27.7.16

GALP

Target de curto prazo - 13,00 €
Stop loss - 12,10 € (em fecho)

Resultados - 29/7 antes da abertura


21.7.16

Resultados do 1º Semestre

BPI - 26 de julho - AF
EDPr - 26 de julho
Jerónimo Martins - 27 de julho - AF
BCP - 27 de julho - AF
NOS - 27 de julho
Altri - 28 de julho
EDP - 28 de julho - AF
Galp - 29 de julho - AA
Sonae - 18 de agosto
Mota Engil - 30 de agosto

20.7.16

PSI20

No nosso gráfico, o PSI20 está justo na fronteira bear/bull de curto prazo! As médias móveis de curto prazo também estão a ensaiar um cruzamento positivo que já não acontece desde abril, e temos a descrença em níveis bastante elevados (vejam o nosso post de ontem sobre a Sonae), o que também costuma jogar a favor. Por outro lado, está à porta a silly season e a malta está mais para ir a banhos do que para se meter em aflições!

DAX30 em zona chave

O gráfico fala por si: o momento atual está marcado com o ponto azul!


19.7.16

Sonae

Movimento interessante hoje na Sonae. Foi à base do canal de curto prazo numa situação de sobrevenda e sofreu o correspondente efeito mola. O volume está bom e parece existir força compradora, mas, muito francamente, se fosse para ficar com um lote agora, teria bastante medo. É que a SON já não fecha acima da EMA9 (linha verde) há imenso tempo e, bem vistas as coisas, o topo do canal também está mesmo ali. Pode ser que valha o risco, até porque o PSI20 continua a hesitar imenso, mas parecem existir mais argumentos para vender do que comprar!


18.7.16

Curtas do dia

Ontem estive para vir aqui falar-vos das três que se seguem mas com o tempo que se faz sentir não há força de vontade que supere a moleza em pleno findar de fim-de-semana! Salve-se que nada do que vos ia dizer aconteceu hoje e o propósito continua de pé! Veremos para que lado cai!

Altri em zona de possível activação de duplo fundo! Caso confirme projecta-a para a zona dos 3,65! Pelo caminho terá um máximo relativo para superar nos 3,42! O resto está aqui:


Na Mota Engil, ficou assim:


E agora? Pois, não sei! Talvez esperar pela quebra nos 1,76 com vista ao anterior máximo relativo pelos 1,93!

Tanto uma como noutra estão em zona de definições (tipo o jogador que faz o passe para o golo ou - diacho - faz o passe para o contra-ataque do adversário) portanto...isso, é melhor seguir o lance! Fica a jogada!

Quanto à terceira fizemos hoje, ainda em pleno jogo (isto é o efeito do fartote que foi o campeonato da Europa!), um pontual reparo no nosso FB e agora deixo-vos o fecho do dia! Na linha! Veremos se segura!  


A habitual nota musical não é do dia mas podem confirmar qualidade clicando aqui! Nós atestamos! Boa semana! Este foi o curtas do dia!

16.7.16

Música do dia


Uma conspiração de estúpidos 1

O livro estava para ali na estante há já bastante tempo, e já não sei onde vi uma resenha que me levou a pô-lo na fila de espera, até que há menos de uma semana lhe deitei finalmente a mão. Refiro-me a Uma conspiração de estúpidos, de John Kennedy Toole, um título que remete para um conjunto de personagens que, cada um à sua maneira, tem uma visão peculiar, mas estranhamente familiar, da forma como deve ser encarado o mundo.


No centro da trama está Ignatius Reilly, um balofo de 30 anos da Nova Orleães dos anos 50, mestre em história medieval, que vive em casa da mãe alcoólica e é o fulano mais auto-confiante, mais preguiçoso, racista, manipulador, narcisista e misantropo que se possa imaginar. Um estúpido. Quando a mãe também fica desempregada e com uma dívida às costas, Ignatius lá se decide a sair de casa e tentar arranjar um choio:

Resolvi passar a chegar ao escritório uma hora mais tarde. Assim, estou muito mais descansado e fresco quando lá chego e evito aquela primeira hora desconsoladora do dia de trabalho, durante a qual o meu sistema nervoso, ainda lento, e o meu corpo fazem de todas as pequenas tarefas um tormento. Descobri que, se chegar mais tarde, o trabalho que executo é de muito melhor qualidade.


