8.3.18

Gráficos que dizem tudo (cont.)

Os gráficos que dizem tudo num momento, no instante seguinte dizem precisamente o contrário, pelo que é mister olhar para eles com a parcimónia e a indulgência de quem está preparado para lidar com o tranco sem amolecer, mas também sem esgrouviar:


É isso daí cara!

4.3.18

Gráficos que dizem tudo

BCP: resistiu estoicamente ao H&S, parece ter reconquistado a Lta e, se os mercados globais permitirem pode ir a máximos do ano, até porque há fundos que replicam o Stoxx600 que vão ter que construir uma posição e eu não acredito que o tenham feito apenas com os 100 M€ negociados na sexta-feira:


CTT: a ponto de fazer mais vítimas, a não ser que o suporte aguente o tranco. Os resultados saem quarta-feira e podem ser esclarecedores:


EDPr: bem beija a linha verde, mas não consegue mais nada dela (comentário apenas aparentemente sexista: notem que a EDP é uma gaja):


JMT: teve uma semana difícil, mas fácil de prever - o mercado estava a valorizá-la em demasia em relação à concorrência e percebeu que chegara o momento de começar a acertar os ponteiros. Quebrou valores importantes, mas há ali uma linha que pode dar para ressaltar. Só isso, porque os resultados que apresentou não justificam o preço que custa:


Por hoje chega! Amanhã ou quando puder digo mais coisas. Bom início de semana para todos!

Ponto da situação

Começo por isto: grátis acho que estou a levar barato! Um dia vou pensar em pôr o acesso ao blogue a valer 1300 carapaus à hora a ver se pega. Estou convencido que sim, mas ainda não me decidi a experimentar porque 1) sou néscio, 2) gosto de trabalhar e 3) quero assegurar o meu cantinho no paraíso dos bondosos e dos justos.

3.3.18

O apagão (parte final)

Mas isto que vos contei até aqui não é nada de especial quando nos apercebemos da incomunicabilidade. Foi aí que verdadeiramente panicamos todos ao ponto de termos ficado gagos de tanto matutar sobre o assunto. Como devem imaginar, é duro agora ficarmos mergulhados nas trevas negras ou deixarmos de poder saborear uma data de guloseimas absolutamente irrepreensíveis, ou sei lá, passarmos a ter os hospitais num caco, as escolas todas espatifadas ou termos de andar permanentemente a pé com solas gastas porque não há gasolina para pôr nos carros, etc., mas ninguém está preparado para que nos venham dizer que não podes usar o telemóvel, nem o computador, ou ir à net, ao face, tipo, postar, e tirar umas selfies todas maradas e LOL da cara de porquinha da fulana de tal, e assim. A verdade é que foi das coisas mais maradas que eu alguma vez ouvi na vida quando me disseram que se não tens luz elétrica os pcs não funcionam e é só uma questão de tempo até as baterias dos telemóveis escafederem geral. Garanto-vos que, ao princípio, nem queria acreditar, quer dizer, é tudo tão surreal que achas que estão mesmo a gozar com a tua cara a ver se cais na asneira de tirares uma selfie com aquele ar todo apalermado, ou coisa do género, mas depois dás-te conta de que é mesmo verdade e o teu telemóvel vai deixar de funcionar para sempre e acabas por te transformar na pessoas mais infeliz do mundo, sei lá, tens vontade de embocar uma garrafa de whisky de uma só vez (como se ainda houvesse whisky à venda, e não fosse necessário luz elétrica para o fazer), ou de fazer de conta que és uma banana, etc.

E, então, falhou tudo e nós ficamos incomunicáveis e foi como se nos tivéssemos teletransportado para uma outra galáxia ou, sei lá, uma coisa assim estranha lá longe num país habitado por vegetais que caminhavam aleatoriamente, tristes como a noite e sem poderem estabelecer uma comunicação por mais rapeta que fosse, pois eram vegetais e não tinham boca nem olhos, quer dizer, nós tínhamos boca e olhos, a luz falhou mas não nos levaram partes do corpo, era o que mais faltava, mas a verdade é que melhor seria se nos tivessem levado a boca (os olhos não que faziam falta para ver as teclas) e deixado cá os telemóveis com baterias infinitas (por que diabo não inventaram baterias infinitas enquanto havia livros é algo que não consigo conceber!) para a gente continuar a enviar sms uns aos outros. Pela parte que me toca, bem que gostava de fazer alguma coisa para poder inverter a situação e pus-me a magicar, magicar e acabei por me lembrar de que podia restabelecer a comunicabilidade se fizesse sinais de fumo como faziam os índios há muito tempo atrás num filme que vi na televisão, mas só depois me dei conta de que para fazer fumo é preciso ter fogo, coisa que infelizmente se nos foi desde que falhou a luz e já não veio.

