda tudo tão calças na mão com o BCP, sem saber onde é que há de vender, para fazer a jogadita da praxe e tentar alijar um bocado o stress de uma subida tão entusiasmante que eu resolvi interromper a novela e vir aqui deitar uma mão e dizer-vos onde é. Pois bem, amigos, os 30 são um número lógico, tão bom quanto qualquer outro para passar a pasta e têm a beleza do número redondo, mas eu sou gajo para meter na cabeça que não arreia em condições de valer o entrega e vai buscar antes dos 0,317€. De onde vem esse número? Ora vejam:

2.1.18

PSI20

Cá estamos num ano novo e se há coisa que esta indústria da Bolsa em que andamos enfiados tem de bom é que cada ano que começa tem sempre o potencial de ser aquele em que nos vamos exceder e acabar por atingir o desempenho mirabolante com que andamos a sonhar todos os dias. 

13.12.17

Boas empresas - parte 2

Depois destas duas, arriscamos mais uma aposta numa empresa que não nos parece nada má para tentar bater o mercado nos próximos tempos. Como já sabem, não somos contabilistas e não temos mandato para leitura de relatórios e contas, nem possuímos alvará para atribuir price targets, mas temos descaramento que chegue e dois ou três neurónios num canto qualquer, ferramentas com que nos achamos habilitados (uns dirão que mal!) a mandar broas neste blogue. A situação que hoje trazemos à vossa consignação carece de uma introdução que também não nos importamos nada de fazer!