Ignatius passa a vida entre os biscates que vai encontrando e as teorias da conspiração que urde e deixa registadas num diário intelectualóide e na correspondência bastante agreste que mantém com uma ex-comparsa de luta na faculdade com quem, entretanto, se incompatibilizou. Pelo meio, empanturra-se de cachorros quentes, alimenta uma relação no fio da navalha com a mãe, brinca na banheira com barquinhos e vê sucessivos episódios do Teddy Bear.

Mas a confederação de estúpidos tem muitos mais membros: um industrial falido, cuja mulher alimenta o projeto de psicanalisar uma velha caquética, a dona de um bar manhoso na baixa da cidade, a braços com projetos de novos números para animar as noites e um negócio paralelo de tráfico de estupefacientes, um sargento da polícia que impõe aos seus homens quotas de detenções ou um tal de Dr. Talc, um professor universitário medíocre a quem Ignatius, em vez da tese, entregara um papel de bloco de apontamentos com as seguintes considerações:

A sua ignorância acerca do que afirma ensinar merece a pena de morte. Duvido de que saiba que S. Cassiano de Imola foi apunhalado até à morte pelos seus alunos com os buris destes. A sua morte, uma morte honrosa para um mártir, transformou-o no santo patrono dos professores.
Reze-lhe, seu idiota iludido, seu golfista enganado, seu pseudopedante engolidor de cocktails, porque precisa mesmo de um patrono celeste. Embora os seus dias estejam contados, não morrerá como mártir - porque não persegue nenhuma coisa sagrada -, mas como o burro que realmente é.


O que mais impressiona no livro nem é a história e a barrigada de risos com que nos presenteia, mas si a escrita límpida e escorreita de J. K. Toole. O livro transforma-se numa novela picaresca dos tempos modernos graças à forma como é usada a linguagem, sempre perto de resvalar para o non-sense ou o vulgar, mas escapando justamente no momento de transformar o produto final numa vitória. Toole consegue evitar que as suas personagens caiam na maldade ou pareçam maliciosas, mas joga com elas de uma maneira tão hábil que resultam, na sua estupidez, estranhamente realistas!


Não admira que o livro contenha referências autobiográficas. Afinal de contas, Toole suicida-se aos 31 anos, mergulhado na depressão e na paranóia, depois de ver o livro que escreveu rejeitado em sete editoras diferentes. Foi um estúpido, tal como estúpidos foram os que o rejeitaram, porque o livro é mesmo bom e mereceu o Pulitzer que ganhou postumamente, depois de a mãe do escritor ter conseguido que o publicassem, onze anos depois da sua morte. E estúpido também fui eu (só um bocadinho) por só agora o ter lido.

12.7.16

BCP em pura AT

Eu não sei se algum de vocês viu um segundo ombro (invertido) a ganhar forma no último mínimo relativo nos, precisos, 0,0175! Se sim, então partilhamos a mesma visão e quanto a mim só me resta pedir mil perdões se não falei disto antes mas como sabem temos andado em território desconhecido e é complicado analisar em tempo útil (de interesse) o que quer que seja, que é como quem diz, dou de barato mudar de opinião rapidamente (mais rápido do que o costume) e o nosso raio de acção na esfera de decisões torna-se de tal forma especulativo e volátil que não nos permite partilhar a nossa opinião, conforme propósito da casa! 

Adiante!

Indiciava no início de conversa um possível IHS que se o padrão não enganar já terá sido confirmado na passagem pelos 0,0205 e que dá um projecção para os 0,0255 fruto da amplitude de meio cêntimo entre a neckline e o valor de abertura (o topo da cabeça) do brexit day, nos 0,0155! 