E foi então, já em desespero de causa, que me lembrei de que podia pegar num lápis (que, felizmente, não é elétrico) e escrever. E escrevi este texto.

To be finished...

2.3.18

O apagão (parte 4)

É evidente que sem lume tivemos todos que nos habituar a comer sushi e bodegas assim, quem diria que a especialidade japona ia atingir tal preponderância na cozinha mundial, mas também surgiram novas iguarias de carne mesmo muito mal passada ou salgada e insetos e mais coisas que, à primeira vista, nos causavam uma gosma bestial, mas visto a larica apertar, passaram a marchar como se fossem petiscos de chef premiado e excessivamente caro. E para aqueles que pensam que se podiam continuar a fazer ótimos assados em fornos elétricos, que não requerem lume, tenho uma informação em primeira mão: eles não funcionam se não tiverem luz elétrica! É uma lei da física, ou assim, e é por isso que são elétricos. Daaaahhh! 

E já que estamos na cozinha, também não sei se conseguem imaginar o que é viver sem frigorífico. Bem, tenho a certeza de que não conseguem, porque a verdade é que o frigorífico é uma daquelas coisas que está lá desde sempre a fazer fresquinho, mas digo-vos que se ele calha de vos falhar, podem ter a certeza de que a vossa vida leva uma reviravolta das grandes. Sem frigorífico garanto-vos que a vitela se estraga num abrir e fechar de olhos e o leite, e os iogurtes, e assim. Claro que estou para aqui com esta lamechice toda, mas a verdade é que para nós isso agora já não interessa absolutamente nada, porque desde que se foi a luz e já não veio, nunca mais tivemos iogurtes, nem coisas do género, tipo coca-cola, bollycaos ou batatas fritas de pacote porque, não sei se sabiam, mas as máquinas que faziam coisas assim tão boas eram elétricas, as filhas da mãe, e agora já não funcionam e estão todas a enferrujar e nós daqui a pouco nem vacas temos, quanto mais leite de vaca ou iogurtes. De modo que, calculais bem, o frigorífico pode perfeitamente ser lançado janela fora ou desmontado para fazer brinquedos porque a verdade é que já nem temos o que pôr lá dentro.

To be continued...

1.3.18

O apagão (parte 3)

Agora, ainda que fosse possível, nós já não temos forma de descobrir como se faz lume, porque, antes de termos enviado para outro mundo a última fagulha de rodízio, deu-nos na cabeça para reduzir a cinzas uma data de bugigangas que não tinham qualquer tipo de utilidade prática e foi assim que acabamos por liquidar todos os livros do mundo. E foi um regabofe estupendo, um pagode sem fim, garanto-vos que até valeu a pena, mas acabamos por pecar por só depois nos termos lembrado de que agora, que a luz elétrica se foi e já não veio, não podemos ir à net, nem aos ficheiros informáticos ou aos ebooks e a todas essas coisas que tanto estimávamos e dávamos por adquirido e, bem, digo-vos em abono da verdade que já não atinamos fazer coisas que acho que os cabeludos das cavernas eram capazes de fazer enquanto o diabo esfregava um olho.

Agora andam para aí uns artolas a darem-se ares de gente muito inteligente e culta, com uns paus e umas pedras a ver se inventam lume, mas eu não vejo jeito nenhum, porque eram daqueles que nem facebook tinham, nem tiravam selfies, nem coisas assim, quanto mais agora porem-se com invenções.

to be continued...

28.2.18

O apagão (parte 2)

Mas um dia acabaram as velas, bem, a verdade é que não acabaram apenas as nossas velas, mas todas as velas do mundo, e como já não se fabricavam velas porque a máquina que as fabricava não tinha luz para funcionar, acabamos por ter de amolar com a escuridão. Para ser franco, a história das velas até nem teve grande importância porque mesmo que o estoque não se tivesse esgotado, a verdade é que não nos iam servir para nada, a não ser talvez para atirarmos uns aos outros como se fossem petardos ou coisas assim, porque se nos acabaram os fósforos.

