22.4.18

Atualização

Andamos com falta de tempo e, acima de tudo, de pachorra para vir aqui bromear e isso tem-se notado, mas, como é evidente, mantemo-nos na faina sempre com fé de conseguir sacar o nosso quinhaozinho do que o mercado tem para dar. Penso que todos sabem como estes momentos de indecisão e de solavanco são os mais difíceis de todos e os mais propensos a fazer asneira porque, mesmo aqueles que melhor resistem ao vício de acompanhar as cotações, têm sempre uma certa tendência para hipervalorizar determinados sinais e notícias, reagindo por exagero. Quem deitar um olho ao diagrama da nossa carteirita na barra lateral pode ver como vamos tentando ser económicos e racionais nos movimentos que fazemos mas, mesmo assim, não somos dos que se mantêm indefectíveis nas nossas posições e isso acontece por dois motivos principais: 1) em vinte e tal anos de marinhagem, sempre tem funcionado; 2) reconhecemos que, como em quase tudo o resto, não conseguimos ter uma opinião formada e definitiva e somos humildes o suficiente para reconhecer que, se estivermos enganados, há uma probabilidade alta de sermos os últimos a saber! Esta falta de confiança na validade da informação que possuímos faz-nos valorizar a análise técnica de gráficos e tomar decisões que se baseiam na leitura que dela extraímos. Isso e uma certa loucura de que também padecemos!

Esta semana manobramos assim:

15.4.18

BCP, Nick Cave e Kylie Minogue

Já não falamos há algum tempo no BCP e já quase que nos estranhamos! Fui ver o meu gráfico e os rabiscos que tinha para lá e nem foi preciso mexer para perceber! 


Desde máximos, de 23 de janeiro, nos 33,4 cêntimos e sem grandes referências de negociação por esses valores tem vindo a desvalorizar tendo feito mínimo relativo, intraday, nas últimas sessões precisamente na anterior resistência, demarcada, pelos 26 cêntimos! Resistência que quebrou, suporte que virou!
Que esperar daqui em diante?

Eu vejo a possibilidade de estar formado um fundo em V no movimento entre os 28,5 e os 26 cêntimos, à semelhança do ocorrido em meados de setembro entre os 20 e os 23 cêntimos com a quebra destes em alta a terem levado à projeção nos 0,26€!

Ou seja, qual o interesse? 

Quebra em alta dos 28,5 cêntimos! E só aí!

Qual a projeção?

Anterior máximo relativo, pelos 0,31€!

E mais?

Uma ótima semana!



                                                                                                                                                       
                                                              

11.4.18

Atualização

Ainda nos andamos a recompor do gancho bem assente que a Sonae Indústria nos mandou direto à queixada, mas como sempre acontece nestas coisas, é mister ver o cenário de todos os lados possíveis e eu sou daqueles que não perco uma oportunidade de olhar para os desaires pelo prisma mais reluzente possível. Depois de nos terem cortado o cabelo à grande nos mercados que motivos poderão existir para deixar de ir de férias à barão e mandar vir para a mesa tudo aquilo a que temos direito? Digam-me um motivo lógico a ver se eu percebo! Que dinheiro gastaremos nós numas tainadas e numas patuscadas que o mercado não nos leve sem nós levarmos nada para casa? Nenhum, evidentemente! A conclusão a tirar, creio eu, é que negociar em bolsa é um chorrilho de vantagens: 1) se ganhas ficas todo pinoca, 2) se perdes deixas de ser sovina (e ainda pagas menos impostos). Só vantagens! Mas divago.

2.4.18

Primeiro trimestre

Chegamos ao fim do primeiro trimestre do ano com o PSI20 praticamente a zeros (subiu 0,3%) depois de ter estado a subir um máximo de 7,6% logo ao fim das primeiras três semanas do ano. Depois tudo se complicou e as carteiras têm sofrido um bocado.

27.3.18

JMT

Para quem está a olhar para a Jerónimo Martins, num dia em que ela está a ressaltar, aqui fica o nosso gráfico.


25.3.18

Indecisão

A semana que passou foi um autêntico nojo para os longos e nós andamos 4 dias a levar porrada tresloucada por causa da Sonae Indústria e ainda não nos recompusemos e já nos andamos a preparar para apanhar mais. Há algum aspeto positivo que se possa retirar da paspalhada que é perder-se dinheiro para além do tradicional que se foda, está perdido e está, agora vou masé encher o bucho de marisco regado a champanhe fino? Tirando essa injeção de ácido úrico, a boa verdade é que não há e fica-se com uma gosma infernal por não termos à mão uma máquina do tempo que nos reenvie para o domingo passado! Não é coisa que nos tire o sono, nem nada que se pareça, porque já toda a gente sabe que é apenas dinheiro, não é um enfarte nem um AVC ou uma coisa parecida, e o dinheiro vai e há de tornar a vir, mas um gajo tem sempre esta mania de que é possível andar nesta arte sem passar pelo biscate de queimar os dedos e quando os queima não gosta. Como é natural!

