9.7.18

12 músicas para ouvir no Nos Alive 2018


À semelhança do nosso destaque ao cartaz de puta madre do Primavera Sound Barcelona 2016 - já lá vão mais de dois anos - lançamos no blogue 12 das nossas sugestões para o incroyable Nos Alive 2018!

Em fevereiro, quando publicamos esta lista pela primeira vez, ainda havia bilhetes à venda. Agora, a não sei que tenham uma alternativa não oficial, vão ter mesmo que se contentar com o serviço público que estamos a fazer por vós!

Para que se possam organizar, vamos fazer isto a uma cadência de 3 por dia, sempre às mesmas horas: 9:30 para começar bem a jornada, 12:30 para festejar uma manhã de ganhos N€B e 18:30 para fechar a loja e preparar a entrega do guito ganho ao taberneiro!

3 músicas para uma semana de N€B




8.7.18

Nos e Sonae (e outras cenas)

As duas diferenças grandes entre apostar na bolsa e na nossaaposta é que na primeira podemos 1) jogar com o prazo e 2) usar a análise técnica. Esta última, ao contrário da estatística ou da larachada dos comentadores, tem o virtuosismo de ser usada por uma grande quantidade dos próprios intervenientes do mercado, de maneira que acaba por estar inquinada a favor dos participantes como se de um argumento circular se tratasse.

7.7.18

Dinheiro (parte 5)

Se a maior parte do ouro permanecia no cofre imenso tempo sem ser levantada, com a invenção das notas de banco, o banqueiro ex-ourives conseguiu fazer com que os levantamentos fossem ainda mais raros e o ouro ficasse esquecido praticamente ad eternum.


É que, não só os depositantes não necessitavam de andar com metal pesado nas carteiras, pois podiam limitar-se a trocar pedaços de papel, como também a atividade de prestamista podia ser levada a cabo com notas do seu banco.

6.7.18

Dinheiro (parte 4)

O nosso ourives tinha deixado de existir e com ele o simples cofre-forte que tinha construído para guardar os materiais do seu ofício. Em seu lugar, surgiu um florescente banqueiro, cujo negócio corria de-vento-em-popa, e que contava com toda uma infraestrutura de transações financeiras a que, mais tarde, se viria a chamar banca. Desde que houvesse estabilidade económica e a paz fosse mantida, o trabalho de prestamista do nosso amigo crescia ao ritmo a que aumentavam os depósitos que era capaz de captar. É que, quanto mais ouro emprestasse, mais investimentos eram feitos, maiores eram as transações de bens e matérias-primas, e maiores necessidades de financiamento existiam da parte empreendedora da sociedade.


5.7.18

Shoah

No dia em que faleceu Claude Lanzmann, o homem que nos deixou a mais vívida e obsessiva série de testemunhos sobre o holocausto, no grande documento sobre a natureza humana que são as 10 horas do seu Shoah, é com comoção e agradecimento por não nos deixar esquecer que revemos o seu trabalho. Se nunca mais se repetir, devemo-lo aos depoimentos que Lanzmann incansavelmente recolheu, porque quando o fez, na década de 80, muitos eram já os negacionistas instalados e o terror nazi corria o risco de se perder nas brumas da história, até porque aqueles que o viveram, tudo o que queriam era esquecer. 

Merci Claude, reponse en paix!


EDP Renováveis

Hoje, tardíssimo mas esperamos que ainda a tempo, lá nos decidimos a pôr umas pilecas na EDP Renováveis. Por ser tão tarde, fizemo-lo a medo e só mesmo para marcar posição, mas chegamos à conclusão de que o mercado anda a comprar a ideia de oferta da EDP pelas ações que ainda não tem na Renováveis (17%) e que o preço vai ter que ser bom para convencer os que foram enganados desde a OPV. 

O apalermado de tudo isto é que nós já tínhamos metido essa ideia na cabeça há algum tempo, até porque tínhamos lido abundantemente sobre essa possibilidade e dito que sim, mas fomos burros ao ponto de nos deixarmos dormir no pedaço. Aliás, vejam lá no gráfico a nossa linha verde, a tal cuja quebra em alta obriga a pôr o trambolho todo a laborar e nós nada! Dá vontade de pegar nos neurónios que ainda estão a funcionar e esbofeteá-los um a um para aprenderem a fazer como deve ser o trabalho que lhes incumbe. É pena não poder educá-los dessa forma porque tenho a sensação que os sacaninhas não afinam se os ameaçarmos apenas à base de estupefacientes e vinho moscatel. Pelo contrário: até gostam, os viciados de merda. Deve ser da genética! 

Dinheiro (parte 3)

À medida que o tempo passava, o ourives foi-se apercebendo de que, desde que fizesse um estudo prévio dos clientes que lhe vinham pedir empréstimos e afinasse a taxa de juro com o risco de cada transação, podia reduzir a sinistralidade ao ponto de garantir um negócio bastante seguro e muito lucrativo.


