15.9.14

O BPI

Sem nada de relevante para dizer, vou-me mantendo calado que a bolsa também é feita de silêncios. 

Hoje, porém, volto a olhar para o BPI. Depois dos acontecimentos do fim-de-semana, envolvendo o Novo Banco (grande barracada aquela foi e continuará a ser), fica-se sempre na expetativa de ver como se vão amanhar os restantes bancos. A verdade é que as notícias para o lado do BPI parecem mais engraçadas do que para o outro banquito da nossa praça, se bem que não seja de excluir que a subida de um impulsione o outro. 

A perspetiva de, por tuta e meia, poder avalançar-se ao negócio do Novo Banco é capaz de contribuir para nos alegrar um pouco mais a conta bancária, se nos conseguirmos colocar do lado correto do mercado. Dá-me a ideia de que com o Governo à rasca para vender, sem que haja abundância de interessados, vamos ter o Ulrich a ficar com vontade de assumir os galões de DDT. E o negócio é capaz de ser engraçado. O BPI tem que entrar com 10% da diferença entre os 4 mil e tal milhões e o preço da venda, mas o BCP ou a CGD vão ter que assumir 20 ou 30%. Pode dar-se o caso de o BPI comprar por um preço que faça parecer os 10% uma bagatela, ao mesmo tempo que entala a concorrência. Não há dúvida de que o jogo, no mínimo, promete. E nem sequer estamos a entrar em linha de conta com os depósitos que entretanto estão a transitar do ex-BES para os bancos que restam e que, no limite, devem chegar para colocar os rácios de acordo com os mandamentos dos testes de stress (aliás, se eu fosse adepto de teorias da conspiração, coisa que não me seduz, diria que liquidaram o BES para salvarem os outros todos e evitar que a banca portuguesa colocasse o país ainda mais de pantanas).

Entretanto, tecnicamente, o BPI está num ponto em que ou vai ou racha: aquela SMA200 (a vermelho), uma vez quebrada, vai permitir dançar o bira. Que assim seja!


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