O viajante (parte final)


Foi por essa altura, numa spring break, que fez o tal cruzeiro relaxante nas Caraíbas e visitou Havana e todas as capitais caribenhas. Fez a continência a Castro e lembrou-se emocionado de que, em certo sentido, também ele foi como o Che, que correu o continente de lés-a-lés, antes de enveredar pela carreira de revolucionário. Estava finalmente fechado o ciclo americano e foi com orgulho que anunciou que se sentia apto a dar todos os conselhos e emitir as opiniões mais definitivas no que diz respeito à maior parte do globo terrestre. Mais do que reposição de prateleiras ou segurança noturna, eram as viagens a sua verdadeira arte, e embora o planeta fosse vasto, tornara-se, num curto intervalo de tempo, demasiado pequeno para tão grande vontade de se fazer notar como o maior laracheiro turístico da História, uns furos acima até (quem diria?) de um Fernão Mendes Pinto!

24.3.18

O viajante (parte 6)

No ano seguinte lambeu África! Bem, a verdade é que precisou de dois anos, porque no segundo foi para o lado do corno, trepou ao Quilimanjaro e depois veio por aí abaixo e só parou na capital da Austrália. Agora tinha um telemóvel mesmo bom, tirava imensas fotografias e postava tudo em tempo real. Tudo não! Só as que se aproveitavam e não estavam desfocadas pelo movimento perpétuo, mas jamais se esquecia de ser o primeiro a dar “gosto”. No Facebook era um campeão, no Instagram não tinha ninguém à altura e o blogue tinha-se transformado num local de peregrinação virtual. 

23.3.18

O viajante (parte 5)

Quando chegou cá era um homem feliz: Ulisses o conquistador da América! Fizera o roteiro das capitais em quinze dias de jornada, mas tinha visto tudo e sobre tudo tinha mais do que legitimidade para opinar. O Canadá é um assombro, uma terra de cultura e delícias, as Honduras de cortar à faca e têm sorte se não vos fizerem às postas, se gostam de praia, não é bom pensarem em ir à Bolívia, e de Buenos Aires a Montevideu a melhor forma de passar é a nado, através do Río de la Plata, pois evitam engarrafamentos bastante enfadonhos!

Aposta do dia!

Hoje o S&P500 não cai?


Ou dá um passo para o abismo?


22.3.18

O viajante (parte 4)

Sempre sem parar passou por todas as capitais da América central, entortou para Caracas e foi direto a Paramaribo. Em todas elas tirou fotografias (mais tarde arrependeu-se de não ter parado, porque a maioria ficou desfocada) e mesmo nos mercados e nas roulotes de enchiladas havia alguma coisa dentro dele que o impedia de parar e ficar quieto. Numa fila na Venezuela acabou mesmo por levar um par de estalos por ter passado à frente das donas de casa, mas no geral, a passo de corrida, a viagem fazia-se de uma forma que evitava vários inconvenientes que o afligiam nas alternativas mais convencionais: não estava sujeito a horários, não gastava dinheiro em bilhetes nem em combustíveis, não vivia sobressaltado com a incompetência de um qualquer condutor adepto da pinga, etc.

21.3.18

O viajante (parte 3)

Como não se podia dar ao luxo de ter grandes despesas, apesar de ser um fulano bem parecido todas as moças com que ia namoriscando acabavam por lhe dar com os pés, porque não havia ninguém mais forreta do que ele! Todas se encantavam com as aventuras que ele contava e os lugares onde tinha estado, mas ao fim de algum tempo a pagarem as saídas não admirava que voassem para longe!
Um dia acordou e deu-se conta de que, mais coisa menos coisa, a Europa estava vista e era necessário alongar o passo e conhecer capitais de outros continentes. Os problemas que se colocavam eram dois: a planificação da empreitada e o dinheiro para financiar a coisa.

20.3.18

Sonae Indústria (adenda)

Hoje foi um bom dia para testar a velha máxima de a bolsa ser uma boa forma de aprendermos a não viver de ilusões e sermos capazes de analisar os dados da maneira o mais atenta e desapaixonada possível. Nos resultados da Sonae Arauco, que só tive hipótese de ver com mais atenção agora à noite, há dois aspetos que me parecem saltar à vista:

O viajante (parte 2)

No fim do curso, uma porcaria de curso que não servia para nada, era lógico reconhecer que o que acabara por se tornar relevante era a coleção de capitais por onde passara e o homem viajado em que se havia tornado. Quando um conhecido se punha a falar em ir a algum lado não perdia tempo e dizia logo “já lá estive” ou “conheço muito bem” e dava sempre conselhos do género “em Amesterdão tens que ter cuidado com os carteiristas, porque os holandeses andam sempre charrados e são uns larápios dos diabos”, ou “não te aconselho a andar na London Eye porque sai-se de lá com vontade de vomitar”, ou ainda “definitivamente Praga vale muito mais a pena do que Budapeste, mas o que te aconselho a fazer é ires à Croácia porque é um país muito mais autêntico”!