Gráfico:



Conforme o que foi escrito aqui pelo David temos os 2,2 cêntimos como barreira e a ser mais preciso diria que hoje já levou, de certo modo, com essa resistência! Por outro lado já estamos acima das médias móveis, o que é bom para o curto prazo e nos serve de referência, suporte! Ou seja, a cotação está entre a espada e a parede e para o cenário do inverse head and shoulders atingir projecção terá necessariamente que a cotação quebrar valores pelos máximos de hoje e não quebrar negativamente pelos 0,0205! 

Agora um exercício pessoal: hoje foi lá e vendi. Amanhã quebra e talvez compre (o volume talvez ajude na decisão)! Mas o que preferia mesmo era que recuasse junto à EMA21 (vermelho tracejado) para comprar! Quebra em baixo a EMA9 (azul tracejado) e vendo! Sobe e espero serenamente que cruzem médias móveis e ganhe embalo para quebrar a nossa resistência (ou vice-versa) e atingir projecção!

Como ainda estamos todos em modo orgulho do feito da nossa Seleção, que nos enche de motivação e exemplo para as batalhas de cada um de nós, termino com um exército de 7 nações extraído directamente do nosso spotify!

Continuação de boa semana.


9.7.16

Ponto da situação

Duas semanas out of business é dureza, mas com o mercado como se pôs depois do Brexit todo o cuidado é pouco e a sensatez aconselha a que se opte mais por gozar o Sol, ver a bola e tentar manter a cabeça fria. Como dissemos da última vez, nunca nos seduziram momentos de tão alta volatilidade e em que toda a gente parece de repente saber o que vai acontecer, apesar de paradoxalmente prevalecer a incerteza. Os chamados momentos de bolsa-casino!

Façamos um ponto da situação.

Por um lado, há os três aspetos que estão a preocupar toda a gente no que ao curto prazo diz respeito:
  • A queda da libra vai criar pressão adicional nos números da economia da Alemanha (e do resto da zona euro), coisa que já se começa a notar, por exemplo, nas encomendas industriais, embora se possa considerar excessiva uma ligação causal direta. Afinal de contas, o que o Brexit fez de mais relevante foi criar mais um concorrente de peso ao euro e vai demorar algum tempo até percebermos se a batalha económica com o RU nos vai ficar mais barata que as benesses que o Cameron tinha negociado. Até ver, a queda previsível do GBP face ao dólar está a tornar as exportações inglesas para os países que compram em moeda americana mais baratas (que o diga, por exemplo, a ABF, dona da Primark), e como o EUR não caiu nada que se comparasse, é provável que o superavit alemão venha a sofrer;
  • A subida dos metais preciosos, ouro e prata (29% e 47%, respetivamente, no que vai de ano) é sinal de take cover por parte de muitos dos mais espertos do mercado e embora se possa argumentar com fatores de diversificação em tempos de tão elevada liquidez, também não é destituído de senso imaginar que muitos se estão a precaver para dias mais negros, optando por investimentos considerados de refúgio;
  • A notícia dos fundos de investimento imobiliário que suspenderam a negociação e congelaram resgates faz lembrar demasiado o verdadeiro início da crise do subprime para ser ignorada. Em 2007, foram movimentos do mesmo género em fundos americanos que deram o sinal para bater em retirada, numa altura em que o nervosismo já era por demais evidente, mas em que ainda estávamos longe da queda do Lehman Brothers.
Por outro lado, continuamos a ter números da economia americana muito aceitáveis e, acima de tudo, a persistência de baixíssimos níveis de inflação autoriza pensar que podem ser tomadas medidas adicionais de reforço da liquidez por parte dos bancos centrais.

Pesando tudo, e contra as expetativas de muita gente, o mercado não só não se espatifou como o S&P americano esta praticamente em máximo histórico.