Aliás, não foram só os fósforos que acabaram e não se puderam fazer mais porque não veio a luz, mas onde nós verdadeiramente nos tramamos a sério foi quando demos cabo da última chispa de lume, o que, vejam bem, é uma infelicidade bastante grande porque, em primeiro lugar, ninguém no seu perfeito juízo imagina que a humanidade inteira possa ser tão passada dos carretos que se chegue ao ponto de deixar esgotar o lume, e, em segundo lugar, parece que para fazer lume não é preciso ter luz, pelo menos é o que dizem os entendidos, embora eu não acredite mesmo nada, mas a verdade é que uma coisa veio a dar na outra e, desde aí, entramos num buraco que parece não ter fundo e tem um aspeto tão negro que só nos apetece fugir. Mas para onde?

to be continued...  

27.2.18

O apagão (parte 1)

Um dia falhou a luz e nunca mais veio.

Claro que continuamos a ter o Sol para nos iluminar e aquecer, (também era excessivo que agora o Sol se nos finasse!), mas a verdade é que ninguém está preparado para viver como faziam dantes os cabeludos das cavernas, pasmados com o brilho do Sol. Em certo sentido, foi quase como se nós fôssemos prisioneiros de catacumbas que voltassem de repente cá para fora. Lógico que íamos achar o fornecimento de luz pelo Sol bestial e bastante aceitável, e tenho a certeza absoluta de que o justo seria que não tivéssemos nada a reclamar, muito pelo contrário, tínhamos tudo a agradecer por aquele brilho todo, mas nós não éramos abestuntas nem bandidos, de maneira de que quando a luz, a elétrica, bem entendido, se foi e já não veio, era natural que nos sentíssemos deslavados e traídos. E é aí que tu te dás conta da falta que o Sol faz de noite, quando ele vai sabe-se lá para onde, e nós ficamos para cá numa escuridão que nem vos passa pela cabeça.

Claro que ao princípio até nem nos arranjamos mal porque havia por aí umas velas que davam uma luzinha muito decente e, embora ficássemos um bocadinho ridículos à luz da velinha a tremeluzir, ninguém se queixava, a não ser quando nos pelávamos todos ou alguém deitava fogo a uma casa e tínhamos de ir a correr, a acarretar baldes de água ou pás de areia, e aquilo tinha dias em que chegava a ser uma galhofa pegada e quase nem sentíamos a falta dos nossos computadores e das redes sociais.

to be continued...  

25.2.18

Atualização

Semana cheia a que hoje se inicia, com os mercados a terem que lidar com as eleições de domingo em Itália, que poderão ditar a subida ao poder de forças anti UE (ainda que, neste momento, tal não seja provável), ao mesmo tempo que nos EUA continua tudo na expetativa de ver o que acontecer quando as yield a 10 anos ultrapassarem a barreira dos 3% (2,87 no fecho de 6ª feira). Há quem defenda que vem aí o inferno, mas nós, felizmente, somos um povo que já estamos vacinados contra gente que julga ter contactos privilegiados com o diabo, pelo que, se calhar, desta vez vamos ficar na retranca.

23.2.18

O quadrado

O artista que passou da representação do real para a necessidade de interpelar é o alvo principal de "O quadrado", talvez o melhor filme que vi da colheita do ano passado.


22.2.18

O mercado vai cortar o cabelo e botar H&S no BCP?

Cabeça e ombros (H&S como o champô) é uma famosa figura técnica que não augura nada de bom e parece-me que é por aí que o mercado vai querer levar o BCP nos próximos dias (o meu amigo Fernando Pereira, que sabe muito de bolsa, mas anda fugido desta casa e encontra-se em paradeiro incerto, já há duas semanas me soprou ao ouvido que era esse o plano e eu, que sei reconhecer um bom conselho quando mo dão, passei a pasta a quem tem amigos menos atentos).

Altri

Ontem fizemos uma entrada na Altri a apostar numa repetição da cena de outubro, quando reagiu em modo explosivo ao funcionamento certeiro do suporte.


É certo que a história raramente se repete e também é verdade que desta vez está em causa um suporte amarelo e não a linha vermelha, mas achamos que, estando nós a falar da Altri, empresa famosa por ter arrancadas furiosas, o rácio ganho/risco poderia ser compensador. 

Bem vistas as coisas, pensando mais a frio, percebemos que teria sido preferível aguardar a quebra daquela Ltd, tanto mais que, estando o mercado tão tem-te não caias, não faltará quem veja nela um bom argumento para vender! 

Que fazer agora?! 

