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3.4.16

De volta às lides

A semana foi boa para estar fora e bem vistas as coisas a spring break ficou-me módica, se atendermos à altíssima probabilidade de me ter espalhado ao comprido se tivesse ficado por cá entretido na lufa lufa. Bom para mim!

O PSI20 é um sádico do caraças e justo quando a malta está numa de pensar que a coisa vai encarreirar o bruto tomba e leva tudo à frente. Mais do que teorias económico/políticas, aquela quebra em baixa da Lta na quinta-feira antes da Páscoa marcou o compasso, como a cena da última ceia preparou os estômagos para o que se seguiu (esta veio mesmo a propósito), e devia ter-nos levado a largar tudo e escondermo-nos, como fez Simão Pedro.


E vejam o gráfico:


A minha dúvida agora, e a de todos nós afinal de contas, é se reentra no canal descendente ou se ressalta ali no topo até à zona dos 4900 pontos. Não me consigo decidir, mas estou ansioso por descobrir como evolui a situação nos próximos dias. É que uma reentrada consistente no canal é muito mau sinal e pode levar alguns mais sadomaso a começarem a pensar que pode haver merda grossa, por exemplo, lá para o fim do mês quando os canadianos disserem de sua justiça sobre o rating da república. Como dizia o outro, make no mistake, são os sinais dados pelos gráficos que nos devem levar a antecipar a tempestade e não ocorrência da catástrofe que nos deverá levar ao gráfico. Make no mistake.


Nos títulos, o BCP fez o mesmo que o PSI20, no mesmo dia, e a falta de disciplina custou 20% aos indisciplinados (é importante reconhecer que com a banca europeia a cair em média 15% no trimestre, seria épico o BCP estar quase a ganhar no que vai de 2016). Agora vêm com a conversa de um AC, do reverse stock split, da indecisão no BPI, e mais uma quantas narrativas (para usar linguagem pós-moderna). Mas eu digo como o arbusto: make no mistake:


E agora? Agora... foda-se! Não lhe vejo ponta por onde se lhe pegue, mas dou de barato que possa ter um ressalto aqui. Mas também aceito se me disserem que se pôs a jeito para marcar mínimos. Dá-me a ideia que este é um caso que vai estar intimamente ligado, nos próximos dias, ao que se passar com o BPI, pelo que pode dar riqueza ou pobreza em igual proporção. O que sei é que o gráfico antecipará o desiderato! E por ora não é famoso!

Lembram-se de termos dito aqui que achávamos a JMT uma empresa cara. Pois bem, o que nós dizemos não conta para nada e o que as casas de investimento dizem ainda menos (ou será ao contrário?!) e o que interessa é que a JMT quebrou a resistência forte que tínhamos assinalado e manteve-se segura bem acima, pelo que está num bull market pujante e feliz. Daqui para cima, só vemos resistências na zona dos 15 euros e são valores cheios de mofo, de 2013! Pusemos ali uma Lta que acompanha o movimento atual que já leva quase 40% e achamos que a sua quebra em baixa pode ser motivo para vender (está muito encostada à cotação atual o que reforça o rácio ganho/risco). Dizemos "pode" porque em bull market há tão poucos motivos para vender quanto em bear market há para comprar!


Na small list do que vamos ter debaixo de olho no arranque de semana está a Galp. Tem um movimento similar ao da JMT, mas muito menos exuberante porque está com um caminho mais cheio de pedras. Mas na sexta-feira veio pousar outra vez na zona do vai ou racha, ali na base daquele canal ascendente dentro do qual tem vindo a navegar (comparativamente, diríamos que é como se a JMT viesse aos 13,40€). Se quebrar a linha em baixa não gostamos, mas por aqui há rácio ganho/risco que pode justificar uma investida.

2.3.16

Jerónimo Martins

Olhando para estes resultados fica-se com a ideia de que a JMT é uma empresa cara. 

Com um PER atual de 25, mesmo com um crescimento de lucros na Polónia de 12% não parece haver grande margem para valorizações consistentes, até porque Portugal está parado e a Colômbia, até à data, está a ser um bom sorvedouro de dinheiro. A margem ficou em linha com o ano passado nos 5,8%, bastante abaixo do alvo de 6,5% até final de 2017, o que pode levar o mercado a pensar que podemos falhar esse objetivo, tanto mais que não se prevêem grandes crescimentos da inflação ou diminuição da concorrência (vulgo: promoções). Do lado positivo, uma dívida baixíssima, para os padrões portugueses, que permite libertar recursos para dividendos generosos. 