Assim sendo, e porque há limites para quanto conseguimos conter a ganância, não foi possível mantermo-nos a banhos e tivemos que regressar à luta nesta sexta-feira. Ainda que estejamos longe de estar convencidos, fomos a jogo pelo lado longo, mesmo conscientes da possibilidade de o S&P marcar um triplo topo bastante comprometedor (cremos, contudo, que não vai acontecer e máximos mais altos se seguirão precisamente porque havia muita gente que estava na dúvida e que agora vai acabar por ficar convencida). 

No que ao PSI20 diz respeito ainda estamos vários furos abaixo de valores que nos deixem menos stressados, mas na sexta ensaiou-se um ataque à nossa primeira resistência. Ora vejam o gráfico, onde consta toda a informação que consideramos relevante:


E em que é que entramos nós, perguntam vocês? Pois bem amigos, em que haveria de ser se não no BCP? Concordo que é uma ação de bosta, que cai uns miseráveis 50% só este ano e que provavelmente cairá mais até dezembro, mas que aquela liquidez e o comportamento tantas vezes tão previsível fazem com que seja um regalo para quem gosta de emoções fortes disso que não haja dúvidas! E vejam lá a que pontos chegamos: fomo-nos a ele numa nesga de rede móvel em plenos passadiços do Paiva, enquanto apreciávamos a paisagem e recuperávamos o fôlego, só porque o vimos quebrar em alta o nosso valor de referência. E o patego cumpriu!


O plano que se segue é muito simples. Atenção à EMA21 (linha amarela) que já não é quebrada em alta e de forma consistente há imenso tempo, e depois aos 0,022. Para baixo, há margem para o aguentar até aos 0,0173! Depois, over and out


E amanhã temos franciú para o jantar, com um bordeaux a acompanhar e campanhe no fim! Como diz o outro, se perdermos... que se foda!

24.6.16

Mais um dia de loucura

É um hábito de que faço ponto de honra nunca estar presente nestes momentos em que os mercados viram casino. Desta vez, a euforia que se viveu antes do dia D e que antecipamos aqui tornaram a tarefa bastante mais fácil: o possível ganho com a vitória do bremain tornou-se fortemente desfavorável face ao risco de vitória do brexit

Nem curto nem longo no dia das decisões, não significa que não se embarque na loucura quando tudo estiver consumado. 

Mas nós, nem isso! 

À posteriori fica-se sempre ressabiado, porque, olhando para trás, é evidente que hoje havia negócios que podiam e deviam ter sido feitos. Vejam o gráfico do BCP, com um canal cuja base era um ponto de entrada evidente. 


Numa ação líquida muita gente vai valorizar aquele canal e tentar antecipar que depois do toque na base, mais cedo ou mais tarde tocará no topo! Evidentemente, toda a posição terá que ser desfeita na quebra em baixa: são as regras do jogo que, não tem, portanto, grande ciência. Quem aproveitou logo no início está de parabéns, mas a entrada no fecho já se faz a quase 15% do ponto de stop loss, pelo que o risco pode não compensar!

Nestes dias, o pânico de uns é sempre a oportunidade de outros, e há movimentos que acabam por marcar os gráficos de uma forma que perdurará no tempo. Vejam, por exemplo, a vela feita pela EDP Renováveis:


Brutal!

A nossa aversão a entradas no mercado nestes dias de grande stress tem razões fundadas na experiência. É ótimo sair vencedor aqui, mas jamais nos devemos esquecer de como é grande o risco nestes momentos.

Muitos têm comparado o que se passa agora ao que experimentamos aquando da falência do Lehman Brothers. Nessa altura, o verdadeiro pânico viveu-se no dia 6 de outubro de 2008, a seguir ao fim-de-semana em que, temendo o estrangulamento de todo o sistema financeiro americano, o presidente Bush assinou o decreto presidencial que autorizava o bailout de 700 mil milhões de dólares. Nesse dia, o PSI20 caiu 9%, num ano em que as quedas já iam em 40% (cotávamos na casa dos 7000 pontos) e até ao mínimo do ano, 20 dias mais tarde, ainda desceríamos 15%!

