26.9.17

Mota-Engil

A Mota está num daqueles momentos em que notícias como esta costumam ativar o turbo e, por isso, fomos ver o gráfico. E vimos que ele está assim:

24.9.17

As mal amadas

Vou-vos dizer. Desde há largos meses que só tenho negociado BCP e Pharol. Muito provavelmente as duas mais mal amadas do nosso índice. Para além da minha mania de não ir pelas massas tem, e sobretudo, a ver com a aquilo que entendo ser a minha estratégia de negociação - e essa está bem vincada nas dezenas de opiniões, leituras e análises que vou partilhando - e por já estar um pouco como peixe na água na percepção dos movimentos da negociação das ditas cujas, por muito que por vezes me falta a água! E isso é o quanto baste para me sentir confortável com a posição! Mas não confundamos conforto com certezas! Essas não existem! 



Independentemente de diferentes estratégias, e desde sempre o dizemos, quando abrimos uma posição temos que saber porque o fazemos, tal e qual como quando a encerramos! Só assim, e estando corretos, mantemos consistência nos ganhos e não terá sido obra do acaso, efêmero! 

Claro está que não poucas vezes as coisas correm mal mas também vos digo, prefiro que corra mal e perceba porquê do que corra bem e tenha sido um achado! Ao longo do tempo a disciplina dará os seus frutos e sentirão que encontraram vocação para, sem grandes oscilações de estados de espírito, fazer dinheiro!


E agora, vocês, lixados que sois, me perguntam: mas se já te sentes como peixe na água diz-nos lá o que esperar da Pharol e do BCP?


Ponto da situação

Não há muito que nos apeteça dizer neste momento e, por isso, vimos só aqui quase cumprir calendário. E, no entanto, vivemos tempos bastante interessantes e não faltam coisas para dizer, a começar, por exemplo, pelo aspeto ou vai ou racha do PSI20!

17.9.17

PSI20

Temos defendido de há bastante tempo a esta parte que o PSI20 só entrará em bull market com uma quebra em alta da zona que vai dos 5300 até aos 5400 pontos. Esse é para nós o intervalo chave em termos de longo prazo e, se a quebra se der com volume, estamos convencidos de que haverá finalmente tomada de posição em empresas portuguesas por parte de fundos internacionais sem os quais qualquer subida estará sempre muito condicionada.

12.9.17

Sonae Indústria

Não é surpresa para aqueles que nos seguem que a Sonae Indústria é uma das empresas com que contamos para conseguirmos remendar os bolsitos que ficaram furados nos nossos pantalones coçados depois do forrobodó no veraneio. 

9.9.17

BCP (a nossa tese)

Causou sensação o comportamento do BCP esta semana, e muitos foram os que deitaram a toalha ao tapete na quinta-feira quando o viram arriar dos 20 cêntimos, só para ficarem com a cachola feita em papas nas duas horas finais de sexta ao vê-lo esgalhar 6% em marcha forçada. Emoções fortes, portanto! 

Mas porquê isto?

O porquê é sempre importante nestas coisas da bolsa, como de resto em tudo na vida, e, por muito que às vezes os processos possam parecer aleatórios e incompreensíveis, a verdade é que só conseguimos evoluir se refletirmos permanentemente nas causas, mesmo que o façamos à posteriori! É que, bem vêem, o sucesso exige confiança e a confiança só se constrói se conseguirmos tornar compreensível o que parece irracional, mesmo que nada mais tenhamos do que uma tese pessoal que se prove estar longe da realidade! O importante é que exista uma hipótese que possamos verificar e que nos deixe ante a perspetiva de agir em consonância.

Neste caso concreto, vou-vos dizer qual é a minha tese até porque, falsa ou verdadeira, creio que não será destituída de valor pedagógico.

3.9.17

Back in business

Um mês inteiro de dolce fare niente e folia é tempo mais do que suficiente para ficarmos tem-te não caias a pontos de abandonarmos o barco, mandar tudo às urtigas e fechar a loja. É que, bem vêem, a boa vida tem o efeito secundário de nos fazer autoquestionar acerca dos motivos pelos quais passamos tempo a dar cabo do canastro e da mioleira desnecessariamente, quando podemos perfeitamente go down to the river, and into the river we'd dive... 