Aguardar serenamente os próximos acontecimentos: se responder afirmativamente, vai ser engraçado de ver; se der para baixo, não será a primeira vez e espero que também não seja a última que fazemos asneira da grossa!

20.2.18

Imobiliário ou bolsa? Ganhar dinheiro!

Post convidado - Por Artur Mariano

Não tenhamos dúvidas. O objectivo para quem investe na bolsa ou para quem investe em imobiliário é o mesmo: Ganhar dinheiro!
A bolsa de valores e o sector imobiliário são dois dos melhores investimentos a longo prazo que alguém possa ter. Muitos investidores investem inclusive nos dois.
Ambos têm prós e contras, mas veja por exemplo logo esta vertente: Investir em bolsa é bom porque investimos em empresas que já existem e investir em imobiliário, é igualmente bom, porque, para todos os efeitos, as pessoas precisarão sempre de uma casa para morar.
Têm algo em comum também: funcionam em comunhão com a lei da oferta e da procura.
Veja o caso do imobiliário: Quanto maior for a procura de determinados imóveis (seja para comprar ou arrendar), e menor for a oferta, os preços sobem!
Agora a bolsa: Quando uma empresa tem lucros altos, mais procura há das suas acções. Logo, se a procura for alta, a cotação das acções sobe!
Ambos têm obviamente desvantagens: Para investir em imobiliário, é necessário tempo (para procurar imóveis e para os gerir) e requer, em relação à bolsa, mais dinheiro em carteira. Imóveis são bem mais caros que acções, e temos de ter em conta as despesas de manutenção e os impostos que não são tão baixos quanto isso. 

Vai encontrar tudo o que precisa saber no meu novo livro "Investir em imobiliário: do 0 ao milhão":


Para investir na bolsa, temos de convir que o risco é muito mais elevado quando comparado com o outro investimento, e ainda ter também em conta, as comissões elevadíssimas cobradas sobre as mais-valias pelos bancos ou pelas correctoras.
Como de certo compreenderá, para mim a escolha está mais que feita: Imobiliário, até porque é a minha paixão.
O correcto seria diversificar os seus investimentos, mas e se tiver de optar só por um?
Tenho pouco dinheiro disponível, ou estou algo restrito a financiamento: Bolsa.
Tenho um bocado mais de dinheiro disponível, ou tenho acesso mais ou menos facilitado a crédito: Imobiliário.
Deve em ambas as situações, ser acima de tudo honesto consigo próprio e ter a noção que não se enriquece do dia para a noite. Ambos os investimentos requerem tempo e dedicação. Requerem conhecimento e muita ponderação. E como em tudo na vida, um pouco de sorte. Seja porque “apostou as suas fichas” nas acções de uma empresa, e valorizaram imenso, ou porque comprou o imóvel certo, na hora certa, e que a procura para esse tipo de casa, subiu mais que o esperado, e o mercado tem pouco para oferecer.
De todas as formas, quem o impede de usar as duas modalidades de investimento? Porque não investe na bolsa, de forma a conseguir o capital necessário para comprar o seu primeiro imóvel? Ou, parte do que ganhar com imobiliário, rentabilizar numas quantas acções?
Não esqueça: Se algo têm em comum o investimento em imobiliário e em bolsa é o seu objectivo, que no final de contas, é o que o move na direcção da vida de investidor: Ganhar dinheiro!
Bons investimentos e, já agora, excelentes ganhos!

Na compra do livro, os leitores N€B podem usar o cupão "neg-em-bolsa" para terem um desconto de 5%.

18.2.18

GALP

Já que estamos com a mão na massa, analisamos brevemente a GALP, empresa que apresenta resultados na próxima terça-feira (previsões), e que passou um mau bocado desde finais de janeiro fruto de ter ativado um duplo topo cuja projeção, se não estou em erro, poderá ter sido já atingida. 

O caminho feito depois da hecatombe

Tal como prevíramos, a semana no PSI20 foi volátil que chegue, com velas enormes todos os dias, cheias de rabinhos vistosos para um cima e para baixo, mas acabou por se saldar numa recuperação bastante interessante, ainda que sem ser decisiva e esclarecedora. 

16.2.18

Quatro dimensões (parte final)


Se leram esta história até aqui, dou por adquirido que estejam mesmo interessados nisto e que sejam suficientemente curiosos para saber como será o mundo daqui por trinta milhões de anos, pelo que não me vou fazer de rogado nem nada que se pareça e sirvo-vos esta informação em segunda mão, deixando registado desde já que é a melhor que irão ter no vosso tempo de vida.