Claro que as situações não se podem comparar, nem a história se repete, mas jamais nos devemos esquecer de que a maior parte dos que vendem estão a contar comprar mais barato e quando tantos estão a vender, então...

Bom fim-de-semana!

19.6.16

Plano semanal

Caraca amigos esperamos que estejam todos bem depois de uma semana em que o PSI20 foi a mínimos tão mínimos que, desde que há registos no PRT, só foram atingidos em 2012 (duas vezes) e agora pela segunda vez neste ano. Correndo o risco de pisar o limite dos meus direitos constitucionais heróis do mar (mão direita sobre a mama), nobre povo, nação valente, tralará, egrégios avós (lágrima no olho), e depois a parte séria: às armas, às armas, tralará, marchar, marchar. Quantos são, quantos são? Até os comemos, caralho! 

Quereis saber como nos correu a dança? Pois, muito bem! Arrumamos a Galp quando a vimos perder fôlego: depois de quebrar os 12,10 ou mantinha a embalagem ou era de vender. Sem espinhas! O segredo é este: entre o medo de perder um ganho, o pânico de ganhar uma perda e a cagada de ficar entalado para sempre, não se deve hesitar por um momento que seja. Vendei amigos, vendei!

Por falar em vender entramos curto no S&P (devia ter sido no DAX), mas quando soubemos que a campanha do Brexit tinha entornado o caldo por causa de um louco assassino desmontamos a tenda e voltamos às compras. E que compramos nós? Até temos vergonha de dizer mas entramos no BCP na quinta em fecho! É verdade! ...Valente eeeeeeeeeee imortaaaaaal, tralará! Escusado será dizer que entregamos a carga quando apareceu gente simpática e esfomeada!

Mas agora ficamos na dúvida. 


Se há Brexit ou não só Nosso Senhor J.C. poderá dizer. Mas se houver, dizem os espertos, a cena vai ser tão apocalíptica que melhor seria se viesse um asteróide de 500 Km em direção à Terra e nos aniquilasse de uma só vez. Contra os canhões, tralará:


Sendo assim, eu voto contra e acho que os bifes, essa malta sempre tão sensata e bem pensante:


acabará por pensar como eu. Afinal de contas, uma coisa é gritar com a lágrima no olho que se marcha contra os canhões; outra coisa completamente diferente é efetivamente fazê-lo! Mesmo levando em linha de conta que no sangue bife circula muito mais álcool por mL do que no tuga e que tudo os que os patetas lamechas sabem dizer é que querem que deus lhes salve a rainha. Booooriiiing!

Chamem-me otimista (coisa que, de resto, está na moda) mas se vos estou a dizer que fico na dúvida é porque me parece que o PSI20 veio justamente pousar num bom ponto para encetar um movimento que possa dar umas coroas, lavantai hoje de novo o esplendor, tralará, desde que sejamos suficientemente sensatos para perceber que nos podemos esbardalhar feio se a coisa der raia! O cenário otimista não se recomenda a gente facilmente impressionável, mas se olharem para o gráfico do DAX constatarão que a porta de saída está tão bem assinalada como no PSI e quem escapou até aqui pode arriscar um pouco desde que mude de opinião se houver quebra:


A semana promete e vai ser de estalo! Ah! E ainda temos Portugal na final já na próxima quarta-feira! Que belos tempos estes em que acertamos viver! Sem ofensa aos nossos avós (egrégios) que, com certeza, também gozaram à grande!

Para animar, ficai com um hino cantado com a convicção dos que batem recordes de lançamento de perdigoto e produção de ranho!

