14.2.18

São Valentim

A minha música do dia é esta:


BCP

Hoje reentramos no BCP à espera que os resultados e o aparente bom funcionamento da Lta o levasse a máximos do ano. Enquanto assistimos à despedida do FCP da LC vamos escrever sobre o assunto que nos diz respeito (acabamos o texto, com o Porto a queimar o penta, o que pode ser irónico - e agora vamos publicar antes que aumente).

Quatro dimensões (parte 3)

A verdade é que eu pessoalmente nunca tinha pensado nisso, mas aquilo fez-me cem por cento de sentido e, bem vistas as coisas, é algo que ninguém no seu perfeito juízo deseja. Imaginemos que te metes na máquina do tempo e acabas feito pó dentro de um vaso, como é que voltas atrás? Era cómico imaginar o pó, tipo, a meter-se na maquineta. Bem vistas as coisas, é algo sem pés nem cabeça.

Claro que, pesados muito bem os prós e os contras, o Tavares seria um cagarola de todo o tamanho se não fosse experimentando lentamente ir indo para o futuro a ver no que dava e todos na turma, incluindo a professora de Português, o incentivamos a avançar e ele acabou por nos fazer a vontade. 

13.2.18

Quatro dimensões (parte 2)

De certa forma, o que mais me agradava no dispositivo do Tavares era a total liberdade de nos podermos mover a quatro dimensões, como se esse pequeno extra fosse o tónico que incrementava a qualidade de vida a níveis celestiais. 

E eu punha-me a refletir sobre toda esta problemática enquanto ouvíamos o Tavares contar-nos como lhe vieram umas ganas enormes de ver o futuro. 

12.2.18

Quatro dimensões (parte 1)

O meu amigo Tavares inventou um sistema e agora consegue viajar no tempo.


Há dias na escola deixou-nos a todos varados com as aventuras estupendas que viveu com um dos seus 32 pentavôs que se dava tu cá tu lá com o Camilo Castelo Branco. 

Por jeitos, o avô oitocentista do Tavares era gozado à brava pelo Camilo por ter vindo do Brasil tão carregado de ouro, que lhe deu para inchar ao ponto de ninguém o merecer. Mas nunca deu por ela e como mal sabia ler tomava as graçolas por elogios e nem lhe passou pela cabeça que se tinha tornado modelo de romance. 

Apresentação

Olá amigos! Daqui a Alex! Para falar de bolsa não vai ser possível contar comigo, mas o meu contrato milionário só me obriga a escrever umas historietas para encher o blogue, pôr umas músicas animadas e falar de cinema e coisas assim. 

¡Vale!

Fica só uma amostra do meu nível (que é muito alto):

11.2.18

PSI20

Gostava muito de vos dizer de fonte segura o que vai acontecer na semana que agora começa, acima de tudo porque isso significaria que alguém superior a nós me tinha feito profeta (heresia?), mas, para além de prognosticar que iremos ter mais uma rodada dos furiosamente deprimentes desfiles carnavalescos lusos (excesso de farrapo e bugigangas, mamocas tristinhas com o frio agreste, demasiado enfeite, demasiados papelotes, litros de celulite, muita chicha a denunciar o desmazelo natural de ainda estarmos longe do veraneio, enfim, uma foleirice que só deprime em vez de desanuviar); mas volto à vaca fria, pois irei humildemente juntar-me aos que reconhecem nada poder opinar sobre o rumo do nosso biscate nas próximas sessões. Está tudo na mão dos dados de jogar, o mesmo é dizer-se dos algoritmos e da IA, a quem entregamos os destinos deste mundo: que bem fez Elon Musk em enviar desde já um descapotável da Tesla para Marte: já não nos faltará tudo quando fugirmos para lá!

10.2.18

Vender

Acerca da semana que ora finda o que nos apraz acrescentar ao que já dissemos é o que se segue:

5.2.18

K.O. logo no primeiro dia da semana

Que passou-se? 

Eu não posso vir aqui cada passo fazer o relato, mas com o touro em estado de coma que remédio tenho se não fazer horas extra. O Cramer está a dizer na CNBC que se deu um flash crash no DOW, que afocinhou 1600 pontos de um grampo só (no final acabou com a maior queda em pontos de toda a história). Eu não sei se foi flash, mas crash pareceu-me. E o S&P ficou muito desfigurado:


Temos sempre a esperança de que não seja nada, até porque neste caso é fácil adivinhar que tendo sido janeiro um mês de subidas a pique, é evidente que o povo mais melindroso não esteve com meias medidas e desaguou para as saídas aos encontrões, tentando salvar uma nesga dos lucros, e a situação pode ter-se descontrolado um bocado. Os juros americanos até desceram, mas hoje ouvi gente a falar de preocupações com a inflação ou coisa que o valha. Treta, parece-me. Se é correção num bull market hoje o S&P já se aproximou dos 8% o que ainda não é um valor estrambólico, e o aumento do volume pode querer indicar panic sell e comportamento de gnu. Aliás, o VIX, que pode servir para medir o medo em Wall Street, subiu uns gloriosos 115% (há que tempos não se via isto!).  