Do ponto de vista técnico, é das ações portuguesas em melhor forma, mas está numa zona de resistência muito importante e que já não consegue vencer há mais de dois anos:


Se amanhã subir, acreditamos que possa ir um bom bocado mais acima, mas julgamos que há um sério risco de ainda não ser desta que vença a resistência.

Se nós fôssemos um banco de investimento, apontaríamos para um PER mais saudável por volta de 18 (afinal de contas, a JMT não é nenhuma empresa de alta tecnologia!), o que dará um price target de 11€ para o final do ano, assumindo uma subida (generosa) de 15% no resultado líquido ao longo de 2016.

Por comparação, a título de exemplo, a Sonae, que apresenta resultados no dia 16, à cotação atual e com os lucros de 2015 tem um PER de 13!

14.2.16

Gráficos avulso

O PSI20 está naquele ponto em que, pqp o gajo, com 15% de queda em mês e meio, parece um destruidor de papel tão bom quanto o rambo a devastar o Afeganistão:


O gráfico diz que daqui para baixo, se cai, só se levanta se lhe enfiarem um foguete no traseiro, porque está nuns mínimos tão mínimos que, pqp, abaixo disto... congela!


Gráfico:


Seguindo a nossa sui generis maneira de atuar, fomos à bulha na sexta-feira para um, estamos em crer, bref combat. Ficam as nossas escolhas:




Entre o BCP e o BPI o primeiro estava num ponto importante do ponto de vista técnico, mas a queda de 3% meteu-nos um medo muito grande e ficamos a pensar, talvez mal, que ainda o vamos apanhar no mínimo histórico:


BPI com um bocado de boa vontade pode estar ali a desenhar uma coisa parecida com uma lta apoiada em higher lows (será?) e pareceu-nos mais apetecível! Esta notícia deixa-nos a pensar que a aposta foi boa!


Escusado será dizer que estamos over and out se as linhinhas horizontais que pomos nos gráficos forem postas em perigo! Para este peditório não damos! PQP!

1.2.16

EDP e JMT

Movimento de curto prazo bastante interessante na EDP. Fecha hoje sobre uma resistência que vem marcando o compasso desde julho. Para quem está de fora, não se aconselham tomadas de posição a menos que quebre em fecho e com volume os 3,33€. Nesse caso, quebrará em alta a média móvel de 200 dias (a que, diga-se, não parece ligar muito) mas, mais importante, evitará um novo lower high e poderá ter espaço para avançar até à zona dos 3,60€. Claro que para isso vai precisar da ajuda dos mercados internacionais e não é líquido que haja disponibilidade para tanto. 


Na Jerónimo Martins o movimento também tem sido engraçado, mas aproximamo-nos a passos largos da zona dos 13,40€ onde estará, por certo, um sortido abundante de ordens de venda. É que a JMT já não passa desse valor para cima desde finais de 2013 e nas últimas aproximações levou pantufada velha e afundou direta ao suporte mais próximo. Daí que quem esteja dentro tenha pouca vontade em experimentar a graça e opte, sensatamente, por vender! Contudo, com os lucros na Polónia mais ou menos acautelados, com os Pingo Doce atacados de malta disponível para empatar o cacau que nasceu (não na carteira, mas na mioleira, o que, para o caso, vai a dar no mesmo) em resultado dos novos tempos que-se-lixe-a-austeridade e com a Colômbia envolta num cada vez mais excitante mistério não será de descartar que a resistência seja arrombada e a descarada suba pelo menos mais um euro até à zona dos 14,50€. Não acredito que o faça de uma assentada e muito menos o consiga sem ajuda externa, mas que a JMT arrisca voltar a ser a ação mais interessante da bolsa, disso, meus caros amigos, não tenham dúvidas!

20.1.16

Gráficos para quem acredita em rebotes

Quem vê o que o S&P fez hoje fica na dúvida: quebrou os 1870 (o que é mau), mas foi direto à zona dos 1815 e aguentou o impacto, evitando o péssimo e fazendo uma espécie de remontada! Diga-se que aquela queda brutal até meio do dia, com um volume altíssimo e um pico de pessimismo, é típico de situações de saturação numa dada tendência do movimento, em que os mais tesos acabam por ceder e entregam a carga que vinham a segurar desde lá de cima.


O DAX, para todos os efeitos práticos, aguentou os 9400 pelo menos mais um dia:


Tanto um como o outro estão numa situação de flagrante sobrevenda e acumulam, numa dúzia de sessões, quedas de 9 e de 12% respetivamente. 

Estamos em crer que é possível que este movimento de sucessivas quedas possa aliviar momentaneamente (ainda que o fecho do S&P nos deixe na dúvida), e possamos ter motivos para subir pelo menos amanhã e quiçá na sexta-feira.

Nessa eventualidade, e apenas para quem gosta de arriscar, deixamos, sem mais comentários, 5 gráficos que nos parecem interessantes dentro do esfrangalhadíssimo PSI20.  






Para que não restem dúvidas, deixem-nos apenas recordar que não estamos a dar sugestões, nem jamais o faremos: trata-se de partilhar os nossos estudos. Por outro lado, e porque às vezes há quem fique com macaquinhos a bailar no sótão, dizemos que não temos qualquer posição aberta em nenhuma das empresas que aqui analisamos.

8.9.15

Ações em suporte

Ações em suportes vendem-se na respetiva quebra encaixando-se um prejuízo que faz parte da despesa corrente de nos mantermos nesta vida! Assim, aproveitando o facto de hoje ser o dia em que, teoricamente, se encerra o tempo previsto no dito bolsista "sell in may..." deixamos propostas de análise à vossa consignação.

BCP (tão inevitável quanto perigoso):

Sonae:


Mota (precisava de quebrar os 2 euros e remontar):


Numa fase mais interessante de um possível movimento de rebote.

NOS (já em zona de obstáculos):


Altri (idem):


EDP Renováveis:


Quanto ao PSI20, mantemos que só uma quebra dos 5320 constitui sinal de compra, mas também somos de opinião de que se segurar nestes valores apresenta credenciais para os ir testar novamente. O problema é que num bear market a um dia de subidas segue um outro de queda e depois mais outro, de maneira que a probabilidade de nos encaminharmos para os mínimos do ano continua a ser bastante alta. Mas também há gente sábia que não deixa de lembrar que quem não arrisca não petisca. Petisquemos então (atenção à Fed nos próximos dias!). 

4.5.15

Três curtas análises

Sobre os resultados do BCP nem nos apetece mandar postas de pescada, dado que já mandamos tudo o que tínhamos a mandar aqui e no FB quando o CaixaBI publicou as suas estimativas (cito o que escrevemos na altura: "...se estas previsões baterem certo e o lucro for de 50 M€, extrapolando de forma simples para o fim do ano dá-nos um PER atual de 24 o que, parecendo carote, acaba por não ser estapafúrdio numa empresa que vem de uma profunda reestruturação. E eu diria mais, se a extrapolação não for linear e com cenários de fusão, já não vejo como hilariante o preço alvo de 14 cêntimos que lhe atribuem!"). Agora façam as contas e vejam lá se é de entrar! Diria que uma quebra da zona dos 95 é bom sinal, mas amanhã pode ser dia de saída dos que correram o risco de apostar antes de conhecida a boa-nova (quem nos segue sabe que andamos um bocado à toa, principalmente, por causa do comportamento do DAX e, por isso, estamos numa de ver correções ao virar da esquina).

No PSI20 tivemos hoje a quebra de um triângulo simétrico cuja projeção atira para a zona dos 6300 pontos (onde está a Lta quebrada há dias, que deixamos no gráfico na expetativa de que seja reconquistada, e um potencial duplo topo). Como tal, estaremos vendedores, para reentrar caso mostre arrojo para quebrar o máximo anual e, consequentemente, o topo do retângulo laranja (no médio-longo prazo estamos muito otimistas em relação ao PSI20, quer por causa do seu comportamento na recente correção europeia, quer por causa dos excelentes resultados que têm vindo a ser publicados pelas diferentes empresas)!


Por falar em ótimos resultados, uma palavra também para a Jerónimo Martins que hoje confirmou a quebra da tremenda resistência dos 13 euros (vejam aqui a última vez que falamos dela). Agora não nos admiraríamos que se esticasse até ao topo daquele canal conservador que pusemos no gráfico (os 13,70 coincidem com o fecho de um gap que vem de janeiro do ano passado). Para quem está numa de longo prazo, não vemos motivos para vender, mas os que não dispensam as emoções da jogatana não devem perder de vista que o movimento já orça a +11% em cinco dias! 

