25.2.18

Atualização

Semana cheia a que hoje se inicia, com os mercados a terem que lidar com as eleições de domingo em Itália, que poderão ditar a subida ao poder de forças anti UE (ainda que, neste momento, tal não seja provável), ao mesmo tempo que nos EUA continua tudo na expetativa de ver o que acontecer quando as yield a 10 anos ultrapassarem a barreira dos 3% (2,87 no fecho de 6ª feira). Há quem defenda que vem aí o inferno, mas nós, felizmente, somos um povo que já estamos vacinados contra gente que julga ter contactos privilegiados com o diabo, pelo que, se calhar, desta vez vamos ficar na retranca.

23.2.18

O quadrado

O artista que passou da representação do real para a necessidade de interpelar é o alvo principal de "O quadrado", talvez o melhor filme que vi da colheita do ano passado.


22.2.18

O mercado vai cortar o cabelo e botar H&S no BCP?

Cabeça e ombros (H&S como o champô) é uma famosa figura técnica que não augura nada de bom e parece-me que é por aí que o mercado vai querer levar o BCP nos próximos dias (o meu amigo Fernando Pereira, que sabe muito de bolsa, mas anda fugido desta casa e encontra-se em paradeiro incerto, já há duas semanas me soprou ao ouvido que era esse o plano e eu, que sei reconhecer um bom conselho quando mo dão, passei a pasta a quem tem amigos menos atentos).

Altri

Ontem fizemos uma entrada na Altri a apostar numa repetição da cena de outubro, quando reagiu em modo explosivo ao funcionamento certeiro do suporte.


É certo que a história raramente se repete e também é verdade que desta vez está em causa um suporte amarelo e não a linha vermelha, mas achamos que, estando nós a falar da Altri, empresa famosa por ter arrancadas furiosas, o rácio ganho/risco poderia ser compensador. 

Bem vistas as coisas, pensando mais a frio, percebemos que teria sido preferível aguardar a quebra daquela Ltd, tanto mais que, estando o mercado tão tem-te não caias, não faltará quem veja nela um bom argumento para vender! 

Que fazer agora?! 

Aguardar serenamente os próximos acontecimentos: se responder afirmativamente, vai ser engraçado de ver; se der para baixo, não será a primeira vez e espero que também não seja a última que fazemos asneira da grossa!

20.2.18

Imobiliário ou bolsa? Ganhar dinheiro!

Post convidado - Por Artur Mariano

Não tenhamos dúvidas. O objectivo para quem investe na bolsa ou para quem investe em imobiliário é o mesmo: Ganhar dinheiro!
A bolsa de valores e o sector imobiliário são dois dos melhores investimentos a longo prazo que alguém possa ter. Muitos investidores investem inclusive nos dois.
Ambos têm prós e contras, mas veja por exemplo logo esta vertente: Investir em bolsa é bom porque investimos em empresas que já existem e investir em imobiliário, é igualmente bom, porque, para todos os efeitos, as pessoas precisarão sempre de uma casa para morar.
Têm algo em comum também: funcionam em comunhão com a lei da oferta e da procura.
Veja o caso do imobiliário: Quanto maior for a procura de determinados imóveis (seja para comprar ou arrendar), e menor for a oferta, os preços sobem!
Agora a bolsa: Quando uma empresa tem lucros altos, mais procura há das suas acções. Logo, se a procura for alta, a cotação das acções sobe!
Ambos têm obviamente desvantagens: Para investir em imobiliário, é necessário tempo (para procurar imóveis e para os gerir) e requer, em relação à bolsa, mais dinheiro em carteira. Imóveis são bem mais caros que acções, e temos de ter em conta as despesas de manutenção e os impostos que não são tão baixos quanto isso. 

Vai encontrar tudo o que precisa saber no meu novo livro "Investir em imobiliário: do 0 ao milhão":


Para investir na bolsa, temos de convir que o risco é muito mais elevado quando comparado com o outro investimento, e ainda ter também em conta, as comissões elevadíssimas cobradas sobre as mais-valias pelos bancos ou pelas correctoras.
Como de certo compreenderá, para mim a escolha está mais que feita: Imobiliário, até porque é a minha paixão.
O correcto seria diversificar os seus investimentos, mas e se tiver de optar só por um?
Tenho pouco dinheiro disponível, ou estou algo restrito a financiamento: Bolsa.
Tenho um bocado mais de dinheiro disponível, ou tenho acesso mais ou menos facilitado a crédito: Imobiliário.
Deve em ambas as situações, ser acima de tudo honesto consigo próprio e ter a noção que não se enriquece do dia para a noite. Ambos os investimentos requerem tempo e dedicação. Requerem conhecimento e muita ponderação. E como em tudo na vida, um pouco de sorte. Seja porque “apostou as suas fichas” nas acções de uma empresa, e valorizaram imenso, ou porque comprou o imóvel certo, na hora certa, e que a procura para esse tipo de casa, subiu mais que o esperado, e o mercado tem pouco para oferecer.
De todas as formas, quem o impede de usar as duas modalidades de investimento? Porque não investe na bolsa, de forma a conseguir o capital necessário para comprar o seu primeiro imóvel? Ou, parte do que ganhar com imobiliário, rentabilizar numas quantas acções?
Não esqueça: Se algo têm em comum o investimento em imobiliário e em bolsa é o seu objectivo, que no final de contas, é o que o move na direcção da vida de investidor: Ganhar dinheiro!
Bons investimentos e, já agora, excelentes ganhos!