30.7.17

NOS, os CTT, a quebra no BCP e uma sugestão para o PdC

Eu não sei o que vai acontecer amanhã mas se foram sensatos à disciplina então deixaram para outros, na última sessão, as ações que detinham do BCP com a ideia, evidente, de poder comprar mais barato! Essa oportunidade, fazendo fé no que dissemos aqui, pode estar pelos 23 cêntimos! Que dizeis?                                                                            
                                         

23.7.17

Ponto da situação (com PSI20, BCP e SONI)

A paciência é uma virtude das grandes em tudo na vida e nesta arte de manobrar nos mercados chega ao ponto de ser uma exigência. Passou quase um mês desde que falamos do PSI20 e, mais coisa menos coisa, permanece tudo na mesma e nós mantemo-nos convictos de que é necessário que se quebre em fecho e com volume a zona entre os 5300 e os 5350 para justificar uma entrada. Até que isso aconteça toda a ida a jogo revela falta de paciência e só se justifica numa lógica de toca e foge que terá sempre um rácio ganho/risco diminuto. Isto sem prejuízo de terem existido de há um mês a esta parte boas oportunidades, mas eu diria que a quebra da resistência de que falamos tem potencial para tornar ridícula a canseira que se tem a apanhar essas tais oportunidades.

20.7.17

O suíço

Há muito tempo atrás, houve um dia em que o suíço acordou e tomou uma decisão que definiria um estilo de vida: doravante não saio da cama a não ser que lucre para cima de 500%! A ideia veio-lhe, se não estou em erro, depois de verificar que especular nos mercados financeiros faz do trabalho remunerado uma excentricidade que só se justifica se não soubermos fazer mais nada, se andarmos neste mundo tolhidos de medo ou se formos pagos como vedetas da bola. E, assim fez, deixou-se de merdas e abraçou por inteiro uma política de preços extremos. Ao princípio, a clientela torceu o nariz e fugiu a sete pés, mas depois o modus operandi da mente humana fez o que lhe competia. Afinal de contas, que outro motivo haverá para um relógio de pulso custar o mesmo que um apartamento, a não ser o facto de o artista que os vende ser um génio com rodas dentadas e engrenagens?

19.7.17

Matterhorn

Eu cá não sou alpinista, e é pouco provável que me aguente mais do que 3 segundos em cima de uns esquis, mas sou um grande apreciador da obra do pai Universo e da mãe Natureza, de maneira que poder por os olhos no Monte Branco a partir da base em Chamonix e do Matterhorn desde Zermatt, e fazê-lo no mesmo dia, foi acepipe de que ainda me não recompus e continuo com o neurónio aos saltos. Sugestão: acrescentem um jantar dessa iguaria da gastronomia suíça que é a raclete de queijo e podeis ter a certeza de que, no final, até o fígado vos bate palmas!

16.7.17

Keep it simple, ponto

Mais, muito mais, do que qualquer análise fundamental ou notícia lançada, que por vezes já incorporada, as verdadeiras oportunidades no curto/médio prazo surgem pelo despoletar de movimentos técnicos!


"As oportunidades aparecem todos os dias. É preciso estar disponível mentalmente para elas."
                                                                                                   Américo Amorim
                                                                                                                                                                                                                                          




E como bem sabeis é aí que a nossa labuta diária assenta! Identificar oportunidades que criem riqueza! Tudo o resto é especular, fazer a leitura do que nos chega na imprensa, cmvm e outros, que não privilegiados! Portanto,

Até que chega o arauto da desgraça, que lá do pedestal da sapiência só vê a banda passar, e nos diz - "ah, mas esses movimentos técnicos são pura especulação e são fundos a trabalhar com gente super especializada e com algoritmos todos xpto para levar na cantiga os incautos, a empresa está toda lixada, tem imparidades de perder de vista e por isto e por aquilo ou essa outra está falida e mais não sei o quê..." - but, who cares? 


De que raio interessa toda essa conversa, que nos faz perder o foco no essencial, se a ação subiu 100% e eu estava dentro e já tenho o dobro do que tinha do lado de cá? Que interessa estar toda parida se o gráfico nos diz - e a toda a gente que o queira ver ao invés de discutir o indiscutível porque nós nem outros, que perdem tempo a fazê-lo, sabem o que realmente se passa nos meandros das negociatas - à quebra com volume, entra!