12.4.15

Três gráficos

Hoje não tenho tempo para muito, de maneira que vou deixar os gráficos praticamente falarem sozinhos.

Na Galp a quebra em fecho dos 12 coloca pressão imediata na zona entre os 12,90 e os 13,15. Não cremos que seja para já, uma vez que o movimento vai esticado e não falta quem não tire de ideia vê-la a fechar o gap deixado nos 10,90 (claro que o dinheiro fresco em que os bancos estão atolados tem uma palavra muito importante a dizer nas correntes condições do mercado, pelo que tudo aquilo que dissermos deve ser lido sem esquecer que vivemos tempos excecionais). A nós não precisavam de nos fazer sinal se a víssemos a pousar nos 11, mas a tal quebra dos 12 também não nos deixa indiferentes. Aos valores atuais não nos interessa!


A Jerónimo foi a vencedora do concurso de beleza de sexta-feira e quiçá graças à revisão em alta do BPI fechou em máximo do dia. Agora, aproximou-se de uma zona que nos parece bastante complicada e que culmina na estupenda zona de resistência de 30 cêntimos acima dos 12,90. Não cremos que quebre já; no ano passado nunca conseguiu (claro que no ano passado já andava tudo desconfiado do BES e este ano está tudo animado com o BCE: faz diferença, não?). Se a virmos na lta é uma boa compra, e se quebrar os 13 com força, diabo, vamo-nos a ela. A estes valores, preferimos que outros façam o trabalho!


A Mota não passou a resistência e deu para trás. É das poucas que não está (nem esteve este ano) sobrecomprada e talvez por isso não nos dê vontade nenhuma de a comprar (é incongruente mas ninguém disse que a bolsa era uma atividade lógica). Acima dos 3,66 talvez dê uma boa compra (se apresentar bons resultados, quebra-os de um gás só). Daí para baixo arrenega!


24.3.15

Outros gráficos e mais música

Com a bolsa a bombar certinho não estamos nada virados para nos pormos p'raqui com lições de moral, dicas ou larachas engraçadas. Só nos apetece pagode, ver uns gráficos para desenfastiar e ouvir música. Deixamos a borga para o fim porque, apesar de tudo, há que manter alinhados os níveis de responsabilidade e não deixar que o cheiro do pilim sem suor nos atrofie de vez os neurónios.

Do PSI como um todo já aqui ontem falamos e mais não temos para dizer.

Das ações de que gostamos postamos gráficos quase a seco (colocamos as linhas que nos parecem importantes).

Do BCP dizemos apenas que não vemos ainda aquela resistência preta grossa nos 0,095 vencida, mas que a quebra ontem da SMA200 (que agora passou a suporte) coloca o título numa fase diferente da recuperação é um dado evidente. Estamos já naquele ponto em que as quedas vão servir muito mais de oportunidade de entrada para aqueles que ficaram de fora a salivar, ao contrário do que se passava antes em que à mínima queda havia logo quem as largasse com medo de despenque. Queda como mote para vender deu lugar a queda como oportunidade de entrada: eis, em poucas palavras, a diferença entre o bear market e o bull market. No BCP cremos que falta uma puxada jeitosa acima do valor de fecho de hoje. Pode ser amanhã... ou noutro dia qualquer. Vejam o esquiço: 


A Sonae já quebrou a resistência e está há 3 dias acima dela sem que se registe rejeição, pelo que, não fora a situação de sobrecompra diríamos que estava pronta para receber guia de marcha para levantar vôo. Valores de referência acima destes só os temos de 2008, pelo que já estão desatualizados. Daí que as próximas resistências vão ser estabelecidas no movimento que se vai seguir. Se querem a nossa opinião, gostávamos de a ver descer até a zona dos 1,33 (EMA21) para depois partir mais confiante, mas não nos importamos nada se for para cima ato contínuo.


Altri e NOS são exemplos de como uma ação pode estar hipercomprada e mesmo assim continuar a subir. Deixamos os gráficos apenas por uma questão pedagógica: se nós as quiséssemos comprar e tivéssemos calma suficiente para aguardar por uma correção era na linha verde (EMA9) que púnhamos a ordem (na linha amarela, EMA21, caso tenham nervos de aço).