Na compra do livro, os leitores N€B podem usar o cupão "neg-em-bolsa" para terem um desconto de 5%.

18.2.18

GALP

Já que estamos com a mão na massa, analisamos brevemente a GALP, empresa que apresenta resultados na próxima terça-feira (previsões), e que passou um mau bocado desde finais de janeiro fruto de ter ativado um duplo topo cuja projeção, se não estou em erro, poderá ter sido já atingida. 

O caminho feito depois da hecatombe

Tal como prevíramos, a semana no PSI20 foi volátil que chegue, com velas enormes todos os dias, cheias de rabinhos vistosos para um cima e para baixo, mas acabou por se saldar numa recuperação bastante interessante, ainda que sem ser decisiva e esclarecedora. 

16.2.18

Quatro dimensões (parte final)


Se leram esta história até aqui, dou por adquirido que estejam mesmo interessados nisto e que sejam suficientemente curiosos para saber como será o mundo daqui por trinta milhões de anos, pelo que não me vou fazer de rogado nem nada que se pareça e sirvo-vos esta informação em segunda mão, deixando registado desde já que é a melhor que irão ter no vosso tempo de vida. 

15.2.18

Quatro dimensões (parte 4)

A notícia da estranha morte futura do Tavares contada por ele próprio abalou-nos a todos um par de horas ou coisa que o valha, mas os desejos de saber mais sobre o futuro eram tão grandes que rapidamente toda a gente passou uma esponja sobre o assunto e decidimos seguir em frente.

Demais a mais, ao nosso amigo soltou-se-lhe o medo, quer dizer se te hão de fazer o funeral de qualquer das formas para que estás tu a matutar e hesitas? É aproveitar a vida enquanto podemos e eu e os outros não podíamos estar mais de acordo. 

14.2.18

São Valentim

A minha música do dia é esta:


BCP

Hoje reentramos no BCP à espera que os resultados e o aparente bom funcionamento da Lta o levasse a máximos do ano. Enquanto assistimos à despedida do FCP da LC vamos escrever sobre o assunto que nos diz respeito (acabamos o texto, com o Porto a queimar o penta, o que pode ser irónico - e agora vamos publicar antes que aumente).

Quatro dimensões (parte 3)

A verdade é que eu pessoalmente nunca tinha pensado nisso, mas aquilo fez-me cem por cento de sentido e, bem vistas as coisas, é algo que ninguém no seu perfeito juízo deseja. Imaginemos que te metes na máquina do tempo e acabas feito pó dentro de um vaso, como é que voltas atrás? Era cómico imaginar o pó, tipo, a meter-se na maquineta. Bem vistas as coisas, é algo sem pés nem cabeça.

Claro que, pesados muito bem os prós e os contras, o Tavares seria um cagarola de todo o tamanho se não fosse experimentando lentamente ir indo para o futuro a ver no que dava e todos na turma, incluindo a professora de Português, o incentivamos a avançar e ele acabou por nos fazer a vontade. 

13.2.18

Quatro dimensões (parte 2)

De certa forma, o que mais me agradava no dispositivo do Tavares era a total liberdade de nos podermos mover a quatro dimensões, como se esse pequeno extra fosse o tónico que incrementava a qualidade de vida a níveis celestiais. 

E eu punha-me a refletir sobre toda esta problemática enquanto ouvíamos o Tavares contar-nos como lhe vieram umas ganas enormes de ver o futuro. 

12.2.18

Quatro dimensões (parte 1)

O meu amigo Tavares inventou um sistema e agora consegue viajar no tempo.


Há dias na escola deixou-nos a todos varados com as aventuras estupendas que viveu com um dos seus 32 pentavôs que se dava tu cá tu lá com o Camilo Castelo Branco. 

Por jeitos, o avô oitocentista do Tavares era gozado à brava pelo Camilo por ter vindo do Brasil tão carregado de ouro, que lhe deu para inchar ao ponto de ninguém o merecer. Mas nunca deu por ela e como mal sabia ler tomava as graçolas por elogios e nem lhe passou pela cabeça que se tinha tornado modelo de romance. 

Apresentação

Olá amigos! Daqui a Alex! Para falar de bolsa não vai ser possível contar comigo, mas o meu contrato milionário só me obriga a escrever umas historietas para encher o blogue, pôr umas músicas animadas e falar de cinema e coisas assim. 

¡Vale!

Fica só uma amostra do meu nível (que é muito alto):

11.2.18

PSI20

Gostava muito de vos dizer de fonte segura o que vai acontecer na semana que agora começa, acima de tudo porque isso significaria que alguém superior a nós me tinha feito profeta (heresia?), mas, para além de prognosticar que iremos ter mais uma rodada dos furiosamente deprimentes desfiles carnavalescos lusos (excesso de farrapo e bugigangas, mamocas tristinhas com o frio agreste, demasiado enfeite, demasiados papelotes, litros de celulite, muita chicha a denunciar o desmazelo natural de ainda estarmos longe do veraneio, enfim, uma foleirice que só deprime em vez de desanuviar); mas volto à vaca fria, pois irei humildemente juntar-me aos que reconhecem nada poder opinar sobre o rumo do nosso biscate nas próximas sessões. Está tudo na mão dos dados de jogar, o mesmo é dizer-se dos algoritmos e da IA, a quem entregamos os destinos deste mundo: que bem fez Elon Musk em enviar desde já um descapotável da Tesla para Marte: já não nos faltará tudo quando fugirmos para lá!