   

8.6.16

Galp

Gostamos da Galp (e de outras de que temos falado) e não há dúvida de que se trata de títulos que também gostam de nós e temos feito umas tainadas valentes por causa deste amor saudável e mútuo! Quando é assim, é bonito brincar na Bolsa e não há desporto de que gostemos mais! Claro que se pode sempre argumentar que é mais engraçado andar na montanha russa e entrar nessa autêntica máquina de cárdio que é o BCP! Deixem-me dizer, cá para nós que ninguém nos ouve, que também eu estava a ver que o ressalto do BCP ia ocorrer nos 0,020 e a resistência seguinte estaria nos 0,028, pelo que ontem era de colocar ordem nos 0,021 (uma margem para se fazer o negócio) e hoje vender nos 0,027 (outra margem para não haver falha)! Limpinho! Vocês fizeram a jogada? Parabéns! Nós só nos lembramos hoje de que podíamos ter passado da teoria à prática! O que vale é que nunca haverá falta de oportunidades! Pode faltar dinheiro, mas oportunidades não!

Agora não discuto (muito) se me disserem que é forçado, mas diabos me carreguem se não estou a ver um cabeça e ombros invertido a pontos de ser ativado no gráfico da Galp! Se o resto do mercado ajudar e disser que sim (e um fecho acima dos 12,10€ é um aceno positivo) é coisa para atirar a cotação para a zona dos 12,9;13,0! Falha e pode vir cá abaixo outra vez à zona dos 11,7€. 

Com o petróleo a deixar para trás o valor psicológico dos $50, é bem capaz de fazer sentido uma subidita, mas também há quem defenda que os preços elevados vão prejudicar a economia, fazer baixar o consumo e levar a Galp a vender menos! Mas já todos sabemos que este é o local errado para quem quer certezas ou raramente tem dúvidas.

Fica o gráfico:

3.6.16

A Pharol e a nova de Mr Beck

No meio da descrença - a Ltd não facilitou - no nosso mercadito, um breve olhar para a Pharol que não vai de modas lusitanas, tanto mais que as suas preocupações andam por outras paragens

Com a brasuca Oi, empresa na qual tem participação (aproximadamente metade do seu valor atual - a outra metade é a que o mercado entende como recuperável dos 897 milhões da Rioforte), a recuperar de mínimos entre quarta-feira e ontem com uma valorização a rondar os 30% (ontem foram 20! Caramba!) é expectável que a nossa cotada prolongue o bom andamento verificado no curto prazo e mantenha a janela de oportunidades no índice! De referir que a dia 9 de Junho paga um dividendo de 3 cêntimos, que representa uma yield a valores atuais de quase 20%, o que deve ter contribuído para uma boa dose especulativa sobre o título na última semana! Fora especulações, gráfico:


Voltando à tese!

Ao fecho de ontem nos 15,2 cêntimos descontando o valor do dividendo iria a cotação cair no mínimo histórico, a suportar a cotação, nos 12,2 cêntimos e até aí as contas faziam sentido se ontem fosse o último dia para dividendos! Acontece que não! Esse último dia para negociar com direito a dividendo é só na próxima segunda-feira e até lá muita oscilação é possível, ou não tivéssemos a falar de uma expert em especulação! Com o fecho de ontem à noite da Oi (talvez a queda menor que o esperado do PIB brasileiro ou, mais provavelmente, os acordos recentes que implicaram perdões de multas tenham ajudado) não me espantaria que abrisse, daqui a nada, precisamente pelos 16 cêntimos! A minha maior dúvida é se quebra esse valor e se se lança para os 20! Número redondo, até na percentagem de valorização! Fica a ideia! O resto, é fazer conta de subtração: fecho de segunda-feira menos 3 cêntimos (em dividendo bruto na conta) e temos valor de abertura de terça-feira! Talvez numa das linhas do gráfico que rodeiam o atual valor!

Nota: Não lhe ganhem apego (a Oi continua numa situação desesperada e que o digam os obrigacionistas da ex-PT)!

Bom dia! Segue a nova de Beck Hansen! Sem mais, right now!