Desde a nossa última análise a EDPr ainda não conseguiu torrar o topo do canal que assinalamos na altura. Já veio cá abaixo confirmar e voltou lá para cima. Neste momento, necessita de um fecho acima dos 6,49 para justificar uma ida a jogo, mas se a virem ameaçar esse valor não fiquem a olhar para o lado, porque correm o risco de terem de a comprar bem mais acima (e esta tem a vantagem de não estar sobrecomprada).


Para acabar, a Jerónimo Martins que teve de vir ganhar balanço para deitar abaixo a parede dos 12 euros. Hoje testou a EMA9 a ver se chega. Se chegar, amanhã já vai surtir efeito. Se não, podemos ter oportunidade de compra na Lta, por volta dos 11,35€ ou quiçá na EMA21 de que a JMT também gosta muito.


E agora mandem os gráficos para o teto e oiçam Sigur Rós bem alto! De rebentar com tudo! Merecemos, carago!!!

18.3.15

Gráficos avulso

Cinco gráficos avulso para chamar o sono.

Altri em máximo histórico (linha horizontal). Reação hoje à Lta de curto prazo e à EMA9. Do ponto de vista técnico não vemos motivos para vender, mas a puxada jeitosa do euro hoje é bem capaz de levar a mais-valias num título que tem sido propulsionado pelo euro barato. Nesse caso, vigiem a Lta e a linha amarela EMA21. 


A Jerónimo Martins não só fechou o gap deixado em julho como se apressou a encaminhar-se para uma pequena resistência que vemos pouco acima dos 12 euros. Achamos, contudo, que a verdadeira luta vai-se dar no ataque aos 13 que foi uma zona de intensos combates no ano passado e em 2012. Para baixo há uma Lta que não é quebrada em fecho desde o início de ano e que, para nós, nos serve perfeitamente de referência para eventuais guias de marcha.


A EDPr não repudiou a quebra dos 6,20 que havíamos assinalado como dica para entrar, mas agora tem ali aquele topo do canal como derradeira maçada antes de se poder abalançar a uma tomada de assalto de valores que já não são vistos desde 2010. Se quebrar, bom, se não podemos tê-la a marinar ou então a acusar o toque até cá baixo outra vez aos 6,20 (só para chatear).


Na banca está tudo à espera de sexta-feira e do que se vai passar com as ofertas pelo NB. O BCP estava a descontar uma série de coisas boas, mas durante esta semana começou a alombar para o caso de os interessados no NB se apresentarem murchos e sem pilim. Em termos técnicos, encontra-se encravado entre as médias móveis curtas e estamos em crer que só se vai decidir quando começar a boataria a respeito dos valores que vão aparecer em cima da mesa. A situação é interessante porque para baixo só vai se as ofertas forem escanzeladas, sendo até possível um sell-off à maneira na segunda-feira, porque a verdade é que o BCP vai arcar com 20% da diferença entre os 4,4 mil milhões do fundo de resolução e o valor da venda (num caso limite, podemos ter especulação de que o BCP vai necessitar de um AC). Não cremos, contudo, que seja esse o desiderato, uma vez que o número de pretendentes à compra do banco que era do salgado não autoriza compras em saldo. A não ser que, por ainda estarmos numa fase não vinculativa, venham de lá jogadores de poker... Passado este stress do NB e se as ofertas forem sensatas, podemos ter o BCP a entrar num novo ciclo de subidas a bom ritmo que o levem definitivamente para a fronteira bear-bull (zona acima da linha vermelha e abaixo da resistência horizontal nos 0,095).

1.3.15

Três títulos

Já que estamos com a mão na massa deixamos um ponto da situação a três dos títulos que negociamos habitualmente.

No BCP atingimos num ápice o topo do canal que tínhamos desenhado aqui e agora o monstrinho está com dificuldade em decidir-se. Se quebra para cima arrisca-se a ir à SMA200 nos 0,091, zona em que se decide se vai para bull mode. Se vem para baixo era uma delícia apanhá-lo na zona dos 7,5 cêntimos porque estaria em belíssima posição para nos encher os bolsos de tão necessário pataco. 


