13.9.15

Cities Skylines

Quando eu era um jovem chavalo, ali por finais da década de 80, andei uns temos a delirar com um jogo para pc chamado Simcity, um simulador de gestão de uma cidade que nos dava a possibilidade de sermos presidentes de câmara, tesoureiros, construtores civis, sociólogos, etc. O jogo era tão rudimentar que hoje em dia qualquer adolescente ficaria banzado com quão pouco exigentes nós éramos, mas a verdade é que não tenho dúvidas de que muito do gosto pela gestão e pelos negócios que hoje fazem com que exista este blogue foi mesmo criado por este tipo de obsessão por fazer crescer cidade virtuais, gerindo gastos e ganhos de uma forma racional e eficiente (é que ao contrário das cidades reais, na cidade do Simcity, se fizéssemos asneira, os habitantes iam-se embora e abríamos bancarrota):


Agora estamos 26 anos à frente no tempo e este verão descobri um novo simulador de gestão de cidades que me fez perder algum tempo à volta do computador. Trata-se de Cities Skylines (CS), um título da sueca Paradox Interactive (umas semanas após o lançamento já tinham vendido 1 milhão de cópias), que aparece fora da linha Simcity (hoje já há imensos jogos do género, inclusive online e gratuitos), mas que mantém parecenças naquilo que é essencial, atualizando de forma muitíssimo interessante o grafismo e a interatividade, ao mesmo tempo que introduz novas funcionalidades que tornam a experiência de jogo mais envolvente. Num blogue sobre Bolsa é evidente que é a parte de gestão que mais interessa e essa continua muito presente em CS, embora o jogo tenha evoluído mais no sentido de permitir ao jogador usar a imaginação para encontrar soluções para problemas que vão surgindo à medida que a cidade cresce (por exemplo, para o problema do trânsito ou até, lá está, para a dicotomia entre ganho de impostos e despesas). No final, trata-se, não só de uma ótima forma de relaxar, mas também de cultivarmos muitas das formas de pensar que estão subjacentes ao money management. Se eu tivesse menos 26 anos ia-me passar dos carretos; agora, é giro e recomenda-se, mas a verdade é que gostamos mais de brincar com euros. No entanto, se gostam de jogos e se apreciam jogatina de estratégia e que puxa pela mioleira sem dar cabo do sentido estético têm aqui uma opção que vale a pena analisar.


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