Claro que, quanto mais emprestasse, maiores seriam os lucros, mas para emprestar com segurança, necessitava de captar a maior quantidade de depósitos possível. Por esse motivo, o ourives, que nesta altura do campeonato já se havia transformado naquilo a que mais tarde se viria a chamar um banqueiro, acabou com a cobrança de renda pelo espaço que os aforradores usavam no seu cofre, o que, evidentemente, convenceu mais gente a entregar-lhe as respetivas economias. Mais tarde, quando todos perceberem que o negócio é bom, e o ourives está a enriquecer, outros construírem cofres e a concorrência apertar, o nosso homem ver-se-á obrigado a partilhar parte dos lucros que obtiver com quem o escolher e passará igualmente a pagar juros. Mas por ora, tal ainda não é necessário.

4.7.18

Dinheiro (parte 2)

Com o tempo, a fama de solidez e fiabilidade do cofre do ourives e a sua honestidade pessoal foram crescendo e mais e mais gente foi ganhando confiança para se decidir a confiar-lhe a guarda dos seus bens mais preciosos.

O nosso ourives, por outro lado, foi-se apercebendo de que havia sempre gente que vinha depositar ouro ou prata, ao mesmo tempo que outros vinham fazer levantamentos, mas, a maior parte das pessoas deixava o ouro e a prata no cofre por muito tempo, pois o que iam ganhando no trabalho do dia-a-dia chegava para fazer face às despesas correntes. De maneira que havia uma grande porção de ouro e prata que ficava pura e simplesmente guardada no cofre sem uso nem serventia.


Jerónimo Martins

A Jerónimo Martins é um caso paradigmático da forma como funciona a bolsa. A empresa manteve-se durante imenso tempo bastante cara, com um valor de mercado a rondar os 10 mM€ para resultados líquidos anuais na casa dos 400 milhões. A Sonae, por oposição, andava em torno dos 2 mM€ para resultados de 150-200 milhões. É certo que a dívida da Sonae era 4 vezes maior do que os 300 M€ da JMT, mas o motivo porque existia tão flagrante desfasamento não tinha que ver com estes valores, que eram números do presente, mas sim com o que é chave na bolsa: o crescimento futuro. 

3.7.18

Dinheiro (parte 1)

Era uma vez um ourives que vivia numa cidade distante, há muito, muito tempo atrás. Nesse tempo, o mister do ourives era converter o ouro e a prata em adornos que lhe acrescentassem valor, de modo a que pudessem ser trocados, com lucro, por mais metais e pedras preciosas. Mas como lidava com produtos que toda a gente desejava ter, o ourives vivia numa permanente aflição, com medo de salteadores que lhe descobrissem o buraco onde escondia os bens que produzia e as matérias-primas que ia comprando. Foi por isso que, a dada altura, se decidiu a canalizar parte dos lucros que obtivera para a construção de um cofre sólido o suficiente para desanimar os ladrões.


2.7.18

Atualizações: BCP e Soni

Dois títulos que manobram dentro de canais descendentes bem definidos e onde só vale a pena entrar numa de duas hipóteses. Passamos a explicar:


1.7.18

PSI20 e Galp

O mês de junho deu-nos tanto trabalho que, para pôr comida na mesa tivemos de abdicar de vir aqui dizer de nossa justiça, até porque, bem vêem, esta estória do N€B é só gira mas não mata a fome, de maneira que nos fomos limitando a atualizar a carteirinha e deixamos a tasca em modo de autogestão. 

Hoje vamos pôr aqui uma atualização de gráficos, num momento em que, de facto, o mercado está a fazer-se de difícil e no ponto ideal para arrumar com uns quantos para a valeta. 

Aproveitamos para lembrar os senhores frequentadores deste humilde estabelecimento que os nossos gráficos contêm 3 linhas horizontais que são suportes ou resistências - consoante a situação - a que damos especial importância (sendo certo que convém dar sempre uma margem de alguns dias para que a coisa confirme). Usamos uma notação semafórica conhecida de toda a gente e que além disso dá um colorido patriota a gatafunhos que de outra forma poderiam ser um pouco agrestes. As retas têm as cores que se seguem, com os significados que apresentamos: 

  • vermelha, abaixo da qual damos o mercado por bear;
  • amarela que suporta o nosso rácio ganho/risco favorável;
  • verde acima da qual julgamos que é de ponderar ir com a sede toda ao pote!

28.5.18

Gráficos interessantes

Já não ia publicar mais nada, mas deixo só mais estes gráficos porque me parecem interessantes e falam sozinhos.

BCP:


Son:


Cofina:


Galp:


Ponto de eutanásia?

Eu só queria que o animal fechasse o gap ou que, vá lá, fosse à base do canal, mas resolveram abrir saldos dos grandes e ele, com a ajuda do pagamento de dividendos, veio mesmo ao suporte dos 5500 pontos.