Esta semana a Jerónimo Martins não só quebrou a resistência que a andava a chatear há muito tempo como deixou para trás a SMA200 e, nesse mesmo dia, foi logo encostar-se à barreira seguinte nos 10,56. Como é natural, arreou, mas no último dia da semana encheu-se de coragem e voltou a atacar acabando justo em cima do muro. Se conseguir quebrar (os resultados que vai apresentar na próxima quarta-feira podem ser o tónico decisivo) tem caminho aberto para ir fechar o gap nos 11,70€. Lembrem-se, contudo, que das últimas vezes que a JMT apresentou resultados foi um ver se te avias para as saídas de emergência e muito boa gente torrou graveto sem jeito à conta da brincadeira. Agora, os números preliminares pareceram ser prometedores, mas os preliminares nunca são de fiar, pois não?... 


A NOS pisou esta semana terreno que estava por desbravar há mais de 7 anos, pelo que se encontra tão bull que é um crime se não a tivermos debaixo de olho (há várias como ela e o que aqui dissermos é válido, por exemplo, para os CTT). Uma descida aos 5,8 serve para ratificar a EMA9 e se a virem nos 5,7 deitem-lhe uma mão que a moça merece (e promete).


2.2.15

Jerónimo Martins

Não sei se concordam comigo, mas não consigo deixar de pensar que a Jerónimo Martins fechou justo na fronteira bull/bear


Nos próximos dias pode quebrar a SMA200 e ao mesmo tempo romper para cima de um canal que não rompe há quase dois anos. Uma vez por cima, há um íman instalado no fecho do gap na zona dos 11,60-80. Para o médio prazo, só uma quebra consistente dos 13 euros abre os horizontes. 

Estava apenas na dúvida de saber se a JMT poderá ficar bullish sem que o PSI20 se amande para cima dos 5400, mas desde que soube que os gregos estão numa de fazer cedências na questão do haircut fico esclarecido: vamos subir! 

Agora é a velha questão de saber se este será o cavalito mais fresco para ir à luta. Uma coisa é certa: boa saúde aparenta ter!

Adenda: depois da boa reação de hoje à aproximação da SMA200 por parte do S&P500, fica para já posta de parte a "descida americana" que colocamos como hipótese ontem. Amanhã é outro dia!

14.1.15

Vamos subir? A PT não deixa!

Graças ao volteface na JMT o PSI20 foi beijar a primeira resistência que tínhamos marcado no gráfico, ficando claro que, por ele, a decisão está tomada: o caminho fazia-se já rumo aos 5350, deixando para trás a hipótese de se mergulhar até ao suporte 1000 pontos abaixo. Julgamos que, em condições normais, esta mini-barreira nos 4900 não seria obstáculo à altura de um índice que tem, quer queiramos quer não, diversas ações a implorar por subidas.




O problema do PSI20 é que esta subida peca por tardia e apanha os americanos claramente em dificuldades. Aquele lower high que apontamos aqui há dias foi sintoma de que algo de profundamente errado se estava a passar com o S&P e um fecho hoje abaixo dos 1994 pontos coloca o índice americano a caminho dos 1815: parece muita queda para que o nosso pequenote aguente a bucha, dizemos nós.


Mas pode ser que o S&P ressalte e volte para cima, ou que o programa do BCE puxe pelas ações europeias, mesmo com os americanos anémicos.

O problema é que nós não nos podemos esquecer de que o PSI20 tem uma doença grave chamada Portugal Telecom que, ou muito nos enganamos, ou se vai transformar num outro cancro como foi o BES. 

Não sabemos se os nossos amigos ouviram a notícia de que a Oi tem 2000 milhões de euros enterrados na PT? 

Também não sabemos se leram que um alto quadro da Oi afirmou que o adiamento de 10 dias da AG da PT é administrável por parte dos brasileiros? 

Que a Oi aguenta 10 dias sem vender a PT Portugal! 

WtF! Aguenta 10 dias?! 

Meus caros, a Oi está para lá de fodida! A Oi está à beira de fechar portas e a única salvação que tem é vender a PT Portugal! Não se trata de uma opção, nem de um negócio! Trata-se de sobrevivência! E se têm dúvidas, vejam isto! A Oi caiu 50% num mês! Se isto não é uma empresa falida, está-se a esforçar por parecer! E a PT meteu-se neste barco e agora está falida também, porque está atada com 2000 milhões de cordas bem grossas! Puta que pariu! Desculpai!