Entretanto, o DAX segurou-se no nosso valor chave, o que nos levou a abrir umas posições tímidas durante a sessão lusa, mas os futuros esbardalharam-se à grande e até já atingiram a projeção do duplo topo que referimos no sábado (apontando, neste momento, para uma queda de 4% amanhã na abertura - vão ter que pôr gelo durante a noite). Não sei se há notícias do governo alemão que justifiquem isto, mas não me admiraria nada que fosse só para não ficar atrás dos americanos:


Quanto ao PSI20, fechou em mau estado, como seria de esperar, mas temo bem que amanhã (de manhã, pelo menos) achemos que até nem fechou mal de todo! 


Olhai, se estais longos ide beber uns canecos que isto não há de ser nada!

4.2.18

A próxima semana

A coisa pôs-se brava e ninguém parece disposto a deitar uma mão, mas, notem bem, não somos só nós, que andamos no mundo semi-racional das ações, que não temos a tarefa fácil: olhem para os amigos que mudaram diretamente dos depósitos a prazo para um sortidinho no ambiente infra-racional das criptomoedas e vejam que para eles o cenário neste momento já deve estar em ponto de rebuçado para divórcio! 

3.2.18

O sell off como nós o vimos

Quem acompanha o blogue e segue a carteira que vamos disponibilizando no painel lateral pôde verificar que passamos a semana toda a liquidar posições em empresas de que nos enchemos de dizer bem e acerca das quais muito francamente não mudamos nem um milímetro de opinião. Mas é esta a nossa maneira de estar nos mercados pelo menos desde que, tenros chavalos, levamos em cima com o tremendo bear market do ano 2000 e transformamos uma carteira cheia de panache num destroço catastrófico, que nos obrigou a trabalhos forçados e horas extra, só porque enfiamos na cabeça que o sell off de março desse ano não passaria de mais uma reles correção técnica. O facto de só voltarmos a ter um bocado de paz de espírito ao fim de um ano e meio de pancada tresloucada quando vendemos Pararede com uma desvalorização de 80% deixou-nos escarmenta para a vida e prometemos a nós próprios nunca mais passar por semelhante refrega, nem que em causa estivesse a vida eterna com direito a bar aberto! There is no love in the markets, my friends

O nosso estilo (parte 2)

Ninguém conhece o futuro, nem sequer os astrólogos. Talvez a única coisa que possamos dar por adquirido é a morte, ainda que mesmo essa Agostinho da Silva pusesse em dúvida, evidentemente, antes de a ter experimentado, pois argumentava que apenas tínhamos conhecimento de que se tratava de um fenómeno que ia sucedendo a gente avulsa, mas nunca nos acontecera a nós, pelo que não podia ser um dado adquirido. Claro que AS era um excelente filósofo e todos nós compreendemos que mesmo depois de tanta matança nos milhares de milénios do que vai de vida, que um dia nos suceda a nós parece de todo injusto e inacreditável, mas eu, que sou um homem de ciências, gosto mais de ir por aqui. Mas isto não é um texto sobre a morte, assunto em que gente bem mais encartada do que eu terá coisas mais deliciosas a dizer, mas sobre o futuro, temática em que, temo bem, todos sabemos o mesmo: nada!

2.2.18

O nosso estilo (parte 1)

Muita gente tem-nos perguntado por que motivo só investimos na bolsa portuguesa, que deve ser um dos mercados mais desgraçados do mundo, quando temos ao alcance de um clique tudo o que o mundo tem para oferecer no que a investimentos diz respeito. A pergunta é pertinente e tem uma resposta muito simples: porque quando investimos noutras coisas sempre nos demos pior do que estando apenas concentrados cá na paróquia!

23.1.18

Psi20, Son e BCP

Dos apontamentos de hoje, para quem anda nisto na base da jogatana, resultou o seguinte:

21.1.18

O nosso otimismo, a Cofina e duas construtoras

Nem sempre há pachorra para vir aqui escrever e nas últimas semanas tem sido um pouco assim mas quem nos acompanha com atenção tem, seguramente, verificado que deixamos o trabalho de casa sempre adiantado e isso dá-nos a possibilidade de nos baldarmos por vezes!

14.1.18

Jerónimo Martins

Os frequentadores desta casa sabem que não morremos de amores pela Jerónimo Martins, não por não ser uma empresa interessante (que ideia!), mas porque nos parecia demasiado cara por comparação com a sua concorrente Sonae. Dissemo-lo por diversas vezes, e a verdade é que o mercado acabou por concordar de certa forma connosco (ip, ip, ip,... hurra!): desde a última vez que elaboramos sobre a matéria, a JMT subiu uns jeitosos 14%, mas a Son não fez por menos e tornou  os  seus investidores 70% mais felizes! Nada mau!