Reparem no BCP, em 4 takes desde o AC! 


Take 1, onde especulamos sobre o AC e sobretudo definimos a linha vermelha onde não queremos que quebre em baixa (desde então atingiu o número redondo 100 de percentagem de valorização!). Podem ler na integra a análise da altura aqui!

Take 2, dissemos onde não o queríamos, analisamos a potencial correção e onde depositávamos todas as fichas! Desde aí até à nossa resistência que ainda não tinha sido testada foram 33% de valorização! 

Take 3, onde puxamos dos galões e identificamos padrão com projeção para os 26 cêntimos na quebra em alta dos 0,20€! Esta semana atingiu esse valor e prontamente corrigiu! Recordem aqui

Take 4, para o atual momento! Após atingir a projeção dos 0,26€ e corrigir mantemos a bitola do ponto de entrada se situar no oscilador EMA21 (a vermelho tracejado) bem como na nossa Lta que se encontra pelos mesmos valores, pouco acima dos 24 cêntimos! Quebra aqui, em baixa, e lá se vai a nossa orientação! E só isso já é mau! Quebra os 23 cêntimos e soam as sirenes! Para cima a resistência está, ligeiramente, acima dos 28 cêntimos. 

Reparo final para a Pharol, já que estamos numa de apresentar resultados, para a quebra dos 31 cêntimos que ocorreu esta semana e ao disparo a que a levou! 15% de um dia para o outro não está mau! Embora não tenha atingido a nossa resistência ficou bem perto da nossa projeção analisada aqui há duas semanas atrás! Mantemos a leitura, façam contas aos risco de entrada numa fase em que se encontra no meio da ponte, fifty/fifty para rácio é a parada atual!

A terminar, juntamos PJ Harvey e Josh Homme dos QOTSA e relembramos isto!

 





4.7.17

Montepio

Não acompanho o Montepio e, por isso, o que sei sobre o negócio é o que vou acompanhando nas notícias dos jornais e dos sites especializados. Sei que a coisa não estava famosa, como na demais banca, e que a SCML está para entrar no capital. De maneira que o que vou dizer a seguir deve ser lido com a devida reserva. 

A OPA hoje anunciada sobre as unidades de participação pode ter, à partida, as seguintes consequências na negociação de amanhã:

Três notas da atualidade

Por causa dos atentados terroristas, que utilizam bombas artesanais feitas a partir de nitratos e afins, obrigam quem quer adubar a terra ou usar herbicidas a fazer ações de formação para que conste de um cadastro que enumere os possíveis compradores desses produtos, de maneira que se quiserdes adubar, mesmo que seja num quintalinho de varanda, ou fazeis a formação, ou contratais um jardineiro encartado ou então usais estrume intestinal! E se houver um atentado, escusado será dizer que vão ver quem da lista andou a comprar nitratos, e se quem os vendeu os vendeu a gente que consta da lista e onde foram utilizados! 

2.7.17

Impresa

Não tenho a certeza se foi a maior valorização do semestre que ora findou na bolsa portuguesa, mas a Impresa com 145% (contra os 10% do PSI20) fez coisas engraçadas pela carteira dos que atinaram comprá-la no início do ano. O mote para o galope estou em crer que não foi o sucesso das novelas da SIC, nem terá sido o facto de lhes terem cortado a corrente em Angola, nem tampouco os resultados apresentados (prejuízos de 2,8 milhões no 1º trimestre, com uma queda de 4,4% nas receitas) mas, como imagina quem anda mais ou menos atento a estas coisas, as movimentações em torno da venda da Média Capital, dona da TVI por parte da espanhola Prisa, empresa que está com a corda cada vez a apertar mais na garganta.

Duas novas e os altamente especulativos 7 cêntimos na Pharol


As novidades deixamos para o fim e por enquanto mantemo-nos fieis à seca valente que temos levado, que se traduz em 4% de oscilação no PSI20, em mês e meio e tem-se refletido, como já aqui referido, nos nossos escassos motivos de análise nos últimos tempos. E até aqui nada de novo que não seja especular agora um pouco com a Pharol e com um movimento técnico potencialmente entusiasta!



Vejam como está isto: